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21 julho 2018

Sífilis

Sinônimos: cancro duro

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum.

A sífilis é um mal silencioso e requer cuidados. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

Causas:

A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas;

  • Transfusão de sangue;
  • Transplante de órgão,
  • Transmissão congênita sendo passada de mãe para filho durante a gravidez ou parto.

Só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. Raramente, a doença pode ser transmitida pelo beijo.

Uma vez curada, a sífilis não pode reaparecer – a não ser que a pessoa seja reinfectada por alguém que esteja contaminado.

Fatores de risco:

Alguns fatores são considerados de risco para contrair sífilis:

Manter relações sexuais desprotegidas com uma ou mais pessoas;

Estar infectado com o vírus do HIV.

Sintomas:

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. No entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário.

Sífilis primária

A sífilis primária é o primeiro estágio.Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio.

Sífilis secundária

A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo.

Sífilis latente – fase assintomática

Não aparecem sinais ou sintomas.

É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).

A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis terciária

Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular.

Sífilis congênita

Decorre da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não tratada, ou inadequadamente tratada, para o seu concepto, por via transplantaria em qualquer fase gestacional ou estágio da doença

A sífilis congênita pode ser classificada em:

Recente: quando os sintomas aparecem nos primeiros dois anos de vida, sendo mais manifestos do primeiro ao terceiro mês.

Tardia: quando os sintomas aparecem a partir do segundo ano, ocasionando deformações de dentes, surdez, alterações oculares, dificuldades de aprendizagem, retardo mental.

A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.

Diagnóstico:

Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. Hoje em dia, o VDRL é amplamente utilizado como exame de rastreio.

Após o estádio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estádio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico.

Caso a sífilis não seja identificada no seu estádio primário (10 a 90 dias) ou no seu estádio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a sífilis entra no estádio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias sequelas podem advir da doença.

No Brasil, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA's) permitem aos cidadãos realizar testes laboratoriais gratuitamente e receber informações e aconselhamento sobre as DSTs.

Exames de sangue

Os exames de sangue realizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em não-treponêmicos e treponêmicos

Os exames não treponêmicos geralmente são os primeiros a serem realizados, e incluem o VDRL (do inglês venereal disease research laboratory) e RPR (rapid plasma reagin). Entretanto, estes exames apresentam altas taxas de falso positivo (teste positivo quando paciente não está doente). Por este motivo, é necessária a confirmação com um teste treponêmico. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reações de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos.

Os exames treponêmicos mais usados são o FTA-Abs e o TPHA. Geralmente são usados para confirmar o resultado positivos dos testes não-treponêmicos, ou seja, do VDRL, fechando o diagnóstico. Frequentemente realizados na fase latente ou terciária.

O VDRL é único teste que poderá dar resultado negativo após um tratamento bem sucedido para a sífilis. No entanto, não é um requisito para a conclusão do sucesso ou não do tratamento. Ele faz parte dos testes não treponemais e é amplamente usado na atualidade como exame de rastreio. Por norma os valores no VDRL diminuirão para níveis ínfimos, mas ainda assim positivos, após o paciente estar tratado.

Culta de bactérias: colher amostras de uma secreção expelida por alguma ferida presente no corpo, que será analisada em microscópio. Este tipo de teste só pode ser realizado durante os dois primeiros estágios da sífilis, cujos sintomas envolvem o surgimento de feridas. A análise dessas substâncias pode indicar a presença da bactéria no organismo do paciente.

Punção lombar: se há a suspeita de que o paciente está com complicações neurológicas causadas pela sífilis, será coletado uma pequena amostra do líquido céfalo-raquidiano.

Se você foi diagnosticado com sífilis, é importante notificar ao seu parceiro ou parceira para que ele ou ela possa também realizar os exames necessários para o diagnóstico. Se der positivo, quanto antes dar início ao tratamento melhor.

Tratamento:

Quando diagnosticada precocemente, a sífilis não costuma causar maiores danos à saúde e o paciente costuma ser curado rapidamente.

O tratamento é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. Uma única injeção de penicilina já é o bastante para impedir a progressão da doença, principalmente se ela for aplicada no primeiro ano após a infecção. Se não, o paciente poderá precisar de mais de uma dose.

A penicilina, é o único tratamento recomendado para mulheres grávidas diagnosticadas com sífilis. Mesmo que o tratamento nesses casos seja bem-sucedido, o bebê também deverá ser tratado com antibióticos depois de nascer.

Durante o primeiro dia de tratamento, o paciente poderá apresenta reação de Jarisch-Herxheimer, que inclui uma série de sintomas:

- Febre,

- Calafrios,

- Náuseas,

- Dores nas articulações e dor de cabeça. Esses sintomas não costumam demorar mais do que um dia.

É necessária a realização de exames de sangue de acompanhamento após três, seis, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção. Deve-se ser solicitado exame específico para HIV, para garantir que o paciente não desenvolverá complicações mais graves por causa do vírus da Aids. A atividade sexual deve ser evitada até que o segundo exame mostre que a infecção foi curada. A sífilis é extremamente contagiosa por meio do contato sexual nos estágios primário e secundário.

Medicamentos usados para Sífilis:

- Benzetacil;

- Bepeben;

- Clordox;

- Doxiciclina;

- Eritromicina.

NUNCA se automedique. Não interrompa o tratamento em uso sem antes consultar seu médico.

Complicações possíveis:

Sem tratamento, a sífilis pode evoluir, se espalhar pelo corpo e causar complicações mais graves para os pacientes infectados. Além disso, pode aumentar o risco de infecção por HIV e, em mulheres, pode causar complicações na gravidez.

É importante ressaltar que o tratamento pode impedir problemas futuros, mas não pode reverter danos causados anteriormente. Por isso, o tratamento precoce é essencial.

Algumas complicações que podem surgi se a sífilis não tratada:

Surgimento de inchaços na pele, ossos, fígado e outros órgãos no último estágio da doença. Com tratamento, esses inchaços costumam desaparecer, mas se não tratados eles podem evoluir para tumores.

