19 fevereiro 2020

Vulvovaginite


Vulvovaginite é inflamação ou infecção da vulva e da vagina, que também pode ser chamada de vulvite ou vaginite. É uma condição comum que afeta pessoas de todas as idades.

Etiologia

A vulvovaginite tem uma variedade de causas dentre elas podemos destacar:

Infecciosas
  • Vaginose bacteriana;
  • Candidíase e Tricomoníase.
Inflamatórias:
  • Vaginite atrófica;
  • Corpo estranho;
  • Vaginite inflamatória descamativa;
  • Vaginite citolítica.
Não-infecciosas:

⇒Química ou outro irritante;
⇒Alérgica;
⇒Dermatite de contato;
⇒Traumática;
⇒Colagenoses e dentre outras.

Quadro clínico:
👉O corrimento principal manifestação da vulvovaginite, deve ser caracterizado quanto à cor, consistência, quantidade, viscosidade, odor;
👉Coceira ou irritação vaginal;
👉Dor durante a relação sexual;
👉Dor ao urinar;

Sangramento vaginal

As características do corrimento vaginal podem indicar o tipo de vaginite.

Vaginose bacteriana: corrimento de odor fétido branco acinzentado. O odor, muitas vezes descrito como cheiro de peixe, pode ser mais óbvio após a relação sexual;

Infecção por fungos: o principal sintoma é a coceira, mas você pode ter um corrimento branco e espesso que se assemelha ao queijo cottage;

Tricomoníase: pode causar um corrimento amarelo, espumoso, por vezes esverdeado.

Fatores de risco

➯Alterações hormonais, tais como aquelas decorrentes da gravidez, uso de pílulas anticoncepcionais ou menopausa;
➯Atividade sexual;
➯Diabetes;
➯Ter uma doença sexualmente transmissível;
➯Uso prolongado de medicamentos, como antibióticos e esteroides.

Diagnóstico
  • Anamnese e exame físico;
  • Exames laboratoriais;
  • O diagnóstico etiológico de certeza só será confirmado com exame bacterioscópico e cultura;
  • O antibiograma pode auxiliar a orientação terapêutica; principalmente em casos de quadros de etiologia bacteriana e/ou resistência ao tratamento convencional.

Tratamento

O tratamento da vulvovaginite dependerá da sua causa e do resultado das análises laboratoriais realizadas.

Prevenção
  • Tenha uma dieta equilibrada;
  • Controle o diabetes;
  • Evite o uso desnecessário de antibióticos;
  • Tenha bons hábitos de higiene íntima;
  • Após a micção, limpe a vagina em um movimento de frente para trás, evitando assim a propagação de leveduras ou bactérias do ânus para a vagina ou trato urinário
  • Use roupas íntimas de algodão e evite tecidos sintéticos. Isso ajuda a manter a área arejada e evita a proliferação de bactérias e fungos;
  • Evite roupas apertadas;
  • Não faça duchas íntimas nem use desodorantes pós, ou perfumes na área genital. Esses itens podem alterar o equilíbrio normal de organismos da vagina;
  • Mantenha hábitos de sexo seguro.


15 fevereiro 2020

Síndrome da Insuficiência Respiratória Aguda – SARA


A síndrome de insuficiência respiratória aguda (também chamada síndrome de dificuldade respiratória do adulto) é um tipo de insuficiência pulmonar provocada por diversas perturbações que causam a acumulação de líquido nos pulmões (edema pulmonar).

Esta síndrome é uma urgência médica que pode verificar-se em pessoas que anteriormente tinham pulmões normais. Apesar de, às vezes, se chamar síndrome de dificuldade respiratória do adulto, esta afecção também pode manifestar-se nas crianças.

Existe dois tipos principais de insuficiência respiratória:

👉Insuficiência respiratória aguda: surge repentinamente devido a obstrução das vias respiratórias, acidentes de trânsito, abuso de drogas ou AVC.

👉Insuficiência respiratória crônica: surge ao longo do tempo devido a outras doenças crônicas, como DPOC, impedindo a realização de atividades diárias, como subir escadas, sem sentir falta de ar.

Causas
➦Afecções Neurológicas
➦Afecções Pulmonares
➦Afecções cardiovasculares;
➦Afecções metabólicas;
➦Afecções traumáticas.

