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18 julho 2016

Suplementos vitamínicos na gravidez são 'perda de tempo', diz estudo.



O consumo de suplementos vitamínicos durante a gravidez é um desperdício de dinheiro porque a maioria das futuras mães não precisa deles. Pelo menos de acordo com uma nova pesquisa publicada pela revista eletrônica especializada Drug and Therapeutics Bulletin.

O estudo alega que uma análise dos produtos e dados disponíveis mostrou que eles não melhoram a saúde de gestantes e fetos, mas que mulheres grávidas deveriam manter o consumo de ácido fólico e vitamina D, além de manter uma dieta saudável.

Segundo os pesquisadores envolvidos, o consumo de 400 mcg de ácido fólico por dia pode comprovadamente proteger o feto contra anomalias no cérebro e na coluna vertebral, ao passo que uma dose diária de 10 mcg de vitamina D é recomendada para que mãe e bebê tenham ossos saudáveis.

Mas o excesso de vitamina A, por exemplo, pode causar danos ao feto.

'Comendo por dois'

No estudo, os pesquisadores dizem que grávidas podem se sentir coagidas a comprar suplementos multivitamínicos caros, mas que elas precisam resistir ao marketing das empresas.

"Os únicos suplementos recomendados para todas as mulheres durante a gravidez são ácido fólico e vitamina D, disponíveis a custos relativamente baixos", diz o estudo.

Janet Fyle, do Royal College of Midwives, insitituição que forma enfermeiras-parteiras, acrescentou ainda que mulheres não precisam "comer por dois".

"Encorajamos gestantes a ter uma dieta saudável e variada, incluindo frutas e legumes e frescos, além do suplemento de ácido fólico. Comer por dois é um mito. É necessária apenas uma quantidade balanceada de comida".

A Health Food Manufacturers' Association, entidade que representa a indústria dos suplementos alimentares no Reino Unido, contestou a pequisa e insiste que uma proporção significativa de mulheres em idade fértil não está obtendo nutrientes suficientes apenas com o que consomem no dia a dia.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36772714











16 maio 2016

Coração e pulmão artificiais salvam vidas de gestante com gripe H1N1 e seu bebê

Técnica foi utilizada pela primeira vez na América do Sul evitando a interrupção da gravidez.

Grávida de sete meses, Isabella Villela, de 30 anos, contraiu a gripe H1N1 e ficou uma semana entre a vida e a morte. Uma técnica em que equipamentos executam as funções de pulmões e coração foi o que salvou mãe e bebê, no CTI de um hospital no Rio de Janeiro.

Na América do Sul, esta foi a primeira vez que a chamada Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês) conseguiu evitar a interrupção da gravidez numa paciente com insuficiência respiratória aguda.

"Comecei a tossir e a ter febre baixa, de 38 graus. Tentei resolver em casa, chupando pastilhas. Após três dias procurei os médicos: a tosse piorou tanto e tão rápido que parei de respirar", conta a moça, que desenvolveu pneumonia.

Segundo o Ministério da Saúde, gestantes integram o grupo prioritário para receber vacinas nos postos de saúde durante as campanhas de imunização contra a gripe, como a que está em vigor até o próximo dia 20. Grávidas são quatro vezes mais suscetíveis do que a população em geral a terem complicações severas causadas pelo vírus H1N1.

Na madrugada de 16 de abril, Isabella foi internada no Hospital e Maternidade Santa Lúcia, na Zona Sul da cidade, onde permaneceu por três semanas – uma das quais em coma induzido, submetida à ECMO.

"O sangue circula todo pela máquina e volta 100% oxigenado ao paciente. Além disso, o doente é entubado, para respirar. Estes coração e pulmão 'auxiliares' permitem que o organismo funcione num ritmo mais lento e ganhe força para receber os medicamentos e lutar contra a infecção", explica a médica intensivista Celina Acra, coordenadora do CTI de adultos do hospital.

Riscos

A ECMO, que chegou ao Brasil há menos de dez anos, proporciona a pacientes com problemas cardíacos e pulmonares extremos um aumento de 20% para 60% na chance de sobrevivência, mas também oferece riscos.

