11 julho 2017

SANGUE NOVO PODE REVERTER EFEITOS DA VELHICE, APONTA PESQUISA

Diz a lenda que Kim Jong-Il e Keith Richards já tentaram. O primeiro já está morto, mas o segundo não só está vivo, como acaba de anunciar uma nova turnê.

Sim, o que sempre pareceu um mito até certo ponto bobo talvez funcione mesmo: sangue novo pode ajudar a rejuvenescer.

Os experimentos funcionaram da seguinte maneira: dois ratos de laboratório, um novo e outro velho, passaram a compartilhar o mesmo sistema circulatório. Com o passar do tempo, o número de células-tronco do roedor idoso aumentou e os cientistas ainda observaram um crescimento de 20% nas conexões entre células cerebrais.

Quer dizer, o o envelhecimento começou a ser revertido. O estudo ainda não foi oficialmente publicado, mas o doutor Saul Villeda apresentou os resultados da pesquisa durante o encontro anual da Society For Neuroscience, que ocorreu entre os dias 13 e 17 de outubro, em Nova Orleans, nos EUA.

Aparentemente, a recíproca é verdadeira. Testes mostraram que ratos jovens também passam a envelhecer mais rápido com sangue idoso. A prerrogativa é tentadora e dá margem à diversas suposições, das mais infantis às mais sádicas, mas ainda é cedo para afirmar que humanos poderão se beneficiar da descoberta. Isso não significa que os pesquisadores estão pessimistas. Quando perguntado se acreditava na possibilidade, Villeda afirmou que, cada vez mais, a resposta era sim – e que há quatro anos ele seria taxativo em dizer não. Bom sinal.

O problema é que, pelo menos até agora, os cientistas não conseguiram apontar exatamente como funciona esse processo todo, e nem a causa dele. O mais provável é que, uma vez que essas respostas sejam encontradas, as substâncias responsáveis pelo rejuvenescimento sejam isoladas e aproveitadas separadamente. Isso significa que, dificilmente, doar sangue pra sua avó vai torná-la (novamente) aquela beldade dos anos 60.



Abortamento


Interrupção da gravidez antes das 20 - 22 semanas de gestação ou expulsão do feto com menos de 500gr. Pode ser espontâneo ou provocado (quando medicamento ou manobra, o induziu).


Incidência:

15% de todas as gestações terminam espontaneamente entre a 4ª e 20ª semana de gestação. Antes de 4 semanas estas cifras são mais elevadas (40a 45%), porém não se faz o diagnóstico.

Em ¾ das observações os abortos são precoces (até 12 semanas) e, na parcela restante, rotulado tardio (após 12 semanas).


Etiologia:

  • Causas embrionárias ou fetais - Cromossomopatias (principal causa de abortamentos precoces);

  • Ovopatias;

  • Causas maternas - Ginecopatias; Doenças Sistêmicas; Infecções; Fatores Hormonais; Mecanismos Imunológicos; Traumatismos e outros.


Propedêutica:

  • Presença de gravidez (História Clínica, ßHCG e USG);
  • Volume uterino (USG e Toque combinado);
  • Perdas Vaginais (sangramento ou partes fetais);
  • Características cervicais (dilatação);
  • Exame especular (constatar a origem intra-uterina do sangramento).


Exames complementares:

  • Tipagem Sanguínea - Hemograma completo (rastrear perdas e processo infeccioso); - Beta HCG sérico;
  • Ultra-sonografia (vitalidade do concepto, presença de restos ovulares, idade gestacional).
  • Diagnóstico diferencial:
  • Doença Trofoblástica Gestacional
  • Gravidez ectópica
  • Patologias benignas do trato genital inferior (lacerações do colo ou vagina, erosões cervicais, pólipos)
  • Patologias malignas (que causem sangramento, principalmente do colo uterino).


Tipo de abortamento:

Ameaça de aborto

  • Sangramento genital de intensidade variada e dor em baixo ventre.

  • Ao exame: colo fechado, útero de volume compatível com a idade gestacional.


Abortamento em curso

Sangramento genital e dor pélvica tipo cólica (ambos de intensidade variável). Ao exame: fundo uterino compatível com idade gestacional, colo uterino dilatado, tocando-se por vezes parte do ovo.


Aborto incompleto

  • Perda sanguínea e dor tipo cólica (ambos de intensidade variável).

  • Ao exame: colo uterino aberto, identificação de restos ovulares ao toque, fundo uterino menor que o esperado para a idade gestacional.


Aborto Completo

  • História clínica retrospectiva: paciente informa sangramento e cólicas, expulsão de material embrionário e logo após diminuição ou cessação da sintomatologia.

