03 abril 2017

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

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Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

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De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

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Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como "forçar" esse sentimento.

Mistura de energético com álcool aumenta chances de acidentes, dizem pesquisadores canadenses

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Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o "quarteto da felicidade": endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain ("Hábitos de um cérebro feliz", em tradução livre), explica que "quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem".

"Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim", diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

"Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito."

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma "breve euforia que mascara a dor física", classifica Breuning.

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma "injeção" de endorfina.

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De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

"Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo", disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

"Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão", escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Por que comprei heroína para dar à minha filha dependente

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como "mediadora do prazer".

"Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito", afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina "tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer."

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de "hormônio dos vínculos emocionais" e "hormônio do abraço".

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, "a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro."

"A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte", acrescenta.

or isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma "posição de liderança" nesse "quarteto da felicidade": "É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais."

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando "pequenos passos" e "negociando expectativas" para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

 

http://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792

03 fevereiro 2017

Estudo da USP aponta hipotireoidismo em 57% das mulheres grávidas

Doença pode levar a aborto natural ou afetar desenvolvimento da criança.
Nem todas as mulheres apresentam sintomas; veja como detectar disfunção.

Um estudo da USP de Ribeirão Preto (SP) aponta que 57% das mulheres grávidas desenvolvem o hipotireoidismo, doença causada pela baixa produção de hormônios responsáveis por funções metabólicas essenciais como frequência cardíaca e digestão.

Reconhecida através de sintomas como sono e ganho de peso excessivos, nem sempre manifestados nas pacientes, a disfunção é associada não só a problemas na gravidez, como aborto e descolamento de placenta, mas também a prejuízos futuros à criança.

"Aumenta a chance de o bebê ser pequeno, ter uma restrição de crescimento, aumenta a chance de o bebê ter um atraso no desenvolvimento neurológico dele ao longo da infância. É uma condição que preocupa por causa dessas consequências e ao mesmo tempo é fácil de diagnosticar e fácil de fazer o tratamento", afirma a médica obstetra Flávia Aguiar.

       “O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina"

Lea Maciel,
endocrinologista

Hipotireoidismo e gravidez


Localizada na região do pescoço, a tireoide é uma glândula responsável pela produção de dois hormônios - a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4) - essenciais para o metabolismo e ainda mais importantes na gestação.

Nesse período, a gestante precisa de uma dosagem diária de 250 microgramas de iodo - micronutriente necessário para a síntese desses hormônios -, 100 a mais do que em uma mulher que não está grávida.

Essa diferença, porém, não pode ser compensada apenas por intermédio da alimentação, explica a endocrinologista da USP Lea Maciel. Ao avaliar 191 gestantes atendidas em unidades básicas de saúde, ela constatou que 57% delas têm menos iodo do que o necessário, levando a uma produção deficiente dos hormônios T3 e T4, o hipotireoidismo - diferente do excesso, denominado hipertireoidismo.

"O iodo é importante na síntese dos hormônios tiroidianos maternos, porque esse hormônio passa pela barreira placentária e o feto precisa desse hormônio para o desenvolvimento das estruturas cerebrais já na vida intrauterina", explica.

Diagnóstico


Foi através do sono em excesso e do rápido ganho de peso que Elizabeth Jaskow Mac Micol descobriu ter hipotireoidismo nas duas vezes em que ficou grávida.

"Não tinha vontade de fazer nada, só queria ficar deitada. A coisa não estava do jeito que deveria estar, estava fora do normal", afirma a mãe de um filho de 2 anos e outro de dois meses, que somente conseguiu solucionar o problema por meio de reposição hormonal.

O que Elizabeth sentiu quando esteve grávida representa parte dos sintomas comuns às mulheres que sofrem da baixa produção de T3 e T4.  Indisposição, queda de cabelo, alteração na frequência cardíaca, ressecamento na pele e no cabelo também fazem parte das evidências.