Problemas neurológicos também podem aparecer, como AVC, meningite, surdez, problemas de visão e demência.

Aneurisma e inflamação da aorta e de outras artérias e vasos sanguíneos, danos às válvulas do coração e outros problemas cardiovasculares também são algumas das complicações possíveis.

As chances de contrair o vírus do HIV aumentam significativamente em pessoas com sífilis, pois as feridas presentes na pele – características dos dois primeiros estágios da doença – costumam sangrar facilmente, facilitando a entrada do vírus da Aids no organismo durante uma relação sexual.

Na gravidez, a mulher infectada pode passar a doença para o feto. Sífilis congênita pode elevar os riscos de aborto e os de morte do bebê durante a gestação ou após os primeiros dias de vida.

Prevenção:

O uso do preservativo. A camisinha é medida preventiva não só para sífilis, mas também para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).








30 dezembro 2017

Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas


O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, de acordo com um grupo de pesquisadores americanos.

Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista.

Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.

Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Infecção sexual

Acredita-se que cerca de 275 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela tricomoníase. Ela é a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente.

Muitas vezes, a infecção não apresenta sintomas e a pessoa não está ciente de que está contaminada.

Homens podem sentir coceira ou irritação dentro do pênis, ardor após urinar ou ejacular, ou um corrimento branco no pênis.

Já mulheres podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.

Esta pesquisa não é a primeira a sugerir uma ligação entre a tricomoníase e o câncer de próstata. Um estudo realizado em 2009 descobriu que um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais de tricomoníase, e estes indivíduos eram mais propensos a ter tumores avançados.

O estudo da PNAS sugere como a doença sexualmente transmissível poderia tornar os homens mais vulneráveis ao câncer de próstata, embora não seja a prova definitiva dessa ligação.

A professora Patrícia Johnson e seus colegas descobriram que o parasita que causa a tricomoníase - Trichomonas vaginalis - produz uma proteína que causa inflamação e invasão de células benignas e cancerosas da próstata.

Eles dizem que mais estudos devem, agora, explorar esse dado - especialmente diante do fato de que a causa do câncer de próstata segue desconhecida.

Quebra-cabeça

Nicola Smith, do Cancer Research UK, disse: "Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalis poderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente".

"Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório, e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível".

"Há uma grande quantidade de pesquisas sobre o risco de câncer de próstata e estamos trabalhando duro para juntar as peças do quebra-cabeça".

Segundo ele, ainda há fatores de estilo de vida desconhecidos que parecem afetar o risco de desenvolver a doença, sem nenhuma evidência convincente de uma ligação com a infecção.

"O risco do câncer de próstata é conhecido com o aumento da idade", disse Smith.

O câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos, e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/05/140520_saude_cancer_prostata_hb

29 dezembro 2017

Sangue novo pode reverter efeitos da velhice, aponta pesquisa

Diz a lenda que Kim Jong-Il e Keith Richards já tentaram. O primeiro já está morto, mas o segundo não só está vivo, como acaba de anunciar uma nova turnê.

Sim, o que sempre pareceu um mito até certo ponto bobo talvez funcione mesmo: sangue novo pode ajudar a rejuvenescer.

Os experimentos funcionaram da seguinte maneira: dois ratos de laboratório, um novo e outro velho, passaram a compartilhar o mesmo sistema circulatório. Com o passar do tempo, o número de células-tronco do roedor idoso aumentou e os cientistas ainda observaram um crescimento de 20% nas conexões entre células cerebrais.

Quer dizer, o o envelhecimento começou a ser revertido. O estudo ainda não foi oficialmente publicado, mas o doutor Saul Villeda apresentou os resultados da pesquisa durante o encontro anual da Society For Neuroscience, que ocorreu entre os dias 13 e 17 de outubro, em Nova Orleans, nos EUA.

Aparentemente, a recíproca é verdadeira. Testes mostraram que ratos jovens também passam a envelhecer mais rápido com sangue idoso. A prerrogativa é tentadora e dá margem à diversas suposições, das mais infantis às mais sádicas, mas ainda é cedo para afirmar que humanos poderão se beneficiar da descoberta. Isso não significa que os pesquisadores estão pessimistas. Quando perguntado se acreditava na possibilidade, Villeda afirmou que, cada vez mais, a resposta era sim – e que há quatro anos ele seria taxativo em dizer não. Bom sinal.

O problema é que, pelo menos até agora, os cientistas não conseguiram apontar exatamente como funciona esse processo todo, e nem a causa dele. O mais provável é que, uma vez que essas respostas sejam encontradas, as substâncias responsáveis pelo rejuvenescimento sejam isoladas e aproveitadas separadamente. Isso significa que, dificilmente, doar sangue pra sua avó vai torná-la (novamente) aquela beldade dos anos 60.

Revista Galileu






Antibióticos não funcionam contra tosse, diz estudo


Pesquisa mostra que efeitos entre pacientes tratados com remédios e outros que receberam placebos foram idênticos.

Antibióticos são ineficazes para tratar pacientes com tosse persistente causada por infecções pulmonares, segundo um estudo publicado pela revista especializada "Lancet".

O estudo, realizado com mais de 2 mil pacientes de 12 países europeus, verificou que a duração e a gravidade dos sintomas nos que foram tratados com antibióticos não foi diferente dos que foram tratados com placebos.

Mas especialistas advertem que em casos de suspeita de pneumonia, os antibióticos devem ainda assim ser usados, devido à gravidade da doença.

A pesquisa, realizada entre novembro de 2007 e abril de 2010 em países como Bélgica, Grã-Bretanha, França e Alemanha, contou com a participação de 2.061 pacientes que apresentavam uma tosse persistente por mais de 28 dias, com suspeita de infecções pulmonares, como bronquite.

Os participantes preencheram um ''diário da doença'' ao longo do tratamento e classificaram a gravidade de seus sintomas, que incluíam tosse, falta de ar, dores no peito e narizes entupidos ou coriza.

