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18 julho 2016

Suplementos vitamínicos na gravidez são 'perda de tempo', diz estudo.



O consumo de suplementos vitamínicos durante a gravidez é um desperdício de dinheiro porque a maioria das futuras mães não precisa deles. Pelo menos de acordo com uma nova pesquisa publicada pela revista eletrônica especializada Drug and Therapeutics Bulletin.

O estudo alega que uma análise dos produtos e dados disponíveis mostrou que eles não melhoram a saúde de gestantes e fetos, mas que mulheres grávidas deveriam manter o consumo de ácido fólico e vitamina D, além de manter uma dieta saudável.

Segundo os pesquisadores envolvidos, o consumo de 400 mcg de ácido fólico por dia pode comprovadamente proteger o feto contra anomalias no cérebro e na coluna vertebral, ao passo que uma dose diária de 10 mcg de vitamina D é recomendada para que mãe e bebê tenham ossos saudáveis.

Mas o excesso de vitamina A, por exemplo, pode causar danos ao feto.

'Comendo por dois'

No estudo, os pesquisadores dizem que grávidas podem se sentir coagidas a comprar suplementos multivitamínicos caros, mas que elas precisam resistir ao marketing das empresas.

"Os únicos suplementos recomendados para todas as mulheres durante a gravidez são ácido fólico e vitamina D, disponíveis a custos relativamente baixos", diz o estudo.

Janet Fyle, do Royal College of Midwives, insitituição que forma enfermeiras-parteiras, acrescentou ainda que mulheres não precisam "comer por dois".

"Encorajamos gestantes a ter uma dieta saudável e variada, incluindo frutas e legumes e frescos, além do suplemento de ácido fólico. Comer por dois é um mito. É necessária apenas uma quantidade balanceada de comida".

A Health Food Manufacturers' Association, entidade que representa a indústria dos suplementos alimentares no Reino Unido, contestou a pequisa e insiste que uma proporção significativa de mulheres em idade fértil não está obtendo nutrientes suficientes apenas com o que consomem no dia a dia.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36772714











16 maio 2016

Coração e pulmão artificiais salvam vidas de gestante com gripe H1N1 e seu bebê

Técnica foi utilizada pela primeira vez na América do Sul evitando a interrupção da gravidez.

Grávida de sete meses, Isabella Villela, de 30 anos, contraiu a gripe H1N1 e ficou uma semana entre a vida e a morte. Uma técnica em que equipamentos executam as funções de pulmões e coração foi o que salvou mãe e bebê, no CTI de um hospital no Rio de Janeiro.

Na América do Sul, esta foi a primeira vez que a chamada Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês) conseguiu evitar a interrupção da gravidez numa paciente com insuficiência respiratória aguda.

"Comecei a tossir e a ter febre baixa, de 38 graus. Tentei resolver em casa, chupando pastilhas. Após três dias procurei os médicos: a tosse piorou tanto e tão rápido que parei de respirar", conta a moça, que desenvolveu pneumonia.

Segundo o Ministério da Saúde, gestantes integram o grupo prioritário para receber vacinas nos postos de saúde durante as campanhas de imunização contra a gripe, como a que está em vigor até o próximo dia 20. Grávidas são quatro vezes mais suscetíveis do que a população em geral a terem complicações severas causadas pelo vírus H1N1.

Na madrugada de 16 de abril, Isabella foi internada no Hospital e Maternidade Santa Lúcia, na Zona Sul da cidade, onde permaneceu por três semanas – uma das quais em coma induzido, submetida à ECMO.

"O sangue circula todo pela máquina e volta 100% oxigenado ao paciente. Além disso, o doente é entubado, para respirar. Estes coração e pulmão 'auxiliares' permitem que o organismo funcione num ritmo mais lento e ganhe força para receber os medicamentos e lutar contra a infecção", explica a médica intensivista Celina Acra, coordenadora do CTI de adultos do hospital.

Riscos

A ECMO, que chegou ao Brasil há menos de dez anos, proporciona a pacientes com problemas cardíacos e pulmonares extremos um aumento de 20% para 60% na chance de sobrevivência, mas também oferece riscos.

"Tentamos duas formas de ventilação mecânica na Isabella, antes de optar pela ECMO, mas não adiantaram. O maior risco da técnica é o de sangramentos", ressalta Celina.

