29 dezembro 2017

Antibióticos não funcionam contra tosse, diz estudo


Pesquisa mostra que efeitos entre pacientes tratados com remédios e outros que receberam placebos foram idênticos.

Antibióticos são ineficazes para tratar pacientes com tosse persistente causada por infecções pulmonares, segundo um estudo publicado pela revista especializada "Lancet".

O estudo, realizado com mais de 2 mil pacientes de 12 países europeus, verificou que a duração e a gravidade dos sintomas nos que foram tratados com antibióticos não foi diferente dos que foram tratados com placebos.

Mas especialistas advertem que em casos de suspeita de pneumonia, os antibióticos devem ainda assim ser usados, devido à gravidade da doença.

A pesquisa, realizada entre novembro de 2007 e abril de 2010 em países como Bélgica, Grã-Bretanha, França e Alemanha, contou com a participação de 2.061 pacientes que apresentavam uma tosse persistente por mais de 28 dias, com suspeita de infecções pulmonares, como bronquite.

Os participantes preencheram um ''diário da doença'' ao longo do tratamento e classificaram a gravidade de seus sintomas, que incluíam tosse, falta de ar, dores no peito e narizes entupidos ou coriza.

Paul Little, da Universidade de Southampton, que comandou a pesquisa, afirmou: "a receita do antibiótico amoxicilina no tratamento de infecções respiratórias em pacientes em que não há suspeitas de pneumonia não deve contribuir para a melhora do paciente e pode até provocar danos".

De acordo com o pesquisador, "a prescrição médica excessiva de antibióticos, especialmente quando eles são ineficazes, pode fazer com que estes pacientes desenvolvam resistência e sofram efeitos colaterais, como diarreia, alergias e vômitos".

"Nossas conclusões mostram que as pessoas estão melhores quando não tomam nada. Mas como um pequeno número de pacientes irá se beneficiar dos efeitos dos antibióticos, nosso desafio permanece sendo identificar esses indivíduos", afirma.

Michael Moore, do Colégio Real de Clínicos Gerais da Grã-Bretanha e co-autor do estudo, afirmou que "é importante que clínicos gerais tenham conhecimento claro sobre quando podem ou não prescrever antibióticos para pacientes de modo a reduzir a aparição de resistência bacteriana".


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/12/121219_antibioticos_tosse_bg


Alergia

 

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico.

 

Tipos de Alergia:  

 

Alergia a alimentos


Alergia alimentar pode ser difícil de diagnosticar porque existem vários tipos de reações adversas a alimentos. Um desses é a alergia alimentar. As reações causadas por alimentos podem ser consideradas:

Intolerância ou reação anormal a um alimento ou um aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e lança uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Por exemplo, pessoas que não produzem lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite) não toleram alimentos com leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.

- Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.

- Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a elementos químicos que ocorrem naturalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.

Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito, diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e, também, como crise de asma. A situação mais grave de alergia a alimentos é o choque anafilático.

Os alimentos mais associados a choques anafiláticos são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, clara de ovo e sementes, como o gergelim. Os alimentos que mais provocam alergia são: leite de vaca, ovos, amendoim, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim (que é um legume), não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.

 

Na avaliação da sua condição, seu médico especialista pode aplicar testes ou solicitar dosagens no sangue para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor é que você evite os alimentos a que você é alérgico, por menor que seja a sua quantidade.

 

Alergias de Pele:


Eczema

 A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, pode se iniciar já nos primeiros anos de vida. Quando o eczema é provocado por reações alérgicas, ele é chamado de eczema atópico. Neste tipo de dermatite a coceira aparece antes das erupções. Crianças com dermatite atópica com freqüência desenvolvem outras manifestações alérgicas, como rinite e asma.

Se você tem erupção cutânea com coceira por longo período é possível que você sofra de eczema. Embora as lesões eles possam aparecer em qualquer lugar do corpo, é mais comum surgirem na pele do lado interno dos cotovelos e atrás dos joelhos. Seu médico pode suspeitar de eczema se você tiver erupções caracterizadas por áreas secas e inflamadas da pele, com coceira.

 

Dermatite de contato:


 A pele pode desenvolver reações alérgicas quando entra em contato com determinadas substâncias. Quando sua pele tem contato direto com plantas, substâncias simples como níquel e cromo, constituintes de cosméticos ou medicamentos tópicos ela pode coçar, se tornar vermelha, e inflamada. Este quadro de erupção cutânea com pequenas vesiculações, prurido e vermelhidão é característico da dermatite de contato. Procure seu médico para receber a orientação adequada à intensidade de sua manifestação.

