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19 outubro 2018

CORDÃO UMBILICAL

O cordão umbilical é um longo cordão constituído por 3 canais, os vasos sanguíneos: duas artérias e uma veia, bem como material gelatinoso, a geleia de Wharton, que os envolve.

Além da garantia de nutrientes é responsável pela troca gasosa que é feita da seguinte maneira: o sangue que chega pela veia cava inferior (sangue oxigenado que veio da placenta) cai no átrio direito e daí diretamente para o átrio esquerdo através do forame oval, ou seja, ele não passa pelo ventrículo direito. Este sangue, vai para o ventrículo esquerdo que se responsabiliza de bombear para os vasos da cabeça e membros superiores.

O sangue, pouco oxigenado, que retorna da cabeça e membros superiores chega através da veia cava superior no átrio direito e pela válvula tricúspide cai finalmente no ventrículo direito depois segue em direção à artéria pulmonar, porém, ao invés de se dirigir aos pulmões (que ainda não está em funcionamento) este sangue deságua na aorta descendente, caindo, por fim, nas artérias umbilicais seguindo para a placenta para ser oxigenado e recomeçar o ciclo.

Em resumo, a artéria umbilical transporta sangue rico em oxigênio proveniente da placenta e as veias carregam sangue pobre em oxigênio. Então já que os pulmões do feto não estão em funcionamento, a placenta é que fica responsável em fazer o papel deles.

Formação do Cordão Umbilical

O cordão ainda é formado a partir do saco amniótico (forma o epitélio do cordão), do alantoide (forma a veia e as artérias umbilicais) e da vesícula vitelínica. O feto fica dentro de uma bolsa cheia de líquido amniótico.


No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical  podem encontrar-se células-tronco mesenquimais, ainda que sem função precisa mas que, por um processo de diferenciação, ainda desconhecido, se podem transformar noutras células do corpo.

No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical pode ser encontradas células-tronco mesenquimais. Essas células,ainda não tem sua função definida e por um processo de diferenciação (ainda não bem definido) podem se transformar em outras células do corpo.

O cordão umbilical pode chegar a 60 cm de comprimento, o que varia de acordo com cada organismo, se for pequeno demais pode dificultar o parto normal e se for grande demais pode enrolar no corpo do bebê podendo provocar asfixia e enforcamento.

O sangue presente no cordão umbilical possui a mesma potencialidade do sangue encontrado na medula óssea, pois é rico em células-tronco maduras que são eficazes no tratamento de doenças como leucemia, linfomas, mielomas, deficiências imunológicas, anemias, doenças do metabolismo, osteoporose e outras.

As células-tronco encontradas no cordão umbilical podem ser armazenadas num período maior que 15 anos, se conservadas em nitrogênio a -135ºC. Para retirar as células do cordão umbilical, o sangue presente nesse é colhido no momento do parto por meio de punções que as liberam da veia e então são armazenadas em bolsas térmicas próprias para tal finalidade.







13 outubro 2018

CORIOAMNIONITE

A corioamnionite ou infecção ovular caracteriza-se como um processo inflamatório agudo e às vezes difuso das membranas extraplacentárias, placa coriônica da placenta e cordão umbilical. Pode ocorrer com membranas íntegras, mas é mais comum em casos de rotura de membranas ovulares, decorrente do tempo prolongado de rotura e/ou da realização de toques vaginais. Às vezes não há história típica de rotura de membranas ou a rotura não é percebida pela paciente.

A infecção corioamniótica é mais frequentemente uma infecção polimicrobiana, destacando-se entre os agentes mais comuns os anaeróbicos, bastonetes aeróbios gram-negativos, estreptococos do grupo B, micoplasmas, Gardnerella vaginalis.

Os achados clínicos associados à corioamnionite aguda que se desenvolve na gravidez a termo são, frequentemente, benignos. Entretanto, podem ocorrer consequências mais drásticas, como: aumento das mortes fetais em 2,6 vezes nos casos leves e 4,1 vezes nos casos moderados ou graves. A maioria desses óbitos se relaciona à sepse.

Diagnóstico:

Clínico: é sugerido pela presença, em graus variáveis, de febre, taquicardia materna ou fetal, hipersensibilidade uterina. Se houver rotura prolongada de membranas, o líquido amniótico pode apresentar odor fétido ou mostrar-se purulento.

Avaliação Laboratorial:

  • Hemograma com contagem diferencial de leucócitos. Pode haver leucocitose ou leucopenia (conforme os agentes bacterianos envolvidos), geralmente com desvio à esquerda.
  • Coleta de secreção endocervical com cotonete, para bacterioscopia e cultura.
  • Hemoculturas.
  • Amniocentese: para casos com membranas íntegras onde existe a suspeita diagnóstica.
  • Gasometria arterial (casos mais graves ou suspeita de quadro séptico).

Conduta:

Iniciar antibioticoterapia de largo espectro, utilizando, um anaerobicida (metronidazol ou clindamicina) e um aminoglicosídeo (gentamicina ou amicacina). Se não houver resposta, associar ampicilina ao esquema adotado ou ampliar o espectro antibacteriano com outros antibióticos. A utilização de penicilina como anaerobicida de 1ª escolha, reduz o espectro antibacteriano.

A via vaginal é preferencial. Deve-se iniciada a indução de parto, desde que não exista contra-indicação obstétrica e a situação clínica materna permita um tempo de espera na resolução do quadro, que não deve ser superior a 12 ou, no máximo, 24 horas.

Se for indicada uma cesariana, proteger a cavidade com compressas, para reduzir a contaminação bacteriana intraperitoneal.

Lavar cavidade, fazer suturas com pontos separados, inclusive no útero infectado. Avaliar no intra-operatório a responsividade uterina aos ocitócicos. Colocar drenos intraperitoneais se houver dúvida quanto à possibilidade de formação de abscessos.

Complicações:

  • Infecção puerperal
  • Bacteremia na mãe ou no neonato em 10% dos casos
  • Protraimento do trabalho de parto; resposta diminuída à ocitocina
  • Aumento de duas a três vezes na proporção de cesarianas
  • Aumento no número de mortes perinatais
  • Síndrome de angústia respiratória e infecções em lactentes com baixo peso ao nascer.

Técnica operatória para cesariana com corioamnionite

  • A histerotomia em pacientes com a cavidade uterina contaminada ou infectada, coloca em contato direto a flora bacteriana uterina com a cavidade peritonial. Daí a necessidade de promover-se uma técnica operatória diferenciada para diminuir ao máximo a contaminação:
  • A antibioticoterapia deve ser iniciada no pré-operatório para os casos de corioamnionite.
  • Considerar, em alguns casos, a laparotomia longitudinal infraumbilical que, por não descolar a aponeurose, tem menos risco de abscessos de parede.
  • Proteção da cavidade peritoneal superior, com a colocação de duas compressas protetoras, uma em cada goteira parietocólica, antes da histerotomia.
  • Manter o decúbito da paciente em céfalo-aclive, para evitar a passagem de material contaminado para o abdome superior.
  • Histerorrafia com fio de absorção lenta (vicril), número zero, que tem menos risco de deiscência frente a um quadro de endometrite.
  • Lavagem da pelve com soro fisiológico morno após a histerorrafia.
  • Trocar luvas após dequitação.

