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21 junho 2017

Cientistas encontram fator que pode ajudar a diminuir as dores do herpes zoster

Descoberta poderá ajudar no tratamento do herpes zóster, eliminando as dores provocadas pelo vírus; conheça mais sobre a doença e como evita-la

Um novo aliado no tratamento do herpes zóster foi desenvolvido por cientistas. Os pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da USP descobriram como é gerada a dor aguda em pacientes que sofrem dessa condição que, geralmente, acabam desenvolvendo dores crônicas.

Em um estudo que analisou o comportamento de camundongos infectados com o vírus do herpes simples (HSV-1), que age de maneira semelhante ao do Varicela zoster - causador do herpes zóster -, foi possível perceber uma molécula, conhecida como fator de necrose tumoral (TNF), que, ao ser combatida, poderá evitar a dor herpética. A pesquisa foi publicada na revista Journal of Neuroscience no começo de junho.

“Quando infectamos os camundongos, eles apresentam uma hipersensibilidade dolorosa, pois o vírus chega ao gânglio e promove uma inflamação nesse local. Examinamos vários aspectos dessa inflamação local, como o infiltrado de células, que contém macrófagos e neutrófilos [células de defesa do organismo], e caracterizamos a resposta imune”, explica o pesquisador principal do Crid e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Thiago Mattar Cunha ao Jornal da USP.

O controle da inflamação é a peça chave para reduzir a dor aguda. No entanto, 40% dos pacientes permanecem sentido dores por até muitos anos, desenvolvendo o que os pesquisadores chamam de dor crônica. “Não se sabe muito bem a explicação para essa neuralgia pós-herpética. Acreditamos que processos envolvidos na dor aguda levam à cronificação dessa dor. Então, se compreendermos a dor aguda, conseguiremos prevenir a pós-herpética”, explica Cunha.

Herpes zóster

Conhecida também como cobreiro, a doença infecciosa é desenvolvida pelo vírus Varicela zoster , que é o mesmo capaz de provocar catapora na infância e está presente em 95% da população. Ele pode permanecer em estado latente ou inativo na coluna espinhal e reativado em pessoas imunossuprimidas ou após o indivíduo completar 50 anos, quando o organismo fica mais suscetível a quedas na imunidade.

Ao ser infectado, há o surgimento de erupções cutâneas, similares às da infecção pelo herpes humano simples. Os sintomas geralmente aparecem nas costas ou no rosto e, em 96% dos pacientes apresentam dor nevrálgica é muito forte, capaz de impedir tarefas cotidianas como tomar banho ou se vestir, e pode continuar mesmo depois que as lesões sumirem, caracterizando a neuralgia pós-herpética.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, a estimativa é de que a cada três pessoas, uma terá a doença em algum momento da vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende cerca de 10 mil internações causadas pelas complicações do vírus, conforme afirma o Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

Tratamento

Geralmente, a cura acontece rapidamente e espontaneamente, mas, atualmente, existem medicamentos antivirais e analgésicos que ajudam a combater a dor e reduzir as lesões para evitar complicações futuras, como cegueira e surdez, caso as erupções surjam no rosto.

Para evitar a doença, a Anvisa liberou, há três anos, uma vacina contra o vírus do herpes zóster, a Zostavax, que é aplicada em pessoas acima de 50 anos, e ajuda a evitar a reativação do vírus e previne a incidência da nevralgia pós-herpética e seus quadros dolorosos. Gestantes não devem receber a imunização.

Por ser uma condição contagiosa, é importante tomar alguns cuidados ao perceber os sintomas da doença. Veja quais são as recomendações:

- Ao notar os sintomas, não demore para procurar um médico. Quanto mais rápido o tratamento, melhores os resultados;

- Sempre lavar as mãos com água e sabão antes e depois de tocar a área infectada;

- Em caso das erupções arrebentarem, cubra o local com gaze para impedir que o líquido contamine outras partes do corpo;

- Evite o contato com crianças e adultos que não tiveram catapora. Mesmo quem já teve está suscetível à doença, mas nesses casos, o risco é ainda maior;

- Em casos de contaminação na região da testa, nariz ou ao redor dos olhos, o herpes zóster pode comprometer a visão seriamente. Por isso, nessas situações procure um oftalmologista o mais urgente possível.