Para que o sangue circulasse pela máquina, foi preciso puncionar duas veias grossas, no pescoço e numa das pernas da gestante, além de ministrar-lhe anticoagulantes, medicamentos usados para evitar a formação de coágulos dentro dos vasos sanguíneos. "O monitoramento é rigoroso, de quatro em quatro horas", afirma a médica.

Outro risco é o de aparecimento, no futuro, de lesões na membrana dos pulmões, induzidas pela quantidade grande de oxigênio fornecida ao paciente. "Oxigênio em excesso é tóxico. Mas se o doente está morrendo, temos que salvar sua vida. Só depois vamos pensar em tratar as lesões, se ocorrerem", declara Celina.

A decisão da equipe foi garantir não apenas a sobrevivência de Isabella, mas também do bebê.

"Dependendo da idade gestacional, é uma opção tirar a criança para salvar a mãe. Mas optamos por não fazê-lo. Como temos maternidade e obstetrícia dentro do hospital 24 horas, tivemos segurança na tomada da decisão", afirma Celina, que coordena equipe de dez médicos no CTI, entre eles Vicente Dantas, Rodrigo Amâncio e Ana Lucia Traiano, que acompanharam Isabella de perto.

Outro responsável pelo caso foi o cardiologista Alexandre Siciliano, coordenador da equipe da ECMO.

"Graças a estes médicos e à rapidez com que adotaram a técnica vou ter meu primeiro filho. Ele virá ao mundo na Santa Lúcia, na primeira quinzena de julho. Meu pequeno Heitor, como eu, é um sobrevivente, um lutador", emociona-se Isabella, psicóloga que vive há cinco anos com Diego, de 30 anos, professor de Educação Física.

Após a alta da moça, os dois decidiram oficializar o casamento, antes da chegada da criança.

Vacina, e nada de automedicação

Isabella não chegou a tomar a vacina contra a gripe. "Quando peguei o vírus H1N1, a campanha ainda não tinha começado. Faço um alerta às gestantes: vão aos postos de saúde ou clínicas tomar a dose. E, caso tenham sintomas, mesmo que leves, não tentem se automedicar. Procurem rapidamente um hospital para não perderem seus bebês", aconselha.

A higienização constante das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, também é uma medida preventiva, mas não dispensa a vacinação.

Segundo estudos analisados por médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, as complicações mais frequentes do H1N1 em gestantes são pneumonia, que causa a maioria das mortes, além de insuficiência renal aguda e edema ou embolia pulmonar. Em relação aos bebês, os problemas que mais surgem são aborto, sofrimento fetal agudo e nascimento pré-termo.

Este ano, o surto de gripe começou antes do esperado no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em fevereiro, ainda em pleno verão, a região Sudeste já apresentava casos. Por isso, 22 Estados brasileiros resolveram antecipar para meados de abril o início da campanha de vacinação, marcado para dia 30 daquele mês.

A imunização continua a ser feita nos postos de saúde pelo menos até o próximo dia 20. Além das grávidas, fazem parte do grupo de maior risco de complicações mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 5 anos, idosos e doentes crônicos.

Este ano, até 23 de abril, foram registrados 1.880 casos de gripe no Brasil, dos quais 1.571 causados pelo vírus H1N1. Deste total, 290 pessoas morreram.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.106) da doença. O Estado com situação mais crítica é São Paulo, com 988 episódios da gripe e 149 óbitos.

 

 

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/05/coracao-e-pulmao-artificiais-salvam-vidas-de-gestante-com-gripe-h1n1-e-seu-bebe.html

16 novembro 2015

MICROCEFALIA

É uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o tamanho típico para a idade do feto ou criança. Também chamada de Nanocefalia, constitui-se no déficit do crescimento cerebral, quer pelo pequeno tamanho da caixa craniana, quer pelo reduzido desenvolvimento do cérebro.

Etiologia:

A microcefalia pode ser congênita, adquirida ou desenvolver-se nos primeiros anos de vida. A microcefalia pode ser provocada pela exposição a substâncias nocivas durante o desenvolvimento fetal ou estar associada com problemas ou síndromes genéticos hereditários.

