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13 outubro 2018

SÍFILIS

 

Sinônimos: cancro duro

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum.

A sífilis é um mal silencioso e requer cuidados. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

 

Causas:

A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas;

  • Transfusão de sangue;
  • Transplante de órgão,
  • Transmissão congênita sendo passada de mãe para filho durante a gravidez ou parto.

Só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. Raramente, a doença pode ser transmitida pelo beijo.

Uma vez curada, a sífilis não pode reaparecer – a não ser que a pessoa seja reinfectada por alguém que esteja contaminado.

 

Fatores de risco:

Alguns fatores são considerados de risco para contrair sífilis:

  • Manter relações sexuais desprotegidas com uma ou mais pessoas;
  • Estar infectado com o vírus do HIV.

Sintomas:

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. No entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário.

 

Sífilis primária

A sífilis primária é o primeiro estágio.Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio.

 

Sífilis secundária

A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo.

 

Sífilis latente – fase assintomática

Não aparecem sinais ou sintomas.

É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).

A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

 

Sífilis terciária

Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular.

 

Sífilis congênita

Decorre da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não tratada, ou inadequadamente tratada, para o seu concepto, por via transplantaria em qualquer fase gestacional ou estágio da doença.

 

A sífilis congênita pode ser classificada em:

Recente: quando os sintomas aparecem nos primeiros dois anos de vida, sendo mais manifestos do primeiro ao terceiro mês.

Tardia: quando os sintomas aparecem a partir do segundo ano, ocasionando deformações de dentes, surdez, alterações oculares, dificuldades de aprendizagem, retardo mental.

A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.

 

Diagnóstico:

Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. Hoje em dia, o VDRL é amplamente utilizado como exame de rastreio.

Após o estádio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estádio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico.

Caso a sífilis não seja identificada no seu estádio primário (10 a 90 dias) ou no seu estádio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a sífilis entra no estádio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias sequelas podem advir da doença.

No Brasil, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA's) permitem aos cidadãos realizar testes laboratoriais gratuitamente e receber informações e aconselhamento sobre as DSTs.

 

Exames de sangue

Os exames de sangue realizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em não-treponêmicos e treponêmicos

Os exames não treponêmicos geralmente são os primeiros a serem realizados, e incluem o VDRL (do inglês venereal disease research laboratory) e RPR (rapid plasma reagin). Entretanto, estes exames apresentam altas taxas de falso positivo (teste positivo quando paciente não está doente). Por este motivo, é necessária a confirmação com um teste treponêmico. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reações de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos.

Os exames treponêmicos mais usados são o FTA-Abs e o TPHA. Geralmente são usados para confirmar o resultado positivos dos testes não-treponêmicos, ou seja, do VDRL, fechando o diagnóstico. Frequentemente realizados na fase latente ou terciária.

O VDRL é único teste que poderá dar resultado negativo após um tratamento bem sucedido para a sífilis. No entanto, não é um requisito para a conclusão do sucesso ou não do tratamento. Ele faz parte dos testes não treponemais e é amplamente usado na atualidade como exame de rastreio. Por norma os valores no VDRL diminuirão para níveis ínfimos, mas ainda assim positivos, após o paciente estar tratado.

Culta de bactérias: colher amostras de uma secreção expelida por alguma ferida presente no corpo, que será analisada em microscópio. Este tipo de teste só pode ser realizado durante os dois primeiros estágios da sífilis, cujos sintomas envolvem o surgimento de feridas. A análise dessas substâncias pode indicar a presença da bactéria no organismo do paciente.

Punção lombar: se há a suspeita de que o paciente está com complicações neurológicas causadas pela sífilis, será coletado uma pequena amostra do líquido céfalo-raquidiano.

Se você foi diagnosticado com sífilis, é importante notificar ao seu parceiro ou parceira para que ele ou ela possa também realizar os exames necessários para o diagnóstico. Se der positivo, quanto antes dar início ao tratamento melhor.

 

Tratamento:

Quando diagnosticada precocemente, a sífilis não costuma causar maiores danos à saúde e o paciente costuma ser curado rapidamente.

O tratamento é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. Uma única injeção de penicilina já é o bastante para impedir a progressão da doença, principalmente se ela for aplicada no primeiro ano após a infecção. Se não, o paciente poderá precisar de mais de uma dose.

A penicilina, é o único tratamento recomendado para mulheres grávidas diagnosticadas com sífilis. Mesmo que o tratamento nesses casos seja bem-sucedido, o bebê também deverá ser tratado com antibióticos depois de nascer.

Durante o primeiro dia de tratamento, o paciente poderá apresenta reação de Jarisch-Herxheimer, que inclui uma série de sintomas:

  • Febre,
  • Calafrios,
  • Náuseas,
  • Dores nas articulações e dor de cabeça. Esses sintomas não costumam demorar mais do que um dia.

É necessária a realização de exames de sangue de acompanhamento após três, seis, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção. Deve-se ser solicitado exame específico para HIV, para garantir que o paciente não desenvolverá complicações mais graves por causa do vírus da Aids. A atividade sexual deve ser evitada até que o segundo exame mostre que a infecção foi curada. A sífilis é extremamente contagiosa por meio do contato sexual nos estágios primário e secundário.

 

Medicamentos usados para Sífilis:

  • Benzetacil;
  • Bepeben;
  • Clordox;
  • Doxiciclina;
  • Eritromicina.

NUNCA se automedique. Não interrompa o tratamento em uso sem antes consultar seu médico.

 

Complicações possíveis:

Sem tratamento, a sífilis pode evoluir, se espalhar pelo corpo e causar complicações mais graves para os pacientes infectados. Além disso, pode aumentar o risco de infecção por HIV e, em mulheres, pode causar complicações na gravidez.

É importante ressaltar que o tratamento pode impedir problemas futuros, mas não pode reverter danos causados anteriormente. Por isso, o tratamento precoce é essencial.

Algumas complicações que podem surgi se a sífilis não tratada:

Surgimento de inchaços na pele, ossos, fígado e outros órgãos no último estágio da doença. Com tratamento, esses inchaços costumam desaparecer, mas se não tratados eles podem evoluir para tumores.

Problemas neurológicos também podem aparecer, como AVC, meningite, surdez, problemas de visão e demência.

Aneurisma e inflamação da aorta e de outras artérias e vasos sanguíneos, danos às válvulas do coração e outros problemas cardiovasculares também são algumas das complicações possíveis.

As chances de contrair o vírus do HIV aumentam significativamente em pessoas com sífilis, pois as feridas presentes na pele – características dos dois primeiros estágios da doença – costumam sangrar facilmente, facilitando a entrada do vírus da Aids no organismo durante uma relação sexual.

Na gravidez, a mulher infectada pode passar a doença para o feto. Sífilis congênita pode elevar os riscos de aborto e os de morte do bebê durante a gestação ou após os primeiros dias de vida.

 

Prevenção:

O uso do preservativo. A camisinha é medida preventiva não só para sífilis, mas também para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

 

 

 

 

ARTERIOSCLEROSE

Arteriosclerose é o processo degenerativo normal que acompanha o envelhecimento. Para alguns autores não é uma doença e não está sujeita à acção dos fatores de risco. Deste processo de envelhecimento resulta um endurecimento e espessamento progressivo da parede das artérias com diminuição da elasticidade arterial.