Entretanto, nem todas as pacientes com a disfunção hormonal apresentam tais sintomas, explica a obstetra Flávia Aguiar. "Algumas mulheres não têm sintomas. Aquelas que têm alterações discretas nos níveis dos hormônios têm o que a gente chama de hipotireoidismo subclínico. O diagnóstico vai ser feito baseado somente na alteração dos níveis hormonais", afirma.

A solução, de acordo com especialistas, está no acompanhamento médico pré-natal e no exame de sangue, que vai apontar se o nível hormonal está adequado. A avaliação é primordial sobretudo para gestantes com mais de 30 anos, com histórico familiar de hipotireoidismo, diabéticas ou com outras doenças autoimunes, mulheres que passaram por abortos ou partos prematuros, entre outros casos apontados de alto risco.

"É muito importante fazer esse diagnóstico. Quando os níveis de hormônios tiroidianos são normalizados, a gestação transcorre normalmente, o bebê tem o desenvolvimento adequado, ela pode ter parto normal, pode amamentar. Se há um hipotireoidismo não diagnosticado ou que não se consegue um bom controle, pode realmente haver uma repercussão pra mãe e para o bebê", alerta a obstetra.

 

 

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2017/02/estudo-da-usp-aponta-hipotireoidismo-em-57-das-mulheres-gravidas.html

Composto interrompe produção de proteína ligada ao Alzheimer

Experimentos com camundongos e macacos têm resultados promissores

Em condições normais, a proteína tau ajuda a manter a estabilidade dos axônios, as longas estruturas tubulares que ligam uma das extremidades de um neurônio a outros e por onde ele transmite seus sinais. Em algumas pessoas, no entanto, estas células cerebrais começam a fabricar versões defeituosas da proteína, que vão se acumulando em emaranhados em seu interior e acabam por danificá-la, levando à morte os próprios neurônios que ela deveria ajudar proteger, no que é considerado dos primeiros marcadores biológicos do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer.

Diante disso, cientistas acreditam que, se puderem controlar a produção da proteína, talvez seja possível barrar ou mesmo reverter estes danos, abrindo um novo caminho para o tratamento destas chamadas taupatias. E é justamente isso que fizeram pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington em St. Louis, no estado americano do Missouri. Usando uma nova abordagem que emprega moléculas conhecidas como oligonucleotídeos antissentido, eles conseguiram reduzir a fabricação da tau, e consequentemente a formação de seus emaranhados no interior dos neurônios, nos cérebros de camundongos geneticamente modificados para produzirem versões defeituosas da proteína humana, assim como diminuir os níveis da proteína no sistema nervoso de macacos em um teste subsequente.

- Demonstramos que esta molécula reduz os níveis da proteína tau, prevenindo e, em alguns casos, revertendo os danos neurológicos – destaca Timothy Miller, professor de neurologia na universidade americana e autor sênior de artigo sobre os experimentos, publicado nesta quarta-feira no periódico científico “Science Translational Medicine”. - Este composto é o primeiro que mostrou ser capaz de reverter danos relacionados à tau no cérebro que também tem o potencial de ser usado como uma terapia em pessoas.

Bastidores de um problema

Entenda como as doenças neurodegenerativas afetam o cérebro


Os oligonucleotídeos antissentido funcionam ao interferirem na transmissão de informações para a produção de proteínas pelas células. No processo normal, as instruções para montagem das proteínas contidas no DNA, o material genético no núcleo celular, é transcrita em uma molécula mensageira chamada RNA, que então segue para os ribossomas, as fábricas de proteínas das células, com a “receita” para sua produção. Os oligonucleotídeos antissentido, no entanto, podem ser construídos para se unirem a este RNA e marcá-lo pra destruição antes que chegue aos ribossomas, impedindo assim que as proteínas sejam fabricadas.

Como podem ser desenhados para se ligarem a qualquer “receita” de proteína, os oligonucleotídeos antissentido podem ser usados para atrapalhar a produção de qualquer uma delas. Recentemente, a Administração para Alimentos e Drogas dos EUA (FDA) aprovou o uso destas moléculas para o tratamento de duas doenças neuromusculares, a distrofia muscular de Duchenne e a atrofia muscular espinhal, e estão atualmente em curso ensaios clínicos para seu uso terapêutico contra outros males neurológicos, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença de Huntington.