 

 

Fonte: Saúde - iG @ http://saude.ig.com.br/2017-06-19/herpes-zoster.html

Cientistas testam vacina contra colesterol para prevenir doenças cardíacas

Depois de testes bem-sucedidos com camundongos, uma vacina que reduz o colesterol será testada em humanos.

A injeção foi desenvolvida para evitar que depósitos de gordura obstruam as artérias. Ela seria uma alternativa a pacientes que tomam diariamente comprimidos para reduzir o risco de derrame, angina e doenças do coração.

Pesquisadores da Universidade Médica de Viena vão avaliar a segurança de seu tratamento experimental em 72 voluntários.

Ainda levará pelo menos seis anos de testes para saber se o tratamento é seguro e eficiente o suficiente para uso em humanos, explicaram Guenther Staffler e sua equipe da Organização Holandesa de Pesquisa Científica Aplicada na publicação científica European Heart Journal.

Segundo os pesquisadores, mesmo que se torne disponível ao público, a vacina não deveria ser vista como uma desculpa para pessoas evitarem exercícios físicos e adotarem uma alimentação com alto nível de gordura.

A injeção ajuda o sistema imune do corpo a atacar uma proteína chamada PCSK9, que permitiria ao mau colesterol, o LDL, se acumular na corrente sanguínea.

Pesquisadores esperam que esse possa ser um reforço anual para aumentar a imunidade dos pacientes.

Em camundongos, o tratamento reduziu o LDL em 50% em um período de 12 meses e pareceu proteger contra o acúmulo de depósitos de gordura nas artérias (aterosclerose).

O que é colesterol?

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada no sangue.

Todos precisam dela, mas o excesso do chamado colesterol ruim aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

O bom colesterol, ou HDL, por outro lado, é benéfico porque ajuda a transportar outros tipos de colesterol da corrente sanguínea para o fígado, onde ele é descomposto.

Algumas pessoas têm colesterol alto por uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar. Alimentação não saudável, alto consumo de álcool, fumo e inatividade também estão relacionados com o problema.

Pessoas com colesterol alto podem tomar medicamentos que reduzem seus níveis, chamados estatinas, e, com isso, também minimizar os riscos de doenças cardiovasculares.

Mas embora as drogas sejam baratas e eficazes, não funcionam em todo mundo. Algumas pessoas não gostam de tomar medicação diária ou se esquecem de tomá-la porque estão se sentindo bem. Além disso, em alguns casos é possível haver efeitos colaterais.

Por essas razões, pesquisadores têm investigado opções alternativas de tratamento no lugar das estatinas.

Próximos passos


A primeira fase de testes, em 72 voluntários, deve ser concluída no final deste ano. Isso vai definir se há problemas de segurança ou efeitos colaterais antes que estudos maiores com pessoas comecem.

Há uma preocupação de que a vacina terapêutica aumente o risco de diabetes - os pesquisadores da Universidade Médica de Viena estarão de olho nisso.

"Ainda há muitas perguntas sobre essa abordagem poder funcionar em humanos", comentou Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield.

"Essa é mais uma prova de que o colesterol provoca doenças do coração. E reduzir o colesterol diminui o risco de doenças do coração, então isso confirma a importância de um estilo de vida saudável para todos, e de medicamentos como estatinas para algumas pessoas."

Para o professor Nilesh Samani, da Fundação Britânica do Coração, encontrar novas formas de controlar os níveis de colesterol das pessoas é "absolutamente vital".

"Embora testada apenas em camundongos até o momento, essa vacina poderia levar a uma maneira simples de combater o colesterol alto e, em última instância, reduzir o risco de doenças do coração nas pessoas."



http://www.bbc.com/portuguese/geral-40339807

03 abril 2017

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

Mistura de energético com álcool aumenta chances de acidentes, dizem pesquisadores canadenses

Fábrica de memes: como brasileiros profissionalizaram criação de vídeos e fotos que bombam nas redes

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

As mais de 300 ilhas paradisíacas condenadas a desaparecer do mapa

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Por que comprei heroína para dar à minha filha dependente

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

Mistura de energético com álcool aumenta chances de acidentes, dizem pesquisadores canadenses