 

 

21 julho 2018

Adenomiose


Adenomiose é uma patologia uterina caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial (o revestimento interno do útero) dentro do miométrio (a camada muscular grossa do útero), podendo levar ou não à hipertrofia das fibras musculares uterinas, com aumento do volume do órgão, nunca, porém, tão acentuado como nos casos dos miomas. Entretanto, pacientes com adenomiose frequentemente também têm leiomioma ou endometriose.

A adenomiose ocorre tipicamente em mulheres entre 35 e 50 anos, possivelmente porque nesta faixa etária as mulheres têm excesso de estrógeno. Perto dos 35 anos, as mulheres geralmente cessam a produção de progesterona, que equilibra os efeitos do estrógeno. Após os 50 anos, devido à menopausa, as mulheres não produzem tanto estrógeno.


Etiologia:

A causa da adenomiose é desconhecida, embora possa estar associada a algum trauma uterino que possa ter rompido a barreira entre o endométrio e o miométrio, Tais como curetagem, cesáreas e ligadura de trompas.


Tipos:

Adenomiose localizada: caracterizada pela presença de glândulas e de tecido endometrial localizados numa determinada região do útero;

Adenomiose difusa: caracterizada por várias glândulas e tecido endometrial espalhados por toda a parede uterina o útero torna-se mais pesado e volumoso.

​A adenomiose pode ainda ser classificada em:

- adenomiose superficial,

- adenomiose intermediária e adenomiose profunda dependendo da região afetada do útero.


Adenomiose e endometriose.

A adenomiose e endometriose são doenças diferentes apesar de estarem relacionadas entre si. A diferença entre a endometriose e a adenomiose é que a endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial para fora do útero enquanto que na adenomiose há o crescimento do tecido endometrial por dentro da parede uterina além do desenvolvimento de glândulas nesta mesma região.

Pacientes que sofrem com adenomiose possuem um maior risco de desenvolver doenças como endometriose e leiomioma.


Sintomas:

- Aumento do útero que pode causar inchaço abdominal;

- Intensa cólica menstrual;

- Dor durante a relação;

- Aumento do fluxo menstrual;

- Prisão de ventre e/ou dor ao evacuar.

Entretanto algumas mulheres podem não apresentar os sintomas da doença.


Diagnóstico:

Exame físico: Clinicamente a presença de adenomiose uterina leva a um aumento do fluxo menstrual (menorragia) e das cólicas uterinas (dismenorréia), diminuindo assim a qualidade de vida das pacientes.

Exames de imagem: ultrassom transvaginal e a ressonância magnética de pelve.


Tratamento:

Medicamentoso:

- Anticoncepcional com progesterona;

- Analgésicos: alívio da dor;

- DIU - Dispositivo Intra Uterino de levonorgestrel;

- Implantes subcutâneos.


Cirúrgico :


  • Retirada apenas do nódulo no caso da adenomiose focal;
  • Histerectomia total: retirada do útero.

O tratamento medicamentoso da adenomiose pode diminuir os sintomas da doença, mas a sua cura poderá ser alcançada com a retirada do útero ou com a menopausa.


Prognóstico:

Não há aumento de risco de desenvolvimento de câncer. Como a adenomiose é estrógeno-dependente, a menopausa representa a cura natural.





12 abril 2018

Nova vacina contra câncer de ovário prolonga a vida de pacientes

Mais um tratamento contra o câncer está em fase de testes clínicos. Desta vez, o alvo do estudo é o câncer de ovário. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine, explica como os resultados de uma vacina personalizada podem prolongar a vida de pacientes com a doença. Segundo o estudo, no período de dois anos os participantes que foram vacinados mostraram melhores resultados de “sobrevida global” – tempo entre o diagnóstico e a morte – quando comparados aos que não receberam a dose.

Câncer de ovário

O câncer de ovário, também conhecido como “assassino silencioso”, costuma ser diagnosticado nos estágios avançados da doença (cerca de 80% dos casos). No momento do diagnóstico, 60% dos cânceres de ovário já se espalharam para outras partes do corpo, reduzindo a taxa sobrevivência para 30% nos primeiros cinco anos. De acordo com o médico Ronny Drapkin, professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a razão do diagnóstico acontecer tardiamente é a sua localização. “A pelve é como uma tigela, então um tumor pode crescer bastante antes de se tornar perceptível”, disse Drapkin ao Daily Mail Online.

Normalmente, os primeiros sintomas do câncer de ovário são gastrointestinais porque os tumores começam a fazer pressão na área acima de sua localização. No entanto, quando um indivíduo se queixa de desconforto gastrointestinal, os médicos costumam priorizar uma mudança alimentar, desconsiderando a possibilidade da doença.

Apenas quando os sintomas se tornam persistentes o paciente passa por uma triagem que revela o câncer. A doença é tratada com cirurgia e quimioterapia, mas por causa da demora no diagnóstico – e consequentemente no tratamento -, 85% dos pacientes têm recaídas e acabam desenvolvendo resistência à quimioterapia, deixando-os sem opções de tratamento.

Vacina

A médica Lana Kandalaft, principal autora do estudo, acredita que a vacina pode ser capaz de impulsionar o sistema imunológico e aumentar as taxas de sobrevivência dos pacientes. De acordo com a American Cancer Society, a equipe de pesquisadores analisou os resultados de 25 mulheres com câncer de ovário epitelial avançado, que tem taxa de sobrevida média de 17% dentro do período de cinco anos.

A vacina personalizada criada pelos cientistas consiste em usar o tumor do paciente (armazenado e preservado antes da cirurgia) e as células do sangue. Essas células têm a missão de identificar e capturar invasores e levá-los até os nódulos linfáticos, onde as células T são acionadas e iniciam um ataque na tentativa de destruir os invasores. “Os pacientes que receberam a vacina criaram uma resposta imune contra seus próprios tumores”, disse Lana em comunicado. Ainda segundo ela, os resultados são significativos porque o corpo aumentou o número de células T específicas capazes de destruir os tumores em pacientes cujo sistema imunológico não consegue reagir sozinho.

A taxa de sobrevivência no período de dois anos avaliados pela equipe entre as mulheres que receberam a vacina foi de 78% contra 44% para as que não foram vacinadas.

Precauções

O diretor médico da American Cancer Society, Otis Brawley, afirmou-se esperançoso com a ideia da imunoterapia ser usada como tratamento para o câncer de ovário. Apesar de não estar envolvido na pesquisa, ele se disse cauteloso com as vacinas personalizadas. “A análise de sobrevivência é propensa a alguns preconceitos que podem induzir ao erro até mesmo em avaliadores clínicos mais experientes”, disse ao Daily Mail Online.