Este processo é o responsável pelo aumento progressivo da pressão arterial sistólica sem aumento da pressão arterial diastólica. É quase universal na senescência (velhice) e predominantemente no sexo masculino. Porém, pós a menopausa, o predomínio masculino desaparece.

A doença pode acometer qualquer vaso sangüíneo, sendo os mais freqüentes: artéria aorta (principal vaso do corpo humano), artérias coronárias (as que irrigam o coração), artérias cerebrais (as que irrigam o cérebro) e as artérias periféricas (as que irrigam braços e pernas).

A arteriosclerose é caracterizada pela falta de flexibilidade das artérias (veias de grande calibre que levam o sangue do coração aos órgãos) resultante do espessamento e endurecimento das paredes em determinadas zonas do corpo. É mais frequente nos homens e idosos.

É classificada patologicamente em 3 tipos: arteriosclerose calcificante focal (esclerose de Monkberg), a arteriosclerose e a aterosclerose.

A aterosclerose é a mais frequente, atinge artérias de grande e médio calibre, desencadeada pela acumulação de gordura, cálcio e outras substâncias nas paredes internas das artérias. A zona onde há a acumulação chama-se de placa. Esta reduz o calibre da artéria provocando diminuição da quantidade de sangue que consegue passar e consequente aumento do esforço do coração para bombear. Este esforço provoca hipertensão arterial sistólica.

A superfície interna da artéria é lisa. Com aterosclerose torna-se irregular, o que constitui um obstáculo à circulação e facilita a formação de coágulos (trombos) no local da placa entupindo total ou parte da artéria impedindo ou diminuindo a passagem do sangue.

Os trombos formados sobre e placa ao se soltarem no cérebro provocam uma embolia ou trombose cerebral, se for no coração provocam um enfarte mas se for num membro (perna) o doente claudica (manca). Se a obstrução da perna for total, o sangue não passa e provoca gangrena. A gravidade e consequência da doença dependem do local onde ocorreu.

 

Causas:

  • Hipertensão - Aumenta os riscos de doença cardíaca e insuficiência cardíaca
  • Diabetes;
  • Doenças renais crônicas podem aumentar;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Hereditariedade (antecedentes familiares da doença);
  • Altos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), baixos níveis de colesterol HDL (colesterol bom);
  • Idade - O risco de doenças cardíacas aumenta;
  • Sexo - Homens têm um mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que mulheres em idade fértil. Após a menopausa, o risco para mulheres é mais próximo ao de homens;
  • Raça. Afro-americanos, mexicanos-americanos, ameríndios, havaianos e alguns asiáticos-americanos também têm mais risco de problemas cardíacos;
  • Pessoas com artérias estreitadas em outras partes do corpo (exemplos são derrame e fluxo precário de sangue para as pernas) têm maior probabilidade de apresentar doença cardíaca;
  • Abuso de substâncias (como cocaína);
  • Estresse.

Diagnóstico:

  • Angiografia/arteriografia coronária um exame invasivo que avalia as artérias coronárias em raios X;

  • Angiografia por tomografia computadorizada - uma maneira não invasiva de realizar a angiografia coronária;

  • Ecocardiograma;

  • Eletrocardiograma (ECG);

  • Tomografia computadorizada por feixe de elétrons, para verificar o nível de cálcio no interior das artérias - quanto mais cálcio, maior o risco de DCC;

  • Teste de esforço físico;

  • Tomografia computadorizada do coração;

  • Angiografia por ressonância magnética;

  • Teste de esforço nuclear.

Sintomas:

Os sintomas da aterosclerose podem ser bastante evidentes, mas, em alguns casos, você pode ter a doença e não apresentar nenhum sintoma.

Os sintomas dependem do local onde ocorre a diminuição do fluxo sanguíneo e da gravidade da doença.

- Podem acontecer cãibras musculares de ocorrem alterações nas artérias das pernas;

- Angina pectoris ou um ataque cardíaco se houver danos nas artérias do coração;

- Infarto cerebral ou ataques isquêmicos transitórios se houver alteração nas artérias do pescoço;

- Cãibras abdominais se houver alteração das artérias do abdômen;

- Dor no peito ou desconforto (angina) é o sintoma mais comum da aterosclerose;

- Falta de ar;

- Fadiga;

- Fraqueza.

 

Tratamento:

O tratamento depende dos seus sintomas e da gravidade da doença.

O tratamento consiste em retirar as placas de gordura que estão presas nas paredes das artérias e curar as lesões que ficam no local.

  • Medicamentosos;

  • Mudança do estilo de Vida;

  • Cateterismo,

  • Angioplastia;

  • Cirúrgico.

 

SUCOS DE FRUTAS PRONTOS SÃO OPÇÕES QUE ALIAM SAÚDE, SABOR E PRATICIDADE

 

Disponível nos melhores estabelecimentos de João Pessoa, Suqo chega ao mercado com seis sabores de bebidas naturais.

 

Além da água pura, os sucos de frutas são excelentes aliados na hora da hidratação diária e ainda ajudam o nosso corpo a assimilar os nutrientes presentes nos alimentos e ainda eliminar toxinas. Os sucos a base de frutas oferecem vitaminas, sais minerais, aminoácidos e enzimas essenciais para mandar a boa saúde do corpo e da mente, além de serem deliciosos alimentos.

Aliando tantos benefícios a um sabor especial, que lembra o caseiro, a Indústria de Alimentos Buon Gelatto lançou o Suqo, bebida feita com frutas selecionadas, que pode ser encontrado nos melhores estabelecimentos de João Pessoa. Disponível em seis sabores – abacaxi, açaí, cajá, graviola, goiaba, maracujá – o Suqo diferencia dos demais do mercado por ser preparado com toda a atenção voltada para a qualidade das frutas utilizadas. “Elas são selecionadas de modo a serem processadas em um tempo ótimo de maturação, por exemplo, conservando suas características no produto final. Outro fator importante é a quantidade de polpa que é adicionada em nossas formulações, visando manter ao máximo as propriedades nutricionais da fruta, como cor, sabor, e aroma, levando saúde, sabor e praticidade aos nossos consumidores”, detalha a doutora em Química e responsável técnica pela Suqo, Luciana Medeiros.

Em um copo de Suqo, podem-se obter várias vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do organismo, nutrientes que desempenham funções necessárias ao corpo. Veja abaixo as principais características das frutas encontradas no Suqo:

Açaí – E uma fruta rica em proteínas, fibras e lipídios, além de ser planta medicinal com efeito antioxidante, vasodilatador, antiinflamatório, tônico, energético, entre outros. Nela, encontramos as vitaminas C, B1 e B2, e também possui uma boa quantidade de fósforo, ferro e cálcio. O consumo do açaí em suas diversas formas favorece a circulação sanguínea, melhora as funções intestinais, aumenta o nível de bom colesterol bem como diminuí o nível de colesterol ruim e fortalece o sistema imunológico.

Abacaxi – Fruta típica de países tropicais, o abacaxi é rico em vitamina C, B1 e A e em sais minerais e sais minerais, como cálcio, magnésio ferro e fósforo. A parte comestível é a polpa, suculenta e com grande quantidade de água e fibras. O abacaxi facilita a digestão de produtos protéicos como carnes, peixes e aves pela alta porcentagem de celulose. Nos casos de febre, recomenda-se suco de abacaxi por ser refrescante e eliminador de impurezas. É também indicado para enfermidades da garganta e da boca.