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Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

As mais de 300 ilhas paradisíacas condenadas a desaparecer do mapa

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Por que comprei heroína para dar à minha filha dependente

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

or isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

 

http://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792

03 fevereiro 2017

Composto interrompe produção de proteína ligada ao Alzheimer

Experimentos com camundongos e macacos têm resultados promissores

Em condições normais, a proteína tau ajuda a manter a estabilidade dos axônios, as longas estruturas tubulares que ligam uma das extremidades de um neurônio a outros e por onde ele transmite seus sinais. Em algumas pessoas, no entanto, estas células cerebrais começam a fabricar versões defeituosas da proteína, que vão se acumulando em emaranhados em seu interior e acabam por danificá-la, levando à morte os próprios neurônios que ela deveria ajudar proteger, no que é considerado dos primeiros marcadores biológicos do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer.

Diante disso, cientistas acreditam que, se puderem controlar a produção da proteína, talvez seja possível barrar ou mesmo reverter estes danos, abrindo um novo caminho para o tratamento destas chamadas taupatias. E é justamente isso que fizeram pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington em St. Louis, no estado americano do Missouri. Usando uma nova abordagem que emprega moléculas conhecidas como oligonucleotídeos antissentido, eles conseguiram reduzir a fabricação da tau, e consequentemente a formação de seus emaranhados no interior dos neurônios, nos cérebros de camundongos geneticamente modificados para produzirem versões defeituosas da proteína humana, assim como diminuir os níveis da proteína no sistema nervoso de macacos em um teste subsequente.

- Demonstramos que esta molécula reduz os níveis da proteína tau, prevenindo e, em alguns casos, revertendo os danos neurológicos – destaca Timothy Miller, professor de neurologia na universidade americana e autor sênior de artigo sobre os experimentos, publicado nesta quarta-feira no periódico científico “Science Translational Medicine”. - Este composto é o primeiro que mostrou ser capaz de reverter danos relacionados à tau no cérebro que também tem o potencial de ser usado como uma terapia em pessoas.

Bastidores de um problema

Entenda como as doenças neurodegenerativas afetam o cérebro


Os oligonucleotídeos antissentido funcionam ao interferirem na transmissão de informações para a produção de proteínas pelas células. No processo normal, as instruções para montagem das proteínas contidas no DNA, o material genético no núcleo celular, é transcrita em uma molécula mensageira chamada RNA, que então segue para os ribossomas, as fábricas de proteínas das células, com a “receita” para sua produção. Os oligonucleotídeos antissentido, no entanto, podem ser construídos para se unirem a este RNA e marcá-lo pra destruição antes que chegue aos ribossomas, impedindo assim que as proteínas sejam fabricadas.

Como podem ser desenhados para se ligarem a qualquer “receita” de proteína, os oligonucleotídeos antissentido podem ser usados para atrapalhar a produção de qualquer uma delas. Recentemente, a Administração para Alimentos e Drogas dos EUA (FDA) aprovou o uso destas moléculas para o tratamento de duas doenças neuromusculares, a distrofia muscular de Duchenne e a atrofia muscular espinhal, e estão atualmente em curso ensaios clínicos para seu uso terapêutico contra outros males neurológicos, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença de Huntington.

No experimento da Universidade Washington, os cientistas administraram uma dose de oligonucleotídeos anti-tau nos camundongos geneticamente modificados quando eles estavam com nove meses de idade, época em que os emaranhados da proteína já começaram a danificar seus neurônios, diariamente durante um mês. Quando os animais estavam com 12 meses, os pesquisadores mediram as quantidades de RNA mensageiro da tau, a concentração total da proteína e a presença dos emaranhados em seus cérebros, verificando que elas eram todas significativamente inferiores às verificadas nos camundongos do grupo de controle, tratados com um placebo. Além disso, os níveis totais de tau e a quantidade de emaranhados dos animais tratados eram menores do que os vistos aos nove meses nos camundongos não tratados, o que sugere que o tratamento não só interrompeu como reverteu o acúmulo das proteínas defeituosas.