Os pesquisadores garantem que pretendem fazer mais estudos com a vacina. A pesquisa atual focou na segurança do tratamento.



https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/nova-vacina-contra-c%C3%A2ncer-de-ov%C3%A1rio-prolonga-a-vida-de-pacientes/ar-AAvP2L0?li=AAggPNl

30 dezembro 2017

Câncer no ovário


O termo câncer ovariano refere-se a neoplasias (tumores malignos) com origem no ovário estrutura responsável pela produção dos óvulos nas mulheres.

Acontece com maior frequência a partir da oitava década de vida, sendo relativamente raro em idades mais precoces.

Causas:


O câncer de ovário é o quinto tipo de câncer mais comum entre as mulheres e causa mais mortes que qualquer outro tipo de câncer nos órgãos reprodutores femininos.

A causa é desconhecida.


Fatores de risco:


  • Histórico familiar prévio da doença;
  • Nuliparidade (ausência de gestações prévias);
  • Menarca precoce;
  • Menopausa tardia e idade avançada;
  • Mulheres com um histórico pessoal de câncer de mama ou histórico familiar de câncer de mama ou de ovário apresentam um risco maior de contrair câncer de ovário;
  • Mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, cuja chance de desenvolver câncer pode chegar a mais de 50%, sendo por isso recomendada a retirada dos ovários e as tubas uterinas quando tiverem idades entre 35 e 40 anos;
  • Mulheres que fazem somente reposição de estrogênio (sem progesterona) por cinco anos ou mais parecem ter mais risco de desenvolver câncer de ovário. No entanto, as pílulas anticoncepcionais diminuem o risco de câncer de ovário.

Estudos sugerem que os medicamentos para fertilidade não aumentam o risco de câncer de ovário.


Exames:


Um exame físico pode revelar um abdômen inchado e líquido na cavidade abdominal (ascite). Um exame pélvico pode revelar uma massa no abdômen ou em um dos ovários.

O exame de sangue CA-125 não é considerado um bom teste de triagem do câncer de ovário. Entretanto, ele pode ser feito se a mulher:

Tiver sintomas de câncer de ovário;

Já tiver sido diagnosticada com câncer de ovário, para determinar o funcionamento do tratamento.

Outros testes que podem ser realizados incluem:

  • Contagem de células sanguínea completa e química sanguínea
  • Teste de gravidez (HCG soro)
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética da pelve e do abdome
  • Ultrassom da pelve;

Nenhum exame de laboratório ou de imagem demonstrou até hoje ser capaz de diagnosticar o câncer de ovário nos seus estágios iniciais.


Sintomas:


Normalmente, os sintomas do câncer de ovário são muito vagos. As mulheres e seus médicos frequentemente colocam a culpa dos sintomas em outras doenças mais comuns. Quando o câncer é finalmente diagnosticado, o tumor muitas vezes já se espalhou para outros órgãos.

Procure seu médico se apresentar os sintomas a seguir diariamente por mais de algumas semanas:

  • Inchaço;
  • Dificuldade para comer ou sentir-se satisfeita rapidamente;
  • Dor pélvica ou abdominal.

Outros sintomas também acompanham o câncer de ovário. Entretanto, esses sintomas também são comuns em mulheres que não têm câncer:

  • Ciclos menstruais anormais;
  • Constipação;
  • Aumento de gases;
  • Indigestão;
  • Falta de apetite;
  • Náusea e vômitos;
  • Sensação de peso na pélvis;
  • Abdômen ou barriga inchada;
  • Dor nas costas inexplicável, que piora com o tempo;.
  • Sangramento vaginal;
  • Desconforto vago no baixo abdome;
  • Ganho ou perda de peso;
  • Aumento excessivo de pelos;
  • Aumento na frequência ou urgência urinária.

Marque uma consulta com seu médico se você estiver com mais de 40 anos e não tiver feito um exame pélvico recentemente. Os exames pélvicos de rotina são recomendados para todas as mulheres com mais de 20 anos.


Tratamento:


Uma cirurgia, como a laparoscopia pélvica ou a laparotomia exploradora, pode ser realizada a fim de avaliar os sintomas e fazer uma biópsia para ajudar a chegar ao diagnóstico.

Nenhum exame de laboratório ou de imagem demonstrou até hoje ser capaz de diagnosticar o câncer de ovário nos seus estágios iniciais.

A cirurgia é usada para tratar todos os estágios do câncer de ovário. Nos estágios iniciais, ela talvez seja o único tratamento possível. A cirurgia envolve:

Remoção do útero (histerectomia total);

Remoção dos ovários e trompas de Falópio (salpingo-ooforectomia bilateral);

Remoção parcial ou completa do omento, camada de gordura que cobre e protege os órgãos no abdômen;

Exame, biopsia ou remoção dos linfonodos e de outros tecidos da pélvis e do abdome;

A cirurgia feita por um especialista em câncer do aparelho reprodutivo feminino tem o maior índice de sucesso.

A quimioterapia é usada após a cirurgia para tratar de qualquer resíduo da doença. Ela também pode ser usada se o câncer reincidir. A administração da quimioterapia pode ser feita nas veias ou, algumas vezes, diretamente na cavidade abdominal (intraperitoneal).

A radioterapia é raramente usada em casos de câncer de ovário nos Estados Unidos.

Após a cirurgia e a quimioterapia, as pacientes devem fazer:

Um exame físico (incluindo exame pélvico) a cada dois a quatro meses nos primeiros dois anos, depois a cada seis meses durante três anos e depois anualmente;

Um exame de sangue CA 125 a cada consulta médica se o nível inicial estava alto;

Uma tomografia computadorizada do tórax, abdome e região pélvica e uma radiografia do tórax, caso solicitadas pelo médico.


Expectativas:

O câncer de ovário é raramente diagnosticado nos seus estágios iniciais. Ele geralmente está muito avançado quando o diagnóstico é feito.

Cerca de três a cada quatro mulheres com câncer de ovário sobrevivem um ano após o diagnóstico.

Cerca de 50% vivem mais que cinco anos após o diagnóstico.

Se o diagnóstico for feito no início da doença, e o tratamento acontecer antes que o câncer se espalhe para fora do ovário, à taxa de sobrevivência de cinco anos é muito alta.


Complicações:


  • Espalhamento do câncer para outros órgãos;
  • Perda de função dos órgãos;
  • Líquido no abdome (ascite);
  • Obstrução intestinal.


Prevenção:

Não existe uma recomendação padrão para fazer a triagem do câncer de ovário. Fazer a triagem de mulheres com ultrassom pélvico ou exames de sangue, como o Ca-125, não é eficiente nem recomendado.

O teste BRCA pode ser feito em mulheres com alto risco de câncer de ovário.

A remoção dos ovários e das trompas de mulheres que apresentam mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 pode diminuir o risco de desenvolver o câncer de ovário, embora ele possa se desenvolver em outras áreas da pelve.