Paul Little, da Universidade de Southampton, que comandou a pesquisa, afirmou: "a receita do antibiótico amoxicilina no tratamento de infecções respiratórias em pacientes em que não há suspeitas de pneumonia não deve contribuir para a melhora do paciente e pode até provocar danos".

De acordo com o pesquisador, "a prescrição médica excessiva de antibióticos, especialmente quando eles são ineficazes, pode fazer com que estes pacientes desenvolvam resistência e sofram efeitos colaterais, como diarreia, alergias e vômitos".

"Nossas conclusões mostram que as pessoas estão melhores quando não tomam nada. Mas como um pequeno número de pacientes irá se beneficiar dos efeitos dos antibióticos, nosso desafio permanece sendo identificar esses indivíduos", afirma.

Michael Moore, do Colégio Real de Clínicos Gerais da Grã-Bretanha e co-autor do estudo, afirmou que "é importante que clínicos gerais tenham conhecimento claro sobre quando podem ou não prescrever antibióticos para pacientes de modo a reduzir a aparição de resistência bacteriana".


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/12/121219_antibioticos_tosse_bg


Alergia

 

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico.

 

Tipos de Alergia:  

 

Alergia a alimentos


Alergia alimentar pode ser difícil de diagnosticar porque existem vários tipos de reações adversas a alimentos. Um desses é a alergia alimentar. As reações causadas por alimentos podem ser consideradas:

Intolerância ou reação anormal a um alimento ou um aditivo alimentar. Ao contrário de uma reação alérgica onde o sistema imunológico é ativado e lança uma resposta, a intolerância a alimentos pode ocorrer pela falta de uma enzima necessária para a digestão desse alimento. Por exemplo, pessoas que não produzem lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite) não toleram alimentos com leite. Essa dificuldade de digerir o leite poderá resultar em sintomas desagradáveis, mas não significa uma alergia.

- Envenenamento por alimento é uma reação a substâncias tóxicas, bactérias ou parasitas presentes em comida contaminada.

- Reações farmacológicas à comida são reações a aditivos alimentares ou a elementos químicos que ocorrem naturalmente nos alimentos. Se você fica nervoso ou irritado ao consumir café, essa é uma reação farmacológica à cafeína.

Alergia alimentar é o resultado de uma reação alérgica a um alimento ou aditivo alimentar. Ela pode se manifestar como náusea, vômito, diarréia, urticária, inchaço nos lábios, olhos, língua e, também, como crise de asma. A situação mais grave de alergia a alimentos é o choque anafilático.

Os alimentos mais associados a choques anafiláticos são amendoins, nozes, mariscos, crustáceos, clara de ovo e sementes, como o gergelim. Os alimentos que mais provocam alergia são: leite de vaca, ovos, amendoim, mariscos e castanhas. Ter alergia a amendoim (que é um legume), não significa ser alérgico a todos os tipos de castanha, mas isso é possível.

 

Na avaliação da sua condição, seu médico especialista pode aplicar testes ou solicitar dosagens no sangue para confirmar ou descartar a possibilidade de você ser alérgico a alimentos. Se a suspeita se confirmar, o melhor é que você evite os alimentos a que você é alérgico, por menor que seja a sua quantidade.

 

Alergias de Pele:


Eczema

 A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, pode se iniciar já nos primeiros anos de vida. Quando o eczema é provocado por reações alérgicas, ele é chamado de eczema atópico. Neste tipo de dermatite a coceira aparece antes das erupções. Crianças com dermatite atópica com freqüência desenvolvem outras manifestações alérgicas, como rinite e asma.

Se você tem erupção cutânea com coceira por longo período é possível que você sofra de eczema. Embora as lesões eles possam aparecer em qualquer lugar do corpo, é mais comum surgirem na pele do lado interno dos cotovelos e atrás dos joelhos. Seu médico pode suspeitar de eczema se você tiver erupções caracterizadas por áreas secas e inflamadas da pele, com coceira.

 

Dermatite de contato:


 A pele pode desenvolver reações alérgicas quando entra em contato com determinadas substâncias. Quando sua pele tem contato direto com plantas, substâncias simples como níquel e cromo, constituintes de cosméticos ou medicamentos tópicos ela pode coçar, se tornar vermelha, e inflamada. Este quadro de erupção cutânea com pequenas vesiculações, prurido e vermelhidão é característico da dermatite de contato. Procure seu médico para receber a orientação adequada à intensidade de sua manifestação.

 

Dicas para cuidar da dermatite de contato:


• Lave com água quente e sabão a roupa e outros objetos que entraram em contato com o alérgeno para evitar uma nova exposição a ele.

• A secreção que surge com a erupção não vai espalhar a lesão. Isso só acontece se suas mãos estiveram contaminadas pelo alérgeno e você coçar a pele.

• Comprimidos de anti-histamínicos podem aliviar a coceira.

• Faça o possível para não coçar. As erupções da dermatite de contato geralmente não deixam cicatrizes, mas isso pode acontecer se você coçar as feridas e elas infeccionarem. Neste caso é provável que você necessite de antibiótico.

• Corticosteroides tópicos podem aliviar a erupção cutânea.

 

Urticária:


As urticárias surgem na pele como placas vermelhas inchadas e apresentam coceira muito intensa. Duram de poucos minutos a várias horas no mesmo local. De modo geral, aparecem em surtos em diversos locais do corpo e podem se acompanhar de edema (inchaço) em certas regiões, como os lábios e pálpebras, o que chamamos de angioedema.

Existem numerosos fatores que podem desencadear ou agravar surtos de urticária: alimentos, medicamentos, corantes alimentares, exercício, calor, fatores emocionais e picadas de insetos, entre outros. Em casos de urticária, seu médico pode prescrever um anti-histamínico para aliviar a coceira.

Muitas vezes o quadro de urticária adquire grande intensidade e pode durar várias semanas. Nesta situação é comum o especialista investigar além de causas alérgicas, outros possíveis desencadeantes através de exames específicos. Infecções, doenças hepáticas ou de tireóide, assim como, doenças reumáticas podem se acompanhar de surtos de urticária.