  • Ao exame: colo uterino fechado, útero menor que o esperado para a idade gestacional, sangramento ausente ou em dedo de luva. Diagnóstico confirmado através de ultrassonografia.


Aborto retido

- Na maioria das vezes, achado ultra-sonográfico. Paciente pode referir desaparecimento abrupto dos sinais e sintomas próprios da gravidez.

- Ao exame: útero pode se apresentar compatível ou menor que o esperado para a idade gestacional; sangramento se presente, discreto; colo fechado.

- Em gestações incipientes se aconselha a realização de ultrassonografia e dosagem sérica de Beta HCG seriados para confirmar o diagnóstico (tempo em que a maioria dos casos se resolve espontaneamente).


Aborto infectado

  • Qualquer das formas do abortamento, acompanhadas por febre, fluxo vaginal com odor fétido e dor à mobilização uterina.

  • Podemos também observar: Sudorese e calafrios, Taquicardia, Taquisfigmia e Taquipnéia; Cianose; Icterícia; Agitação; Hipotensão e Choque, dependendo da gravidade.

  • O útero geralmente se encontra amolecido; poderá haver sinais de irritação peritonial (abdome agudo infeccioso). Grito de Douglas - pensar em abscesso em fundo-de-saco.


Tratamento:

Ameaça de aborto

  • Tratamento ambulatorial exceto em situações de sangramento de vulto.

  • Aconselha-se: repouso, abstinência sexual, antiespamódicos caso necessário, apoio emocional.


Abortamento em curso

  • Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).

  • Repor perdas, caso necessário.

  • Promover analgesia.

  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se praticando o esvaziamento uterino após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).


Aborto incompleto

- Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).

- Repor perdas, caso necessário.

- Esvaziamento uterino.Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D.


Aborto completo

- Expectação em nível ambulatorial.


Aborto retido

  • Internamento, em gestações superiores a 12 semanas, realizar estudo da coagulação.

  • Indução do trabalho abortivo.

  • Esvaziamento uterino, que só deve ser realizado após a expulsão do concepto, caso a gestação seja superior a 12 semanas

  • Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).


Aborto infectado

  • Internamento, solicitação de: Hemograma Completo, Tipagem Sanguínea, Estudos da Coagulação, Sumário de Urina.

  • Uréia, Creatinina, Bilirrubinas (total e frações), nos casos mais graves (suspeita de peritonite e/ou septicemia).

  • Punção de veia de grosso calibre com agulha calibrosa (reposição de líquidos e hemoderivados caso necessário).

  • Cateterismo vesical com sonda de Foley nos casos mais graves.

  • Hidratação com Solução Fisiológica 0,9% (manter diurese > 30 ml/hora).

  • Iniciar antibioticoterapia de largo espectro (anaerobicida + aminoglicosídeo, caso necessário acrescentar ampicilina - ação contra enterococos)

  • Providenciar esvaziamento uterino de acordo com a evolução do quadro abortivo.

  • Administrar substâncias ocitócicas com a finalidade de promover um esvaziamento uterino mais seguro.

  • Manter terapia endovenosa por 24 a 48 horas após o último pico febril.

  • Quadro febril persistente pensar em complicações clínicas (antibioticoterapia inadequada, tromboflebite pélvica) e cirúrgicas (perfuração uterina, abscessos).

  • A laparotomia deve ser reservada para casos graves (massas anexiais, perfuração uterina, sepse, gangrena uterina), sempre pensar na possibilidade da realização de histerectomia total e por vezes pode também se tornar necessário a ablação dos anexos.

  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se deve manipular a cavidade uterina após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM)


Indução:

  • MISOPROSTOL - 200mcg (1 comprimido) por via vaginal a cada 6 horas; procurar depositar o comprimido no fundo do saco posterior.

  • OCITOCINA - 20 U (4 ampolas) associadas em 500 ml de solução fisiológica ou glicosada a 5%, infundindo 8 gotas/min, aumentando 4 gotas a cada hora até se atingir a atividade contrátil uterina.

Observação: extrema cautela durante a utilização de substâncias ocitócicas, principalmente naquelas pacientes com história de cicatriz uterina anterior.


Técnicas de esvaziamento uterino:


Curetagem uterina

Realizada manualmente, com a introdução dos dedos indicador e médio envolvidos em gaze através do colo uterino, procurando remover restos placentários. Indicada em casos de abortos tardios com útero volumoso e permeabilidade total do colo uterino. Na maioria das vezes se torna necessário a complementação com curetagem mecânica.