Diversos fatores podem predispor o feto a sofrer os problemas que afetam o desenvolvimento normal da cabeça tanto durante a gravidez quanto nos primeiros anos de vida. Assim, as causas são divididas em duas categorias:

Congênitas:

    • Consumo de álcool durante a gravidez;
    • Uso de Drogas;
    • Diabetes materna mal controlada;
    • Hipotiroidismo materno;
    • HIV materno;
    • Insuficiência placentária;
    • Anomalias genéticas;
    • Infecções durante a gravidez, especialmente rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose;
    • Doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria;
    • Exposição à radiação durante a gestação;
    • Uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros 3 meses de gravidez;

Além destas, existe suspeita de que doenças como dengue, Zika vírus ou febre chikungunya durante a gestação também estejam ligadas à microcefalia.

Pós-natais:

· Má-formação do metabolismo;

· Síndromes por problemas genéticos (Síndrome de Rett);

· Infecções intra-craneais (encefalite e meningite);

· Intoxicação por cobre;

· Hipotiroidismo infantil;

· Anemia crônica infantil;

· Traumas disruptivos (como AVC);

· Insuficiência renal crônica.

Classificação:

Primária - quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os 7 meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida,

Secundária - quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.

Diagnóstico:

O diagnóstico da microcefalia pode ser feito durante a gestação, com os exames do pré-natal, e pode ser confirmado logo após o parto através da medição do crânio. Exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética ao cérebro também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas consequências para o desenvolvimento do bebê.

Sintomatologia:

Dependendo da causa a microcefalia pode apresentar-se como anomalia isolada ou associada a outros problemas de saúde e síndromes. Sem espaço para o cérebro se desenvolver, é esperado uma sério déficit.

  • Atraso mental;
  • Déficit intelectual;
  • Paralisia;
  • Convulsões;
  • Epilepsia;
  • Autismo;
  • Rigidez dos músculos.

Tratamento:

Apesar de não haver tratamento específico para a microcefalia, podem ser tomadas algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. Normalmente a criança precisa de fisioterapia por toda a vida para se desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.

29 outubro 2015

PLACENTA PRÉVIA

 

 

 

Placenta prévia é uma complicação obstétrica na qual a placenta está fixada à parede uterina cobrindo parcial ou totalmente o cérvice uterino.

A placenta fica implantada, inteira ou parcialmente, no segmento inferior do útero, a partir da 22.ª semana de gestação.

 

Classificação quanto a sua localização como placenta acreta, increta e percreta.

 

  • Acreta é quando quando está inserida profundamente na decídua – camada interna do útero;
  • Increta quando chega a musculatura uterina;
  • Percreta quando ultrapassa a musculatura uterina podendo invadir até órgãos adjacentes, como a bexiga.

 

O acretismo placentário é uma patologia não muito frequente, afetando cerca de 1 a cada 2.500 partos. A placenta acreta é muito raramente reconhecida antes do nascimento, sendo muito difícil de ser diagnosticada. Enquanto ela pode causar algum sangramento vaginal durante o terceiro trimestre, ela é mais comumente associada com os fatores que desencadeiam a condição.

 

Tipos:

 

Existem Três tipos de placenta prévia. O tipo de placenta prévia define o tratamento mais indicado e se a mãe deve fazer uma cesárea ou poderá optar pelo parto normal.

É importante ressaltar que todos os tipos de placenta prévia podem causar hemorragia intensa em algum momento, implicando na necessidade de cesárea de emergência.

 

 Placenta prévia completa

Þ    Este é o tipo mais grave, com a placenta cobrindo a totalidade do orifício interno do colo do útero. A cesárea é recomendada e, em casos graves, o bebê pode precisar nascer prematuramente.

 

Placenta prévia parcial

Þ    A placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero. Nesse caso, o parto vaginal ainda é possível, mas depende do quanto a placenta está cobrindo a abertura uterina. Se necessário, será feita cesárea.

 

 

Placenta prévia marginal

 

Þ    A placenta prévia marginal acontece quando a parte inferior na placenta encosta nas margens do orifício interno do colo uterino. Qualquer sobreposição durante o parto pode causar pequenos sangramentos. No entanto, partos vaginais são normalmente seguros.