 

Dicas para cuidar da dermatite de contato:


• Lave com água quente e sabão a roupa e outros objetos que entraram em contato com o alérgeno para evitar uma nova exposição a ele.

• A secreção que surge com a erupção não vai espalhar a lesão. Isso só acontece se suas mãos estiveram contaminadas pelo alérgeno e você coçar a pele.

• Comprimidos de anti-histamínicos podem aliviar a coceira.

• Faça o possível para não coçar. As erupções da dermatite de contato geralmente não deixam cicatrizes, mas isso pode acontecer se você coçar as feridas e elas infeccionarem. Neste caso é provável que você necessite de antibiótico.

• Corticosteroides tópicos podem aliviar a erupção cutânea.

 

Urticária:


As urticárias surgem na pele como placas vermelhas inchadas e apresentam coceira muito intensa. Duram de poucos minutos a várias horas no mesmo local. De modo geral, aparecem em surtos em diversos locais do corpo e podem se acompanhar de edema (inchaço) em certas regiões, como os lábios e pálpebras, o que chamamos de angioedema.

Existem numerosos fatores que podem desencadear ou agravar surtos de urticária: alimentos, medicamentos, corantes alimentares, exercício, calor, fatores emocionais e picadas de insetos, entre outros. Em casos de urticária, seu médico pode prescrever um anti-histamínico para aliviar a coceira.

Muitas vezes o quadro de urticária adquire grande intensidade e pode durar várias semanas. Nesta situação é comum o especialista investigar além de causas alérgicas, outros possíveis desencadeantes através de exames específicos. Infecções, doenças hepáticas ou de tireóide, assim como, doenças reumáticas podem se acompanhar de surtos de urticária.

Nos casos de urticária de longa duração é comum o especialista orientar cautela com o uso de habituais desencadeantes, como certos medicamentos e os corantes industrializados. Com frequência a associação de medicamentos é prescrita para controlar as manifestações mais intensas. No entanto, os anti-histamínicos são os medicamentos mais eficazes para controlar a urticária.

 

Alergia a medicamentos:


Alergia a medicamentos é a principal causa de reações anafiláticas, as quais podem ser mortais. As drogas mais associadas a esse tipo de reação são: analgésicos (ácido acetilsalicílico, dipirona), anti-inflamatórios, antibióticos, relaxantes musculares, alguns anticonvulsivantes, além de sangue ou seus componentes. Alguns alimentos e aditivos alimentares também podem provocar reações anafiláticas.

 

Se você tem alergia a remédios é muito importante ter esse tipo de informação impresso entre seus documentos pessoais. Carregar um cartão com os tipos de alergia que você tem pode ajudar médicos e equipes de resgate a tratá-lo com mais precisão. Peça que seu médico lhe oriente na confecção deste cartão de identificação.

Se você suspeita que apresentou reação alérgica a algum medicamento procure orientação especializada para esclarecer a sua condição.

 

Picadas de Insetos:


Embora a maioria das pessoas não seja alérgica a picadas de inseto, muitas delas apresentam reações no local da picada de mosquitos ou pulgas, por exemplo. Isto é mais comum na infância e com frequência esta hipersensibilidade desaparece na idade escolar ou na adolescência.

Abelhas, vespas, marimbondos e formigas podem provocar reações locais mais intensas e até reações mais graves como a crise anafilática. Isso ocorre como resultado da sensibilização (formação de anticorpos IgE) para componentes do veneno destes insetos. As picadas de formigas, vespas, marimbondos e abelhas são aquelas mais comumente associadas a reações alérgicas graves. Mosquitos, pulgas e outros insetos domiciliares provocam reações locais.

Lembre-se que nem toda pessoa alérgica a picadas de insetos apresenta choque anafilático. No entanto, se você for alérgico, peça orientação a seu médico sobre medicamentos que podem ser necessários em caso de reações agudas graves.

Os sintomas mais comuns após a picada (mesmo para quem não é alérgico) são vermelhidão, inchaço, dor e coceira no local, que desaparecem após algumas horas. A reação local por picada de formiga pode induzir formação de bolha no local da picada e ser mais duradoura. Borrachudos com frequência provocam reações locais dolorosas, com muita coceira e que permanecem por vários dias.