Curetagem mecânica

  • Esvaziamento vesical;

  • Posição adequada;

  • Anestesia;

  • Assepsia e anti-sepsia da genitália;

  • Toque bimanual (volume e posição do corpo uterino, condições cervicais);

  • Inserção de especulo, exposição e pinçamento do colo uterino;

  • Dilatação instrumental do colo, caso necessário (Velas de Hegar); - Utilização da pinça de restos;

  • Seleção das curetas;

  • Raspagem no sentido horário;

  • Retirar a cureta o menos possível;

  • Atenção para o fundo uterino e cornos uterinos;

  • Empunhadura cuidadosa da cureta;

  • Uso de uterotônicos;

  • Anatomia Patológica em casos suspeitos de doença trofoblástica gestacional.


Aspiração manual intra-uterina (AMIU)

Método de preferência para a prática do esvaziamento uterino, importante passo para a Humanização do tratamento do aborto;

Em relação à curetagem mecânica, apresenta as seguintes vantagens:

  • Possibilidade de ser realizada em nível ambulatorial;

  • Menor tempo de hospitalização;

  • Mais rápida;

  • Menos traumática;

  • Menor incidência de perfuração;

  • Menor sangramento;

  • Menor incidência de infecção.


Histerotomia

Indicação restrita a casos extremos onde exista impossibilidade de esvaziamento através do colo uterino; mortalidade maior em 44 vezes quando comparado com dilatação e curetagem no primeiro trimestre.


Complicações:

- Perfuração uterina (1;111 a 1:2500)

- Lacerações cervicais;

- Lesões estruturais do Orifício Interno do colo uterino;

- Dano ao endométrio;

- Sinéquia uterina;

- Infecção.


Conduta na perfuração uterina:

  • Não manipular com pinça de restos;

  • Concluir a curetagem delicadamente;

  • Utilizar substâncias ocitócicas;

  • Monitorizar a paciente clinicamente e laboratorialmente (hemograma);

  • Antibioticoterapia profilática;

Caso apresente sinais de abdome agudo a laparotomia é indicada com a finalidade de se praticar a histerorrafia e pesquisar lesões em órgãos vizinhos.

Quando necessário o esvaziamento pode ser completado através da lesão uterina antes de se praticar a histerorrafia.


Antibioticoterapia no aborto infectado/antibiótico dose administração duração

  • Gentamicina 1,5 mg/kg a cada 8 horas EV, IM - 7-10 dias

  • Clindamicina 600 a 900 mg a cada 6 horas EV - 7-10 dias

  • Amicacina 15 mg/kg/dia a cada 12 horas IM, EV - 7-10 dias

  • Metronidazol 500 mg a 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias

  • Ampicilina 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias





Vulvovaginite

Vulvovaginite é inflamação ou infecção da vulva e da vagina, que também pode ser chamada de vulvite ou vaginite. É uma condição comum que afeta pessoas de todas as idades.

Etiologia:

A vulvovaginite tem uma variedade de causas dentre elas podemos destacar:

Infecciosas:

  • Vaginose bacteriana;

  • Candidíase e Tricomoníase.

Inflamatórias:

  • Vaginite atrófica;

  • Corpo estranho;

  • Vaginite inflamatória descamativa;

  • Vaginite citolítica.

Não-infecciosas:

  • Química ou outro irritante;

  • Alérgica;

  • Dermatite de contato;

  • Traumática;

  • Colagenoses e dentre outras.

Quadro clínico:

  • O corrimento principal manifestação da vulvovaginite, deve ser caracterizado quanto à cor, consistência, quantidade, viscosidade, odor;
  • Coceira ou irritação vaginal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento vaginal.

As características do corrimento vaginal podem indicar o tipo de vaginite.

  • Vaginose bacteriana: corrimento de odor fétido brancoacinzentado. O odor, muitas vezes descrito como cheiro de peixe, pode ser mais óbvio após a relação sexual;
  • Infecção por fungos: o principal sintoma é a coceira, mas você pode ter um corrimento branco e espesso que se assemelha ao queijo cottage;
  • Tricomoníase: pode causar um corrimento amarelo, espumoso, por vezes esverdeado.

Fatores de risco:

- Alterações hormonais, tais como aquelas decorrentes da gravidez, uso de pílulas anticoncepcionais ou menopausa;

- Atividade sexual;

- Diabetes;

- Ter uma doença sexualmente transmissível;

- Uso prolongado de medicamentos, como antibióticos e esteroides.