"Tentamos duas formas de ventilação mecânica na Isabella, antes de optar pela ECMO, mas não adiantaram. O maior risco da técnica é o de sangramentos", ressalta Celina.

Para que o sangue circulasse pela máquina, foi preciso puncionar duas veias grossas, no pescoço e numa das pernas da gestante, além de ministrar-lhe anticoagulantes, medicamentos usados para evitar a formação de coágulos dentro dos vasos sanguíneos. "O monitoramento é rigoroso, de quatro em quatro horas", afirma a médica.

Outro risco é o de aparecimento, no futuro, de lesões na membrana dos pulmões, induzidas pela quantidade grande de oxigênio fornecida ao paciente. "Oxigênio em excesso é tóxico. Mas se o doente está morrendo, temos que salvar sua vida. Só depois vamos pensar em tratar as lesões, se ocorrerem", declara Celina.

A decisão da equipe foi garantir não apenas a sobrevivência de Isabella, mas também do bebê.

"Dependendo da idade gestacional, é uma opção tirar a criança para salvar a mãe. Mas optamos por não fazê-lo. Como temos maternidade e obstetrícia dentro do hospital 24 horas, tivemos segurança na tomada da decisão", afirma Celina, que coordena equipe de dez médicos no CTI, entre eles Vicente Dantas, Rodrigo Amâncio e Ana Lucia Traiano, que acompanharam Isabella de perto.

Outro responsável pelo caso foi o cardiologista Alexandre Siciliano, coordenador da equipe da ECMO.

"Graças a estes médicos e à rapidez com que adotaram a técnica vou ter meu primeiro filho. Ele virá ao mundo na Santa Lúcia, na primeira quinzena de julho. Meu pequeno Heitor, como eu, é um sobrevivente, um lutador", emociona-se Isabella, psicóloga que vive há cinco anos com Diego, de 30 anos, professor de Educação Física.

Após a alta da moça, os dois decidiram oficializar o casamento, antes da chegada da criança.

Vacina, e nada de automedicação

Isabella não chegou a tomar a vacina contra a gripe. "Quando peguei o vírus H1N1, a campanha ainda não tinha começado. Faço um alerta às gestantes: vão aos postos de saúde ou clínicas tomar a dose. E, caso tenham sintomas, mesmo que leves, não tentem se automedicar. Procurem rapidamente um hospital para não perderem seus bebês", aconselha.

A higienização constante das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, também é uma medida preventiva, mas não dispensa a vacinação.

Segundo estudos analisados por médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, as complicações mais frequentes do H1N1 em gestantes são pneumonia, que causa a maioria das mortes, além de insuficiência renal aguda e edema ou embolia pulmonar. Em relação aos bebês, os problemas que mais surgem são aborto, sofrimento fetal agudo e nascimento pré-termo.

Este ano, o surto de gripe começou antes do esperado no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em fevereiro, ainda em pleno verão, a região Sudeste já apresentava casos. Por isso, 22 Estados brasileiros resolveram antecipar para meados de abril o início da campanha de vacinação, marcado para dia 30 daquele mês.

A imunização continua a ser feita nos postos de saúde pelo menos até o próximo dia 20. Além das grávidas, fazem parte do grupo de maior risco de complicações mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 5 anos, idosos e doentes crônicos.

Este ano, até 23 de abril, foram registrados 1.880 casos de gripe no Brasil, dos quais 1.571 causados pelo vírus H1N1. Deste total, 290 pessoas morreram.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.106) da doença. O Estado com situação mais crítica é São Paulo, com 988 episódios da gripe e 149 óbitos.

 

 

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/05/coracao-e-pulmao-artificiais-salvam-vidas-de-gestante-com-gripe-h1n1-e-seu-bebe.html

13 maio 2016

CONSUMO DE VITAMINA D DURANTE A GESTAÇÃO FAVORECE DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ

 

Tomar alguns minutos de sol todos os dias é a melhor maneira de obter o nutriente.

Bebês cujas mães seguiram a recomendação diária de consumo de vitamina D durante a gestação apresentam maior pontuação em testes de desenvolvimento  de acordo com um estudo espanhol. Especialistas alertam, entretanto, que mulheres adeptas de uma dieta equilibrada e dentro da faixa de peso considerada saudável não têm motivos para se preocupar. A pesquisa foi publicada no periódico Pediatrics.