Mesmo se você não tiver reações alérgicas às picadas de inseto, isso pode causar grande desconforto. Para aliviar a dor você pode:

 

• Elevar a parte do corpo que foi picada e colocar gelo ou fazer uma compressa fria para diminuir o edema (inchaço).

• Não furar qualquer bolha que possa surgir. Limpe as bolhas com água e sabão para evitar infecções.

• Creme de corticosteroide tópico e anti-histamínico oral podem ajudar a controlar a inflamação e a coceira.

• Se você estiver com muita coceira (mesmo sem reação alérgica) procure um médico para que ele receite a medicação correta para reduzir o inchaço.

• Se o inchaço aumentar, procure cuidados médicos imediatamente.

• Prevenir é o melhor remédio. Diminua o risco de picadas de insetos usando sapatos fechados, meias, luvas e repelentes quando estiver em locais sujeitos a maior exposição.

• Se você é alérgico a picadas de insetos, seu médico pode recomendar que você adote medidas preventivas para evitar o contato e que tenha sempre a mão medicamentos para tratamento imediato de reações anafiláticas.

 

Reações anafiláticas:


Hoje não é tão comum ocorrerem mortes provocadas por choques anafiláticos, pois nem todas as reações são graves a este ponto e também porque existem medicamentos que podem reverter o quadro.

Quando ocorre a anafilaxia, grandes quantidades de histamina e outras substâncias são liberadas pelos mastócitos ao longo de todo o corpo. A liberação de “mediadores inflamatórios” causa a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial. As vias respiratórias se estreitam e fica difícil respirar. Sintomas do choque anafilático incluem urticárias, inchaço dos lábios, língua e garganta, náusea, vômitos, dor abdominal, diarréia, falta de ar, queda da pressão, convulsões e perda de consciência.

Estes sintomas surgem rapidamente após o contato com o agente desencadeante. Quando são muito rápidas, essas reações deixam pouco tempo para atendimento hospitalar. Se seu médico suspeitar que você corre algum risco, ele pode recomendar que você tenha sempre à mão um kit de emergência que deve ser usado imediatamente, aos primeiros sinais de um choque anafilático. Não espere que apareçam outros sintomas, pois nunca se sabe a gravidade da reação.

Fale com seu médico, veja se você precisa desse kit e aprenda a utilizá-lo da forma correta. Ensine sua família como usá-lo também e mantenha-o sempre à mão, em lugares como seu carro, trabalho ou cozinha. Se seu filho corre o risco de choque anafilático, mantenha o kit em casa, na escola e deixe-o ao alcance de babás ou qualquer pessoa que estiver cuidando dele. Conheça os locais de atendimento de emergência na sua cidade. Quando viajar, se informe sobre os locais de atendimento na cidade que você está visitando.


Alergia ao Látex


Esse tipo de alergia tem se tornado mais comum recentemente, devido ao grande número de produtos que contêm látex hoje em dia. As reações vão de erupções cutâneas locais a reações graves como o choque anafilático.

O risco de desenvolver alergia ao látex parece ser maior em pessoas que estão constantemente em contato com luvas de látex, como os profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, etc.) ou mesmo em crianças que sofrem repetidos procedimentos médicos que as expõem a produtos contendo látex.

Alguns produtos chamados de látex na verdade não contêm essa substância. Um exemplo disso é a tinta látex.

Existe similaridade entre os alérgenos de látex e de alguns alimentos. É possível que pessoas alérgicas ao látex apresentem reação à banana, abacate, castanhas, maçãs, cenoura, aipo, mamão, kiwi, batata ou melão, por exemplo. Inversamente, também se encontram pessoas que sendo alérgicas a estes alimentos acabam desenvolvendo reação a produtos com látex.


Produtos que normalmente contém látex:


  • Curativos adesivos;
  • Borrachas;
  • Colas;
  • Luvas cirúrgicas e de limpeza doméstica;
  • Bicos de mamadeira;
  • Bolsas para água quente;
  • Bexigas ou balões de aniversário;
  • Chupetas;
  • Cápsulas com óleo para banho;
  • Medidores de pressão arterial;
  • Pegadores (de ferramentas, bicicletas, raquete;
  • Roupas de plástico (como capas de chuva);
  • Preservativos;
  • Brinquedos e bolas de plástico;
  • Esponjas de cosméticos;
  • Certos tipos de sapatos;
  • Diafragmas;
  • Cortinas de plástico para chuveiro;
  • Roupas de lycra;
  • Elásticos de roupa.