Hiperêmese gravídica


No período da gestação ocorrem várias alterações hormonais, a maioria das grávidas apresenta um quadro de êmese gravídica, ou seja, vômitos durante a gravidez. Essa é uma alteração fisiológica natural da gestante, que pode ser controlada com uma dieta saudável e fracionada.

Já a hiperêmese gravídica é caracterizada por vômitos incontroláveis, durante o período gestacional, provocando desidratação com repercussões sistêmicas, notadamente no fígado. Ambas são mais comuns no primeiro trimestre de gestação, mas dependendo da gravidade podem durar até 20 semanas. Até um 1,5% da população pode sofrer com a doença.

Etiologia:

Vários são os fatores para explicar sua etiologia tais como:

  • Relaxamento fisiológico da musculatura lisa do estômago;
  • A presença de elevados níveis de estrógeno e progesterona na circulação e da gonadotrofina coriônica;
  • Desnutrição seletiva (vitamina A) e o hipopituitarismo;
  • Maior frequência entre adolescentes;
  • Primigestas;
  • Gravidez gemelar;
  • Neoplasia trofoblástica gestacional;
  • Gestações não programadas.

Diagnóstico:

Exame clínico:

Na anamnese destaca-se a presença de vômitos com produção excessiva de saliva e com sintomas ligados à expoliação de água e solutos.

Exame físico:

  • Observar sinais de desidratação;
  • Confusão mental;
  • Olhos encovados;
  • Hálito cetônico;
  • Icterícia;
  • Febre.

Diagnóstico laboratorial:

  • Hemograma;
  • Sódio, potássio, glicemia;
  • Enzimas hepáticas;
  • Bilirrubinas;
  • Proteínas totais e frações;
  • Ureia e creatinina;
  • Função tireoidiana.

Em casos mais graves ou com hematêmese é necessário exame complementares, Endoscópio do esôfago, estômago e duodeno.

Diagnóstico diferencial

  • Obstrução intestinal;
  • Pancreatite;
  • Litíase biliar;
  • Úlcera péptica;
  • Meningite;
  • Hipertireoidismo;

Tratamento:

  • Internação;
  • Hidratação e reposição energética com glicose hipertônica;
  • Reposição de sódio e potássio de acordo com os resultados dos exames laboratoriais;
  • Dieta zero até cessar completamente a sensação de náuseas;
  • Nutrição enteral ou até parenteral em casos graves.

Tratamento complementar:

  • Psicoterapia.

Complicações:

O desequilíbrio hidroeletrolítico e desidratação para a gestante, que podem acarretar em baixo peso e nascimento prematuro do RN.

Prevenção:

  • Evitar alimentos mornos, ácidos ou gordurosos;
  • Dieta fracionada,
  • Evitar estímulos da parte posterior da cavidade oral durante escovação dentária;
  • Não levantar antes de alimentar-se,
  • Evitar esforço físico
  • Dieta fracionada,
  • Evitar longos períodos em jejum.


29 dezembro 2017

Polidrâmnio

É o aumento excessivo do volume do líquido amniótico, classicamente considerado quando superior a 2.000 ml. Sua frequência é ao redor de 1% e sua importância se deve ao aumento da morbidade e mortalidade perinatais.

  • Alterações do Volume do Líquido Amniótico
  • Aumento acima 95% percentil para idade gestacional
  • Aumento acima 97,5% percentil para IG
  • Volume superior a 2.000 ml
  • Incidência: 0,4 e 1,5% das gestações

Etiologia:

  • Malformação Fetal (50%)
  • SNC: Anencefalia, mielomeningocele, hidrocefalia.
  • TGI (Trato Gastro Intestinal): atresia do esôfago, hérnia diafragmática, estenose do duodeno, pâncreas anular, gastrosquise, onfalocele, fenda palatina.
  • Respiratório: MAC (malformação adenomatóide cística congênita), hipoplasia palatina.
  • Urinárias: doença multicística, tumores renais.
  • Cardíacas: doenças valvares, arritmias cardíacas.
  • Musculoesqueléticas: displasias esqueléticas.

Outras Causas Fetais

  • Doença Hemolítica Perinatal (DHPN);
  • Infecções;
  • Hidropisia Não-Imune.

Maternas:

  • Diabetes;
  • Aloimunização Rh - Consiste na sensibilização ao antígeno D presente na superfície eritrocitária. Durante a gestação e parto, pequenas quantidades de hemácias fetais podem atingir a circulação materna.

Patologias placentárias: Síndrome do transfusor transfundido, corioangioma, placenta circunvalada (não é uma patologia de malformação placentária e sim de inserção da membrana que leva a uma produção aumentada de LA).

Idiopática - (34-63% dos casos)

Classificação:

Quanto ao volume: leve, moderada, acentuada.

Quanto à instalação: aguda e crônica

Aguda: aparecimento rápido (menos que 24h ou poucos dias), mais frequente antes da 24ª sem.

Crônica: desenvolvimento no decorrer da prenhez, mais frequente no terceiro trimestre.

Diagnóstico:

O diagnóstico da polidramnia é suspeitado clinicamente:

  • Aumento da altura uterina em relação à idade gestacional;
  • Aumento do ganho ponderal materno;
  • Sobredistensão uterina e dificuldade de palpação das partes fetais e de ausculta dos BCF.
  • Sistematicamente, devem ser pesquisados o Diabetes mellitus e a presença de malformações fetais.
  • De certeza, o diagnóstico é ultra-sonográfico, dado pelo achado do ILA maior que o percentil 95 para a idade gestacional considerada.

Conduta:

– Investigar infecções congênitas:

  • Toxoplasmose;
  • Rubéola;
  • Citomegalovírus;
  • Varicela (catapora);
  • Parvovírus B19;
  • HIV (AIDS);
  • Sífilis;
  • Herpes;
  • Hepatite B.

- Rastrear diabetes mellitus;

- TS e Teste de Coombs;

- USG morfológico;

Para executar esse segundo método, são feitas algumas medidas dos "bolsões" de líquido em alguns quadrantes determinados no útero, sobretudo o maior bolsão. A soma dos valores determina os padrões que definem o ILA. Assim, os possíveis resultados são:

- Ecocardiográfica fetal;

- Estudo citogenetico fetal;

- Teste de kleihauer.

O volume de líquido amniótico aumente no decorre da gestação, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta das 34 semanas em torno de 800 ml e 1 litro, após ele período o volume tende a diminui gradativamente até o nascimento. Quando há indícios de polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros.

Se houver sinais de desconforto materno o esvaziamento deverá ser realizado. O esvaziamento é feito pela amniocentese e através de agulha calibrosa e inserção de cateter ligado a frasco a vácuo.

Recomenda-se a retirada lenta e gradual do líquido amniótico, para evitar a descompressão brusca, podendo levar a riscos maternos e fetais (descolamento prematuro da placenta, choque materno, óbito fetal, etc.). Sugere-se a retirada de cerca de 200 ml/hora (ou cerca de 3 ml/minuto) até a melhora da sintomatologia respiratória materna ou até atingir um total máximo de 500 a 1000 ml. O polidrâmnio volta a se formar e excepcionalmente nova punção pode ser realizada.