No experimento da Universidade Washington, os cientistas administraram uma dose de oligonucleotídeos anti-tau nos camundongos geneticamente modificados quando eles estavam com nove meses de idade, época em que os emaranhados da proteína já começaram a danificar seus neurônios, diariamente durante um mês. Quando os animais estavam com 12 meses, os pesquisadores mediram as quantidades de RNA mensageiro da tau, a concentração total da proteína e a presença dos emaranhados em seus cérebros, verificando que elas eram todas significativamente inferiores às verificadas nos camundongos do grupo de controle, tratados com um placebo. Além disso, os níveis totais de tau e a quantidade de emaranhados dos animais tratados eram menores do que os vistos aos nove meses nos camundongos não tratados, o que sugere que o tratamento não só interrompeu como reverteu o acúmulo das proteínas defeituosas.

Os benefícios da terapia com os oligonucleotídeos nos camundongos, no entanto, não pararam por aí. Ao chegarem aos nove meses de idade, esta linhagem de animais geneticamente modificados também já apresenta um visível encolhimento de seu hipocampo, região do cérebro diretamente ligada à formação de memórias, com a progressiva morte neuronal. E embora não tenha sido capaz de reverter estes processos, o tratamento com o composto conseguiu ao menos interrompê-los. Por fim, os camundongos tratados viveram, em média, 36 dias a mais do que os que não receberam os oligonucleotídeos, além de demonstrarem uma melhor capacidade de construir ninhos que os do grupo de controle, o que reflete uma combinação de comportamentos sociais, desempenho cognitivo e capacidades motoras também melhores, funções largamente prejudicadas em pessoas que sofrem com o mal de Alzheimer e outras taupatias.

Animados com os bons resultados nos experimentos com camundongos, os cientistas decidiram então ver se o composto também funcionava em animais mais parecidos com os seres humanos. Para isso, eles trataram grupos de macacos-cinomolgos (Macaca fascicularis) saudáveis, injetando duas doses dos oligonucleotídeos, ou de um placebo, diretamente no fluído cerebrospinal com uma semana de intervalo entre elas, simulando o que poderia ser o protocolo de um tratamento de pacientes humanos. Duas semanas depois, eles mediram a quantidade de proteína tau e seu RNA mensageiro tanto neste líquido, também chamado de cefalorraquidiano ou líquor, quanto no cérebro dos animais, verificando reduções dos níveis nem ambos.

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- O estudo com os macacos nos mostrou a queda da tau no fluído cerebrospinal se correlaciona com menores níveis no cérebro – conta Miller. - Isto é importante porque, se formos avaliar esta abordagem clínica em pessoas, não há uma maneira não invasiva de medir os níveis de tau no cérebro. Assim, esta correlação nos permite usar os níveis da tau no fluído cerebrospinal como um indicativo dos níveis da tau no cérebro.

Miller lembra ainda que altas concentrações da tau não estão associadas apenas ao mal de Alzheimer, mas também a uma série de doenças neurodegenerativas menos conhecidas, como paralisia supranuclear progressiva e degeneração corticobasal, que por isso também poderiam ser tratadas com os oligonucleotídeos anti-tau. Além disso, o composto poderia ser usado como um tipo de profilaxia nos casos de ferimentos traumáticos do cérebro, que também provocam um aumento na produção da proteína e podem levar a demências.

- Os emaranhados de tau estão correlacionados a perdas cognitivas em diversas doenças – destaca. - Esta é uma nova e promissora abordagem para reduzir os níveis de tau, mas ainda temos que testar se ela é segura para pessoas e se ela de fato diminui as concentrações nelas, como foi desenhada para fazer, antes de experimentarmos se ela tem qualquer efeito sobre doenças. Mas tudo que vimos até agora diz que vale a pena investigá-la como um potencial tratamento para pessoas.