 

 

Causas:

 

Quando ocorre a fecundação do óvulo, este apresenta 2 regiões distintas, uma que vai dar origem ao embrião e a outra que dará origem à placenta. Normalmente, a placentação ocorre na região corporal ou perto do fundo da cavidade uterina, portanto longe do orifício interno do colo uterino. Em alguns casos, essa implantação se dá na porção mais baixa da cavidade uterina, o que pode predispor à ocorrência da placenta de inserção baixa ou mesmo à placenta prévia. Não se sabe exatamente o que causa a placenta prévia. No entanto, os tipos persistentes de placenta prévia têm sido associados com:

®    Cicatrizes do revestimento do útero, como aquelas formadas em cirurgias;

®    Placentas grandes, como aquelas formadas em gestações múltiplas;

®    Mulheres que tem 35 anos ou mais durante a gravidez;

®    Histórico pessoal de placenta prévia.

 

Fatores de risco:

 

v  Idade maior que 35 anos;

 

v  Ter um histórico de abortos múltiplos;

 

v  Gravidez gemelar ou mais (como ele pode exigir a placenta para crescer mais, aumentando a sua área de superfície);

 

v  A fertilização in vitro;

 

v  Uso de drogas;

 

v  Cirurgias e procedimentos, como a dilatação e curetagem  e remoção de miomas uterinos;

 

v  Ter uma placenta prévia aumenta as chances de desenvolver a placenta acreta, increta ou percreta, onde os tecidos da placenta crescer muito profundamente nas paredes uterinas.

 

Sintomas:

 

É comum a placenta prévia não apresentar nenhum sintoma, sendo diagnosticada em exames de rotina. No entanto, podem acontecer alguns sinais de alerta, como:

®    Sangramento indolor, especialmente após a 20- 21 semanas é considerado os sintomas característicos mais importantes, ocorrendo em cerca de 80% de todos os casos.

®    Sangramento na gravidez, principalmente na segunda metade.

®    Sinais de trabalho de parto prematuro, como cólicas abdominais, menor dor nas costas e contrações;

®    Sangramento após relações sexuais;

®    Útero medição maior do que a sua idade gestacional;

®    Bebé restante numa posição transversal da culatra ou devido à falta de espaço no útero mais baixo devido à placenta;

®    No entanto, também é possível ter nenhum sintoma em tudo, com o problema a ser diagnosticada em um exame de ultra-som de rotina.

 

Diagnóstico:

 

Clínico: Clinicamente, pela anamnese, é relatada perda sanguínea por via vaginal, indolor, súbita, de cor vermelho-viva, em geral de pequena quantidade. É episódica, recorrente e progressiva. O exame obstétrico revela volume e tono uterinos normais. Habitualmente, os batimentos cardíacos fetais estão mantidos.

Ultra-sonográfico - Confirma o diagnóstico e a localização placentária. Quando o exame ultra-sonográfico não é possível, o toque não deve ser realizado (precavendo-se contra eventual perda sanguínea placentária maciça) e, de preferência, em ambiente com recursos cirúrgicos.

 

Tratamento:

 

A conduta depende dos seguintes parâmetros:

 

®    Tipo de localização placentária;

 

®    Volume de sangramento;

 

®    Idade gestacional e condições de vitalidade fetal.

 

 

A via de parto dependerá, além das condições maternas, do tipo de placenta prévia.

 

§  Nas marginais, a via preferencial é a vaginal.

 

§  Para as totais a indicação de cesariana, com feto vivo ou morto.

 

§  Para as parciais, há indicação de cesariana.

 

Se a placenta prévia é descoberta no início da gestação, as chances de melhorar por conta própria são altas. A posição da placenta pode mudar à medida que o útero cresce. Assim, até ao final da gravidez, a placenta pode estar no lugar correto.

Caso o diagnóstico aconteça após a vigésima semana de gravidez e não há sangramento, serão necessários alguns cuidados para evitar uma visita de emergência ao hospital:

  • Atividades extenuantes, como corrida ou levantamento de peso;
  • Evite manter relações sexuais;
  • nem coloque nada em sua vagina

Procure ajuda se houver algum sangramento vaginal, pode ser necessária internação. Se a data prevista para o parto está próxima, pode ser feita uma cesárea de emergência, uma vez que o parto vaginal poderia perturbar a placenta e causar hemorragia grave.

 

Complicações possíveis

 

§  Sangramento vaginal grave, que pode ocorrer durante o trabalho de parto ou nas primeiras horas após o parto.

 

§  Parto prematuro, uma vez que hemorragias graves podem requerer cesárea de emergência.