No sentido de diminuir a formação de líquido amniótico pode-se empregar o uso drogas medicamentosas, cuja função é diminuir a função renal fetal, não devendo ultrapassar a 34ª semana. Tais cuidados são necessários para evitar complicações temidas do uso de medicamentos na gestação, que é o fechamento precoce do duto arterioso.

Para o parto é recomendável o prévio esvaziamento. Muitas vezes surge quadro de hipossistolia, o que pode ser corrigido com ocitócicos. A via de parto é escolhida de acordo com a indicação obstétrica.


Tratamento de acordo com a etiologia

  • Corrigir causas maternas;
  • Corrigir causas fetais;
  • Controle do peso materno;
  • Controle altura uterina;
  • Controle circunferência abdominal;
  • Obsevar edema materno;
  • Repouso relativo;
  • Dieta hiperprotéica.

Complicações:

  • Dispnéia materna;
  • TPP - Trabalho de parto prematuro;
  • RPM - Rotura prematura das membranas;
  • DPP - Descolamento prematuro de placenta;
  • Prolapso de cordão.






11 julho 2017

Abortamento


Interrupção da gravidez antes das 20 - 22 semanas de gestação ou expulsão do feto com menos de 500gr. Pode ser espontâneo ou provocado (quando medicamento ou manobra, o induziu).


Incidência:

15% de todas as gestações terminam espontaneamente entre a 4ª e 20ª semana de gestação. Antes de 4 semanas estas cifras são mais elevadas (40a 45%), porém não se faz o diagnóstico.

Em ¾ das observações os abortos são precoces (até 12 semanas) e, na parcela restante, rotulado tardio (após 12 semanas).


Etiologia:

  • Causas embrionárias ou fetais - Cromossomopatias (principal causa de abortamentos precoces);

  • Ovopatias;

  • Causas maternas - Ginecopatias; Doenças Sistêmicas; Infecções; Fatores Hormonais; Mecanismos Imunológicos; Traumatismos e outros.


Propedêutica:

  • Presença de gravidez (História Clínica, ßHCG e USG);
  • Volume uterino (USG e Toque combinado);
  • Perdas Vaginais (sangramento ou partes fetais);
  • Características cervicais (dilatação);
  • Exame especular (constatar a origem intra-uterina do sangramento).


Exames complementares:

  • Tipagem Sanguínea - Hemograma completo (rastrear perdas e processo infeccioso); - Beta HCG sérico;
  • Ultra-sonografia (vitalidade do concepto, presença de restos ovulares, idade gestacional).
  • Diagnóstico diferencial:
  • Doença Trofoblástica Gestacional
  • Gravidez ectópica
  • Patologias benignas do trato genital inferior (lacerações do colo ou vagina, erosões cervicais, pólipos)
  • Patologias malignas (que causem sangramento, principalmente do colo uterino).


Tipo de abortamento:

Ameaça de aborto

  • Sangramento genital de intensidade variada e dor em baixo ventre.

  • Ao exame: colo fechado, útero de volume compatível com a idade gestacional.


Abortamento em curso

Sangramento genital e dor pélvica tipo cólica (ambos de intensidade variável). Ao exame: fundo uterino compatível com idade gestacional, colo uterino dilatado, tocando-se por vezes parte do ovo.


Aborto incompleto

  • Perda sanguínea e dor tipo cólica (ambos de intensidade variável).

  • Ao exame: colo uterino aberto, identificação de restos ovulares ao toque, fundo uterino menor que o esperado para a idade gestacional.


Aborto Completo

  • História clínica retrospectiva: paciente informa sangramento e cólicas, expulsão de material embrionário e logo após diminuição ou cessação da sintomatologia.

  • Ao exame: colo uterino fechado, útero menor que o esperado para a idade gestacional, sangramento ausente ou em dedo de luva. Diagnóstico confirmado através de ultrassonografia.


Aborto retido

- Na maioria das vezes, achado ultra-sonográfico. Paciente pode referir desaparecimento abrupto dos sinais e sintomas próprios da gravidez.

- Ao exame: útero pode se apresentar compatível ou menor que o esperado para a idade gestacional; sangramento se presente, discreto; colo fechado.

- Em gestações incipientes se aconselha a realização de ultrassonografia e dosagem sérica de Beta HCG seriados para confirmar o diagnóstico (tempo em que a maioria dos casos se resolve espontaneamente).


Aborto infectado

  • Qualquer das formas do abortamento, acompanhadas por febre, fluxo vaginal com odor fétido e dor à mobilização uterina.

  • Podemos também observar: Sudorese e calafrios, Taquicardia, Taquisfigmia e Taquipnéia; Cianose; Icterícia; Agitação; Hipotensão e Choque, dependendo da gravidade.

  • O útero geralmente se encontra amolecido; poderá haver sinais de irritação peritonial (abdome agudo infeccioso). Grito de Douglas - pensar em abscesso em fundo-de-saco.


Tratamento:

Ameaça de aborto

  • Tratamento ambulatorial exceto em situações de sangramento de vulto.

  • Aconselha-se: repouso, abstinência sexual, antiespamódicos caso necessário, apoio emocional.


Abortamento em curso

  • Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).

  • Repor perdas, caso necessário.

  • Promover analgesia.

  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se praticando o esvaziamento uterino após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).


Aborto incompleto

- Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).

- Repor perdas, caso necessário.

- Esvaziamento uterino.Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D.


Aborto completo

- Expectação em nível ambulatorial.


Aborto retido

  • Internamento, em gestações superiores a 12 semanas, realizar estudo da coagulação.

  • Indução do trabalho abortivo.

  • Esvaziamento uterino, que só deve ser realizado após a expulsão do concepto, caso a gestação seja superior a 12 semanas

  • Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).


Aborto infectado

  • Internamento, solicitação de: Hemograma Completo, Tipagem Sanguínea, Estudos da Coagulação, Sumário de Urina.

  • Uréia, Creatinina, Bilirrubinas (total e frações), nos casos mais graves (suspeita de peritonite e/ou septicemia).

  • Punção de veia de grosso calibre com agulha calibrosa (reposição de líquidos e hemoderivados caso necessário).

  • Cateterismo vesical com sonda de Foley nos casos mais graves.

  • Hidratação com Solução Fisiológica 0,9% (manter diurese > 30 ml/hora).

  • Iniciar antibioticoterapia de largo espectro (anaerobicida + aminoglicosídeo, caso necessário acrescentar ampicilina - ação contra enterococos)

  • Providenciar esvaziamento uterino de acordo com a evolução do quadro abortivo.

  • Administrar substâncias ocitócicas com a finalidade de promover um esvaziamento uterino mais seguro.

  • Manter terapia endovenosa por 24 a 48 horas após o último pico febril.