Cerca de duas mil mães participaram do estudo. Todas tiveram os níveis de vitamina D no organismo medidos durante a gravidez, especialmente no segundo trimestre. Os bebês, por sua vez, foram submetidos a uma bateria de testes com duração de uma hora, aproximadamente. Foram avaliados o desenvolvimento mental e a capacidade psicomotora das crianças.

A equipe de pesquisa do Centre for Research in Environmental Epidemiology, na Espanha, descobriu que bebês cujas mães tinham níveis ideais de vitamina D apresentaram desempenho melhor nos testes do que aqueles com mães que tinham deficiência de vitamina D no organismo. Segundo um dos estudiosos que participou da análise, mulheres acima do peso ou com obesidade eram as mais propensas a ter baixos níveis de vitamina D.

A principal fonte desse nutriente é a luz solar: 10 a 15 minutos sob o sol de duas a três vezes por semana já é o suficiente. A vitamina também pode ser obtida na alimentação, mas o consumo deve ser moderado, já que esses alimentos costumam ser gordurosos.

Alimentos fontes de vitamina D

A recomendação diária de ingestão de vitamina D do U.S. Dietary Reference Intake (DRI) é de 5 a 10 mgc para homens de 13 a 50 anos; de 15 mcg para homens de 51 a 70 anos; 5 mcg para mulheres de 13 a 50 anos e de 10 mcg para mulheres de 51 a 70 anos. Conheça a seguir alguns alimentos ricos nesse nutriente.

Sardinha e atum em lata

Cada 100 g de sardinha contêm 4,8 mcg de vitamina D e a mesma quantia de atum em lata apresenta 6,7 mcg do nutriente. As opções ficam uma delícia em torradas, saladas ou sanduíches.

Fígado de boi

Cada bife de aproximadamente 68 g de fígado de boi contém 0,8 mcg de vitamina D. Embora essa parte da carne não seja muito apreciada, ela pode ganhar novo sabor grelhada ou cozida com ervas naturais.

Ovos

Cada unidade oferece 1,1 mcg de vitamina D, sendo assim, uma fonte riquíssima desse nutriente. Prefira consumi-lo cozido ou assado, já que a versão frita carrega muita gordura.

Queijo cheddar

Cada 100 g de cheddar oferece 0,6 mcg do nutriente. O problema é que ele é extremamente calórico. Prefira ainda as versões artesanais, vendidas em rotisserias, que conseguem preservar parte do valor nutricional do queijo.

16 novembro 2015

MICROCEFALIA

É uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o tamanho típico para a idade do feto ou criança. Também chamada de Nanocefalia, constitui-se no déficit do crescimento cerebral, quer pelo pequeno tamanho da caixa craniana, quer pelo reduzido desenvolvimento do cérebro.

Etiologia:

A microcefalia pode ser congênita, adquirida ou desenvolver-se nos primeiros anos de vida. A microcefalia pode ser provocada pela exposição a substâncias nocivas durante o desenvolvimento fetal ou estar associada com problemas ou síndromes genéticos hereditários.

Diversos fatores podem predispor o feto a sofrer os problemas que afetam o desenvolvimento normal da cabeça tanto durante a gravidez quanto nos primeiros anos de vida. Assim, as causas são divididas em duas categorias:

Congênitas:

    • Consumo de álcool durante a gravidez;
    • Uso de Drogas;
    • Diabetes materna mal controlada;
    • Hipotiroidismo materno;
    • HIV materno;
    • Insuficiência placentária;
    • Anomalias genéticas;
    • Infecções durante a gravidez, especialmente rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose;
    • Doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria;
    • Exposição à radiação durante a gestação;
    • Uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros 3 meses de gravidez;

Além destas, existe suspeita de que doenças como dengue, Zika vírus ou febre chikungunya durante a gestação também estejam ligadas à microcefalia.

Pós-natais:

· Má-formação do metabolismo;

· Síndromes por problemas genéticos (Síndrome de Rett);

· Infecções intra-craneais (encefalite e meningite);

· Intoxicação por cobre;

· Hipotiroidismo infantil;

· Anemia crônica infantil;

· Traumas disruptivos (como AVC);

· Insuficiência renal crônica.