Os benefícios da terapia com os oligonucleotídeos nos camundongos, no entanto, não pararam por aí. Ao chegarem aos nove meses de idade, esta linhagem de animais geneticamente modificados também já apresenta um visível encolhimento de seu hipocampo, região do cérebro diretamente ligada à formação de memórias, com a progressiva morte neuronal. E embora não tenha sido capaz de reverter estes processos, o tratamento com o composto conseguiu ao menos interrompê-los. Por fim, os camundongos tratados viveram, em média, 36 dias a mais do que os que não receberam os oligonucleotídeos, além de demonstrarem uma melhor capacidade de construir ninhos que os do grupo de controle, o que reflete uma combinação de comportamentos sociais, desempenho cognitivo e capacidades motoras também melhores, funções largamente prejudicadas em pessoas que sofrem com o mal de Alzheimer e outras taupatias.

Animados com os bons resultados nos experimentos com camundongos, os cientistas decidiram então ver se o composto também funcionava em animais mais parecidos com os seres humanos. Para isso, eles trataram grupos de macacos-cinomolgos (Macaca fascicularis) saudáveis, injetando duas doses dos oligonucleotídeos, ou de um placebo, diretamente no fluído cerebrospinal com uma semana de intervalo entre elas, simulando o que poderia ser o protocolo de um tratamento de pacientes humanos. Duas semanas depois, eles mediram a quantidade de proteína tau e seu RNA mensageiro tanto neste líquido, também chamado de cefalorraquidiano ou líquor, quanto no cérebro dos animais, verificando reduções dos níveis nem ambos.

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- O estudo com os macacos nos mostrou a queda da tau no fluído cerebrospinal se correlaciona com menores níveis no cérebro – conta Miller. - Isto é importante porque, se formos avaliar esta abordagem clínica em pessoas, não há uma maneira não invasiva de medir os níveis de tau no cérebro. Assim, esta correlação nos permite usar os níveis da tau no fluído cerebrospinal como um indicativo dos níveis da tau no cérebro.

Miller lembra ainda que altas concentrações da tau não estão associadas apenas ao mal de Alzheimer, mas também a uma série de doenças neurodegenerativas menos conhecidas, como paralisia supranuclear progressiva e degeneração corticobasal, que por isso também poderiam ser tratadas com os oligonucleotídeos anti-tau. Além disso, o composto poderia ser usado como um tipo de profilaxia nos casos de ferimentos traumáticos do cérebro, que também provocam um aumento na produção da proteína e podem levar a demências.

- Os emaranhados de tau estão correlacionados a perdas cognitivas em diversas doenças – destaca. - Esta é uma nova e promissora abordagem para reduzir os níveis de tau, mas ainda temos que testar se ela é segura para pessoas e se ela de fato diminui as concentrações nelas, como foi desenhada para fazer, antes de experimentarmos se ela tem qualquer efeito sobre doenças. Mas tudo que vimos até agora diz que vale a pena investigá-la como um potencial tratamento para pessoas.

 

 

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/composto-interrompe-producao-de-proteina-ligada-ao-alzheimer-20826891

17 outubro 2016

ALHO COMBATE INFECÇÕES E AJUDA A PROTEGER O CORAÇÃO

O alho tem propriedades terapêuticas conhecidas desde a época dos faraós no Egito

Seu poder terapêutico é conhecido há milênios e acredita-se que o uso venha desde a época dos faraós no Egito, inclusive, como moeda de troca.

A lista dos benefícios para quem consome ao menos um dente de alho cru por dia é extensa. Pesquisas comprovam o potencial contra doenças e o ingrediente tem ganhado cada vez mais espaço. Além de antibiótico natural, que atua no combate a várias infecções, também auxilia no controle da pressão, da glicemia, reduz o colesterol, previne problemas cardiovasculares, aumenta a imunidade e tem ação anticancerosa.

Seu poder terapêutico é conhecido há milênios e acredita-se que o uso venha desde a época dos faraós no Egito, inclusive, como moeda de troca. Alho e cebola eram acrescentados à dieta dos escravos que participavam da construção das pirâmides, justamente porque os alimentos aumentavam a força e o vigor dos trabalhadores.

A verdade é que a lista de benefícios está diretamente ligada à quantidade de bons "ingredientes" que compõem o famoso tempero. Até agora, foram identificados cerca de 30 componentes com efeitos positivos para a saúde. A maioria deles está concentrado no bulbo, aquela parte branca que popularmente é conhecido como a "cabeça", composta pelos "dentes" do alho.