Cajá – O cajá é rico em sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro, sendo frequente nas várzeas e matas de terra firme e argilosa, podendo ser encontrado o ano todo. A fruta é uma excelente fonte de vitaminas A, B e C. O cajá é eficaz contra infecções, atua na proteção da pele e mucosa, o consumo da fruta ajuda no funcionamento do intestino, fortalece os ossos e auxilia na contração muscular.

Goiaba – O suco da goiaba tem grande valor nutritivo, principalmente pelo seu alto teor de vitamina C. Seu consumo é importante no combate às infecções, hemorragias, fortalecimento dos ossos e dentes, cicatrização de cortes e queimaduras. Possui também vitamina A, boa à vista, conserva a saúde da pele e das mucosas e auxilia no crescimento e, vitamina B1, que ajuda na regularização do sistema nervoso e parelho digestivo, tonificando, ainda, o músculo cardíaco. São encontrados sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, que contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue.

Graviola - Esta fruta é mundialmente conhecida seu riquíssimo conteúdo em nutrientes. Cerca de 100 gramas de graviola fornecem, em média, 60 calorias, 25 mg de cálcio, 28 mg de fósforo e 26 mg de vitamina C. Dentre as propriedades terapêuticas da graviola, pode-se destacar o seu potencial diurético, adstringente, vitaminizante, antiinflamatório, anti-reumático, bem como sua propriedade antiespasmódica, antitussígena e anticancerígena. É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde.

Maracujá - O maracujá é uma fruta de alto valor nutritivo. Rico em vitamina C e em vitaminas do Complexo B (B2 e B5), contém também quantidades razoáveis de sais minerais como ferro, cálcio e fósforo. Os poderes sedativos do maracujá são bastante conhecidos, já que ele funciona no organismo como um suave calmante. As sementes do maracujá são também um poderoso vermífugo.

 

 

 

ANEMIA FALCIFORME

 

 

Doença hereditária que causa malformação das hemácias e provoca complicações em praticamente todos os órgãos do corpo, a anemia falciforme tem alta incidência no mundo, especialmente entre as populações afrodescendentes. No Brasil, a prevalência é de uma a cada mil pessoas, em média. Na Bahia, onde o contingente de negros é maior, a doença atinge um em cada 650 indivíduos nascidos vivos.

A doença piora continuamente ao longo do tempo, reduzindo a expectativa de vida do paciente para uma média de 40 anos. O tratamento se torna cada vez mais difícil, uma vez que adultos apresentam lesões crônicas em todos os órgãos, com crises agudas de dor provocadas pela oclusão dos vasos sanguíneos, além de sequelas neurológicas e outras alterações degenerativas graves.

 

Sinais e Sintomas:

Manifesta se de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

Anemia falciforme está presente desde que o paciente nasce, porém muitos bebês não mostram qualquer sintoma até quatro meses de idade.

  • Dor abdominal;
  • Dor nos ossos;
  • Falta de ar;
  • Crescimento retardado na puberdade;
  • Fadiga;
  • Febre;
  • Palidez;
  • Taquicardia;
  • Úlceras nas pernas (em adolescentes e adultos);
  • Icterícia;
  • Dor no peito;
  • Sede excessiva;
  • Micção frequente;
  • Ereção prolongada e dolorosa (priapismo – ocorre em 10 a 40% dos homens com a doença);
  • Visão diminuída/cegueira;
  • AVC;
  • Úlceras na pele.

 

Diagnóstico:

  • Hemograma completo;
  • Eletroforese de hemoglobina;
  • Exame de células falciformes;
  • Bilirrubina;
  • Oxigênio no sangue;
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética;
  • Esfregaço periférico;
  • Creatinina sérica;
  • Hemoglobina sérica;
  • Potássio sérico;
  • Cilindros urinários ou sangue na urina;
  • Contagem de leucócitos.

 

Complicações:

  • Síndrome pulmonar aguda
  • Anemia;
  • Cegueira/defeito visual;
  • Sintomas cerebrais e do sistema nervoso (neurológicos) e AVC;
  • Morte;
  • Doença de vários sistemas do organismo (rins, fígado, pulmões);
  • Abuso de drogas (narcóticos);
  • Disfunção erétil (como resultado de priapismo);
  • Cálculos biliares;
  • Crise hemolítica;
  • Infecção, incluindo pneumonia, inflamação da vesícula biliar (colecistite), infecção dos ossos (osteomielite) e infecção do trato urinário;
  • Destruição das articulações;
  • Úlceras na perna;
  • Perda de função do baço;
  • Infecção por parvovírus B19, provocando uma baixa produção de hemácias (crise aplástica);
  • Síndrome de sequestração esplênica;
  • Necrose do rim.

 

Tratamento:

Os pacientes com anemia falciforme exigem tratamento constante, mesmo que não estejam tendo uma crise. Eles devem tomar suplementos de ácido fólico (essencial para produzir hemácias) porque as hemácias se deformam muito rapidamente.

- A proposta do tratamento é gerenciar e controlar os sintomas, bem como limitar a frequência das crises.

- Transplante de medula óssea: tem provado ser eficaz em crianças;

→ Terapia transfusional: As transfusões de sangue são frequentemente utilizadas no tratamento da doença das células falciformes, em casos mais graves, e para a prevenção de complicações, diminuindo o número de glóbulos vermelhos (RBC), adicionando glóbulos vermelhos normais;

→ Hidroxiureia: A primeira droga aprovada para o tratamento da anemia falciforme e mostrou aumentar o tempo de sobrevivência num estudo.Tudo isto é conseguido, em parte, pela reactivação da hemoglobina fetal que provoca anemia das células falciformes. A hidroxiureia foi utilizada anteriormente como um agente quimioterápico, e existe alguma preocupação de que o uso a longo prazo possa ser prejudicial;

→ Uso de ácido fólico ( essencial para produzir hemácias) porque as hemácias se deformam muito rapidamente );

→ Administração de analgésicos e de muito líquido;

→ Medicamentos não narcóticos podem ser eficazes, mas alguns pacientes precisam de altas doses de narcóticos;

→ Antibióticos e vacinas são usados para prevenir as infecções bacterianas, que são comuns em crianças com anemia falciforme.

 

Tratamentos para as complicações podem incluir:

  • Diálise ou transplante de rim para doença renal;
  • Reabilitação de drogas e acompanhamento de complicações psicológicas;
  • Remoção da vesícula biliar (se tiver cálculos biliares);
  • Substituição do quadril para necrose avascular do quadril;
  • Irrigação ou cirurgia para ereções persistentes e dolorosas (priapismo);
  • Cirurgia para problemas oculares;
  • Curativo, óxido de zinco ou cirurgia para úlceras da perna;

O transplante de medula ou de células tronco pode curar a anemia falciforme. Entretanto, os transplantes envolvem muitos riscos, inclusive infecção, rejeição.

 

12 outubro 2018

SAIBA O QUE JÁ SE CONHECE SOBRE O NOVO VÍRUS FATAL DE GRIPE

O vírus foi encontrado em um homem que está sendo tratado na Grã-Bretanha.