 

Se você é alérgico ao látex, o melhor a fazer é evitar o contato direto com esses produtos, assim como, ter cautela em ambientes onde produtos com látex são manipulados.

 

Sintomatologia:


  • Espirros em salva (vários espirros seguidos);
  • Nariz obstruído, com respiração pela boca;
  • Coriza (secreção nasal aquosa e fluida);
  • Tosse repetitiva;
  • Prurido (comichão) nos olhos, nariz, garganta e em qualquer parte do corpo;
  • Lacrimejação dos olhos;
  • Erupções cutâneas;
  • Urticárias;
  • Edema (inchaço) nos lábios ou nas pálpebras (angioedema);
  • Conjuntivite, faringite, sinusite e otite alérgicas;
  • Marcas nas pálpebras;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Vômito e diarréia.

 

Tratamento:


O tratamento deve ser direcionado aos sintomas, ao afastamento do paciente do alérgeno e, em casos selecionados, a indução de tolerância oral (em Alergia Alimentar) ou Imunoterapia Específica ou (em Alergias Respiratórias e Alergia aos Insetos Himenópteros).

O tratamento é dividido em duas fases aguda e da fase crônica. Esta divisão é aplicada as reações alérgicas agudas IgE mediadas.

 

Fase aguda

 

O tratamento da fase aguda é feito com anti-histamínicos e corticoides por via endovenosa ou intramuscular. Nos casos de alergias respiratórias pode ser necessário nebulização com beta-adrenérgicos. Medicamentos sintomáticos são prescritos conforme a necessidade de cada pessoa. É necessário também afastar a pessoa do agente que está causando a alergia.

 

Fase crônica


O tratamento na fase crônica, ou após o termino da fase aguda, é a Imunoterapia Específica ou Dessensibilização.

A Dessensibilização é uma forma de imunoterapia onde o paciente recebe doses inicialmente mínimas que gradualmente vão aumentando, com doses progressivas do produto alergênico em questão.

A Imunoterapia Específica é o único tratamento capaz de modificar o curso natural da doença.



 

Esteatose hepática ou fígado gorduroso

É doença hepática gordurosa, é uma condição reversível na qual grandes vacúolos de gordura triglicerídia acumula nas células do fígado através do processo da esteatose. Apesar de ter diversas causas, o fígado gorduroso pode ser considerado uma doença única que ocorre em todo o mundo naquelas pessoas que consomem álcool em excesso e naqueles que são obesos (com ou sem efeitos da resistência à insulina). Essa condição também é associada com outras doenças que influenciam o metabolismo da gordura.

O fígado é um órgão de primordial importância, sendo a principal unidade de fabricação e armazenagem do nosso organismo e um dos responsáveis pela transformação das proteínas, dos açúcares e das gorduras que ingerimos.

Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Etiologia:

  • Abuso de álcool;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso ou Obesidade;
  • Alterações dos lipídeos, como Colesterol ou Triglicérides elevados;
  • Drogas, como os corticoides e secundário a algumas cirurgias para obesidade.

Mais ou menos 1 de cada 5 pessoas com sobrepeso desenvolvem Esteato-hepatite não alcoólica.

Sintomas:

A doença costuma não apresentar sintomas, sobretudo se desenvolvida de forma progressiva.

Nos casos em que aparece subitamente, pode causar dor na parte superior direita do abdómen e icterícia (cor amarela dos olhos e/ou pele), boca seca, sensação de "ressaca" como indisposição após alimentações um pouco mais gordurosas.

Diagnostico:

  • Exame Físico - detectado aumento do fígado;
  • Exames Laboratoriais - Alterações em exames de sangue relativos ao fígado elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina;
  • USG de abdome,
  • Tomografia ou ressonância magnética;
  • Biopsia hepática do fígado.

A Esteatose também pode ser suspeitada quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

Evolução:

É um achado comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte desses pacientes uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de "Esteato-hepatite". A Esteato-hepatite não alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.

Tratamento:

É importante saber que a Esteatose Hepática e Esteato-hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar, com acompanhamento médico e uso de medicamentos em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Crianças podem apresentar?