Nos casos de urticária de longa duração é comum o especialista orientar cautela com o uso de habituais desencadeantes, como certos medicamentos e os corantes industrializados. Com frequência a associação de medicamentos é prescrita para controlar as manifestações mais intensas. No entanto, os anti-histamínicos são os medicamentos mais eficazes para controlar a urticária.

 

Alergia a medicamentos:


Alergia a medicamentos é a principal causa de reações anafiláticas, as quais podem ser mortais. As drogas mais associadas a esse tipo de reação são: analgésicos (ácido acetilsalicílico, dipirona), anti-inflamatórios, antibióticos, relaxantes musculares, alguns anticonvulsivantes, além de sangue ou seus componentes. Alguns alimentos e aditivos alimentares também podem provocar reações anafiláticas.

 

Se você tem alergia a remédios é muito importante ter esse tipo de informação impresso entre seus documentos pessoais. Carregar um cartão com os tipos de alergia que você tem pode ajudar médicos e equipes de resgate a tratá-lo com mais precisão. Peça que seu médico lhe oriente na confecção deste cartão de identificação.

Se você suspeita que apresentou reação alérgica a algum medicamento procure orientação especializada para esclarecer a sua condição.

 

Picadas de Insetos:


Embora a maioria das pessoas não seja alérgica a picadas de inseto, muitas delas apresentam reações no local da picada de mosquitos ou pulgas, por exemplo. Isto é mais comum na infância e com frequência esta hipersensibilidade desaparece na idade escolar ou na adolescência.

Abelhas, vespas, marimbondos e formigas podem provocar reações locais mais intensas e até reações mais graves como a crise anafilática. Isso ocorre como resultado da sensibilização (formação de anticorpos IgE) para componentes do veneno destes insetos. As picadas de formigas, vespas, marimbondos e abelhas são aquelas mais comumente associadas a reações alérgicas graves. Mosquitos, pulgas e outros insetos domiciliares provocam reações locais.

Lembre-se que nem toda pessoa alérgica a picadas de insetos apresenta choque anafilático. No entanto, se você for alérgico, peça orientação a seu médico sobre medicamentos que podem ser necessários em caso de reações agudas graves.

Os sintomas mais comuns após a picada (mesmo para quem não é alérgico) são vermelhidão, inchaço, dor e coceira no local, que desaparecem após algumas horas. A reação local por picada de formiga pode induzir formação de bolha no local da picada e ser mais duradoura. Borrachudos com frequência provocam reações locais dolorosas, com muita coceira e que permanecem por vários dias.

Mesmo se você não tiver reações alérgicas às picadas de inseto, isso pode causar grande desconforto. Para aliviar a dor você pode:

 

• Elevar a parte do corpo que foi picada e colocar gelo ou fazer uma compressa fria para diminuir o edema (inchaço).

• Não furar qualquer bolha que possa surgir. Limpe as bolhas com água e sabão para evitar infecções.

• Creme de corticosteroide tópico e anti-histamínico oral podem ajudar a controlar a inflamação e a coceira.

• Se você estiver com muita coceira (mesmo sem reação alérgica) procure um médico para que ele receite a medicação correta para reduzir o inchaço.

• Se o inchaço aumentar, procure cuidados médicos imediatamente.

• Prevenir é o melhor remédio. Diminua o risco de picadas de insetos usando sapatos fechados, meias, luvas e repelentes quando estiver em locais sujeitos a maior exposição.

• Se você é alérgico a picadas de insetos, seu médico pode recomendar que você adote medidas preventivas para evitar o contato e que tenha sempre a mão medicamentos para tratamento imediato de reações anafiláticas.

 

Reações anafiláticas:


Hoje não é tão comum ocorrerem mortes provocadas por choques anafiláticos, pois nem todas as reações são graves a este ponto e também porque existem medicamentos que podem reverter o quadro.

Quando ocorre a anafilaxia, grandes quantidades de histamina e outras substâncias são liberadas pelos mastócitos ao longo de todo o corpo. A liberação de “mediadores inflamatórios” causa a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial. As vias respiratórias se estreitam e fica difícil respirar. Sintomas do choque anafilático incluem urticárias, inchaço dos lábios, língua e garganta, náusea, vômitos, dor abdominal, diarréia, falta de ar, queda da pressão, convulsões e perda de consciência.

Estes sintomas surgem rapidamente após o contato com o agente desencadeante. Quando são muito rápidas, essas reações deixam pouco tempo para atendimento hospitalar. Se seu médico suspeitar que você corre algum risco, ele pode recomendar que você tenha sempre à mão um kit de emergência que deve ser usado imediatamente, aos primeiros sinais de um choque anafilático. Não espere que apareçam outros sintomas, pois nunca se sabe a gravidade da reação.

Fale com seu médico, veja se você precisa desse kit e aprenda a utilizá-lo da forma correta. Ensine sua família como usá-lo também e mantenha-o sempre à mão, em lugares como seu carro, trabalho ou cozinha. Se seu filho corre o risco de choque anafilático, mantenha o kit em casa, na escola e deixe-o ao alcance de babás ou qualquer pessoa que estiver cuidando dele. Conheça os locais de atendimento de emergência na sua cidade. Quando viajar, se informe sobre os locais de atendimento na cidade que você está visitando.


Alergia ao Látex


Esse tipo de alergia tem se tornado mais comum recentemente, devido ao grande número de produtos que contêm látex hoje em dia. As reações vão de erupções cutâneas locais a reações graves como o choque anafilático.

O risco de desenvolver alergia ao látex parece ser maior em pessoas que estão constantemente em contato com luvas de látex, como os profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, etc.) ou mesmo em crianças que sofrem repetidos procedimentos médicos que as expõem a produtos contendo látex.

Alguns produtos chamados de látex na verdade não contêm essa substância. Um exemplo disso é a tinta látex.

Existe similaridade entre os alérgenos de látex e de alguns alimentos. É possível que pessoas alérgicas ao látex apresentem reação à banana, abacate, castanhas, maçãs, cenoura, aipo, mamão, kiwi, batata ou melão, por exemplo. Inversamente, também se encontram pessoas que sendo alérgicas a estes alimentos acabam desenvolvendo reação a produtos com látex.