  • Quadro febril persistente pensar em complicações clínicas (antibioticoterapia inadequada, tromboflebite pélvica) e cirúrgicas (perfuração uterina, abscessos).

  • A laparotomia deve ser reservada para casos graves (massas anexiais, perfuração uterina, sepse, gangrena uterina), sempre pensar na possibilidade da realização de histerectomia total e por vezes pode também se tornar necessário a ablação dos anexos.

  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se deve manipular a cavidade uterina após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM)


Indução:

  • MISOPROSTOL - 200mcg (1 comprimido) por via vaginal a cada 6 horas; procurar depositar o comprimido no fundo do saco posterior.

  • OCITOCINA - 20 U (4 ampolas) associadas em 500 ml de solução fisiológica ou glicosada a 5%, infundindo 8 gotas/min, aumentando 4 gotas a cada hora até se atingir a atividade contrátil uterina.

Observação: extrema cautela durante a utilização de substâncias ocitócicas, principalmente naquelas pacientes com história de cicatriz uterina anterior.


Técnicas de esvaziamento uterino:


Curetagem uterina

Realizada manualmente, com a introdução dos dedos indicador e médio envolvidos em gaze através do colo uterino, procurando remover restos placentários. Indicada em casos de abortos tardios com útero volumoso e permeabilidade total do colo uterino. Na maioria das vezes se torna necessário a complementação com curetagem mecânica.


Curetagem mecânica

  • Esvaziamento vesical;

  • Posição adequada;

  • Anestesia;

  • Assepsia e anti-sepsia da genitália;

  • Toque bimanual (volume e posição do corpo uterino, condições cervicais);

  • Inserção de especulo, exposição e pinçamento do colo uterino;

  • Dilatação instrumental do colo, caso necessário (Velas de Hegar); - Utilização da pinça de restos;

  • Seleção das curetas;

  • Raspagem no sentido horário;

  • Retirar a cureta o menos possível;

  • Atenção para o fundo uterino e cornos uterinos;

  • Empunhadura cuidadosa da cureta;

  • Uso de uterotônicos;

  • Anatomia Patológica em casos suspeitos de doença trofoblástica gestacional.


Aspiração manual intra-uterina (AMIU)

Método de preferência para a prática do esvaziamento uterino, importante passo para a Humanização do tratamento do aborto;

Em relação à curetagem mecânica, apresenta as seguintes vantagens:

  • Possibilidade de ser realizada em nível ambulatorial;

  • Menor tempo de hospitalização;

  • Mais rápida;

  • Menos traumática;

  • Menor incidência de perfuração;

  • Menor sangramento;

  • Menor incidência de infecção.


Histerotomia

Indicação restrita a casos extremos onde exista impossibilidade de esvaziamento através do colo uterino; mortalidade maior em 44 vezes quando comparado com dilatação e curetagem no primeiro trimestre.


Complicações:

- Perfuração uterina (1;111 a 1:2500)

- Lacerações cervicais;

- Lesões estruturais do Orifício Interno do colo uterino;

- Dano ao endométrio;

- Sinéquia uterina;

- Infecção.


Conduta na perfuração uterina:

  • Não manipular com pinça de restos;

  • Concluir a curetagem delicadamente;

  • Utilizar substâncias ocitócicas;

  • Monitorizar a paciente clinicamente e laboratorialmente (hemograma);

  • Antibioticoterapia profilática;

Caso apresente sinais de abdome agudo a laparotomia é indicada com a finalidade de se praticar a histerorrafia e pesquisar lesões em órgãos vizinhos.

Quando necessário o esvaziamento pode ser completado através da lesão uterina antes de se praticar a histerorrafia.


Antibioticoterapia no aborto infectado/antibiótico dose administração duração

  • Gentamicina 1,5 mg/kg a cada 8 horas EV, IM - 7-10 dias

  • Clindamicina 600 a 900 mg a cada 6 horas EV - 7-10 dias

  • Amicacina 15 mg/kg/dia a cada 12 horas IM, EV - 7-10 dias

  • Metronidazol 500 mg a 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias

  • Ampicilina 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias





Vulvovaginite

Vulvovaginite é inflamação ou infecção da vulva e da vagina, que também pode ser chamada de vulvite ou vaginite. É uma condição comum que afeta pessoas de todas as idades.

Etiologia:

A vulvovaginite tem uma variedade de causas dentre elas podemos destacar:

Infecciosas:

  • Vaginose bacteriana;

  • Candidíase e Tricomoníase.

Inflamatórias:

  • Vaginite atrófica;

  • Corpo estranho;

  • Vaginite inflamatória descamativa;

  • Vaginite citolítica.

Não-infecciosas:

  • Química ou outro irritante;

  • Alérgica;

  • Dermatite de contato;

  • Traumática;

  • Colagenoses e dentre outras.

Quadro clínico:

  • O corrimento principal manifestação da vulvovaginite, deve ser caracterizado quanto à cor, consistência, quantidade, viscosidade, odor;
  • Coceira ou irritação vaginal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento vaginal.

As características do corrimento vaginal podem indicar o tipo de vaginite.

  • Vaginose bacteriana: corrimento de odor fétido brancoacinzentado. O odor, muitas vezes descrito como cheiro de peixe, pode ser mais óbvio após a relação sexual;
  • Infecção por fungos: o principal sintoma é a coceira, mas você pode ter um corrimento branco e espesso que se assemelha ao queijo cottage;
  • Tricomoníase: pode causar um corrimento amarelo, espumoso, por vezes esverdeado.

Fatores de risco:

- Alterações hormonais, tais como aquelas decorrentes da gravidez, uso de pílulas anticoncepcionais ou menopausa;

- Atividade sexual;

- Diabetes;

- Ter uma doença sexualmente transmissível;

- Uso prolongado de medicamentos, como antibióticos e esteroides.

Diagnóstico:

  • Anamnese e exame físico;

  • Exames laboratoriais;

  • O diagnóstico etiológico de certeza só será confirmado com exame bacterioscópico e cultura;

  • O antibiograma pode auxiliar a orientação terapêutica; principalmente em casos de quadros de etiologia bacteriana e/ou resistência ao tratamento convencional.

Tratamento:

O tratamento da vulvovaginite dependerá da sua causa e do resultado das análises laboratoriais realizadas.

Prevenção:

  • Tenha uma dieta equilibrada;
  • Controle o diabetes;
  • Evite o uso desnecessário de antibióticos;
  • Tenha bons hábitos de higiene íntima;
  • Após a micção, limpe a vagina em um movimento de frente para trás, evitando assim a propagação de leveduras ou bactérias do ânus para a vagina ou trato urinário
  • Use roupas íntimas de algodão e evite tecidos sintéticos. Isso ajuda a manter a área arejada e evita a proliferação de bactérias e fungos;
  • Evite roupas apertadas;
  • Não faça duchas íntimas nem use desodorantes pós, ou perfumes na área genital. Esses itens podem alterar o equilíbrio normal de organismos da vagina;
  • Mantenha hábitos de sexo seguro.