Entre os principais, estão os compostos sulfurados, como a aliina, a alicina e o ajoeno, responsáveis pelo odor e sabor forte e característico do alimento. A presença dos sulfurados é cerca de três vezes maior do que em outros vegetais também ricos nestes compostos, como a cebola e o brócolis.

É por causa deles que o alho tem propriedades anti-inflamatórias, anticoagulantes e antifúngicas. No entanto, a maioria dos componentes sulfurados não está presente nas células intactas. São liberadas apenas quando ele cortado ou mastigado. É por isso que é preciso partir antes de ser consumido.

Um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revelou que a alicina, por exemplo, auxilia no controle das taxas do colesterol e diminui o risco de infarto agudo no miocárdio. O selênio, outro componente presente, é um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e ajuda a afastar o risco de tumores. O alho também é rico em vitamina C, que combate infecções, e vitaminas do complexo B, que combatem o desânimo.

 

Quanto consumir por dia?

Embora as propriedades terapêuticas sejam reconhecidas pelo Ministério da Saúde e pelo FDA (órgão governamental dos EUA ligado ao controle de alimentos), não há um consenso sobre a quantidade diária ideal para sentir os efeitos benéficos. "Um dente de alho cru por dia já é o suficiente. No entanto, se ele for refogado, devemos garantir o consumo de dois", sugere a nutricionista Vanderli Marchioli, vice-presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia. Alguns órgãos internacionais, como o Ministério da Saúde do Canadá e a Agência Federal de Saúde Alemã, sugerem a ingestão de quatro gramas de alho cru por dia ou 8 mg de óleos derivados.

 

Por que o cheiro é tão forte?

O odor forte e característico desse alimento só é liberado quando ele é picado, amassado ou cortado. Ao picar um dente de alho, por exemplo, uma enzima chamada alinase entra em contato com uma substância chamada de aliina. Essa reação produzirá a alicina, responsável pelo cheiro e pelo sabor do alho.

 

Cru, assado ou frito?

Embora o gosto seja mais acentuado, consumir o ingrediente cru é a melhor forma de garantir a absorção de todos os nutrientes. Para disfarçar o sabor, é possível misturá-lo a pastas ou maionese, por exemplo. Se a opção for comê-lo cozido, o ideal é que o tempo no fogo não ultrapasse 20 minutos e a temperatura não passe de 100 ºC. "Após 40 minutos de cocção já se observa uma redução na capacidade antioxidante. O mesmo acontece quando ele é frito", explica a pesquisadora da USP e especialista no tema, Jocelem Salgado.

 

Vale substituir o consumo in natura por cápsulas?

De acordo com Vanderli, é possível fazer a substituição, desde que as cápsulas sejam adquiridas em locais seguros. A pesquisadora Jocelem alerta que antes de começar a ingestão das cápsulas, é preciso buscar orientação de um profissional da saúde. "O uso crônico e em excesso pode causar mau hálito, suor e perturbações gastrintestinais, como ardência, diarreia, flatulência e mudanças da flora intestinal".

 

Tem contraindicação?

Algumas pesquisas apontam que o consumo não é indicado para indivíduos medicados com anticoagulantes (como a varfarina) por conta do risco de hemorragias. Quem é alérgico ao enxofre —que está presente nos compostos sulfurados do alho— pode apresentar dermatites, asma, rinite, conjuntivite e urticária. Além destes efeitos colaterais, o consumo excessivo do alho pode interferir na eficácia terapêutica de alguns medicamentos.

10 benefícios do alho

    Antibiótico natural;

    Baixa o colesterol;

    Protege o coração;

    Favorece a circulação

    Contém uma dose elevada de vitamina C;

    Auxilia no controle da pressão;

    Auxilia no controle da glicemia;

    Melhora a imunidade;

    Tem ação anticancerosa.