 

Prevenção:

Como as causas de placenta prévia não são conhecidas, não é possível prevenir o problema. O ideal é fazer o acompanhamento pré-natal e informar qualquer  alteração ou sangramento durante a gravidez.

 

 

 

 

 

CLAMÍDIA

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Afeta os órgãos genitais masculinos ou femininos. Assim como os Vírus e as rickettsias, a clamídia é um parasita intrecelular obrigatório. Pode produzir esporos, o que torna sua disseminação mais fácil.

Existem apenas tres tipos de Chlamydia . São elas :

- Chlamydia trachomatis;

- Chlamydia psitaci;

- Chlamydia pneumoniae.

Todas elas causam doenças aos seres humanos:

A espécie Trachomatis causa cegueira e DSTs .

A espécie Pneumoniae causa doenças respiratórias semelhante a pneumonia causada por Micoplasmas .

A espécie Psitaci causa ornitose (doença respiratória nos pulmões)e é transmitida pelas aves.

 

Etiologia:

Clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactériaChlamydia trachomatis. Ela pode ser transmitida via contato sexual anal, oral ou vaginal e pode também ser congênita, ou seja, pode ser passada de mãe para filho durante a gravidez.

 

Fatores de risco:

Manter relações sexuais desprotegidas é o principal fator de risco para contaminação por clamídia. Independentemente do número de parceiros que uma pessoa venha a ter, o fator determinante para a transmissão dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é a ausência de preservativo durante o ato sexual.

Sintomas:

Nos homens, a clamídia pode produzir sintomas similares à gonorreia. Eles podem incluir:

 

  • Sensação de queimação ao urinar;
  • Corrimento peniano
  • Secreção do pênis ou do reto;
  • Sensibilidade ou dor nos testículos;
  • Dor ou secreção retal.

 

Nas mulheres:

  • Sensação de queimação ao urinar;
  • Dor no ato sexual;
  • Dor ou secreção retal;
  • Sintomas de doença inflamatória pélvica (DIP), salpingite, inflamação do fígado semelhante à hepatite;
  • Secreção vaginal.
  • Sangramento intermenstrual e após a relação sexual.

Um em cada quatro homens com clamídia não apresentam sintomas, e somente cerca de 30% das mulheres infectadas manifestam os sinais típicos da doença.

 

Exames e testes:

O diagnóstico da infecção por clamídia envolve amostras da secreção uretral nos homens ou das secreções do colo do útero nas mulheres. Se o indivíduo pratica sexo anal, amostras extraídas do reto também podem ser solicitadas. A amostra é encaminhada para um teste de anticorpos monoclonais ou fluorescentes, teste de sonda de DNA ou cultura celular. Alguns desses testes também podem ser realizados em amostras de urina.

 

Tratamento:

O tratamento de clamídia não garante imunidade para a doença. Ou seja, se não houver o devido cuidado, ela pode retornar.

  • Em geral, o tratamento para clamídia é feito com antibióticos, incluindo tetraciclinas, azitromicina ou eritromicina.
  • Você pode contrair clamídia com gonorreia ou sífilis, assim, se você tiver uma doença sexualmente transmissível, deverá ser testado para outras DSTs também. Todos com quem você manteve contato sexual devem fazer o teste para clamídia.
  • Os parceiros sexuais devem ser tratados para evitar a retransmissão da doença. Não existe imunidade significativa após a infecção, e uma pessoa pode ser infectada novamente.
  • Deve ser realizada uma avaliação de acompanhamento após quatro semanas para determinar se a infecção foi curada.

 

Complicações:

Clamídia não tratada pode levar a problemas mais sérios de saúde, como:

  • Outras doenças sexualmente transmissíveis
  • Doença inflamatória pélvica
  • Epididimite
  • Inflamação na próstata
  • Contaminação de um recém-nascido, em caso de doença congênita
  • Infertilidade
  • Artrite reativa.
  • As infecções por clamídia em mulheres podem causar inflamação do colo uterino. Em homens, as infecções por clamídia podem provocar inflamação da uretra, denominada uretrite.
  • A clamídia não tratada pode se espalhar para o útero ou para as trompas de Falópio, resultando em salpingite ou doença inflamatória pélvica. Essas doenças podem levar à infertilidade e ao aumento do risco de gravidez ectópica.
  • Caso a mulher tenha contraído clamídia durante a gravidez, ela pode causar uma infecção no útero após o parto (endometrite pós-parto). Além disso, o bebê pode desenvolver conjuntivite (infecção ocular) associada à clamídia e pneumonia.