Sinais e sintomas
Varia de acordo com a etiologia.
  • Taquicardia;
  • Bradicardia;
  • Hipotensão;
  • Hipertensão;
  • Dispneia;
  • Tiragens intercostais e subdiafragmáticas;
  • Tiragens de fúrcula;
  • Batimento de asa de nariz;
  • Aspiração;
  • Infecção pulmonar, difusa (bacteriana, viral, pneumocystis e outros);
  • Afogamento;
  • Inalação tóxica;
  • Contusão pulmonar;
  • Embolia gordurosa;
  • Toxicidade pelo oxigênio;
  • Irritação;
  • Sonolência;
  • Fadiga
  • Sudorese;
  • Má perfusão periférica e pulso paradoxal indicam maior gravidade.

Diagnostico
⟹Exames laboratoriais;
⟹RX do tórax;
⟹Tomografia;
⟹Ecocardiografia;
⟹Cateterização da Artéria pulmonar (CAP);
⟹Broncoscopia com lavado bronco-alveolar (LBA);
⟹Biopsia pulmonar.

Tratamento
  • Medicamentosos;
  • Oxigenoterapia;
  • Ventilação mecânica.

➨Ventilação mecânica está indicada quando o tratamento com oxigenoterapia não responde.
➨Independente da etiologia, quase todos os pacientes que apresentam SARA necessitam de suporte ventilatório. A ventilação mecânica tem como finalidade propiciar aos pulmões o tempo necessário para se recuperarem da injúria aguda.



13 fevereiro 2020

Glândula de Bartholin

Bartholinite é a inflamação de uma glândula chamada Bartholin, localizada na parte interna da vagina, que serve para ajudar a mulher na lubrificação da região vaginal tanto no ato sexual como fora dele. Quando a abertura do Bartholin fica obstruída, o líquido volta para dentro da glândula, formando um cisto de dor aguda.

Se o fluido for infeccioso, provoca uma grande quantidade de pus, que fica por dentro da mucosa da vagina como se fosse um furúnculo, dando origem ao que se chama Bartolinite aguda.

As glândulas de Bartholin localizam-se na parte anterior da vagina, como mostra a imagem abaixo, e têm a função de lubrificá-la, principalmente durante o contato íntimo.
Etiologia

A causa da inflamação da glândula de Bartholin, no caso do aparecimento do cisto, é o acúmulo do líquido lubrificante dentro da própria glândula.

As causas da Bartolinite aguda estão relacionadas com a infecção da glândula de Bartholin por bactérias:

⇝Por conta de uma doença sexualmente transmissível, como Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia, ou Chlamydia trachomatis​, responsável pela clamídia através da prática de relações íntimas desprotegidas;

⇝Do trato intestinal, frequentemente Escherichia coli devido a maus cuidados de higiene íntima, como descuido ou lavagem incorreta da região, de trás para a frente.

Em caso de suspeita de bartolinite, deve-se consultar seu médico para ele avaliar, e se for necessário, instituir o melhor tratamento.

Sintomas

Os sintomas da inflamação das glândulas de Bartholin, quando ainda não foram infectadas por bactérias, geralmente só incluem a formação do cisto de Bartholin, podendo a região ficar avermelhada, inchada e dolorida. Porém, normalmente o cisto de Bartholin não apresenta sintomas.

Por outro lado, os sintomas da infecção da glândula de Bartholin incluem:
  • Saída de pus;
  • Região avermelhada, quente, muito dolorida e inchada, semelhante a um furúnculo;
  • Em estágios mais avançados, é visível um nódulo próximo da abertura vaginal;
  • Sensação de bola ou caroço na vagina;
  • Dor e desconforto ao caminhar ou sentar;
  • Dor durante o contato íntimo;
  • Febre.

​​Estes sintomas só acontecem quando as glândulas de Bartholin estão infeccionadas por bactérias.

Tratamento
  • Remédios anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos, quando há infecção; ​​
  • Banhos de assento com água quente;
  • Drenagem cirúrgica do cisto;
  • Marsupialização que é uma técnica cirúrgica;

Cirurgia de remoção ou Bartolinectomia.

O tratamento da inflamação da glândula de Bartholin deve ser realizado sob orientação do médico. Mas um excelente tratamento natural para a inflamação da glândula de Bartholin é o remédio caseiro com chá de barbatimão e aroeira que é feito com 15 g da casca destas plantas e meio litro de água, bebendo 4 xícaras por dia.