Classificação:

Primária - quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os 7 meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida,

Secundária - quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.

Diagnóstico:

O diagnóstico da microcefalia pode ser feito durante a gestação, com os exames do pré-natal, e pode ser confirmado logo após o parto através da medição do crânio. Exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética ao cérebro também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas consequências para o desenvolvimento do bebê.

Sintomatologia:

Dependendo da causa a microcefalia pode apresentar-se como anomalia isolada ou associada a outros problemas de saúde e síndromes. Sem espaço para o cérebro se desenvolver, é esperado uma sério déficit.

  • Atraso mental;
  • Déficit intelectual;
  • Paralisia;
  • Convulsões;
  • Epilepsia;
  • Autismo;
  • Rigidez dos músculos.

Tratamento:

Apesar de não haver tratamento específico para a microcefalia, podem ser tomadas algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. Normalmente a criança precisa de fisioterapia por toda a vida para se desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.

11 novembro 2015

GESTAÇÃO - SEMANA A SEMANA



HIPERÊMESE GRAVÍDICA

No período da gestação ocorrem várias alterações hormonais, a maioria das grávidas apresenta um quadro de êmese gravídica, ou seja, vômitos durante a gravidez. Essa é uma alteração fisiológica natural da gestante, que pode ser controlada com uma dieta saudável e fracionada.
Já a hiperêmese gravídica é caracterizada por vômitos incontroláveis, durante o período gestacional, provocando desidratação com repercussões sistêmicas, notadamente no fígado. Ambas são mais comuns no primeiro trimestre de gestação, mas dependendo da gravidade podem durar até 20 semanas. Até um 1,5% da população pode sofrer com a doença.

Etiologia:

Vários são os fatores para explicar sua etiologia tais como:
    • Relaxamento fisiológico da musculatura lisa do estômago;
    • A presença de elevados níveis de estrógeno e progesterona na circulação e da gonadotrofina coriônica;
    • Desnutrição seletiva (vitamina A) e o hipopituitarismo;
    • Maior frequência entre adolescentes;
    • Primigestas;
    • Gravidez gemelar;
    • Neoplasia trofoblástica gestacional;
    • Gestações não programadas.

Diagnóstico:

EXAME CLÍNICO:

Na anamnese destaca-se a presença de vômitos com produção excessiva de saliva e com sintomas ligados à expoliação de água e solutos.

EXAME FÍSICO:

  • Observar sinais de desidratação;
  • Confusão mental;
  • Olhos encovados;
  • Hálito cetônico;
  • Icterícia;
  • Febre.


Diagnóstico Laboratorial:

  • Hemograma;
  • Sódio, potássio, glicemia;
  • Enzimas hepáticas;
  • Bilirrubinas;
  • Proteínas totais e frações;
  • Uréia e creatinina;
  •  Função tireoidiana.

Em casos mais graves ou com hematêmese é necessário exame complementares, Endoscópio do esôfago, estômago e duodeno.

Diagnóstico diferencial

• Obstrução intestinal;
• Pancreatite;
• Litíase biliar;
• Úlcera péptica;
• Meningite;
• Hipertireoidismo;

Tratamento:
    • Internação;
    • Hidratação e reposição energética com glicose hipertônica;
    • Reposição de sódio e potássio de acordo com os resultados dos exames laboratoriais;
    • Dieta zero até cessar completamente a sensação de náuseas;
    • Nutrição enteral ou até parenteral em casos graves.


Tratamento complementar:

 - Psicoterapia.

Complicações:

O desequilíbrio hidroeletrolítico e desidratação para a gestante, que podem acarretar em baixo peso e nascimento prematuro do RN.

Prevenção:
    • Evitar alimentos mornos, ácidos ou gordurosos;
    • Dieta fracionada,
    • Evitar estímulos da parte posterior da cavidade oral durante escovação dentária;
    • Não levantar antes de alimentar-se,
    • Evitar esforço físico
    • Dieta fracionada,
    • Evitar longos períodos em jejum.