 

Prevenção:

- Todas as mulheres sexualmente ativas acima de 25 anos devem realizar exames de clamídia anuais. Todas as mulheres com novos ou múltiplos parceiros devem também realizar testes.

- Um relacionamento sexual reciprocamente monogâmico com um parceiro não infectado é uma maneira de evitar essa infecção.

- O uso correto de preservativos durante o ato sexual normalmente previne a infecção.

 

 

28 outubro 2015

EM SEIS MESES, PROJETO CONSEGUE REDUZIR CESARIANAS EM 42 HOSPITAIS DO PAÍS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em apenas seis meses, o projeto piloto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement conseguiu aumentar em 7,4 pontos percentuais a taxa de partos normais dos 42 hospitais que participam da experiência. O resultado parcial foi apresentado dia (27/10/15), em São Paulo.

A iniciativa, que tem o apoio do Ministério da Saúde, vem sendo aplicada desde março em 38 hospitais particulares e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde e já demonstrou queda no número de cesarianas, que é o objetivo principal do programa.

A taxa de partos normais nestes hospitais, que respondem por 85 mil partos a cada ano no país – o que corresponde a cerca de 6% dos partos realizados em todo o Brasil – passou de 19,8% em 2014 para 27,2% em setembro deste ano, com a taxa de cesáreas estimada em 72,8% no mês passado.

Segundo Martha Oliveira, diretora de desenvolvimento setorial da ANS, o Brasil tem a maior taxa de cesarianas do mundo. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza 15%. Mas não é esse o nosso objetivo. Nosso objetivo é reduzir a taxa de cesarianas”, disse.

“Ao longo do tempo, tivemos uma organização do trabalho do médico onde era mais fácil agendar todas as pacientes para o mesmo horário para se fazer a cirurgia. E os hospitais foram se adaptando a essa realidade. Todo o sistema de saúde foi se moldando para favorecer o procedimento cesariano”, afirmou.

Rita Sanches, coordenadora da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, também concorda que o parto normal precisa ser estimulado para evitar as complicações da cesariana, para as gestante e, principalmente, para o bebê.

“O primeiro benefício é chegar ao termo da gestação e entrar no trabalho de parto, porque o estresse do trabalho de parto também amadurece o bebê. E ao passar pela vagina da mãe, os líquidos pulmonares são espremidos e o bebê nasce respirando muito melhor. Ele também tem que ter contato com as bactérias da mãe para ter uma flora intestinal adequada, quando for adulto. Sabemos que quem nasce de parto normal tem uma saúde muito melhor quando adulto. E a mãe tem muito menos morbidade do que fazendo cesárea.”

Um outro problema associado à cesárea, segundo o médico Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Albert Einstein, é que ela estimula os nascimentos antes da completa formação do bebê, ou seja, antes da 39ª semana de gestação, de acordo com a conveniência do médico ou da mãe.

“Atualmente, o obstetra não espera a mãe entrar em trabalho de parto. O parto é agendado”, destacou. Um dos riscos é que há uma possibilidade 120% maior do bebê nascido por cesariana ir para uma unidade de terapia intensiva (UTI). “Um contingente desses bebês vai parar na UTI neonatal, ou porque não estão bem desenvolvidos ou porque ainda têm problemas no pulmão. Parte deles vai morrer”, disse Miguel.

Para participar do projeto, que terá em princípio um ano e meio de aplicação, os 42 hospitais tiveram que adequar seus recursos humanos e estruturais, capacitar os profissionais e promover a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e dos bebês.

A mudança, segundo Rita Sanchez, está sendo feita aos poucos, passo a passo, para não colocar em risco a vida do bebê e da gestante. Depois desse período de experiência, o projeto poderá ser disseminado para outros hospitais do país.

Cada hospital vai decidir o melhor modelo, ou quais modelos a serem adotados. As possibilidades são o parto feito pelo plantonista do hospital; o parto feito por médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe de plantão; ou o parto assistido por três ou mais médicos e enfermeiras.

O projeto conta com o apoio de mais de 30 operadoras de planos de saúde. Segundo a diretora da ANS, a ideia é que as operadoras passem a mudar também a forma de financiamento, remunerando melhor toda a cadeia, principalmente quando o parto ocorre sem problemas. Hoje, segundo Martha, o financiamento é maior quando envolve a internação do bebê em UTI. A ideia é que a partir de agora esse financiamento seja maior quando ocorrer de forma natural, sem riscos.