Prevenção

O aparecimento do cisto de Bartholin pode ser evitado através do uso de preservativo e a manutenção de hábitos de higiene da região íntima.

Prognóstico

Há uma boa chance de que este problema melhore rapidamente. O cisto de glândula de Bartholin pode responder só com alguns dias de compressas de água morna. Quando algum abscesso requer uma incisão (drenagem), a cura pode levar alguns dias ou semanas, dependendo do tamanho do abscesso. Cistos e abscessos recorrentes (que voltam sempre), tratados com um cateter ou marsupialização, podem levar muito mais tempo para curar. Porém, estes procedimentos são altamente efetivos para impedir que as infecções voltem.



12 fevereiro 2020

Cistite

Cistite é uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral é causada por bactérias (cerca de 70 a 90% dos casos são provocados por enterobactérias, do tipo Escherichia coli), presente naturalmente no intestino e importante para a digestão, mas outros micro-organismos também podem provocar cistite. Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à doença.

A cistite tem uma frequência maior em mulheres do que em homens, isto devido em grande parte por diferenças anatômicas, os homens possuem uma uretra mais longa, permitindo uma melhor proteção. Em média, a uretra das mulheres mede 4 cm, já os homens contem em média com 20 cm de uretra. A probabilidade de que as bactérias subam a uretra e cheguem à bexiga em um homem é muito menor.

Além disso, a uretra da mulher é bastante próximo ao ânus, outro fator que explica a maior incidência de cistite em mulheres. O risco das mulheres de terem cistite ou infecção urinária é 8 vezes maior do que nos homens. Algumas fontes chegam a mencionar um risco 10 a 20 vezes maior na idade adulta.

Causas e Fatores de Risco

A principal causa é a bactéria (E. Coli) que sobem nas via urinárias, sendo assim, algumas situações podem ser favoráveis ao seu desenvolvimento, tais como:

➨Má higienização das partes íntimas;

➨Relações sexuais;

➨Más formações do aparelho urinário;

➨Cálculos urinários (litíase urinária);

➨Diabetes (tipo I ou II);

➨Sondas vesicais;
Em razão dos cateteres frequentemente utilizados em ambiente hospitalarem, é elevado o número de pessoas acometidas por cistite em hospitais.

➨Na gravidez (há compressão do feto sobre a bexiga, o que impede o esvaziamento total desta);

➨Constipação (prisão de ventre);

➨Menopausa (entre os 50 e 60 anos, o risco de desenvolver cistites recidivantes é relativamente alto), a queda de hormônios neste período reduz o nível de proteção da bexiga. Além disso, há uma alteração do pH vaginal na menopausa, o que favorece a entrada da Escherichia coli (bactéria). Um pH básico ou ácido evita a entrada de bactérias indesejáveis na vagina;

➨Herpes genital;

➨Os espermicidas encontrados em preservativos. Eles aumentam o risco de infecções do trato urinário;

➨Predisposição genética;

➨A baixa imunidade também é um caminho para a doença e pode ser causada por estresse, pneumonia, AIDS, câncer, leucemias e hepatite crônica.

Sinais e Sintomas

  • Sensação de vontade de urinar constante, mesmo indo ao banheiro;
  • Ardência ao urinar;
  • Urinar em jatos curtos e frequentemente;
  • Desconforto ou dor na região pélvica;
  • Urina com cor turva e odor acentuado;
  • Febre.
  • Pouco volume de urina em cada micção.
  • Dor na bexiga, nas costas e no baixo ventre.
  • Desconforto geral.
  • Febre (mais presente nas crianças).
  • Sangue na urina nos casos mais graves.

Diagnóstico

→Anamnese;
→Exames laboratoriais.

Tratamento

→Medicamentoso;
De acordo com o tipo de bactéria encontrada no exame laboratorial.

Complicações

👉A cistite normalmente não traz complicações. No entanto, em alguns casos, se não for corretamente tratada, ela pode permitir que bactérias subissem na região do rim, causando assim uma nefrite ou pielonefrite.

👉Esse tipo de complicação é muito problemático e pode colocar o rim em perigo (risco de insuficiência renal, com diálise).

Prevenção:

⤷Beber água com frequência;

⤷Tentar urinar com frequência;

⤷Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;

⤷Cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas as regiões da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão;

⤷Evitar uso de roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade;

⤷Evitar o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário;

⤷Trocar os absorventes higiênicos com frequência.