Sim, nos primeiros anos de vida é causada principalmente por algumas doenças metabólicas. Já nas crianças maiores e adolescentes as causas são semelhantes aos adultos. O tratamento na infância é de fundamental importância para prevenir danos irreversíveis nos adultos, além da conscientização da criança para hábitos de vida saudáveis.





Consumo de vitamina d durante a gestação favorece desenvolvimento do bebê.


Bebês cujas mães seguiram a recomendação diária de consumo de vitamina D durante a gestação apresentam maior pontuação em testes de desenvolvimento de acordo com um estudo espanhol. Especialistas alertam, entretanto, que mulheres adeptas de uma dieta equilibrada e dentro da faixa de peso considerada saudável não têm motivos para se preocupar. A pesquisa foi publicada no periódico Pediatrics.

Cerca de duas mil mães participaram do estudo. Todas tiveram os níveis de vitamina D no organismo medidos durante a gravidez, especialmente no segundo trimestre. Os bebês, por sua vez, foram submetidos a uma bateria de testes com duração de uma hora, aproximadamente. Foram avaliados o desenvolvimento mental e a capacidade psicomotora das crianças.

A equipe de pesquisa do Centre for Research in Environmental Epidemiology, na Espanha, descobriu que bebês cujas mães tinham níveis ideais de vitamina D apresentaram desempenho melhor nos testes do que aqueles com mães que tinham deficiência de vitamina D no organismo. Segundo um dos estudiosos que participou da análise, mulheres acima do peso ou com obesidade eram as mais propensas a ter baixos níveis de vitamina D.

A principal fonte desse nutriente é a luz solar: 10 a 15 minutos sob o sol de duas a três vezes por semana já é o suficiente. A vitamina também pode ser obtida na alimentação, mas o consumo deve ser moderado, já que esses alimentos costumam ser gordurosos.

Alimentos fontes de vitamina D

A recomendação diária de ingestão de vitamina D do U.S. Dietary Reference Intake (DRI) é de 5 a 10 mgc para homens de 13 a 50 anos; de 15 mcg para homens de 51 a 70 anos; 5 mcg para mulheres de 13 a 50 anos e de 10 mcg para mulheres de 51 a 70 anos. Conheça a seguir alguns alimentos ricos nesse nutriente.

Sardinha e atum em lata

Cada 100 g de sardinha contêm 4,8 mcg de vitamina D e a mesma quantia de atum em lata apresenta 6,7 mcg do nutriente. As opções ficam uma delícia em torradas, saladas ou sanduíches.

Fígado de boi

Cada bife de aproximadamente 68 g de fígado de boi contém 0,8 mcg de vitamina D. Embora essa parte da carne não seja muito apreciada, ela pode ganhar novo sabor grelhada ou cozida com ervas naturais.

Ovos

Cada unidade oferece 1,1 mcg de vitamina D, sendo assim, uma fonte riquíssima desse nutriente. Prefira consumi-lo cozido ou assado, já que a versão frita carrega muita gordura.

Queijo cheddar

Cada 100 g de cheddar oferece 0,6 mcg do nutriente. O problema é que ele é extremamente calórico. Prefira ainda as versões artesanais, vendidas em rotisserias, que conseguem preservar parte do valor nutricional do queijo.




Polidrâmnio

É o aumento excessivo do volume do líquido amniótico, classicamente considerado quando superior a 2.000 ml. Sua frequência é ao redor de 1% e sua importância se deve ao aumento da morbidade e mortalidade perinatais.

  • Alterações do Volume do Líquido Amniótico
  • Aumento acima 95% percentil para idade gestacional
  • Aumento acima 97,5% percentil para IG
  • Volume superior a 2.000 ml
  • Incidência: 0,4 e 1,5% das gestações

Etiologia:

  • Malformação Fetal (50%)
  • SNC: Anencefalia, mielomeningocele, hidrocefalia.
  • TGI (Trato Gastro Intestinal): atresia do esôfago, hérnia diafragmática, estenose do duodeno, pâncreas anular, gastrosquise, onfalocele, fenda palatina.
  • Respiratório: MAC (malformação adenomatóide cística congênita), hipoplasia palatina.
  • Urinárias: doença multicística, tumores renais.
  • Cardíacas: doenças valvares, arritmias cardíacas.
  • Musculoesqueléticas: displasias esqueléticas.