Uma nova doença respiratória semelhante à SARS - epidemia global que matou centenas de pessoas em 2003 - foi diagnosticada em um homem que está sendo tratado na Grã-Bretanha. Outro caso, na Arábia Saudita, resultou na morte de um paciente.

Confira abaixo perguntas e respostas sobre esse novo vírus.

O que é o novo vírus?

A nova doença é consequência de um tipo de coronavírus - uma família ampla de vírus que inclui desde um resfriado comum à SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória grave e aguda).

Até agora, apenas dois casos foram diagnosticados deste novo vírus, e ambas as infecções foram originadas no Oriente Médio.

Um dos casos foi confirmado por um exame de laboratório feito pela Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha, em Londres. O paciente está sendo tratado pelas autoridades britânicas de saúde.

O outro foi detectado por um exame de laboratório na Arábia Saudita. Os dados foram enviados a outro laboratório na Holanda, que confirmou se tratar do novo tipo de vírus.

Ainda há poucas informações sobre o novo vírus e o quão letal ele pode ser entre seres humanos.

O que o vírus faz?

Os coronavírus provocam infecções respiratórias em humanos e animais. Os dois contaminados tiveram febre, tosse e dificuldades de respiração. O paciente na Arábia Saudita acabou falecendo, e o britânico está na UTI.

Por ora, ainda não está claro se esse forte efeito é típico deste novo vírus, ou se há muitas pessoas contaminadas e apenas poucas estão tendo uma reação tão drástica.

Como ele se espalha?

Acredita-se que ele se espalhe por fluidos expelidos na tosse ou pelo espirro. Os especialistas acreditam não se tratar de uma doença altamente contagiosa, já que, nos dois casos diagnosticados até agora, as pessoas que trataram os pacientes não adoeceram.

Os coronavírus são bastante frágeis. Fora do corpo humano, eles só sobrevivem por um dia e são facilmente mortos por detergentes e por outros produtos de limpeza.

Como é o tratamento?

Os médicos ainda não sabem qual é o melhor tipo de tratamento, mas as pessoas com sintomas graves precisam de cuidados intensivos que ajudem sobretudo na respiração. Não existe nenhuma vacina.

Em Londres, o paciente está isolado, e todos que o estão atendendo usam máscaras e equipamentos de proteção.

Como se originou o vírus?

Os especialistas ainda não sabem a sua origem. Eles especulam que possa se tratar de uma nova mutação de um vírus já existente. Ou talvez seja uma infecção que já circula entre animais e que agora passou para os seres humanos.

Existe algum tipo de recomendação às pessoas que viajam?

Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde descartou qualquer tipo de restrição a viagens ao Oriente Médio, onde ambos os casos surgiram. Mas esta decisão está sendo constantemente reavaliada.



ESTUDO AFIRMA QUE DOPAMINA MELHORA MEMÓRIA DE LONGO PRAZO

Efeito de hormônio sobre cérebro de idosos foi pesquisado por alemães. Substância está relacionada com sensação de prazer.


Cientistas alemães descobriram que a dopamina, substância ligada à sensação de prazer e bem-estar no cérebro, está também relacionada à memória de longo prazo. A pesquisa foi publicada na revista "Journal of Neuroscience".

Os resultados são da equipe do Centro Alemão de Doenças Degenerativas (DZNE) e da Universidade de Magdeburg, que analisaram pessoas entre 65 e 75 anos cuja tarefa era ver fotos de paisagens e lugares fechados. Depois de duas e seis horas, os voluntários reviram as imagens e passaram por exames de ressonância magnética.

Segundo os pesquisadores, liderados pelo neurocientista Emrah Düzel, as pessoas que receberam esse "hormônio do prazer" – que também funciona como um neurotransmissor, para a comunicação entre neurônios e músculos – tiveram um melhor desempenho nos testes de memória que o grupo que tomou placebo, ou seja, comprimidos sem nenhum princípio ativo.

Os autores destacam que o trabalho pode ajudar a entender como as lembranças de longa duração se formam e por que a memória se perde rapidamente após o início do mal de Alzheimer, que poderia se beneficiar com novos tratamentos no futuro. A falta de dopamina também pode ter implicações em sintomas de doenças como Parkinson.

De acordo com os cientistas, ao provocar uma "enxurrada" de satisfação no cérebro, a dopamina fica ligada a eventos gratificantes, que tendem a ser lembrados por um longo tempo.

Outros trabalhos já haviam analisado essa relação, mas é a primeira vez que uma equipe a confirma em pessoas mais velhas, especificamente no que se refere à "memória episódica", relacionada a situações autobiográficas lembradas conscientemente – e a primeira área atingida em casos de demência.


http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/estudo-afirma-que-dopamina-melhora-memoria-de-longo-prazo.html



REFRIGERANTE PODE ALTERAR DNA

Pesquisadores americanos analisaram dados prévios de 33 mil pessoas.

O consumo regular de bebidas doces como refrigerantes aumenta o risco genético de uma pessoa se tornar obesa, aponta uma nova pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos EUA. Isso significa que os produtos adicionados de açúcar podem alterar o DNA da pessoa e fazer com que ela transmita o gene da obesidade a seus filhos, por exemplo.

A probabilidade de quem toma uma porção de refrigerante por dia engordar é o dobro de quem ingere menos de uma dose por mês.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (21) na edição online da revista científica "New England Journal of Medicine". Segundo os autores, liderados pelo professor Lu Qi, o trabalho reforça a tese de que fatores ambientais e genéticos atuam em conjunto para controlar as chances de alguém ficar mais suscetível ao ganho de peso.

O estudo se baseou em dados de três levantamentos prévios, que envolveram 121.700 mulheres, 25 mil mulheres e 51.529 homens, respectivamente. Desse total, foram analisados apenas 6.934 mulheres do primeiro trabalho, 4.423 homens do segundo e 21.740 mulheres do terceiro – estas últimas, de ascendência europeia.

Todos os participantes responderam a questionários em que detalhavam sua alimentação, incluindo a ingestão de bebidas ao longo dos anos. Eles foram divididos em quatro grupos, de acordo com a quantidade consumida: aqueles que tomavam menos de uma porção por mês, os que bebiam de uma a quatro por mês, os que ingeriam de duas a seis por semana, e os que chegavam a uma ou mais por dia.

Para representar uma predisposição genética global, que abrangesse pessoas de diversas etnias, os cientistas calcularam 32 variações nas sequências de DNA associadas ao índice de massa corporal (IMC), número obtido pela quantidade de quilos dividida pelo quadrado da altura.

Nas últimas três décadas, o consumo de bebidas açucaradas aumentou drasticamente em todo o mundo. Embora haja evidências de uma ligação entre esses produtos, as taxas de obesidade e doenças crônicas – como a diabetes tipo 2 –, pouco ainda se sabia se esses líquidos interferiam no DNA humano e influenciavam a predisposição genética ao acúmulo de gordura corporal.

Refrigerante fora da dieta

Outra pesquisa ligada ao tema foi publicada online nesta sexta no "New England Journal of Medicine". Segundo pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, ligado à Faculdade de Medicina de Harvard, adolescentes que eliminam bebidas doces da alimentação durante um ano ganham em média 1,8 kg a menos do que aqueles que continuam tomando refrigerante.