 

 

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/composto-interrompe-producao-de-proteina-ligada-ao-alzheimer-20826891

26 outubro 2016

Infecção Puerperal

 

É aquela que se origina do aparelho genital após parto recente. Há necessidade de complementar o conceito de infecção puerperal com o de morbidade febril puerperal, pela eventual dificuldade de caracterizar a infecção que ocorre após o parto.

Morbidade febril puerperal é a temperatura de, no mínimo, 38ºC durante dois dias quaisquer, dos primeiros 10 dias pós-parto, excluídas as 24 horas iniciais.

A infecção puerperal é polimicrobiana e os agentes etiopatogênicos são germes aeróbios e anaeróbios da flora do trato geniturinário e intestinal.

Principais fatores de risco:

  • Amniorrexe e/ou trabalho de parto prolongados;
  • Desnutrição ou obesidade;
  • Manipulação vaginal excessiva (toques);
  • Traumas cirúrgicos;
  • Mas condições de assepsia;
  • Operação cesariana;
  • Debilidade imunológica;
  • Retenção de restos ovulares.

Diagnóstico Clínico das Diferentes Formas de Infecção Puerperal.

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Diagnóstico diferencial da febre puerperal persistente

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US= ultra-sonografia; TC= tomografia computadorizada; RM= ressonância magnética

Conduta

Considerações:

  • Princípios gerais do tratamento clínico, fundamentado na antibioticoterapia e nas complicações (abscessos, tromboflebite pélvica séptica, embolia séptica, distúrbio hidroeletrolítico, obstrução intestinal, insuficiência renal, insuficiência hepática, insuficiência respiratória e distúrbios da coagulação).
  • Sensibilidade bacteriana aos antibióticos.
  • Forma clínica da infecção.
  • Necessidade de tratamento cirúrgico.

Tratamento Medicamentoso

Os esquemas de antibioticoterapia devem ser padronizados em comum acordo entre o Serviço de Obstetrícia e o Serviço ou a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Na maioria das vezes a associação entre antimicrobianos com ação sobre bactérias anaeróbicas e aeróbicas gram negativas habitantes da flora genitourinária e intestinal, resolve a maioria dos casos.

– Iniciar antibioticoterapia de largo espectro utilizando, um anaerobicida (metronidazol ou clindamicina) e um aminoglicosídeo (gentamicina ou amicacina). Se não houver resposta após 24 horas, associar ampicilina ao esquema adotado ou ampliar o espectro antibacteriano com outros antibióticos.

Esquemas terapêuticas:

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Observação:

  • As pacientes deverão permanecer com terapia IV por pelo menos 24 a 48 horas após o último pico febril.
  • A amicacina dá melhor cobertura a bacilos gram-negativos resistentes, sendo mais indicada em pacientes com queda da imunidade.
  • Em pacientes com insuficiência renal, a gentamicina pode ser usada com fator de correção ou substituída por aztreonam.
  • O metronidazol é menos efetivo que a clindamicina na cobertura de gram-negativos anaeróbios resistentes.
  • Evitar o uso terapêutico da droga utilizada na antibioticoterapia profilática.
  • Se o quadro febril da paciente não melhora e não há indicação cirúrgica, há a possibilidade de estar ocorrendo tromboflebite pélvica, que vai acarretar o uso de heparina como teste terapêutico.

Utilização de Heparina:

A heparina clássica é a de alto peso molecular. Pode ser administrada por via endovenosa ou via subcutânea. Dose terapêutica: 5.000 UI IV, seguida de 700 a 2.000 UI por hora, devendo ser feito controle de TTPA de 4/4 horas. O nível terapêutico será atingido quando elevar o TTPA (R) em 1,5 a 2 vezes o valor médio. Após estabilização do TTPA e da dose, o controle laboratorial pode ser diário. As principais complicações do tratamento são a hemorragia e a trombocitopenia.