Outras Causas Fetais

  • Doença Hemolítica Perinatal (DHPN);
  • Infecções;
  • Hidropisia Não-Imune.

Maternas:

  • Diabetes;
  • Aloimunização Rh - Consiste na sensibilização ao antígeno D presente na superfície eritrocitária. Durante a gestação e parto, pequenas quantidades de hemácias fetais podem atingir a circulação materna.

Patologias placentárias: Síndrome do transfusor transfundido, corioangioma, placenta circunvalada (não é uma patologia de malformação placentária e sim de inserção da membrana que leva a uma produção aumentada de LA).

Idiopática - (34-63% dos casos)

Classificação:

Quanto ao volume: leve, moderada, acentuada.

Quanto à instalação: aguda e crônica

Aguda: aparecimento rápido (menos que 24h ou poucos dias), mais frequente antes da 24ª sem.

Crônica: desenvolvimento no decorrer da prenhez, mais frequente no terceiro trimestre.

Diagnóstico:

O diagnóstico da polidramnia é suspeitado clinicamente:

  • Aumento da altura uterina em relação à idade gestacional;
  • Aumento do ganho ponderal materno;
  • Sobredistensão uterina e dificuldade de palpação das partes fetais e de ausculta dos BCF.
  • Sistematicamente, devem ser pesquisados o Diabetes mellitus e a presença de malformações fetais.
  • De certeza, o diagnóstico é ultra-sonográfico, dado pelo achado do ILA maior que o percentil 95 para a idade gestacional considerada.

Conduta:

– Investigar infecções congênitas:

  • Toxoplasmose;
  • Rubéola;
  • Citomegalovírus;
  • Varicela (catapora);
  • Parvovírus B19;
  • HIV (AIDS);
  • Sífilis;
  • Herpes;
  • Hepatite B.

- Rastrear diabetes mellitus;

- TS e Teste de Coombs;

- USG morfológico;

Para executar esse segundo método, são feitas algumas medidas dos "bolsões" de líquido em alguns quadrantes determinados no útero, sobretudo o maior bolsão. A soma dos valores determina os padrões que definem o ILA. Assim, os possíveis resultados são:

- Ecocardiográfica fetal;

- Estudo citogenetico fetal;

- Teste de kleihauer.

O volume de líquido amniótico aumente no decorre da gestação, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta das 34 semanas em torno de 800 ml e 1 litro, após ele período o volume tende a diminui gradativamente até o nascimento. Quando há indícios de polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros.

Se houver sinais de desconforto materno o esvaziamento deverá ser realizado. O esvaziamento é feito pela amniocentese e através de agulha calibrosa e inserção de cateter ligado a frasco a vácuo.

Recomenda-se a retirada lenta e gradual do líquido amniótico, para evitar a descompressão brusca, podendo levar a riscos maternos e fetais (descolamento prematuro da placenta, choque materno, óbito fetal, etc.). Sugere-se a retirada de cerca de 200 ml/hora (ou cerca de 3 ml/minuto) até a melhora da sintomatologia respiratória materna ou até atingir um total máximo de 500 a 1000 ml. O polidrâmnio volta a se formar e excepcionalmente nova punção pode ser realizada.

No sentido de diminuir a formação de líquido amniótico pode-se empregar o uso drogas medicamentosas, cuja função é diminuir a função renal fetal, não devendo ultrapassar a 34ª semana. Tais cuidados são necessários para evitar complicações temidas do uso de medicamentos na gestação, que é o fechamento precoce do duto arterioso.

Para o parto é recomendável o prévio esvaziamento. Muitas vezes surge quadro de hipossistolia, o que pode ser corrigido com ocitócicos. A via de parto é escolhida de acordo com a indicação obstétrica.


Tratamento de acordo com a etiologia

  • Corrigir causas maternas;
  • Corrigir causas fetais;
  • Controle do peso materno;
  • Controle altura uterina;
  • Controle circunferência abdominal;
  • Obsevar edema materno;
  • Repouso relativo;
  • Dieta hiperprotéica.

Complicações:

  • Dispnéia materna;
  • TPP - Trabalho de parto prematuro;
  • RPM - Rotura prematura das membranas;
  • DPP - Descolamento prematuro de placenta;
  • Prolapso de cordão.