03 fevereiro 2017

Estudo da USP aponta hipotireoidismo em 57% das mulheres grávidas

Doença pode levar a aborto natural ou afetar desenvolvimento da criança.
Nem todas as mulheres apresentam sintomas; veja como detectar disfunção.

Um estudo da USP de Ribeirão Preto (SP) aponta que 57% das mulheres grávidas desenvolvem o hipotireoidismo, doença causada pela baixa produção de hormônios responsáveis por funções metabólicas essenciais como frequência cardíaca e digestão.

Reconhecida através de sintomas como sono e ganho de peso excessivos, nem sempre manifestados nas pacientes, a disfunção é associada não só a problemas na gravidez, como aborto e descolamento de placenta, mas também a prejuízos futuros à criança.

"Aumenta a chance de o bebê ser pequeno, ter uma restrição de crescimento, aumenta a chance de o bebê ter um atraso no desenvolvimento neurológico dele ao longo da infância. É uma condição que preocupa por causa dessas consequências e ao mesmo tempo é fácil de diagnosticar e fácil de fazer o tratamento", afirma a médica obstetra Flávia Aguiar.

       “O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina"

Lea Maciel,
endocrinologista

Hipotireoidismo e gravidez


Localizada na região do pescoço, a tireoide é uma glândula responsável pela produção de dois hormônios - a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4) - essenciais para o metabolismo e ainda mais importantes na gestação.

Nesse período, a gestante precisa de uma dosagem diária de 250 microgramas de iodo - micronutriente necessário para a síntese desses hormônios -, 100 a mais do que em uma mulher que não está grávida.

Essa diferença, porém, não pode ser compensada apenas por intermédio da alimentação, explica a endocrinologista da USP Lea Maciel. Ao avaliar 191 gestantes atendidas em unidades básicas de saúde, ela constatou que 57% delas têm menos iodo do que o necessário, levando a uma produção deficiente dos hormônios T3 e T4, o hipotireoidismo - diferente do excesso, denominado hipertireoidismo.

"O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina", explica.

Diagnóstico


Foi através do sono em excesso e do rápido ganho de peso que Elizabeth Jaskow Mac Micol descobriu ter hipotireoidismo nas duas vezes em que ficou grávida.

"Não tinha vontade de fazer nada, só queria ficar deitada. A coisa não estava do jeito que deveria estar, estava fora do normal", afirma a mãe de um filho de 2 anos e outro de dois meses, que somente conseguiu solucionar o problema por meio de reposição hormonal.

O que Elizabeth sentiu quando esteve grávida representa parte dos sintomas comuns às mulheres que sofrem da baixa produção de T3 e T4.  Indisposição, queda de cabelo, alteração na frequência cardíaca, ressecamento na pele e no cabelo também fazem parte das evidências.

Entretanto, nem todas as pacientes com a disfunção hormonal apresentam tais sintomas, explica a obstetra Flávia Aguiar. "Algumas mulheres não têm sintomas. Aquelas que têm alterações discretas nos níveis dos hormônios têm o que a gente chama de hipotireoidismo subclínico. O diagnóstico vai ser feito baseado somente na alteração dos níveis hormonais", afirma.

A solução, de acordo com especialistas, está no acompanhamento médico pré-natal e no exame de sangue, que vai apontar se o nível hormonal está adequado. A avaliação é primordial sobretudo para gestantes com mais de 30 anos, com histórico familiar de hipotireoidismo, diabéticas ou com outras doenças autoimunes, mulheres que passaram por abortos ou partos prematuros, entre outros casos apontados de alto risco.

"É muito importante fazer esse diagnóstico. Quando os níveis de hormônios tiroidianos são normalizados, a gestação transcorre normalmente, o bebê tem o desenvolvimento adequado, ela pode ter parto normal, pode amamentar. Se há um hipotireoidismo não diagnosticado ou que não se consegue um bom controle, pode realmente haver uma repercussão pra mãe e para o bebê", alerta a obstetra.

 

 

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2017/02/estudo-da-usp-aponta-hipotireoidismo-em-57-das-mulheres-gravidas.html

17 outubro 2016

Depressão pós-parto (DPP)

É uma forma de depressão que afeta mulheres após terem dado à luz a um bebê. Estima-se que cerca de 60% das novas mães passam por uma forte melancolia após o parto conhecida internacionalmente como baby blues. No Brasil cerca de 40% desenvolvem depressão sendo que 10% apresentem a sua forma mais severa. Recomenda-se que uma psicoterapia seja iniciada o mais rápido possível.

A depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto. Raramente, pode ocorrer uma forma extrema de depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto.

Acreditava-se que somente as mães sofriam desse mal, no entanto, novos estudos mostram que elas também podem afetar os pais.

Depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou uma fraqueza. Se você tem depressão pós-parto, o tratamento imediato pode ajudar a gerir os seus sintomas e desfrutar de seu bebê.

 

Causas:

A depressão pós-parto, assim como a maioria dos transtornos psicológicos, tem como causas fatores biológicos, psicológicos e sociais. Caso a mãe já apresente depressão antes do parto é provável que ocorra seu agravamento. As grandes alterações hormonais durante a gravidez e a diminuição após o parto são um dos principais responsáveis, porém existe uma clara relação entre o suporte social principalmente do parceiro e família, do planejamento da gravidez, de problemas de saúde da criança, dificuldade em voltar ao trabalho, dificuldade sócio-econômica e estado civil com a presença e gravidade da depressão.

 

Incidência:

No Brasil estudos mostram uma prevalência por volta de 40%, enquanto a americana de 60%.

 

Sintomas:

Alguns dos sintomas mais comuns são:

   Tristeza;

   Desesperança;

   Baixa auto-estima;

   Culpa;

   Anedonia;

   Distúrbios de sono;

   Distúrbios na alimentação;

   Cansaço e falta de energia;

   Desinteresse sexual;

   Aumento na ansiedade;

   Irritabilidade;

   Sentimento de incompetência;

    Isolamento social.

 

Tratamento:

Pode ser tratada com Inibidor seletivo de receptação de serotonina, porém como a maioria dos antidepressivos passam para o leite materno é necessário o uso de substitutos adequados. Logo a psicoterapia é o tratamento mais recomendado. Para mães que preferem resultados mais rápidos a terapia cognitivo-comportamental e a terapia analítico-comportamental demoram por volta de 6 meses.

Uma alimentação adequada, rica em Ômega 3 e sais minerais, e exercícios também são importantes para melhorar o humor e a saúde em geral.

Não há uma única causa para depressão pós-parto. Fatores físicos, emocionais e de estilo de vida podem influenciar de alguma forma no surgimento da doença.

 

Mudanças físicas:

Após o parto, ocorre uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de depressão pós-parto. Outro hormônio produzido pela glândula tireoide também pode cair bruscamente - o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor.