10 novembro 2015

POLIDRÂMNIO

É o aumento excessivo do volume do líquido amniótico, classicamente considerado quando superior a 2.000 ml. Sua frequência é ao redor de 1% e sua importância se deve ao aumento da morbidade e mortalidade perinatais.

 

Alterações do Volume do Líquido Amniótico

 

    • Aumento acima 95% percentil para idade gestacional
    • Aumento acima 97,5% percentil para IG
    • Volume superior a 2.000 ml
    • Incidência: 0,4 e 1,5% das gestações

 

ETIOLOGIA:

 

Malformação Fetal (50%)

  • SNC: Anencefalia, mielomeningocele, hidrocefalia.
  • TGI (Trato Gastro Intestinal): atresia do esôfago, hérnia diafragmática, estenose do duodeno, pâncreas anular, gastrosquise, onfalocele, fenda palatina.
  • Respiratório: MAC (malformação adenomatóide cística congênita), hipoplasia palatina.
  • Urinárias: doença multicística, tumores renais.
  • Cardíacas: doenças valvares, arritmias cardíacas.
  • Musculoesqueléticas: displasias esqueléticas.

 

Outras Causas Fetais

- Doença Hemolítica Perinatal (DHPN);

- Infecções;

- Hidropisia Não-Imune.

 

Maternas:

  • Diabetes;
  • Aloimunização Rh - Consiste na sensibilização ao antígeno D presente na superfície eritrocitária. Durante a gestação e parto, pequenas quantidades de hemácias fetais podem atingir a circulação materna.

 

Patologias placentárias: Síndrome do transfusor transfundido, corioangioma, placenta circunvalada (não é uma patologia de malformação placentária e sim de inserção da membrana que leva a uma produção aumentada de LA).

 

Idiopática -  (34-63% dos casos)

 

 

CLASSIFICAÇÃO:

 

Quanto ao volume: leve, moderada, acentuada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanto à instalação: aguda e crônica

Aguda: aparecimento rápido (menos que 24h ou poucos dias), mais frequente antes da 24ª sem.

Crônica: desenvolvimento no decorrer da prenhez, mais frequente no terceiro trimestre.

 

DIAGNÓSTICO:

 

O diagnóstico da polidramnia é suspeitado clinicamente:

    • Aumento da altura uterina em relação à idade gestacional;
    • Aumento do ganho ponderal materno;
    • Sobredistensão uterina e dificuldade de palpação das partes fetais e de ausculta dos BCF.
    • Sistematicamente, devem ser pesquisados o Diabetes mellitus e a presença de malformações fetais.
    • De certeza, o diagnóstico é ultra-sonográfico, dado pelo achado do ILA maior que o percentil 95 para a idade gestacional considerada.

 

CONDUTA:

 – Investigar infecções congênitas:

    • Toxoplasmose;
    • Rubéola;
    • Citomegalovírus;
    • Varicela (catapora);
    • Parvovírus B19;
    • HIV (AIDS);
    • Sífilis;
    • Herpes;
    • Hepatite B.

 

- Rastrear diabetes mellitus;

- TS e Teste de Coombs;

- USG morfológico;

Para executar esse segundo método, são feitas algumas medidas dos "bolsões" de líquido em alguns quadrantes determinados no útero, sobretudo o maior bolsão. A soma dos valores determina os padrões que definem o ILA. Assim, os possíveis resultados são:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Ecocardiográfica fetal;

- Estudo citogenetico fetal;

- Teste de kleihauer.

O volume de líquido amniótico aumente no decorre da gestação, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta das 34 semanas em torno de 800 ml e 1 litro, após ele período o volume tende a diminui gradativamente até o nascimento. Quando há indícios de polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros.

Se houver sinais de desconforto materno o esvaziamento deverá ser realizado. O esvaziamento é feito pela amniocentese e através de agulha calibrosa e inserção de cateter ligado a frasco a vácuo.

Recomenda-se a retirada lenta e gradual do líquido amniótico, para evitar a descompressão brusca, podendo levar a riscos maternos e fetais (descolamento prematuro da placenta, choque materno, óbito fetal, etc.). Sugere-se a retirada de cerca de 200 ml/hora (ou cerca de 3 ml/minuto) até a melhora da sintomatologia respiratória materna ou até atingir um total máximo de 500 a 1000 ml. O polidrâmnio volta a se formar e excepcionalmente nova punção pode ser realizada.