Produtos que normalmente contém látex:


  • Curativos adesivos;
  • Borrachas;
  • Colas;
  • Luvas cirúrgicas e de limpeza doméstica;
  • Bicos de mamadeira;
  • Bolsas para água quente;
  • Bexigas ou balões de aniversário;
  • Chupetas;
  • Cápsulas com óleo para banho;
  • Medidores de pressão arterial;
  • Pegadores (de ferramentas, bicicletas, raquete;
  • Roupas de plástico (como capas de chuva);
  • Preservativos;
  • Brinquedos e bolas de plástico;
  • Esponjas de cosméticos;
  • Certos tipos de sapatos;
  • Diafragmas;
  • Cortinas de plástico para chuveiro;
  • Roupas de lycra;
  • Elásticos de roupa.

 

Se você é alérgico ao látex, o melhor a fazer é evitar o contato direto com esses produtos, assim como, ter cautela em ambientes onde produtos com látex são manipulados.

 

Sintomatologia:


  • Espirros em salva (vários espirros seguidos);
  • Nariz obstruído, com respiração pela boca;
  • Coriza (secreção nasal aquosa e fluida);
  • Tosse repetitiva;
  • Prurido (comichão) nos olhos, nariz, garganta e em qualquer parte do corpo;
  • Lacrimejação dos olhos;
  • Erupções cutâneas;
  • Urticárias;
  • Edema (inchaço) nos lábios ou nas pálpebras (angioedema);
  • Conjuntivite, faringite, sinusite e otite alérgicas;
  • Marcas nas pálpebras;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Vômito e diarréia.

 

Tratamento:


O tratamento deve ser direcionado aos sintomas, ao afastamento do paciente do alérgeno e, em casos selecionados, a indução de tolerância oral (em Alergia Alimentar) ou Imunoterapia Específica ou (em Alergias Respiratórias e Alergia aos Insetos Himenópteros).

O tratamento é dividido em duas fases aguda e da fase crônica. Esta divisão é aplicada as reações alérgicas agudas IgE mediadas.

 

Fase aguda

 

O tratamento da fase aguda é feito com anti-histamínicos e corticoides por via endovenosa ou intramuscular. Nos casos de alergias respiratórias pode ser necessário nebulização com beta-adrenérgicos. Medicamentos sintomáticos são prescritos conforme a necessidade de cada pessoa. É necessário também afastar a pessoa do agente que está causando a alergia.

 

Fase crônica


O tratamento na fase crônica, ou após o termino da fase aguda, é a Imunoterapia Específica ou Dessensibilização.

A Dessensibilização é uma forma de imunoterapia onde o paciente recebe doses inicialmente mínimas que gradualmente vão aumentando, com doses progressivas do produto alergênico em questão.

A Imunoterapia Específica é o único tratamento capaz de modificar o curso natural da doença.



 

Esteatose hepática ou fígado gorduroso

É doença hepática gordurosa, é uma condição reversível na qual grandes vacúolos de gordura triglicerídia acumula nas células do fígado através do processo da esteatose. Apesar de ter diversas causas, o fígado gorduroso pode ser considerado uma doença única que ocorre em todo o mundo naquelas pessoas que consomem álcool em excesso e naqueles que são obesos (com ou sem efeitos da resistência à insulina). Essa condição também é associada com outras doenças que influenciam o metabolismo da gordura.

O fígado é um órgão de primordial importância, sendo a principal unidade de fabricação e armazenagem do nosso organismo e um dos responsáveis pela transformação das proteínas, dos açúcares e das gorduras que ingerimos.

Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Etiologia:

  • Abuso de álcool;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso ou Obesidade;
  • Alterações dos lipídeos, como Colesterol ou Triglicérides elevados;
  • Drogas, como os corticoides e secundário a algumas cirurgias para obesidade.

Mais ou menos 1 de cada 5 pessoas com sobrepeso desenvolvem Esteato-hepatite não alcoólica.

Sintomas:

A doença costuma não apresentar sintomas, sobretudo se desenvolvida de forma progressiva.

Nos casos em que aparece subitamente, pode causar dor na parte superior direita do abdómen e icterícia (cor amarela dos olhos e/ou pele), boca seca, sensação de "ressaca" como indisposição após alimentações um pouco mais gordurosas.

Diagnostico:

  • Exame Físico - detectado aumento do fígado;
  • Exames Laboratoriais - Alterações em exames de sangue relativos ao fígado elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina;
  • USG de abdome,
  • Tomografia ou ressonância magnética;
  • Biopsia hepática do fígado.

A Esteatose também pode ser suspeitada quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

Evolução:

É um achado comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte desses pacientes uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de "Esteato-hepatite". A Esteato-hepatite não alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.

Tratamento:

É importante saber que a Esteatose Hepática e Esteato-hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar, com acompanhamento médico e uso de medicamentos em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Crianças podem apresentar?

Sim, nos primeiros anos de vida é causada principalmente por algumas doenças metabólicas. Já nas crianças maiores e adolescentes as causas são semelhantes aos adultos. O tratamento na infância é de fundamental importância para prevenir danos irreversíveis nos adultos, além da conscientização da criança para hábitos de vida saudáveis.





Consumo de vitamina d durante a gestação favorece desenvolvimento do bebê.


Bebês cujas mães seguiram a recomendação diária de consumo de vitamina D durante a gestação apresentam maior pontuação em testes de desenvolvimento de acordo com um estudo espanhol. Especialistas alertam, entretanto, que mulheres adeptas de uma dieta equilibrada e dentro da faixa de peso considerada saudável não têm motivos para se preocupar. A pesquisa foi publicada no periódico Pediatrics.

Cerca de duas mil mães participaram do estudo. Todas tiveram os níveis de vitamina D no organismo medidos durante a gravidez, especialmente no segundo trimestre. Os bebês, por sua vez, foram submetidos a uma bateria de testes com duração de uma hora, aproximadamente. Foram avaliados o desenvolvimento mental e a capacidade psicomotora das crianças.