 

Fatores emocionais:

Quando você está privado de sono e sofrendo algum tipo de estresse ou pressão psicológica, você pode ter problemas para lidar com situações do dia a dia. A mãe também pode se sentir menos atraente ou sentir que perdeu o controle sobre sua vida. Qualquer um desses fatores pode contribuir para a depressão pós-parto.

No caso dos homens, a depressão pós-parto pode surgir por conta da preocupação com sua própria capacidade de educar um recém-nascido. A ansiedade em prover uma boa vida para a criança, o aumento das responsabilidades e o suporte que se deve dar ao parceiro (a) estão entre as causas do problema. Apesar de essas causas serem comuns nos pais, também podem ocorrer com as mães.

 

Estilo de vida:

Muitos fatores de estilo de vida podem levar à depressão pós-parto, incluindo um bebê exigente, dificuldade de amamentação, filhos mais velhos com ciúmes, problemas financeiros, falta de apoio do parceiro ou de outros entes queridos.

Fatores de risco:

-   História de depressão pós-parto anterior;

-   Falta de apoio da família, parceiro e amigos;

-   Estresse, como um recém-nascido doente, problemas financeiros ou problemas familiares;

-   Limitações físicas anteriores ou após o parto;

-   Depressão durante a gravidez;

-   Depressão anterior;

-   Transtorno bipolar;

-   História familiar de depressão ou transtorno bipolar;

-   História de desordem disfórica pré-menstrual (PMDD), que é a forma grave de tensão pré-menstrual (TPM);

-   Violência doméstica, que podem aumentar durante a gravidez e quando um casal está se ajustando a um novo bebê. Se o seu parceiro é violento ou emocionalmente abusivo, você e seu bebê estão fisicamente em risco, e você tem um maior risco de depressão pós-parto. Procure ajuda se possível.

-   Perder ou ganhar peso;

-   Vontade de comer mais ou menos do que o habitual;

-   Dormir muito ou não dormir o suficiente;

-   Inquietação ou indisposição;

-   Cansaço e energia;

-   Sentimento de indignação ou culpa;

-   Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões;

-   Ansiedade e excesso de preocupação.

 

Psicose pós-parto:

Existem também o risco de psicose pós-parto, estimado entre 2 e 4 a cada 1000 partos. Muito mais grave que a depressão, na psicose a perda de contato com a realidade que pode incluir alucinação, delírios, fala desorganizada, humor instável, medo patológico e comportamentos violentos contra si e contra os outros. Pode ser necessário a internação.

Esta condição grave é mais susceptível de afetar as mulheres que têm distúrbio bipolar ou histórico de psicose pós-parto. Os sintomas, que começam geralmente durante as primeiras três semanas após o parto, incluem:

   Sentir-se desconectada com seu bebê e com as pessoas em seu entorno

   Sono perturbado, mesmo quando o bebê está dormindo

   Pensamento extremamente confuso e desorganizado, aumentando o risco de prejudicar o bebê, a si mesma ou qualquer pessoa

   Mudanças drásticas de humor e comportamento bizarro

   Extrema agitação ou inquietação

   Alucinações, que pode ser visuais, auditivas, olfativas ou pode contato

    Pensamento delirante que não se baseia na realidade.

 

Diagnóstico:

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Americana de Psiquiatria considera depressão pós-parto um subtipo de depressão maior. De acordo com o manual, para depressão pós-parto ser diagnosticada, os sinais e sintomas da depressão devem se desenvolver dentro de quatro semanas após o parto. Sinais de um episódio depressivo incluem, em parte:

    Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias;

    Redução de interesse e prazer nas atividades;

    Mudança significativa no apetite ou mudança inesperada no peso;

    Incapacidade de dormir (insônia) ou sonolência excessiva (hipersonia);

    Agitação ou movimentos mais lentos;

    Fadiga ou falta de energia;

    Sentimentos de inutilidade;

    Capacidade reduzida de pensar, concentrar-se ou tomar decisões;

    Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Para distinguir entre um caso de curto prazo e uma forma mais grave de depressão, o médico ou médica pode pedir para você preencher um questionário de triagem de depressão. Além disso, o médico provavelmente irá realizar exames de sangue para determinar se uma disfunção da tiroide está contribuindo no quadro.

Se há histórico pessoal de depressão, depressão pós-parto, psicose pós-parto ou transtorno bipolar, é importante acompanhar com o médico ou médica de perto antes mesmo dos sintomas começarem. Alguns especialistas sugerem que as mulheres de alto risco tenham seu primeiro check-up pós-natal três ou quatro semanas após o parto, em vez das habituais seis semanas.

 

Tratamento:

Medicamentosos:

-   Os antidepressivos são frequentemente utilizados, geralmente em combinação com a orientação e suporte.

-   Os antidepressivos são normalmente utilizados durante pelo menos seis meses.

-   Inibidores seletivos da receptação de serotonina

-   Antidepressivos tricíclicos

Psicoterapia

O aconselhamento ajuda a prevenir e tratar a depressão pós-parto e depressão durante a gravidez. Para melhorar o sucesso do tratamento, ambos os pais devem tentar participar.

   Terapia cognitivo comportamental ajuda a tomar conta da maneira como você pensa e sente.

   Aconselhamento interpessoal fornece suporte emocional e ajuda na resolução de problemas e definição de metas.

Terapia hormonal

A reposição hormonal pode ajudar a neutralizar a queda rápida nos níveis de estrogênio que acompanha o parto, aliviando os sintomas de depressão pós-parto em algumas mulheres. Entretanto, ainda não é comprovado que a terapia hormonal possa prevenir ou tratar a depressão pós-parto. Tal como acontece com os antidepressivos, é importante pesar os riscos e benefícios potenciais do tratamento com terapia hormonal.

 

Psicose pós-parto:

Psicose pós-parto requer tratamento imediato, muitas vezes no hospital. Quando a segurança da paciente está garantida, uma combinação de medicamentos - como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor - pode ser usado para controlar os sintomas. Às vezes, a eletroconvulsoterapia é recomendada também.

O tratamento para a psicose pós-parto pode afastar a mãe do bebê por muito tempo e tornar a amamentação difícil, e alguns medicamentos utilizados para tratar a psicose pós-parto não são recomendados para mulheres que estejam amamentando.

 

Complicações:

Se não for tratada, a depressão pós-parto pode interferir com o vínculo mãe-filho e causar problemas familiares. Filhos de mães que têm depressão pós-parto não tratada são mais propensos a ter problemas de comportamento, como dificuldades para dormir e comer, crises de birra e hiperatividade. Os atrasos no desenvolvimento da linguagem são mais comuns também.

Depressão pós-parto não tratada pode durar meses ou mais, por vezes tornar-se um distúrbio depressivo crônico. Mesmo quando tratada, depressão pós-parto aumenta o risco de futuros episódios depressivos.

 

Prevenção:

-   Manter uma alimentação saudável,

-   Fazer exercício físico e receber apoio na medida do possível.

-   Evitar uso álcool e outras drogas.