“No modelo atual de financiamento, sempre se joga o peso no procedimento de maior complexidade. E a maior complexidade é a UTI. Precisamos resgatar o que é o parto e, se ele foi adequado e teve um desfecho bom, vamos remunerar esse parto, seja ele normal ou cesariana, que teve um desfecho bom”.

No entanto, a ANS não pretende baixar uma norma para que as operadoras mudem a forma de atuação o que, segundo ela, não funcionaria. A ideia é que as operadoras sejam estimuladas a fazerem isso, premiando-as, por exemplo, com títulos de empresa sustentável.

Além da queda no número de cesarianas, o projeto também vem observando queda no número de internações dos bebês. Segundo Paulo Borem, representante do IHI, dois hospitais da cidade de Jaboticabal demonstraram redução de 60% no número de bebês em UTIs neonatal após a implantação do projeto.

Da Agência Brasil

 

27 outubro 2015

GLÂNDULA DE BARTHOLIN

 

Bartholinite é a inflamação de uma glândula chamada Bartholin, localizada na parte interna da vagina, que serve para ajudar a mulher na lubrificação da região vaginal tanto no ato sexual como fora dele. Quando a abertura do Bartholin fica obstruída, o líquido volta para dentro da glândula, formando um cisto de dor aguda.

Se o fluido for infeccioso, provoca uma grande quantidade de pus, que fica por dentro da mucosa da vagina como se fosse um furúnculo, dando origem ao que se chama Bartolinite aguda.

 

As glândulas de Bartholin localizam-se na parte anterior da vagina, como mostra a imagem abaixo, e têm a função de lubrificá-la, principalmente durante o contato íntimo.
 
Sintomas:
 
Os sintomas da inflamação das glândulas de Bartholin, quando ainda não foram infectadas por bactérias, geralmente só incluem a formação do cisto de Bartholin, podendo a região ficar avermelhada, inchada e dolorida. Porém, normalmente o cisto de Bartholin não apresenta sintomas.
 
Por outro lado, os sintomas da infecção da glândula de Bartholin incluem:
 
- Saída de pus;
- Região avermelhada, quente, muito dolorida e inchada, semelhante a um furúnculo;
- Em estágios mais avançados, é visível um nódulo próximo da abertura vaginal;
- Sensação de bola ou caroço na vagina;
- Dor e desconforto ao caminhar ou sentar;
- Dor durante o contato íntimo;
- Febre.

​​Estes sintomas só acontecem quando as glândulas de Bartholin estão infeccionadas por bactérias.
 
Etiologia:
 
A causa da inflamação da glândula de Bartholin, no caso do aparecimento do cisto, é o acúmulo do líquido lubrificante dentro da própria glândula.
 
As causas da Bartolinite aguda estão relacionadas com a infecção da glândula de Bartholin por bactérias:
 
- Por conta de uma doença sexualmente transmissível, como Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia, ou ​Chlamydia trachomatis​, responsável pela clamídia através da prática de relações íntimas desprotegidas;
 
- Do trato intestinal, frequentemente Escherichia coli devido a maus cuidados de higiene íntima, como descuido ou lavagem incorreta da região, de trás para a frente.
 
Em caso de suspeita de bartolinite, deve-se consultar seu médico para ele avaliar, e se for necessário, instituir o melhor tratamento.
 
Tratamento:
 
- Remédios anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos, quando há infecção; ​​
 
- Banhos de assento com água quente;
 
- Drenagem cirúrgica do cisto;
 
- Marsupialização que é uma técnica cirúrgica;

Cirurgia de remoção ou Bartolinectomia.

O tratamento da inflamação da glândula de Bartholin deve ser realizado sob orientação do médico. Mas um excelente tratamento natural para a inflamação da glândula de Bartholin é o remédio caseiro com chá de barbatimão e aroeira que é feito com 15 g da casca destas plantas e meio litro de água, bebendo 4 xícaras por dia.
 
Prevenção:
 
O aparecimento do cisto de Bartholin pode ser evitado através do uso de preservativo e a manutenção de hábitos de higiene da região íntima.