A equipe de pesquisa do Centre for Research in Environmental Epidemiology, na Espanha, descobriu que bebês cujas mães tinham níveis ideais de vitamina D apresentaram desempenho melhor nos testes do que aqueles com mães que tinham deficiência de vitamina D no organismo. Segundo um dos estudiosos que participou da análise, mulheres acima do peso ou com obesidade eram as mais propensas a ter baixos níveis de vitamina D.

A principal fonte desse nutriente é a luz solar: 10 a 15 minutos sob o sol de duas a três vezes por semana já é o suficiente. A vitamina também pode ser obtida na alimentação, mas o consumo deve ser moderado, já que esses alimentos costumam ser gordurosos.

Alimentos fontes de vitamina D

A recomendação diária de ingestão de vitamina D do U.S. Dietary Reference Intake (DRI) é de 5 a 10 mgc para homens de 13 a 50 anos; de 15 mcg para homens de 51 a 70 anos; 5 mcg para mulheres de 13 a 50 anos e de 10 mcg para mulheres de 51 a 70 anos. Conheça a seguir alguns alimentos ricos nesse nutriente.

Sardinha e atum em lata

Cada 100 g de sardinha contêm 4,8 mcg de vitamina D e a mesma quantia de atum em lata apresenta 6,7 mcg do nutriente. As opções ficam uma delícia em torradas, saladas ou sanduíches.

Fígado de boi

Cada bife de aproximadamente 68 g de fígado de boi contém 0,8 mcg de vitamina D. Embora essa parte da carne não seja muito apreciada, ela pode ganhar novo sabor grelhada ou cozida com ervas naturais.

Ovos

Cada unidade oferece 1,1 mcg de vitamina D, sendo assim, uma fonte riquíssima desse nutriente. Prefira consumi-lo cozido ou assado, já que a versão frita carrega muita gordura.

Queijo cheddar

Cada 100 g de cheddar oferece 0,6 mcg do nutriente. O problema é que ele é extremamente calórico. Prefira ainda as versões artesanais, vendidas em rotisserias, que conseguem preservar parte do valor nutricional do queijo.




11 dezembro 2017

Tomar água é a pior coisa que você pode fazer ao ter cólica renal: entenda o porquê

Diante de uma crise de cólica renal, um dos primeiros impulsos é tomar um pouco de água. Apesar de comum, a prática, na verdade, é a pior coisa que você pode fazer, já que agrava ainda mais o problema.

Cólica renal: beber água piora a condição

As cólicas renais normalmente acontecem quando a(s) pedra(s) dos rins obstrui as vias urinárias. Muita gente ainda segue o antigo conselho de beber bastante água quando experimenta uma crise, pois, em teoria, o processo faria com que o rim forçaria o líquido a empurrar o cálculo para baixo.

Já se sabe hoje, no entanto, que durante essa obstrução, o rim filtra a urina e não tem como eliminar o líquido, causando então a dilatação e o inchaço que provocam as dores.

Alimentação inadequada, mau funcionamento do sistema urinário e predisposição genética são alguns dos fatores mais comuns da formação de pedras nos rins e, consequentemente, das cólicas.

Manter o corpo sempre hidratado e, portanto, ingerir bastante líquido, é essencial para evitar o problema, já que quem bebe pouca água produz urina mais concentrada, o que facilita a formação de cristais que vão formar as pedras. No entanto, durante uma crise, a recomendação é evitar o consumo excessivo até que o problema tenha sido resolvido - via tratamento medicamentoso ou intervenção cirúrgica.



https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/tomar-%C3%A1gua-%C3%A9-a-pior-coisa-que-voc%C3%AA-pode-fazer-ao-ter-c%C3%B3lica-renal-entenda-o-porqu%C3%AA/ar-BBFRcu8


08 dezembro 2017

SEROMA

O seroma é uma complicação que pode surgir após qualquer cirurgia, sendo caracterizada pelo acúmulo de líquido abaixo da pele, próximo à cicatriz cirúrgica, sua formação se dá através do extravasamento de plasma ou linfa.


Sintomas:

  • Saída de líquido claro ou transparente pela cicatriz;
  • Inchaço local;
  • Flutuação no local da cicatriz;
  • Dor na região da cicatriz;
  • Pele avermelhada e aumento da temperatura ao redor da cicatriz.
  • Pode haver coloração avermelhada ou marrom quando o seroma estiver misturado com sangue, o que é mais comum logo após a cirurgia, e tende a ficar mais claro à medida que a cicatrização continua.


Causas e Fatores de Risco:

Os seromas podem surgir após qualquer cirurgia, depende da forma como o corpo de cada pessoa recupera. No entanto o acúmulo de líquido é mais comum após cirurgias em que houve corte e manipulação da pele e do tecido gorduroso, como após cirurgias plásticas, como abdominoplastia, lipoaspiração, cirurgias da mama ou após a cesárea.

O seroma pequeno pode ser reabsorvido naturalmente pela pele, resolvendo-se após cerca de 10 a 21 dias, entretanto, em alguns casos, é necessária a realização de uma punção.

 


Complicações:

Quando não tratado o acúmulo de líquido pode endurecer, formando um seroma encapsulado ou infeccioso.


Tratamento

  • O seroma costuma surgir durante as primeiras 1 a 2 semanas do pós-operatório, e deriva do acúmulo de líquido no espaço morto entre as camadas da pele.
  • O tratamento só é necessário quando existe um grande acúmulo de líquidos e dor.
  • Nos casos mais leves, o corpo é capaz de absorver o excesso de líquido, porém, quando é necessário, o tratamento é feito com a remoção do líquido por punção ou colocação de um dreno.
  • Em caso de dor uso de analgésicos e anti-inflamatórios,
  • A ultracavitação também é um método que pode ser utilizado, pois se baseia em um ultrassom de alta potência, que são capazes de atingir a região a ser tratada e formar reações que estimulam a eliminação do líquido.
  • Seroma infecciona, o tratamento geralmente é feito com antibióticos
  • Seroma encapsulado é mais complicado, podendo ser necessária a aplicação de corticoides ou de cirurgia para a sua remoção.