Diagnóstico:

  • Anamnese e exame físico;

  • Exames laboratoriais;

  • O diagnóstico etiológico de certeza só será confirmado com exame bacterioscópico e cultura;

  • O antibiograma pode auxiliar a orientação terapêutica; principalmente em casos de quadros de etiologia bacteriana e/ou resistência ao tratamento convencional.

Tratamento:

O tratamento da vulvovaginite dependerá da sua causa e do resultado das análises laboratoriais realizadas.

Prevenção:

  • Tenha uma dieta equilibrada;
  • Controle o diabetes;
  • Evite o uso desnecessário de antibióticos;
  • Tenha bons hábitos de higiene íntima;
  • Após a micção, limpe a vagina em um movimento de frente para trás, evitando assim a propagação de leveduras ou bactérias do ânus para a vagina ou trato urinário
  • Use roupas íntimas de algodão e evite tecidos sintéticos. Isso ajuda a manter a área arejada e evita a proliferação de bactérias e fungos;
  • Evite roupas apertadas;
  • Não faça duchas íntimas nem use desodorantes pós, ou perfumes na área genital. Esses itens podem alterar o equilíbrio normal de organismos da vagina;
  • Mantenha hábitos de sexo seguro.



07 julho 2017

Sexo oral e relações sem camisinha estão disseminando supergonorreia, diz OMS

O sexo oral está produzindo uma perigosa forma de gonorreia, e o declínio no uso da camisinha está ajudando a espalhar a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade alerta que se alguém contrai gonorreia, agora ela é muito mais difícil de tratar - em alguns casos, impossível. Isso porque a infecção sexualmente transmitida (IST) está rapidamente desenvolvendo resistência a antibióticos. Especialistas dizem que a situação está "bastante sombria" com poucos medicamentos à vista.

Em torno de 78 milhões de pessoas contraem ISTs por ano e elas podem causar infertilidade em casos não tratados. A OMS analisou dados de 77 países que mostraram que a gonorreia resistente a antibióticos se espalhou por várias nações.

Teodora Wi, da OMS, conta que foram encontrados três casos - no Japão, França e Espanha - onde a infecção era simplesmente intratável. "A gonorreia é uma bactéria muito esperta, toda vez que você introduz uma nova classe de antibióticos para tratá-la, a bactéria adquire resistência", afirma.

A grande maioria das infecções de gonorreia ocorre em países pobres onde a resistência (aos antibióticos) é ainda mais difícil de detectar.

Sexo oral

A gonorreia pode infectar as genitais, o reto e a garganta, mas a que mais preocupa agentes de saúde é essa última.

Wi explica que a gonorreia na garganta aumenta as chances de o micro-organismo desenvolver resistência a antibióticos, já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo repleta de bactérias - entre as quais algumas que desenvolveram a resistência a drogas.

"Quando você usa antibióticos para tratar infecções como uma dor de garganta normal, isto se mistura com as espécies Neisseria (do mesmo gênero da bactéria da gonorreia) na sua garganta o que resulta em resistência", segue Wi.

A propagação da bactéria da gonorreia no ambiente através do sexo oral pode levar a uma supergonorreia.

Wi diz que nos Estados Unidos a resistência (ao antibiótico) decorreu do tratamento da infecção de faringe "de homens que faziam sexo com homens".

E a redução do uso de camisinhas pode ajudar à dispersão da infecção.

O que é gonorreia?

A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoea. A infecção se espalha através do sexo desprotegido, tanto vaginal, como oral e anal.

Entre os infectados, um em dez homens heterossexuais, além de mais de três quartos das mulheres e de homens gays não têm sintomas facilmente reconhecidos.

Mas os sintomas podem incluir uma secreção verde ou amarela a partir dos órgãos sexuais, dor ao urinar e sangramentos esporádicos. Infecções não tratadas podem levar a infertilidade, doença inflamatória pélvica e podem ser transmitidas para o bebê durante a gravidez.

A OMS está cobrando que países monitorem a dispersão da gonorreia resistente e invistam em novas drogas.

"A situação é bastante sombria", comentou Manica Balasegaram, da Parceria Global de Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos. "Há apenas três drogas sendo produzidas e não há garantia de que nenhuma vá de fato funcionar".

E, segundo a OMS, vacinas vão ser necessárias para interromper a dispersão da gonorreia.

"Desde a introdução da penicilina, que garante uma cura rápida e confiável, a gonorreia desenvolveu resistência a todos os antibióticos", explicou Richard Stabler, da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical.