No sentido de diminuir a formação de líquido amniótico pode-se empregar o uso drogas medicamentosas, cuja função é diminuir a função renal fetal, não devendo ultrapassar a 34ª semana. Tais cuidados são necessários para evitar complicações temidas do uso de medicamentos na gestação, que é o fechamento precoce do duto arterioso.

Para o parto é recomendável o prévio esvaziamento. Muitas vezes surge quadro de hipossistolia, o que pode ser corrigido com ocitócicos. A via de parto é escolhida de acordo com a indicação obstétrica.

 

Tratamento de acordo com a etiologia

 

  • Corrigir causas maternas;
  • Corrigir causas fetais;
  • Controle do peso materno;
  • Controle altura uterina;
  • Controle circunferência abdominal;
  • Obsevar edema materno;
  • Repouso relativo;
  • Dieta hiperprotéica.

 

COMPLICAÇÕES:

 

    • Dispnéia materna;
    • TPP - Trabalho de parto prematuro;
    • RPM - Rotura prematura das membranas;
    • DPP - Descolamento prematuro de placenta;
    • Prolapso de cordão.

 

 

 

 

29 outubro 2015

PLACENTA PRÉVIA

 

 

 

Placenta prévia é uma complicação obstétrica na qual a placenta está fixada à parede uterina cobrindo parcial ou totalmente o cérvice uterino.

A placenta fica implantada, inteira ou parcialmente, no segmento inferior do útero, a partir da 22.ª semana de gestação.

 

Classificação quanto a sua localização como placenta acreta, increta e percreta.

 

  • Acreta é quando quando está inserida profundamente na decídua – camada interna do útero;
  • Increta quando chega a musculatura uterina;
  • Percreta quando ultrapassa a musculatura uterina podendo invadir até órgãos adjacentes, como a bexiga.

 

O acretismo placentário é uma patologia não muito frequente, afetando cerca de 1 a cada 2.500 partos. A placenta acreta é muito raramente reconhecida antes do nascimento, sendo muito difícil de ser diagnosticada. Enquanto ela pode causar algum sangramento vaginal durante o terceiro trimestre, ela é mais comumente associada com os fatores que desencadeiam a condição.

 

Tipos:

 

Existem Três tipos de placenta prévia. O tipo de placenta prévia define o tratamento mais indicado e se a mãe deve fazer uma cesárea ou poderá optar pelo parto normal.

É importante ressaltar que todos os tipos de placenta prévia podem causar hemorragia intensa em algum momento, implicando na necessidade de cesárea de emergência.

 

 Placenta prévia completa

Þ    Este é o tipo mais grave, com a placenta cobrindo a totalidade do orifício interno do colo do útero. A cesárea é recomendada e, em casos graves, o bebê pode precisar nascer prematuramente.

 

Placenta prévia parcial

Þ    A placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero. Nesse caso, o parto vaginal ainda é possível, mas depende do quanto a placenta está cobrindo a abertura uterina. Se necessário, será feita cesárea.

 

 

Placenta prévia marginal

 

Þ    A placenta prévia marginal acontece quando a parte inferior na placenta encosta nas margens do orifício interno do colo uterino. Qualquer sobreposição durante o parto pode causar pequenos sangramentos. No entanto, partos vaginais são normalmente seguros.

 

 

Causas:

 

Quando ocorre a fecundação do óvulo, este apresenta 2 regiões distintas, uma que vai dar origem ao embrião e a outra que dará origem à placenta. Normalmente, a placentação ocorre na região corporal ou perto do fundo da cavidade uterina, portanto longe do orifício interno do colo uterino. Em alguns casos, essa implantação se dá na porção mais baixa da cavidade uterina, o que pode predispor à ocorrência da placenta de inserção baixa ou mesmo à placenta prévia. Não se sabe exatamente o que causa a placenta prévia. No entanto, os tipos persistentes de placenta prévia têm sido associados com:

®    Cicatrizes do revestimento do útero, como aquelas formadas em cirurgias;

®    Placentas grandes, como aquelas formadas em gestações múltiplas;

®    Mulheres que tem 35 anos ou mais durante a gravidez;

®    Histórico pessoal de placenta prévia.