Profilaxia de embolia pulmonar: heparina de alto peso molecular em doses baixas (5.000 UI, subcutaneo, cada 8 a 12 horas) – não requer controle laboratorial, já que o TTPA não é prolongado. Hoje existem disponíveis heparinas de baixo peso molecular (7.000 daltons), que produzem alterações mínimas nos testes de coagulação e possuem meia-vida mais prolongada – dose diária na profilaxia é de 7.500 UI cada 24 horas.

Tratamento cirúrgico da infecção puerperal

Indicado em determinadas situações ou se o tratamento clínico for insuficiente:

  • Curetagem de restos placentários;
  • Drenagem de abscessos: perineais, da incisão de cesariana;
  • Debridamento de fasciite necrozante perineal e abdominal;
  • Colpotomia: abscesso do fundo de saco de Douglas;
  • Histerectomia total: miometrite e infecção pelo Clostridium welchil;
  • Laparotomia: abscessos entre alças, do espaço parietocólico e subfrênico, ligadura de veia ovariana e veia cava, em caso de tromboflebite pélvica séptica que não responde ao tratamento de antibiótico + heparina.

 

 

 

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24 outubro 2016

Sífilis

Sinônimos: cancro duro

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum.

A sífilis é um mal silencioso e requer cuidados. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

Causas:

A sífilis é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas; 

Transfusão de sangue;

Transplante de órgão,

Transmissão congênita sendo passada de mãe para filho durante a gravidez ou parto.

Só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. Raramente, a doença pode ser transmitida pelo beijo.

Uma vez curada, a sífilis não pode reaparecer – a não ser que a pessoa seja reinfectada por alguém que esteja contaminado.

Fatores de risco:

Alguns fatores são considerados de risco para contrair sífilis:

  • Manter relações sexuais desprotegidas com uma ou mais pessoas;
  • Estar infectado com o vírus do HIV.

Sintomas:

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. No entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário.

Sífilis primária

A sífilis primária é o primeiro estágio.Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio.  Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio.

Sífilis secundária

A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo.

Sífilis latente – fase assintomática

Não aparecem sinais ou sintomas.
É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).
A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

Sífilis terciária

Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular.

Sífilis congênita

Decorre da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não tratada, ou inadequadamente tratada, para o seu concepto, por via transplacentária em qualquer fase gestacional ou estágio da doença

A sífilis congênita pode ser classificada em:

  • Recente: quando os sintomas aparecem nos primeiros dois anos de vida, sendo mais manifestos do primeiro ao terceiro mês.
  • Tardia: quando os sintomas aparecem a partir do segundo ano, ocasionando deformações de dentes, surdez, alterações oculares, dificuldades de aprendizagem, retardo mental.

A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.

Diagnóstico:

Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. Hoje em dia, o VDRL é amplamente utilizado como exame de rastreio.

Após o estádio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estádio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico.

Caso a sífilis não seja identificada no seu estádio primário (10 a 90 dias) ou no seu estádio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a sífilis entra no estádio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias sequelas podem advir da doença.

No Brasil, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA's) permitem aos cidadãos realizar testes laboratoriais gratuitamente e receber informações e aconselhamento sobre as DSTs.

Exames de sangue

Os exames de sangue realizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em não-treponêmicos e treponêmicos

Os exames não treponêmicos geralmente são os primeiros a serem realizados, e incluem o VDRL (do inglês venereal disease research laboratory) e RPR (rapid plasma reagin). Entretanto, estes exames apresentam altas taxas de falso positivo (teste positivo quando paciente não está doente). Por este motivo, é necessária a confirmação com um teste treponêmico. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reacções de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos.

Os exames treponêmicos mais usados são o FTA-Abs e o TPHA. Geralmente são usados para confirmar o resultado positivos dos testes não-treponêmicos, ou seja, do VDRL, fechando o diagnóstico. Frequentemente realizados na fase latente ou terciária.

O VDRL é único teste que poderá dar resultado negativo após um tratamento bem sucedido para a sífilis. No entanto, não é um requisito para a conclusão do sucesso ou não do tratamento. Ele faz parte dos testes não treponemais e é amplamente usado na atualidade como exame de rastreio. Por norma os valores no VDRL diminuirão para níveis ínfimos, mas ainda assim positivos, após o paciente estar tratado.