Prevenção:

Embora seja uma complicação bastante comum, pode ser evitada com alguns cuidados simples:

  • Colocação de dreno no ato cirúrgico,
  • Utilização de cintas pós cirurgia,
  • Curativos compressivos após a cirurgia,



07 julho 2017

Sexo oral e relações sem camisinha estão disseminando supergonorreia, diz OMS

O sexo oral está produzindo uma perigosa forma de gonorreia, e o declínio no uso da camisinha está ajudando a espalhar a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade alerta que se alguém contrai gonorreia, agora ela é muito mais difícil de tratar - em alguns casos, impossível. Isso porque a infecção sexualmente transmitida (IST) está rapidamente desenvolvendo resistência a antibióticos. Especialistas dizem que a situação está "bastante sombria" com poucos medicamentos à vista.

Em torno de 78 milhões de pessoas contraem ISTs por ano e elas podem causar infertilidade em casos não tratados. A OMS analisou dados de 77 países que mostraram que a gonorreia resistente a antibióticos se espalhou por várias nações.

Teodora Wi, da OMS, conta que foram encontrados três casos - no Japão, França e Espanha - onde a infecção era simplesmente intratável. "A gonorreia é uma bactéria muito esperta, toda vez que você introduz uma nova classe de antibióticos para tratá-la, a bactéria adquire resistência", afirma.

A grande maioria das infecções de gonorreia ocorre em países pobres onde a resistência (aos antibióticos) é ainda mais difícil de detectar.

Sexo oral

A gonorreia pode infectar as genitais, o reto e a garganta, mas a que mais preocupa agentes de saúde é essa última.

Wi explica que a gonorreia na garganta aumenta as chances de o micro-organismo desenvolver resistência a antibióticos, já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo repleta de bactérias - entre as quais algumas que desenvolveram a resistência a drogas.

"Quando você usa antibióticos para tratar infecções como uma dor de garganta normal, isto se mistura com as espécies Neisseria (do mesmo gênero da bactéria da gonorreia) na sua garganta o que resulta em resistência", segue Wi.

A propagação da bactéria da gonorreia no ambiente através do sexo oral pode levar a uma supergonorreia.

Wi diz que nos Estados Unidos a resistência (ao antibiótico) decorreu do tratamento da infecção de faringe "de homens que faziam sexo com homens".

E a redução do uso de camisinhas pode ajudar à dispersão da infecção.

O que é gonorreia?

A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoea. A infecção se espalha através do sexo desprotegido, tanto vaginal, como oral e anal.

Entre os infectados, um em dez homens heterossexuais, além de mais de três quartos das mulheres e de homens gays não têm sintomas facilmente reconhecidos.

Mas os sintomas podem incluir uma secreção verde ou amarela a partir dos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramentos esporádicos. Infecções não tratadas podem levar a infertilidade, doença inflamatória pélvica e podem ser transmitidas para o bebê durante a gravidez.

A OMS está cobrando que países monitorem a dispersão da gonorreia resistente e invistam em novas drogas.

"A situação é bastante sombria", comentou Manica Balasegaram, da Parceria Global de Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos. "Há apenas três drogas sendo produzidas e não há garantia de que nenhuma vá de fato funcionar".

E, segundo a OMS, vacinas vão ser necessárias para interromper a dispersão da gonorreia.

"Desde a introdução da penicilina, que garante uma cura rápida e confiável, a gonorreia desenvolveu resistência a todos os antibióticos", explicou Richard Stabler, da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical.

"Nos últimos 15 anos, a terapia precisou ser trocada três vezes por conta do aumento das taxas de resistência no mundo. Estamos agora num ponto em que estamos usando as drogas como último recurso, mas há sinais preocupantes de falha no tratamento devido a cepas resistentes."



http://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/sexo-oral-e-rela%C3%A7%C3%B5es-sem-camisinha-est%C3%A3o-disseminando-supergonorreia-diz-oms/ar-BBDWOce?li=AAggXC1

21 junho 2017

Cientistas encontram fator que pode ajudar a diminuir as dores do herpes zoster

Descoberta poderá ajudar no tratamento do herpes zóster, eliminando as dores provocadas pelo vírus; conheça mais sobre a doença e como evita-la

Um novo aliado no tratamento do herpes zóster foi desenvolvido por cientistas. Os pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da USP descobriram como é gerada a dor aguda em pacientes que sofrem dessa condição que, geralmente, acabam desenvolvendo dores crônicas.

Em um estudo que analisou o comportamento de camundongos infectados com o vírus do herpes simples (HSV-1), que age de maneira semelhante ao do Varicela zoster - causador do herpes zóster -, foi possível perceber uma molécula, conhecida como fator de necrose tumoral (TNF), que, ao ser combatida, poderá evitar a dor herpética. A pesquisa foi publicada na revista Journal of Neuroscience no começo de junho.

“Quando infectamos os camundongos, eles apresentam uma hipersensibilidade dolorosa, pois o vírus chega ao gânglio e promove uma inflamação nesse local. Examinamos vários aspectos dessa inflamação local, como o infiltrado de células, que contém macrófagos e neutrófilos [células de defesa do organismo], e caracterizamos a resposta imune”, explica o pesquisador principal do Crid e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Thiago Mattar Cunha ao Jornal da USP.

O controle da inflamação é a peça chave para reduzir a dor aguda. No entanto, 40% dos pacientes permanecem sentido dores por até muitos anos, desenvolvendo o que os pesquisadores chamam de dor crônica. “Não se sabe muito bem a explicação para essa neuralgia pós-herpética. Acreditamos que processos envolvidos na dor aguda levam à cronificação dessa dor. Então, se compreendermos a dor aguda, conseguiremos prevenir a pós-herpética”, explica Cunha.