Glândula de Bartholin durante a gravidez

As glândulas de Bartholin localizam-se na parte anterior da vagina, como mostra a imagem abaixo, e têm a função de lubrificá-la, principalmente durante o contato íntimo.

Sintomas:

Os sintomas da inflamação das glândulas de Bartholin, quando ainda não foram infectadas por bactérias, geralmente só incluem a formação do cisto de Bartholin, podendo a região ficar avermelhada, inchada e dolorida. Porém, normalmente o cisto de Bartholin não apresenta sintomas.

Por outro lado, os sintomas da infecção da glândula de Bartholin incluem:

- Saída de pus;

- Região avermelhada, quente, muito dolorida e inchada, semelhante a um furúnculo;

- Em estágios mais avançados, é visível um nódulo próximo da abertura vaginal;

- Sensação de bola ou caroço na vagina;

- Dor e desconforto ao caminhar ou sentar;

- Dor durante o contato íntimo;

- Febre.

​​Estes sintomas só acontecem quando as glândulas de Bartholin estão infeccionadas por bactérias.

Etiologia:

A causa da inflamação da glândula de Bartholin, no caso do aparecimento do cisto, é o acúmulo do líquido lubrificante dentro da própria glândula.

As causas da Bartolinite aguda estão relacionadas com a infecção da glândula de Bartholin por bactérias:

- Por conta de uma doença sexualmente transmissível, como Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia, ou ​Chlamydia trachomatis​, responsável pela clamídia através da prática de relações íntimas desprotegidas;

- Do trato intestinal, frequentemente Escherichia coli devido a maus cuidados de higiene íntima, como descuido ou lavagem incorreta da região, de trás para a frente.

Em caso de suspeita de bartolinite, deve-se consultar seu médico para ele avaliar, e se for necessário, instituir o melhor tratamento.

Tratamento:

- Remédios anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos, quando há infecção; ​​

- Banhos de assento com água quente;

- Drenagem cirúrgica do cisto;

- Marsupialização que é uma técnica cirúrgica;

Cirurgia de remoção ou Bartolinectomia.

O tratamento da inflamação da glândula de Bartholin deve ser realizado sob orientação do médico. Mas um excelente tratamento natural para a inflamação da glândula de Bartholin é o remédio caseiro com chá de barbatimão e aroeira que é feito com 15 g da casca destas plantas e meio litro de água, bebendo 4 xícaras por dia.

Prevenção:

O aparecimento do cisto de Bartholin pode ser evitado através do uso de preservativo e a manutenção de hábitos de higiene da região íntima.

Glândula de Bartholin durante a gravidez

A inflamação da glândula de Bartholin durante o período da gravidez, normalmente, não é preocupante, porque o aparecimento do cisto é indolor e acaba por desaparecer naturalmente e, por isso, a mulher pode ter parto normal.

Quando o cisto de Bartholin infecciona na gravidez, com o tratamento adequado, ele geralmente fica livre das bactérias, não existindo risco para a gestante ou o bebê.

Prognóstico:

Há uma boa chance de que este problema melhore rapidamente. O cisto de glândula de Bartholin pode responder só com alguns dias de compressas de água morna. Quando algum abscesso requer uma incisão (drenagem), a cura pode levar alguns dias ou semanas, dependendo do tamanho do abscesso. Cistos e abscessos recorrentes (que voltam sempre), tratados com um cateter ou marsupialização, podem levar muito mais tempo para curar. Porém, estes procedimentos são altamente efetivos para impedir que as infecções voltem.


A inflamação da glândula de Bartholin durante o período da gravidez, normalmente, não é preocupante, porque o aparecimento do cisto é indolor e acaba por desaparecer naturalmente e, por isso, a mulher pode ter parto normal.

Quando o cisto de Bartholin infecciona na gravidez, com o tratamento adequado, ele geralmente fica livre das bactérias, não existindo risco para a gestante ou o bebê.
 
Prognóstico:
 
Há uma boa chance de que este problema melhore rapidamente. O cisto de glândula de Bartholin pode responder só com alguns dias de compressas de água morna. Quando algum abscesso requer uma incisão (drenagem), a cura pode levar alguns dias ou semanas, dependendo do tamanho do abscesso. Cistos e abscessos recorrentes (que voltam sempre), tratados com um cateter ou marsupialização, podem levar muito mais tempo para curar. Porém, estes procedimentos são altamente efetivos para impedir que as infecções voltem.