Os cientistas analisaram 224 jovens entre 14 e 16 anos, com sobrepeso ou obesidade, que bebiam refrigerante regularmente. Para que o consumo do grupo diminuísse, os pesquisadores resolveram oferecer, durante um ano, bebidas não calóricas aos participantes e a suas famílias. No ano seguinte, foi feito um acompanhamento.

Os adolescentes hispânicos tiveram o maior benefício ao parar de beber refrigerante adoçado: ganharam em média 6,3 kg a menos que o grupo de controle – indivíduos que participaram do trabalho, mas não foram submetidos à intervenção.

Segundo os autores, os achados sugerem que os adolescentes são mais propensos a fazer escolhas mais saudáveis quando há apoio e alternativas disponíveis.



PRISÃO DE VENTRE: OS RISCOS DO LAXANTE

Recorrer a remédios para resolver o problema funciona, mas eles não devem ser usados de forma contínua.

Ao lado da insônia, a prisão de ventre é uma das questões cotidianas que mais incomodam. Só quem sofre diariamente com o intestino preso sabe a aflição que é não conseguir ir ao banheiro.

A constipação intestinal provoca uma sensação desagradável de estufamento e se caracteriza por uma frequência evacuatória inferior a três vezes por semana.

“Em alguns casos, a pessoa constipada não consegue a evacuação completa ou tem dor e desconforto para evacuar”,.

Entre as causas do problema estão propensão familiar, alimentação pobre em fibras e rica em gorduras e açúcares e baixa ingestão de água, além de ausência de atividade física regular. Algumas doenças podem levar à constipação, como hipotireoidismo e diabetes, além de cardiopatias e algumas alergias alimentares.

O tratamento ideal para a prisão de ventre deve envolver, primeiramente, uma avaliação com um especialista, para descobrir o que está causando o problema.

“A maioria, no entanto melhora após uma mudança na dieta, com a inclusão de fibras e de suplementos alimentares ricos em fibras, além do aumento na ingestão de água”, Em alguns casos, é indicado tratamento medicamentoso.

Cautela com os laxantes

Prisão de ventre crônica é um problema bastante prevalente, especialmente em mulheres. Sem orientação adequada, muitas recorrem ao uso de laxantes, um recurso que pode até ajudar na evacuação, mas não deve ser usado sempre.

Há vários tipos de laxantes disponíveis no mercado brasileiro. Eles variam, explica Martins, de acordo com o modo de ação. O laxantes osmóticos atuam mantendo o conteúdo fecal mais úmido. Os emolientes são oleosos e atuam amolecendo as fezes, o que facilita a movimentação e a eliminação pelo reto. Já os laxantes catárticos aumentam o trânsito intestinal, facilitando a movimentação das fezes. Essa última categoria é o tipo mais usado pela população, pois sua ação parece ser mais rápida. É aí que está o grande problema.

“As substâncias catárticas podem, em longo prazo, gerar colite e, em muitos casos, causar o aparecimento de sintomas piores do que a constipação em si. Alguns indivíduos podem evoluir para uma inflamação da mucosa intestinal, com dores e até evacuação com sangue”.

Nos casos de uso prolongado, o melhor é optar pelos laxantes do tipo osmótico ou do tipo lubrificante, pois causam nenhuma ou pouca alteração clínica na mucosa intestinal.

“Muitas vezes, somente a dieta e a ingestão de água não são suficientes para manter a evacuação normal. Nesses casos, o laxante auxilia na evacuação. Após um período a dose do laxante pode ser reduzida e retirada, quando a dieta torna-se o tratamento principal.

Manter o laxante como tratamento único não é o melhor caminho.

Dicas

Para evitar a prisão de ventre, é preciso ter uma alimentação balanceada. Veja algumas dicas:

  • Consuma alimentos ricos em fibras, como frutas e verduras;
  • Beba pelo menos 1 litro de água pura por dia;
  • Faça atividade física regularmente;
  • Só use medicamentos contra a prisão de ventre sob orientação médica.



REFLUXO GASTROESOFÁGICO


O refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com pH ácido, embora possa ser também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino.

O refluxo, que contém material ácido, atinge a faringe e até a boca, provocando, tal como na pirose, ardor, queimação, mal estar e em casos extremos a morte.


SINAIS E SINTOMAS:

O sintoma mais comum é a azia (sensação de queimor retroesternal e epigástrica, que pode subir até à garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de pirose não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento.

Pode ocorrer também dor no precórdio, em queimação, simulando uma dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia) ou do orofaringe (tosse, pigarro ou rouquidão). Os sintomas de pirose e dor podem ser aliviados com a ingestão de antiácidos no entanto um modo rápido de identificar a origem da dor no peito (se cardíaca ou gastro-intestinal) é ingerindo alguns goles de leite sem açúcar.


FATORES PREDISPONENTES:


  • Idade. a DRGE aumenta acentuadamente com a idade;
  • Sexo. acomete ambos os sexos, mas costuma ser mais prevalente em mulheres;
  • Gestação. a pirose e a regurgitação aumentam durante a gestação pelo crescimento do útero e compressão do estômago;
  • Hérnia de hiato.  os fatores anatômicos de contensão do refluxo gastroesofágico são alterados pela presença da hérnia hiatal, principalmente nas hérnias moderadas a grandes;
  • Fatores genéticos. estudos sugerem o caráter genético da doença ao encontrar vários casos na mesma família;
  • Obesidade. A DRGE é mais frenquente em obesos pelo aumento da pressão intra-abdominal.
  • Medicamentos. certos medicamentos conhecidos aumentam a incidência de refluxo, como os antidepressivos, alguns anti-hipertensivos, alendronato, teofilina, entre outros;
  • Tabagismo;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Alimentação rica em gordurosos, cítricos, chocolate, molhos e café;
  • Refeições copiosas;
  • Esforços físicos excessivos. carregar pesos e atividade física após alimentação;
  • A presença de bile refluída do duodeno parece ter muita importância em um tipo mais grave de DRGE, chamado de Esôfago de Barrett. Este tipo está intimamente ligado ao câncer do esôfago;
  • Dificuldade para engolir e dor torácica crônica, e ainda pode incluir tosse, rouquidão, alteração na voz, dor crônica no ouvido, dores agudas (pontadas) no tórax, náusea ou sinusite.


DIAGNÓSTICO:

- Clinico;

- Laboratorial;

- Por Imagens.

  • O diagnóstico é baseado nos aspectos clínicos do pacientes, sendo necessária uma investigação diagnóstica somente quando:
  • Há pirose freqüente e prolongada (mais que dois episódios por semana por 4 a 8 semanas);
  • Associação a sintomas de alarme (disfagia, odinofagia, sangramento gastrintestinal, perda de peso, anemia...);
  • Ausência de resposta ao tratamento clínico;
  • Sintomas atípicos e respiratórios;
  • Idade maior que 45 anos.

A Endoscopia Digestiva Alta (EDA), um método prático, disponível, útil, é utilizado para diagnosticar as complicações da DRGE e a esofagite de refluxo (presente em 40% dos pacientes com essa patologia).

Para detecção do DRGE, o exame padrão ouro é a pHmetria de 24 horas, porém só é indicado quando o paciente apresenta:

  • Sintomas típicos refratários à terapia endoscópica normal,
  • Sintomas atípicos,
  • Para confirmação pré-cirúrgica.