 

Fatores de risco:

 

v  Idade maior que 35 anos;

 

v  Ter um histórico de abortos múltiplos;

 

v  Gravidez gemelar ou mais (como ele pode exigir a placenta para crescer mais, aumentando a sua área de superfície);

 

v  A fertilização in vitro;

 

v  Uso de drogas;

 

v  Cirurgias e procedimentos, como a dilatação e curetagem  e remoção de miomas uterinos;

 

v  Ter uma placenta prévia aumenta as chances de desenvolver a placenta acreta, increta ou percreta, onde os tecidos da placenta crescer muito profundamente nas paredes uterinas.

 

Sintomas:

 

É comum a placenta prévia não apresentar nenhum sintoma, sendo diagnosticada em exames de rotina. No entanto, podem acontecer alguns sinais de alerta, como:

®    Sangramento indolor, especialmente após a 20- 21 semanas é considerado os sintomas característicos mais importantes, ocorrendo em cerca de 80% de todos os casos.

®    Sangramento na gravidez, principalmente na segunda metade.

®    Sinais de trabalho de parto prematuro, como cólicas abdominais, menor dor nas costas e contrações;

®    Sangramento após relações sexuais;

®    Útero medição maior do que a sua idade gestacional;

®    Bebé restante numa posição transversal da culatra ou devido à falta de espaço no útero mais baixo devido à placenta;

®    No entanto, também é possível ter nenhum sintoma em tudo, com o problema a ser diagnosticada em um exame de ultra-som de rotina.

 

Diagnóstico:

 

Clínico: Clinicamente, pela anamnese, é relatada perda sanguínea por via vaginal, indolor, súbita, de cor vermelho-viva, em geral de pequena quantidade. É episódica, recorrente e progressiva. O exame obstétrico revela volume e tono uterinos normais. Habitualmente, os batimentos cardíacos fetais estão mantidos.

Ultra-sonográfico - Confirma o diagnóstico e a localização placentária. Quando o exame ultra-sonográfico não é possível, o toque não deve ser realizado (precavendo-se contra eventual perda sanguínea placentária maciça) e, de preferência, em ambiente com recursos cirúrgicos.

 

Tratamento:

 

A conduta depende dos seguintes parâmetros:

 

®    Tipo de localização placentária;

 

®    Volume de sangramento;

 

®    Idade gestacional e condições de vitalidade fetal.

 

 

A via de parto dependerá, além das condições maternas, do tipo de placenta prévia.

 

§  Nas marginais, a via preferencial é a vaginal.

 

§  Para as totais a indicação de cesariana, com feto vivo ou morto.

 

§  Para as parciais, há indicação de cesariana.

 

Se a placenta prévia é descoberta no início da gestação, as chances de melhorar por conta própria são altas. A posição da placenta pode mudar à medida que o útero cresce. Assim, até ao final da gravidez, a placenta pode estar no lugar correto.

Caso o diagnóstico aconteça após a vigésima semana de gravidez e não há sangramento, serão necessários alguns cuidados para evitar uma visita de emergência ao hospital:

  • Atividades extenuantes, como corrida ou levantamento de peso;
  • Evite manter relações sexuais;
  • nem coloque nada em sua vagina

Procure ajuda se houver algum sangramento vaginal, pode ser necessária internação. Se a data prevista para o parto está próxima, pode ser feita uma cesárea de emergência, uma vez que o parto vaginal poderia perturbar a placenta e causar hemorragia grave.

 

Complicações possíveis

 

§  Sangramento vaginal grave, que pode ocorrer durante o trabalho de parto ou nas primeiras horas após o parto.

 

§  Parto prematuro, uma vez que hemorragias graves podem requerer cesárea de emergência.

 

Prevenção:

Como as causas de placenta prévia não são conhecidas, não é possível prevenir o problema. O ideal é fazer o acompanhamento pré-natal e informar qualquer  alteração ou sangramento durante a gravidez.