"Nos últimos 15 anos, a terapia precisou ser trocada três vezes por conta do aumento das taxas de resistência no mundo. Estamos agora num ponto em que estamos usando as drogas como último recurso, mas há sinais preocupantes de falha no tratamento devido a cepas resistentes."



http://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/sexo-oral-e-rela%C3%A7%C3%B5es-sem-camisinha-est%C3%A3o-disseminando-supergonorreia-diz-oms/ar-BBDWOce?li=AAggXC1

21 junho 2017

Cientistas encontram fator que pode ajudar a diminuir as dores do herpes zoster

Descoberta poderá ajudar no tratamento do herpes zóster, eliminando as dores provocadas pelo vírus; conheça mais sobre a doença e como evita-la

Um novo aliado no tratamento do herpes zóster foi desenvolvido por cientistas. Os pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) da USP descobriram como é gerada a dor aguda em pacientes que sofrem dessa condição que, geralmente, acabam desenvolvendo dores crônicas.

Em um estudo que analisou o comportamento de camundongos infectados com o vírus do herpes simples (HSV-1), que age de maneira semelhante ao do Varicela zoster - causador do herpes zóster -, foi possível perceber uma molécula, conhecida como fator de necrose tumoral (TNF), que, ao ser combatida, poderá evitar a dor herpética. A pesquisa foi publicada na revista Journal of Neuroscience no começo de junho.

“Quando infectamos os camundongos, eles apresentam uma hipersensibilidade dolorosa, pois o vírus chega ao gânglio e promove uma inflamação nesse local. Examinamos vários aspectos dessa inflamação local, como o infiltrado de células, que contém macrófagos e neutrófilos [células de defesa do organismo], e caracterizamos a resposta imune”, explica o pesquisador principal do Crid e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP Thiago Mattar Cunha ao Jornal da USP.

O controle da inflamação é a peça chave para reduzir a dor aguda. No entanto, 40% dos pacientes permanecem sentido dores por até muitos anos, desenvolvendo o que os pesquisadores chamam de dor crônica. “Não se sabe muito bem a explicação para essa neuralgia pós-herpética. Acreditamos que processos envolvidos na dor aguda levam à cronificação dessa dor. Então, se compreendermos a dor aguda, conseguiremos prevenir a pós-herpética”, explica Cunha.

Herpes zóster

Conhecida também como cobreiro, a doença infecciosa é desenvolvida pelo vírus Varicela zoster , que é o mesmo capaz de provocar catapora na infância e está presente em 95% da população. Ele pode permanecer em estado latente ou inativo na coluna espinhal e reativado em pessoas imunossuprimidas ou após o indivíduo completar 50 anos, quando o organismo fica mais suscetível a quedas na imunidade.

Ao ser infectado, há o surgimento de erupções cutâneas, similares às da infecção pelo herpes humano simples. Os sintomas geralmente aparecem nas costas ou no rosto e, em 96% dos pacientes apresentam dor nevrálgica é muito forte, capaz de impedir tarefas cotidianas como tomar banho ou se vestir, e pode continuar mesmo depois que as lesões sumirem, caracterizando a neuralgia pós-herpética.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, a estimativa é de que a cada três pessoas, uma terá a doença em algum momento da vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende cerca de 10 mil internações causadas pelas complicações do vírus, conforme afirma o Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

Tratamento

Geralmente, a cura acontece rapidamente e espontaneamente, mas, atualmente, existem medicamentos antivirais e analgésicos que ajudam a combater a dor e reduzir as lesões para evitar complicações futuras, como cegueira e surdez, caso as erupções surjam no rosto.

Para evitar a doença, a Anvisa liberou, há três anos, uma vacina contra o vírus do herpes zóster, a Zostavax, que é aplicada em pessoas acima de 50 anos, e ajuda a evitar a reativação do vírus e previne a incidência da nevralgia pós-herpética e seus quadros dolorosos. Gestantes não devem receber a imunização.

Por ser uma condição contagiosa, é importante tomar alguns cuidados ao perceber os sintomas da doença. Veja quais são as recomendações:

- Ao notar os sintomas, não demore para procurar um médico. Quanto mais rápido o tratamento, melhores os resultados;

- Sempre lavar as mãos com água e sabão antes e depois de tocar a área infectada;

- Em caso das erupções arrebentarem, cubra o local com gaze para impedir que o líquido contamine outras partes do corpo;

- Evite o contato com crianças e adultos que não tiveram catapora. Mesmo quem já teve está suscetível à doença, mas nesses casos, o risco é ainda maior;

- Em casos de contaminação na região da testa, nariz ou ao redor dos olhos, o herpes zóster pode comprometer a visão seriamente. Por isso, nessas situações procure um oftalmologista o mais urgente possível.

 

 

Fonte: Saúde - iG @ http://saude.ig.com.br/2017-06-19/herpes-zoster.html