O teste de Bernstein tem a mesma indicação que a pHmetria de 24 horas. Nesse teste, é posicionado na porção superior do esôfago um cateter pelo qual se manterá um gotejamento de SF 0,9%, que será substituído, sem o conhecimento do paciente por HCl. Esse exame permite avaliar se o refluxo é o responsável pelos sintomas do paciente.

A esofagomanometria é utilizada para a medida da pressão de diversos pontos do esôfago, ou seja, para avaliar o estado motor do EEI e do corpo do esôfago. É indicado quando:

  • A DRGE tem indicação cirúrgica (para avaliar a necessidade de fundoplicadura),
  • Suspeita de distúrbios mores esofágicos associados;
  • Para localizar o EEI.

A cintilografia esofagiana é usada em crianças menores para a documentação do refluxo.

Os exames fluoroscopia e esofagografia com contraste são utilizados no diagnóstico de estenose esofagiana.


TRATAMENTO:

  • Clinico;
  • Medicamentosos;
  • Cirurgicos.

O tratamento clínico da DRGE é baseado na mudança do estilo e hábitos de vida, no controle da secreção de ácido pelo estômago e acelerando o esvaziamento gástrico.

O paciente deve então perder peso (se estiver acima de seu peso ideal), evitar a ingestão de álcool, chocolates, sucos cítricos e molhos vermelhos. Deve evitar fazer refeições copiosas (grandes volumes), comendo várias vezes durante o dia em pequenas quantidades de cada vez. Não se deitar pelo menos três horas depois das refeições e levantar a cabeceira da cama cerca de 15cm.

Os medicamentos ideais são os chamados inibidores de bomba protônica (omeprazol, lanzoprazol, rabeprazol), que diminuem muito a secreção de ácido pelo estômago e os pró-cinéticos (bromoprida, domperidona), que promovem o esvaziamento gástrico mais rápido.

O tratamento cirúrgico geralmente é realizado por videolaparoscopia e consiste em se confeccionar uma válvula utilizando o fundo gástrico que é costurado em volta do esôfago.

Pode-se corrigir a hérnia de hiato (quando esta estiver presente) colocando o estômago na sua posição normal e diminuindo o hiato esofágico através da crurorrafia, que é a aproximação dos músculos do pilar diafragmático.

Quase 95% dos pacientes ficam livres dos sintomas e de medicamentos com a cirurgia.

A cirurgia para a DRGE tem indicação quando o paciente não se adapta às medidas comportamentais e aos medicamentos ou quando não se obtém o desaparecimento dos sintomas. Se o paciente é muito jovem, com longa expectativa de vida pela frente ou quando este não consegue arcar com os custos do tratamento, a cirurgia deve ser considerada.

O tratamento cirúrgico deve ser individualizado caso a caso e é quase consenso diante do esôfago de Barrett.



30 dezembro 2017

Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas


O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, de acordo com um grupo de pesquisadores americanos.

Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista.

Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.

Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Infecção sexual

Acredita-se que cerca de 275 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela tricomoníase. Ela é a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente.

Muitas vezes, a infecção não apresenta sintomas e a pessoa não está ciente de que está contaminada.

Homens podem sentir coceira ou irritação dentro do pênis, ardor após urinar ou ejacular, ou um corrimento branco no pênis.

Já mulheres podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.

Esta pesquisa não é a primeira a sugerir uma ligação entre a tricomoníase e o câncer de próstata. Um estudo realizado em 2009 descobriu que um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais de tricomoníase, e estes indivíduos eram mais propensos a ter tumores avançados.

O estudo da PNAS sugere como a doença sexualmente transmissível poderia tornar os homens mais vulneráveis ao câncer de próstata, embora não seja a prova definitiva dessa ligação.

A professora Patrícia Johnson e seus colegas descobriram que o parasita que causa a tricomoníase - Trichomonas vaginalis - produz uma proteína que causa inflamação e invasão de células benignas e cancerosas da próstata.

Eles dizem que mais estudos devem, agora, explorar esse dado - especialmente diante do fato de que a causa do câncer de próstata segue desconhecida.

Quebra-cabeça

Nicola Smith, do Cancer Research UK, disse: "Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalis poderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente".

"Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório, e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível".

"Há uma grande quantidade de pesquisas sobre o risco de câncer de próstata e estamos trabalhando duro para juntar as peças do quebra-cabeça".

Segundo ele, ainda há fatores de estilo de vida desconhecidos que parecem afetar o risco de desenvolver a doença, sem nenhuma evidência convincente de uma ligação com a infecção.

"O risco do câncer de próstata é conhecido com o aumento da idade", disse Smith.

O câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos, e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/05/140520_saude_cancer_prostata_hb

29 dezembro 2017

Sangue novo pode reverter efeitos da velhice, aponta pesquisa

Diz a lenda que Kim Jong-Il e Keith Richards já tentaram. O primeiro já está morto, mas o segundo não só está vivo, como acaba de anunciar uma nova turnê.

Sim, o que sempre pareceu um mito até certo ponto bobo talvez funcione mesmo: sangue novo pode ajudar a rejuvenescer.

Os experimentos funcionaram da seguinte maneira: dois ratos de laboratório, um novo e outro velho, passaram a compartilhar o mesmo sistema circulatório. Com o passar do tempo, o número de células-tronco do roedor idoso aumentou e os cientistas ainda observaram um crescimento de 20% nas conexões entre células cerebrais.

Quer dizer, o o envelhecimento começou a ser revertido. O estudo ainda não foi oficialmente publicado, mas o doutor Saul Villeda apresentou os resultados da pesquisa durante o encontro anual da Society For Neuroscience, que ocorreu entre os dias 13 e 17 de outubro, em Nova Orleans, nos EUA.

Aparentemente, a recíproca é verdadeira. Testes mostraram que ratos jovens também passam a envelhecer mais rápido com sangue idoso. A prerrogativa é tentadora e dá margem à diversas suposições, das mais infantis às mais sádicas, mas ainda é cedo para afirmar que humanos poderão se beneficiar da descoberta. Isso não significa que os pesquisadores estão pessimistas. Quando perguntado se acreditava na possibilidade, Villeda afirmou que, cada vez mais, a resposta era sim – e que há quatro anos ele seria taxativo em dizer não. Bom sinal.

O problema é que, pelo menos até agora, os cientistas não conseguiram apontar exatamente como funciona esse processo todo, e nem a causa dele. O mais provável é que, uma vez que essas respostas sejam encontradas, as substâncias responsáveis pelo rejuvenescimento sejam isoladas e aproveitadas separadamente. Isso significa que, dificilmente, doar sangue pra sua avó vai torná-la (novamente) aquela beldade dos anos 60.

Revista Galileu






Antibióticos não funcionam contra tosse, diz estudo


Pesquisa mostra que efeitos entre pacientes tratados com remédios e outros que receberam placebos foram idênticos.

Antibióticos são ineficazes para tratar pacientes com tosse persistente causada por infecções pulmonares, segundo um estudo publicado pela revista especializada "Lancet".

O estudo, realizado com mais de 2 mil pacientes de 12 países europeus, verificou que a duração e a gravidade dos sintomas nos que foram tratados com antibióticos não foi diferente dos que foram tratados com placebos.