Culta de bactérias: colher amostras de uma secreção expelida por alguma ferida presente no corpo, que será analisada em microscópio. Este tipo de teste só pode ser realizado durante os dois primeiros estágios da sífilis, cujos sintomas envolvem o surgimento de feridas. A análise dessas substâncias pode indicar a presença da bactéria no organismo do paciente.

Punção lombar: se há a suspeita de que o paciente está com complicações neurológicas causadas pela sífilis, será coletado uma pequena amostra do líquido céfalo-raquidiano.

Se você foi diagnosticado com sífilis, é importante notificar ao seu parceiro ou parceira para que ele ou ela possa também realizar os exames necessários para o diagnóstico. Se der positivo, quanto antes dar início ao tratamento melhor.

Tratamento:

Quando diagnosticada precocemente, a sífilis não costuma causar maiores danos à saúde e o paciente costuma ser curado rapidamente.

O tratamento é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. Uma única injeção de penicilina já é o bastante para impedir a progressão da doença, principalmente se ela for aplicada no primeiro ano após a infecção. Se não, o paciente poderá precisar de mais de uma dose.

A penicilina, é o único tratamento recomendado para mulheres grávidas diagnosticadas com sífilis. Mesmo que o tratamento nesses casos seja bem-sucedido, o bebê também deverá ser tratado com antibióticos depois de nascer.

Durante o primeiro dia de tratamento, o paciente poderá apresenta reação de Jarisch-Herxheimer, que inclui uma série de sintomas:

  • Febre,
  • Calafrios,
  • Náuseas,
  • Dores nas articulações e dor de cabeça. Esses sintomas não costumam demorar mais do que um dia.

É necessária a realização de exames de sangue de acompanhamento após três, seis, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção. Deve-se ser solicitado exame específico para HIV, para garantir que o paciente não desenvolverá complicações mais graves por causa do vírus da Aids. A atividade sexual deve ser evitada até que o segundo exame mostre que a infecção foi curada. A sífilis é extremamente contagiosa por meio do contato sexual nos estágios primário e secundário.

Medicamentos usados para Sífilis:

  • Benzetacil
  • Bepeben
  • Clordox
  • Doxiciclina
  • Eritromicina

NUNCA se automedique. Não interrompa o tratamento em uso sem antes consultar seu médico.

Complicações possíveis:

Sem tratamento, a sífilis pode evoluir, se espalhar pelo corpo e causar complicações mais graves para os pacientes infectados. Além disso, pode aumentar o risco de infecção por HIV e, em mulheres, pode causar complicações na gravidez.

É importante ressaltar que o tratamento pode impedir problemas futuros, mas não pode reverter danos causados anteriormente. Por isso, o tratamento precoce é essencial.

Algumas complicações que podem surgi se a sífilis não tratada:

  • Surgimento de inchaços na pele, ossos, fígado e outros órgãos no último estágio da doença. Com tratamento, esses inchaços costumam desaparecer, mas se não tratados eles podem evoluir para tumores.
  • Problemas neurológicos também podem aparecer, como AVC, meningite, surdez, problemas de visão e demência.
  • Aneurisma e inflamação da aorta e de outras artérias e vasos sanguíneos, danos às válvulas do coração e outros problemas cardiovasculares também são algumas das complicações possíveis.
  • As chances de contrair o vírus do HIV aumentam significativamente em pessoas com sífilis, pois as feridas presentes na pele – características dos dois primeiros estágios da doença – costumam sangrar facilmente, facilitando a entrada do vírus da Aids no organismo durante uma relação sexual.
  • Na gravidez, a mulher infectada pode passar a doença para o feto. Sífilis congênita pode elevar os riscos de aborto e os de morte do bebê durante a gestação ou após os primeiros dias de vida.

Prevenção:

 

O uso do preservativo. A camisinha é medida preventiva não só para sífilis, mas também para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).