10 fevereiro 2020

Edema pulmonar


O edema pulmonar é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido no interior dos pulmões. Ele ocorre com mais frequência quando o coração encontra dificuldade para bombear o sangue, aumentando a pressão do sangue no interior dos pequenos vasos sanguíneos dos pulmões. Para aliviar essa pressão crescente, os vasos liberam líquido para dentro dos pulmões. Esse líquido interrompe o fluxo normal de oxigênio, resultando em falta de ar e dificuldade respiratória,

Causas

São inúmeras porém as principais causas do edema pulmonar são as doenças cardiovasculares, como:

➡Hipertensão arterial;
➡Infarto;
➡Doenças coronárias ou valvulares e insuficiência cardíaca congestiva;

Todas elas podem provocar a saída de líquido dos capilares que resulta no edema.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem ser fatores de risco para o edema agudo de pulmão.

➫Alta altitude;
➫Pneumonia;
➫Síndrome de angústia respiratória do adulto;
➫Afogamento;
➫Insuficiência renal:
➫Estreitamento das artérias que levam sangue para os rins;
➫Ferimento grave.
➫Diabetes;
➫Obesidade;
➫Inalação de produtos tóxicos;
➫Traumas no tórax;
➫Alcoolismo;
➫Infecções causadas por vírus;
➫Efeito secundário a medicamentos;
➫Aumento súbito do volume sanguíneo, entre outras.

Apesar de poder ocorrer em qualquer idade, o edema pulmonar costuma afetar principalmente idosos, já que essas doenças estão mais presentes em pessoas nessa faixa etária.

Sinais e sintomas

O principal sintoma do edema pulmonar obviamente é a dificuldade de respiração, causando incapacidade do paciente de permanecer deitado, mas também pode incluir:

➮Tosse com sangue (classicamente rosa e espumosa);
➮Sudorese;
➮Muita ansiedade;
➮Tonteira;
➮Palidez;
➮Inchaço nas pernas;
➮Cianose;
➮Pressão arterial elevada.

Diagnóstico

↪Anamnese,
↪Exame físico;
↪Raios X de tórax

Tratamento

Depende da gravidade do caso e pode incluir:

Diuréticos: medicamentos utilizados para remover o excesso de líquido do corpo;

Vasodilatadores: medicamentos que ajudam a aliviar a pressão no coração e controlar a pressão arterial sistêmica, melhorando a performance cardíaca;

Administração de oxigênio por meio de máscara facial, cânula nasal — tubo de plástico flexível com duas aberturas que fornecem oxigênio para cada narina — ou ventilação mecânica.
Aspiração: o líquido é aspirado dos pulmões utilizando um tubo inserido pela garganta.

Prevenção

O edema pulmonar nem sempre é evitável, mas como seu risco está relacionado, na maioria das vezes, a problemas cardíacos, algumas medidas podem ser tomadas no dia a dia para evitar esses problemas. As recomendações já são bem conhecidas:
Evitar fumar,
Manter o peso sob controle,
Praticar atividades físicas,
Medir a pressão arterial,
Controlar o nível de colesterol e triglicérides no sangue,
Limitar o uso de sal
Evitar, na medida do possível, situações de estresse.

Tratamento

O tratamento depende da causa.

⇢O tratamento tem três objetivos⇠

➥Em primeiro lugar, melhorar a função respiratória, que é o mais urgente;

➥Em segundo lugar, tratar a causa subjacente, que no caso de pneumococos pode ser feito com antibióticos.

➥Em terceiro lugar, evitar maiores danos ao pulmão.

Caso não tratado nas primeiras horas o edema pulmonar, especialmente no quadro agudo, pode levar à insuficiência respiratória e cardíaca, frequentemente fatal. Quando o problema é insuficiência cardíaca, medicamentos inotrópicos positivos são usados para melhorar a contratilidade do coração, como os digitálicos. Em casos graves também pode ser necessário ventilação mecânica.

O tratamento depende da causa, mas baseia-se na maximização da função respiratória com máscaras de oxigênio, geralmente usando entubamento e ventilação mecânica e no controlo da situação patológica que o originou. Diuréticos também podem ajudar a diminuir o problema a médio prazo, especialmente quando há inchaço das pernas.