Mas especialistas advertem que em casos de suspeita de pneumonia, os antibióticos devem ainda assim ser usados, devido à gravidade da doença.

A pesquisa, realizada entre novembro de 2007 e abril de 2010 em países como Bélgica, Grã-Bretanha, França e Alemanha, contou com a participação de 2.061 pacientes que apresentavam uma tosse persistente por mais de 28 dias, com suspeita de infecções pulmonares, como bronquite.

Os participantes preencheram um ''diário da doença'' ao longo do tratamento e classificaram a gravidade de seus sintomas, que incluíam tosse, falta de ar, dores no peito e narizes entupidos ou coriza.

Paul Little, da Universidade de Southampton, que comandou a pesquisa, afirmou: "a receita do antibiótico amoxicilina no tratamento de infecções respiratórias em pacientes em que não há suspeitas de pneumonia não deve contribuir para a melhora do paciente e pode até provocar danos".

De acordo com o pesquisador, "a prescrição médica excessiva de antibióticos, especialmente quando eles são ineficazes, pode fazer com que estes pacientes desenvolvam resistência e sofram efeitos colaterais, como diarreia, alergias e vômitos".

"Nossas conclusões mostram que as pessoas estão melhores quando não tomam nada. Mas como um pequeno número de pacientes irá se beneficiar dos efeitos dos antibióticos, nosso desafio permanece sendo identificar esses indivíduos", afirma.

Michael Moore, do Colégio Real de Clínicos Gerais da Grã-Bretanha e co-autor do estudo, afirmou que "é importante que clínicos gerais tenham conhecimento claro sobre quando podem ou não prescrever antibióticos para pacientes de modo a reduzir a aparição de resistência bacteriana".


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/12/121219_antibioticos_tosse_bg


Alergia

 

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico.

 

Tipos de Alergia:  

 

Alergia a alimentos


Alergia alimentar pode ser difícil de diagnosticar porque existem vários tipos de reações adversas a alimentos. Um desses é a alergia alimentar. As reações causadas por alimentos podem ser consideradas:

Intolerância ou reação anormal a um alimento ou um aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e lança uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Por exemplo, pessoas que não produzem lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite) não toleram alimentos com leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.

- Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.

- Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a elementos químicos que ocorrem naturalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.

Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito, diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e, também, como crise de asma. A situação mais grave de alergia a alimentos é o choque anafilático.

Os alimentos mais associados a choques anafiláticos são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, clara de ovo e sementes, como o gergelim. Os alimentos que mais provocam alergia são: leite de vaca, ovos, amendoim, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim (que é um legume), não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.

 

Na avaliação da sua condição, seu médico especialista pode aplicar testes ou solicitar dosagens no sangue para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor é que você evite os alimentos a que você é alérgico, por menor que seja a sua quantidade.

 

Alergias de Pele:


Eczema

 A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, pode se iniciar já nos primeiros anos de vida. Quando o eczema é provocado por reações alérgicas, ele é chamado de eczema atópico. Neste tipo de dermatite a coceira aparece antes das erupções. Crianças com dermatite atópica com freqüência desenvolvem outras manifestações alérgicas, como rinite e asma.

Se você tem erupção cutânea com coceira por longo período é possível que você sofra de eczema. Embora as lesões eles possam aparecer em qualquer lugar do corpo, é mais comum surgirem na pele do lado interno dos cotovelos e atrás dos joelhos. Seu médico pode suspeitar de eczema se você tiver erupções caracterizadas por áreas secas e inflamadas da pele, com coceira.

 

Dermatite de contato:


 A pele pode desenvolver reações alérgicas quando entra em contato com determinadas substâncias. Quando sua pele tem contato direto com plantas, substâncias simples como níquel e cromo, constituintes de cosméticos ou medicamentos tópicos ela pode coçar, se tornar vermelha, e inflamada. Este quadro de erupção cutânea com pequenas vesiculações, prurido e vermelhidão é característico da dermatite de contato. Procure seu médico para receber a orientação adequada à intensidade de sua manifestação.

 

Dicas para cuidar da dermatite de contato:


• Lave com água quente e sabão a roupa e outros objetos que entraram em contato com o alérgeno para evitar uma nova exposição a ele.

• A secreção que surge com a erupção não vai espalhar a lesão. Isso só acontece se suas mãos estiveram contaminadas pelo alérgeno e você coçar a pele.

• Comprimidos de anti-histamínicos podem aliviar a coceira.

• Faça o possível para não coçar. As erupções da dermatite de contato geralmente não deixam cicatrizes, mas isso pode acontecer se você coçar as feridas e elas infeccionarem. Neste caso é provável que você necessite de antibiótico.

• Corticosteroides tópicos podem aliviar a erupção cutânea.

 

Urticária:


As urticárias surgem na pele como placas vermelhas inchadas e apresentam coceira muito intensa. Duram de poucos minutos a várias horas no mesmo local. De modo geral, aparecem em surtos em diversos locais do corpo e podem se acompanhar de edema (inchaço) em certas regiões, como os lábios e pálpebras, o que chamamos de angioedema.

Existem numerosos fatores que podem desencadear ou agravar surtos de urticária: alimentos, medicamentos, corantes alimentares, exercício, calor, fatores emocionais e picadas de insetos, entre outros. Em casos de urticária, seu médico pode prescrever um anti-histamínico para aliviar a coceira.

Muitas vezes o quadro de urticária adquire grande intensidade e pode durar várias semanas. Nesta situação é comum o especialista investigar além de causas alérgicas, outros possíveis desencadeantes através de exames específicos. Infecções, doenças hepáticas ou de tireóide, assim como, doenças reumáticas podem se acompanhar de surtos de urticária.

Nos casos de urticária de longa duração é comum o especialista orientar cautela com o uso de habituais desencadeantes, como certos medicamentos e os corantes industrializados. Com frequência a associação de medicamentos é prescrita para controlar as manifestações mais intensas. No entanto, os anti-histamínicos são os medicamentos mais eficazes para controlar a urticária.

 

Alergia a medicamentos:


Alergia a medicamentos é a principal causa de reações anafiláticas, as quais podem ser mortais. As drogas mais associadas a esse tipo de reação são: analgésicos (ácido acetilsalicílico, dipirona), anti-inflamatórios, antibióticos, relaxantes musculares, alguns anticonvulsivantes, além de sangue ou seus componentes. Alguns alimentos e aditivos alimentares também podem provocar reações anafiláticas.

 

Se você tem alergia a remédios é muito importante ter esse tipo de informação impresso entre seus documentos pessoais. Carregar um cartão com os tipos de alergia que você tem pode ajudar médicos e equipes de resgate a tratá-lo com mais precisão. Peça que seu médico lhe oriente na confecção deste cartão de identificação.

Se você suspeita que apresentou reação alérgica a algum medicamento procure orientação especializada para esclarecer a sua condição.

 

Picadas de Insetos:


Embora a maioria das pessoas não seja alérgica a picadas de inseto, muitas delas apresentam reações no local da picada de mosquitos ou pulgas, por exemplo. Isto é mais comum na infância e com frequência esta hipersensibilidade desaparece na idade escolar ou na adolescência.