 

 

 

Hipertensão Pulmonar

A hipertensão pulmonar ocorre quando a pressão arterial é anormalmente alta nas artérias pulmonares (pequena circulação) ou na irrigação vascular dos pulmões. Dependendo do caso, poderá provocar uma marcada diminuição da tolerância ao exercício e falhas do coração. Esta hipertensão é independente da forma mais comum (chamada, simplesmente, hipertensão arterial - e que se deveria chamar, com maior propriedade, "hipertensão sistêmica"), detectada no consultório médico, onde é medida apenas a pressão nas artérias que participam da grande circulação. O ventrículo direito do coração tem de fazer um esforço adicional para conseguir bombear o sangue até aos pulmões, onde captará o oxigênio através das hemácias.

A hipertensão pulmonar pode ser primária ou secundária. É secundária quando deriva de enfisema pulmonar ou doença cardíaca congênita. É considerada primária, quando não se consegue encontrar causa para o distúrbio.

O lado direito do coração bombeia sangue através dos pulmões, onde o sangue pode receber oxigênio. Quando as artérias pequenas (vasos sanguíneos) do pulmão ficam estreitas, elas não podem transportar muito sangue. Quando isso acontece, a pressão aumenta. Isso é denominado hipertensão pulmonar.

O coração precisa trabalhar mais para forçar o sangue através dos vasos contra essa pressão. Ao longo do tempo, o lado direito do coração pode aumentar. Em algum ponto, não flui sangue suficiente para os pulmões para absorver oxigênio, então começam os sintomas.

Neste ponto, a insuficiência cardíaca que envolve o lado direito do coração está presente. Isso é denominado cor pulmonale.

 

Etiologia:

-  Distúrbios autoimunes que lesam os pulmões, como esclerodermia e artrite reumatoide Defeitos de nascença no coração.

-  Coágulos de sangue no pulmão (embolia pulmonar)

-   Insuficiência cardíaca congestiva

-   Doença da válvula cardíaca

-   Infecção por HIV

-   Níveis baixos de oxigênio no sangue por um longo tempo (crônico)

-   Doença pulmonar, como DPOC ou fibrose pulmonar.

-   Medicamentos (algumas drogas contra obesidade)

-   Apneia obstrutiva do sono

Em muitos casos, a causa é desconhecida. Neste caso, a condição é chamada hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI). Ela costumava ser chamada hipertensão pulmonar primária (HPP).

A HAPI é rara. Ela afeta mais mulheres do que homens.

Se a hipertensão pulmonar é causada por um medicamento ou condição médica conhecida, é chamada de hipertensão pulmonar secundária.

 

Sintomas:

Deficiência respiratória ou sensação de desfalecimento durante alguma atividade é frequentemente o primeiro sintoma.

Frequência cardíaca acelerada (palpitações) pode estar presente ao longo do tempo, os sintomas ocorrem com atividade mais leve ou mesmo em repouso.

-   Inchaço dos tornozelos e pernas;

-   Cianose;

-   Dor ou pressão no peito, geralmente na frente do tórax;

-   Vertigem ou desmaios;

-   Cansaço;

-   Fraqueza.

 

Exames e testes:

Exame físico pode observar:

-   Sons anormais no coração (especialmente uma divisão do segundo som do coração);

-   Dilatação das veias no pescoço;

-   Sensação de uma pulsação sobre o esterno;

-   Sopro cardíaco;

-   Inchaço nas pernas;

-   Inchaço no fígado e baço;

-   Sons respiratórios normais.

Nos estágios iniciais da doença, o exame pode ser normal ou quase normal. O problema pode levar vários meses para ser diagnosticado. A asma causa sintomas semelhantes e deve ser descartada.

Os testes incluem:

   Cateterização cardíaca;

   Radiografia torácica;

   Tomografia computadorizada torácica;

   Eco cardiograma;

   Eletrocardiograma (ECG);

   Varredura do pulmão;

   Arteriograma pulmonar;

   Testes da função pulmonar;

   Estudo do sono.

 

Fatores de risco:

-   Obesidade;

-   Apneia

-   Altitude

-   Uso de drogas e toxinas;

-   Histórico familiar – se uma ou mais membros da sua família tem Hipertensão Pulmonar ou um membro familiar na sua linhagem;

-   Gênero – mulheres têm duas vezes mais chances que os homens;

-   Gravidez – Ocorrem várias mudanças no corpo da mulher e há uma sobrecarga nos órgãos afetados pela hipertensão pulmonar, o que pode colocar em risco a vida da mulher e do feto. Além disso, alguns medicamentos, que fazem parte do tratamento, não são aconselhados para mulheres grávidas;

-   Outras doenças – Incluindo doenças do coração, doenças pulmonares, doenças do fígado desordens do tecido conectivo como esclerodema e lúpus.