Herpes zóster

Conhecida também como cobreiro, a doença infecciosa é desenvolvida pelo vírus Varicela zoster , que é o mesmo capaz de provocar catapora na infância e está presente em 95% da população. Ele pode permanecer em estado latente ou inativo na coluna espinhal e reativado em pessoas imunossuprimidas ou após o indivíduo completar 50 anos, quando o organismo fica mais suscetível a quedas na imunidade.

Ao ser infectado, há o surgimento de erupções cutâneas, similares às da infecção pelo herpes humano simples. Os sintomas geralmente aparecem nas costas ou no rosto e, em 96% dos pacientes apresentam dor nevrálgica é muito forte, capaz de impedir tarefas cotidianas como tomar banho ou se vestir, e pode continuar mesmo depois que as lesões sumirem, caracterizando a neuralgia pós-herpética.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, a estimativa é de que a cada três pessoas, uma terá a doença em algum momento da vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende cerca de 10 mil internações causadas pelas complicações do vírus, conforme afirma o Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

Tratamento

Geralmente, a cura acontece rapidamente e espontaneamente, mas, atualmente, existem medicamentos antivirais e analgésicos que ajudam a combater a dor e reduzir as lesões para evitar complicações futuras, como cegueira e surdez, caso as erupções surjam no rosto.

Para evitar a doença, a Anvisa liberou, há três anos, uma vacina contra o vírus do herpes zóster, a Zostavax, que é aplicada em pessoas acima de 50 anos, e ajuda a evitar a reativação do vírus e previne a incidência da nevralgia pós-herpética e seus quadros dolorosos. Gestantes não devem receber a imunização.

Por ser uma condição contagiosa, é importante tomar alguns cuidados ao perceber os sintomas da doença. Veja quais são as recomendações:

- Ao notar os sintomas, não demore para procurar um médico. Quanto mais rápido o tratamento, melhores os resultados;

- Sempre lavar as mãos com água e sabão antes e depois de tocar a área infectada;

- Em caso das erupções arrebentarem, cubra o local com gaze para impedir que o líquido contamine outras partes do corpo;

- Evite o contato com crianças e adultos que não tiveram catapora. Mesmo quem já teve está suscetível à doença, mas nesses casos, o risco é ainda maior;

- Em casos de contaminação na região da testa, nariz ou ao redor dos olhos, o herpes zóster pode comprometer a visão seriamente. Por isso, nessas situações procure um oftalmologista o mais urgente possível.

 

 

Fonte: Saúde - iG @ http://saude.ig.com.br/2017-06-19/herpes-zoster.html

Cientistas testam vacina contra colesterol para prevenir doenças cardíacas

Depois de testes bem-sucedidos com camundongos, uma vacina que reduz o colesterol será testada em humanos.

A injeção foi desenvolvida para evitar que depósitos de gordura obstruam as artérias. Ela seria uma alternativa a pacientes que tomam diariamente comprimidos para reduzir o risco de derrame, angina e doenças do coração.

Pesquisadores da Universidade Médica de Viena vão avaliar a segurança de seu tratamento experimental em 72 voluntários.

Ainda levará pelo menos seis anos de testes para saber se o tratamento é seguro e eficiente o suficiente para uso em humanos, explicaram Guenther Staffler e sua equipe da Organização Holandesa de Pesquisa Científica Aplicada na publicação científica European Heart Journal.

Segundo os pesquisadores, mesmo que se torne disponível ao público, a vacina não deveria ser vista como uma desculpa para pessoas evitarem exercícios físicos e adotarem uma alimentação com alto nível de gordura.

A injeção ajuda o sistema imune do corpo a atacar uma proteína chamada PCSK9, que permitiria ao mau colesterol, o LDL, se acumular na corrente sanguínea.

Pesquisadores esperam que esse possa ser um reforço anual para aumentar a imunidade dos pacientes.

Em camundongos, o tratamento reduziu o LDL em 50% em um período de 12 meses e pareceu proteger contra o acúmulo de depósitos de gordura nas artérias (aterosclerose).

O que é colesterol?

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada no sangue.

Todos precisam dela, mas o excesso do chamado colesterol ruim aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

O bom colesterol, ou HDL, por outro lado, é benéfico porque ajuda a transportar outros tipos de colesterol da corrente sanguínea para o fígado, onde ele é descomposto.

Algumas pessoas têm colesterol alto por uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar. Alimentação não saudável, alto consumo de álcool, fumo e inatividade também estão relacionados com o problema.

Pessoas com colesterol alto podem tomar medicamentos que reduzem seus níveis, chamados estatinas, e, com isso, também minimizar os riscos de doenças cardiovasculares.

Mas embora as drogas sejam baratas e eficazes, não funcionam em todo mundo. Algumas pessoas não gostam de tomar medicação diária ou se esquecem de tomá-la porque estão se sentindo bem. Além disso, em alguns casos é possível haver efeitos colaterais.

Por essas razões, pesquisadores têm investigado opções alternativas de tratamento no lugar das estatinas.

Próximos passos


A primeira fase de testes, em 72 voluntários, deve ser concluída no final deste ano. Isso vai definir se há problemas de segurança ou efeitos colaterais antes que estudos maiores com pessoas comecem.

Há uma preocupação de que a vacina terapêutica aumente o risco de diabetes - os pesquisadores da Universidade Médica de Viena estarão de olho nisso.

"Ainda há muitas perguntas sobre essa abordagem poder funcionar em humanos", comentou Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield.

"Essa é mais uma prova de que o colesterol provoca doenças do coração. E reduzir o colesterol diminui o risco de doenças do coração, então isso confirma a importância de um estilo de vida saudável para todos, e de medicamentos como estatinas para algumas pessoas."

Para o professor Nilesh Samani, da Fundação Britânica do Coração, encontrar novas formas de controlar os níveis de colesterol das pessoas é "absolutamente vital".

"Embora testada apenas em camundongos até o momento, essa vacina poderia levar a uma maneira simples de combater o colesterol alto e, em última instância, reduzir o risco de doenças do coração nas pessoas."



http://www.bbc.com/portuguese/geral-40339807

03 abril 2017

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

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Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

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De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

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Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

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Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

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Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

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De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

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Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

or isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

 

http://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792