Abelhas, vespas, marimbondos e formigas podem provocar reações locais mais intensas e até reações mais graves como a crise anafilática. Isso ocorre como resultado da sensibilização (formação de anticorpos IgE) para componentes do veneno destes insetos. As picadas de formigas, vespas, marimbondos e abelhas são aquelas mais comumente associadas a reações alérgicas graves. Mosquitos, pulgas e outros insetos domiciliares provocam reações locais.

Lembre-se que nem toda pessoa alérgica a picadas de insetos apresenta choque anafilático. No entanto, se você for alérgico, peça orientação a seu médico sobre medicamentos que podem ser necessários em caso de reações agudas graves.

Os sintomas mais comuns após a picada (mesmo para quem não é alérgico) são vermelhidão, inchaço, dor e coceira no local, que desaparecem após algumas horas. A reação local por picada de formiga pode induzir formação de bolha no local da picada e ser mais duradoura. Borrachudos com frequência provocam reações locais dolorosas, com muita coceira e que permanecem por vários dias.

Mesmo se você não tiver reações alérgicas às picadas de inseto, isso pode causar grande desconforto. Para aliviar a dor você pode:

 

• Elevar a parte do corpo que foi picada e colocar gelo ou fazer uma compressa fria para diminuir o edema (inchaço).

• Não furar qualquer bolha que possa surgir. Limpe as bolhas com água e sabão para evitar infecções.

• Creme de corticosteroide tópico e anti-histamínico oral podem ajudar a controlar a inflamação e a coceira.

• Se você estiver com muita coceira (mesmo sem reação alérgica) procure um médico para que ele receite a medicação correta para reduzir o inchaço.

• Se o inchaço aumentar, procure cuidados médicos imediatamente.

• Prevenir é o melhor remédio. Diminua o risco de picadas de insetos usando sapatos fechados, meias, luvas e repelentes quando estiver em locais sujeitos a maior exposição.

• Se você é alérgico a picadas de insetos, seu médico pode recomendar que você adote medidas preventivas para evitar o contato e que tenha sempre a mão medicamentos para tratamento imediato de reações anafiláticas.

 

Reações anafiláticas:


Hoje não é tão comum ocorrerem mortes provocadas por choques anafiláticos, pois nem todas as reações são graves a este ponto e também porque existem medicamentos que podem reverter o quadro.

Quando ocorre a anafilaxia, grandes quantidades de histamina e outras substâncias são liberadas pelos mastócitos ao longo de todo o corpo. A liberação de “mediadores inflamatórios” causa a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial. As vias respiratórias se estreitam e fica difícil respirar. Sintomas do choque anafilático incluem urticárias, inchaço dos lábios, língua e garganta, náusea, vômitos, dor abdominal, diarréia, falta de ar, queda da pressão, convulsões e perda de consciência.

Estes sintomas surgem rapidamente após o contato com o agente desencadeante. Quando são muito rápidas, essas reações deixam pouco tempo para atendimento hospitalar. Se seu médico suspeitar que você corre algum risco, ele pode recomendar que você tenha sempre à mão um kit de emergência que deve ser usado imediatamente, aos primeiros sinais de um choque anafilático. Não espere que apareçam outros sintomas, pois nunca se sabe a gravidade da reação.

Fale com seu médico, veja se você precisa desse kit e aprenda a utilizá-lo da forma correta. Ensine sua família como usá-lo também e mantenha-o sempre à mão, em lugares como seu carro, trabalho ou cozinha. Se seu filho corre o risco de choque anafilático, mantenha o kit em casa, na escola e deixe-o ao alcance de babás ou qualquer pessoa que estiver cuidando dele. Conheça os locais de atendimento de emergência na sua cidade. Quando viajar, se informe sobre os locais de atendimento na cidade que você está visitando.


Alergia ao Látex


Esse tipo de alergia tem se tornado mais comum recentemente, devido ao grande número de produtos que contêm látex hoje em dia. As reações vão de erupções cutâneas locais a reações graves como o choque anafilático.

O risco de desenvolver alergia ao látex parece ser maior em pessoas que estão constantemente em contato com luvas de látex, como os profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, etc.) ou mesmo em crianças que sofrem repetidos procedimentos médicos que as expõem a produtos contendo látex.

Alguns produtos chamados de látex na verdade não contêm essa substância. Um exemplo disso é a tinta látex.

Existe similaridade entre os alérgenos de látex e de alguns alimentos. É possível que pessoas alérgicas ao látex apresentem reação à banana, abacate, castanhas, maçãs, cenoura, aipo, mamão, kiwi, batata ou melão, por exemplo. Inversamente, também se encontram pessoas que sendo alérgicas a estes alimentos acabam desenvolvendo reação a produtos com látex.


Produtos que normalmente contém látex:


  • Curativos adesivos;
  • Borrachas;
  • Colas;
  • Luvas cirúrgicas e de limpeza doméstica;
  • Bicos de mamadeira;
  • Bolsas para água quente;
  • Bexigas ou balões de aniversário;
  • Chupetas;
  • Cápsulas com óleo para banho;
  • Medidores de pressão arterial;
  • Pegadores (de ferramentas, bicicletas, raquete;
  • Roupas de plástico (como capas de chuva);
  • Preservativos;
  • Brinquedos e bolas de plástico;
  • Esponjas de cosméticos;
  • Certos tipos de sapatos;
  • Diafragmas;
  • Cortinas de plástico para chuveiro;
  • Roupas de lycra;
  • Elásticos de roupa.

 

Se você é alérgico ao látex, o melhor a fazer é evitar o contato direto com esses produtos, assim como, ter cautela em ambientes onde produtos com látex são manipulados.

 

Sintomatologia:


  • Espirros em salva (vários espirros seguidos);
  • Nariz obstruído, com respiração pela boca;
  • Coriza (secreção nasal aquosa e fluida);
  • Tosse repetitiva;
  • Prurido (comichão) nos olhos, nariz, garganta e em qualquer parte do corpo;
  • Lacrimejação dos olhos;
  • Erupções cutâneas;
  • Urticárias;
  • Edema (inchaço) nos lábios ou nas pálpebras (angioedema);
  • Conjuntivite, faringite, sinusite e otite alérgicas;
  • Marcas nas pálpebras;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Vômito e diarréia.

 

Tratamento:


O tratamento deve ser direcionado aos sintomas, ao afastamento do paciente do alérgeno e, em casos selecionados, a indução de tolerância oral (em Alergia Alimentar) ou Imunoterapia Específica ou (em Alergias Respiratórias e Alergia aos Insetos Himenópteros).

O tratamento é dividido em duas fases aguda e da fase crônica. Esta divisão é aplicada as reações alérgicas agudas IgE mediadas.

 

Fase aguda

 

O tratamento da fase aguda é feito com anti-histamínicos e corticoides por via endovenosa ou intramuscular. Nos casos de alergias respiratórias pode ser necessário nebulização com beta-adrenérgicos. Medicamentos sintomáticos são prescritos conforme a necessidade de cada pessoa. É necessário também afastar a pessoa do agente que está causando a alergia.

 

Fase crônica


O tratamento na fase crônica, ou após o termino da fase aguda, é a Imunoterapia Específica ou Dessensibilização.

A Dessensibilização é uma forma de imunoterapia onde o paciente recebe doses inicialmente mínimas que gradualmente vão aumentando, com doses progressivas do produto alergênico em questão.

A Imunoterapia Específica é o único tratamento capaz de modificar o curso natural da doença.