 

Incidências:

Embora a HAP seja uma doença rara, com uma prevalência estimada de 30 a 50 casos por milhão, a prevalência da HAP em alguns grupos de risco é substancialmente maior. Por exemplo, em pacientes infectados por HIV, a prevalência é de 0,5%, em pacientes de anemia falciforme a prevalência é de 20 a 40% e em pacientes com esclerose sistêmica a prevalência foi relatada como sendo de 4,9% até 38%.

A HAP idiopática é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

 

Prognóstico:

A perspectiva de longo prazo foi deficiente, mas as novas terapias podem produzir resultados melhores. Algumas pessoas com esta condição podem desenvolver insuficiência cardíaca progressiva que pode levar à morte.

 

Tratamento:

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, já que não existe nenhuma cura conhecida.  É importante tratar dos distúrbios médicos que causam hipertensão pulmonar, como apneia obstrutiva do sono, condições pulmonares e distúrbios de válvulas cardíacas.

Várias opções novas de tratamento para hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) e outras formas de hipertensão arterial pulmonar estão sendo disponibilizadas.

Medicamentos usados para tratar da hipertensão pulmonar incluem:

   Ambrisentan

   Bosentan

   Bloqueadores dos canais de cálcio

   Diurético

   Prostaciclina ou medicamentos semelhantes

   Sildenafil

Alguns pacientes devem usar anticoagulantes para reduzir o risco de coágulos de sangue nas veias das pernas e artérias pulmonares.

Pessoas com casos avançados de hipertensão arterial pulmonar podem precisar de oxigênio. Se o tratamento com medicamentos falhar, os candidatos adequados podem ser ajudados por um transplante de pulmão ou coração-pulmão.

 

 

Sepse

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A sepse ou septicemia é uma infecção geral grave do organismo causado por germes patogênicos. É uma inflamação sistêmica potencialmente fatal (síndrome de resposta inflamatória sistêmica ou SIRS) causada por uma infeção grave. A sepse pode continuar mesmo após a infecção que a causou não existir mais. Sepse severa é a sepse complicada por uma disfunção de órgãos. Choque séptico é a sepse complicada por um alto nível de lactato ou por choque que é refratário à reposição volêmica.

Pode-se dizer que a sepse ou septicemia é uma infecção sanguínea secundária provocada por uma infeção primaria que tenha acometido algum órgão. Esta infeção pode ser classificada como primaria e secundária baseado na ausência ou presença de foco de infeção conhecida fora do sistema vascular A sepse é uma causa importante de internação e a principal causa de morte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no mundo. Estudos feitos na Europa, Austrália e Nova Zelândia relatam que as taxas de prevalência de sepse em UTI variavam de 5,1% a 30%. Atualmente, a sepse continua a apresentar uma preocupação em saúde. O número de mortes causadas por sepse ainda é elevado, aumentando a permanência dos pacientes na UTI e gerando impacto econômico e social.

 

Causas:

Embora qualquer tipo de infecção - bacteriana, viral ou fúngica – possa causar sepse, as variedades mais prováveis incluem:

    Pneumonia;

    Infecção abdominal;

    Infecção renal;

    Infecção da corrente sanguínea (bacteremia).

A incidência de sepse parece estar aumentando em alguns países do mundo. As causas deste aumento podem incluir:

  • Envelhecimento da população
  • Bactérias resistentes aos medicamentos
  • Sistemas imunitários enfraquecidos causados por doenças que reduzem a imunidade tipo HIV, neoplasias e outras.

 

Fatores de risco:     

A sepse é mais comum e mais perigosa se o paciente:

    É muito jovem ou muito velho;

    Tem um sistema imunológico comprometido;

    Está muito doente, muitas vezes em unidade de terapia intensiva (UTI);

    Tem feridas ou lesões, como queimaduras;

    Tenha dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios;

    Prematuros;

    Crianças abaixo de um ano;

    Idosos acima de 65 anos;

    Pacientes com câncer, soropositivos ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo;

    Pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes;

    Usuários de álcool e drogas;

    Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

 

ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

 

Sintomas:

Os sintomas comuns da sepse incluem aqueles relacionados a uma infecção especifica, mas geralmente são acompanhados de febre alta (hipertermia), pele quente e ruborizada (sinais flogísticos), elevada frequência cardíaca (taquicardia), hiperventilação, estado mental alterado, inchaço (edema) e queda da pressão sanguínea (hipotensão). Em pessoas mais jovens, mais idosas ou com o sistema imune comprometida o padrão dos sintomas pode ser atípico, com hipotermia e com a infecção pouco evidente.

A sepse pode ser encarada como uma síndrome em três fases, começando com sepse e progredindo para sepse grave e choque séptico. O ideal é tratar a sepse durante a sua fase inicial, evitando seu agravamento.

Para ser diagnosticado com sepse, você deve apresentar pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas (síndrome de resposta inflamatória sistêmica):

    • Temperatura do corpo acima de 38°C ou abaixo de 36°C;
    • Frequência cardíaca maior que 90 bpm;
    • Frequência respiratória superior a 20 irpm.

Associado a foco infecioso presumido ou instalado o diagnóstico de Sepse está estabelecido.

Caso exista disfunção em mais do que dois órgãos abaixo estaremos diante da sepse grave:

-   Diminuição significativa da produção de urina;

-   Mudança abrupta no estado mental;

-   Diminuição do número de plaquetas;

-   Dificuldade em respirar.

Para ser diagnosticado com choque séptico, é necessário disfunção orgânica estabelecida para sepse grave e pressão arterial extremamente baixa, que não respondem adequadamente a infusão de líquidos (soro).

 

Diagnóstico:

Um diagnóstico rápido é crucial para o tratamento da sepse, já que a adoção de uma terapia dirigida antecipada reduz a mortalidade por sepse severa.

A infecção é geralmente confirmada por um exame de sangue. Entretanto, o exame de sangue pode não revelar a infecção em pessoas que estiveram recebendo antibióticos. Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

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    Gasometria arterial;

    Exames de função renal;

    Contagem de plaquetas;

    Contagem de leucócitos;

    Diferencial sanguíneo;

    Produtos de degradação da fibrina;

    Lactato;

    Culturas.

Dependendo de seus sintomas, podem ser feitos outros exames, como:

  • Exame de urina;
  • Coleta de amostras de infecções e feridas;
  • Análise de secreções respiratórias;
  • Raio-X;
  • Tomografia computadorizada;
  •  Ultrassonografia;
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento:

A sepse é geralmente tratada com fluido intravenoso e antibióticos. Se a reposição volêmica não for suficiente para manter a pressão arterial, vasopressores podem ser usados. Ventilação mecânica e diálise podem ser necessárias para manter a função dos pulmões e rins, respectivamente. Para guiar a terapia, um cateter venoso central (Swan-Ganz) e um cateter arterial podem ser colocados; medições de outras variáveis hemodinâmicas (como debito cardíaco, saturação venosa mista de oxigênio ou variação do volume sistólico) podem também ser utilizadas. Pacientes com sepse requerem medidas preventivas para trombose venosa profunda, ulceras de stress e ulceras de pressão, a não ser que outras condições previnam isso. Alguns podem se beneficiar de um controle rigoroso dos níveis glicêmicos com insulina (hiperglicemia de stress). O uso de corticosteroides é controverso. Drotrecogina alfa ativada (proteína C ativada recombinante), originalmente comercializada para a sepse severa, foi constatada não ser eficiente e recentemente foi retirada do mercado.

Quando feito no início, o tratamento pode aumentar as chances de o paciente sobreviver à sepse. Pessoas com sepse grave e choque séptico requerem uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem ser necessárias medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Alguns medicamentos são usados no tratamento de sepse. Eles incluem:

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-   Antibióticos;

-   Medicações para elevar a pressão arterial;

-   Baixas doses de corticosteroides;

-   Insulina para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estável.

Caso existam focos de infecção uma cirurgia pode ser necessária para remover as fontes de infecção, tais como abscessos.