17 outubro 2016

Sepse

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A sepse ou septicemia é uma infecção geral grave do organismo causado por germes patogênicos. É uma inflamação sistêmica potencialmente fatal (síndrome de resposta inflamatória sistêmica ou SIRS) causada por uma infeção grave. A sepse pode continuar mesmo após a infecção que a causou não existir mais. Sepse severa é a sepse complicada por uma disfunção de órgãos. Choque séptico é a sepse complicada por um alto nível de lactato ou por choque que é refratário à reposição volêmica.

Pode-se dizer que a sepse ou septicemia é uma infecção sanguínea secundária provocada por uma infeção primaria que tenha acometido algum órgão. Esta infeção pode ser classificada como primaria e secundária baseado na ausência ou presença de foco de infeção conhecida fora do sistema vascular A sepse é uma causa importante de internação e a principal causa de morte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no mundo. Estudos feitos na Europa, Austrália e Nova Zelândia relatam que as taxas de prevalência de sepse em UTI variavam de 5,1% a 30%. Atualmente, a sepse continua a apresentar uma preocupação em saúde. O número de mortes causadas por sepse ainda é elevado, aumentando a permanência dos pacientes na UTI e gerando impacto econômico e social.

 

Causas:

Embora qualquer tipo de infecção - bacteriana, viral ou fúngica – possa causar sepse, as variedades mais prováveis incluem:

    Pneumonia;

    Infecção abdominal;

    Infecção renal;

    Infecção da corrente sanguínea (bacteremia).

A incidência de sepse parece estar aumentando em alguns países do mundo. As causas deste aumento podem incluir:

  • Envelhecimento da população
  • Bactérias resistentes aos medicamentos
  • Sistemas imunitários enfraquecidos causados por doenças que reduzem a imunidade tipo HIV, neoplasias e outras.

 

Fatores de risco:     

A sepse é mais comum e mais perigosa se o paciente:

    É muito jovem ou muito velho;

    Tem um sistema imunológico comprometido;

    Está muito doente, muitas vezes em unidade de terapia intensiva (UTI);

    Tem feridas ou lesões, como queimaduras;

    Tenha dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios;

    Prematuros;

    Crianças abaixo de um ano;

    Idosos acima de 65 anos;

    Pacientes com câncer, soropositivos ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo;

    Pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes;

    Usuários de álcool e drogas;

    Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

 

ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

 

Sintomas:

Os sintomas comuns da sepse incluem aqueles relacionados a uma infecção especifica, mas geralmente são acompanhados de febre alta (hipertermia), pele quente e ruborizada (sinais flogísticos), elevada frequência cardíaca (taquicardia), hiperventilação, estado mental alterado, inchaço (edema) e queda da pressão sanguínea (hipotensão). Em pessoas mais jovens, mais idosas ou com o sistema imune comprometida o padrão dos sintomas pode ser atípico, com hipotermia e com a infecção pouco evidente.

A sepse pode ser encarada como uma síndrome em três fases, começando com sepse e progredindo para sepse grave e choque séptico. O ideal é tratar a sepse durante a sua fase inicial, evitando seu agravamento.

Para ser diagnosticado com sepse, você deve apresentar pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas (síndrome de resposta inflamatória sistêmica):

    • Temperatura do corpo acima de 38°C ou abaixo de 36°C;
    • Frequência cardíaca maior que 90 bpm;
    • Frequência respiratória superior a 20 irpm.

Associado a foco infecioso presumido ou instalado o diagnóstico de Sepse está estabelecido.

Caso exista disfunção em mais do que dois órgãos abaixo estaremos diante da sepse grave:

-   Diminuição significativa da produção de urina;

-   Mudança abrupta no estado mental;

-   Diminuição do número de plaquetas;

-   Dificuldade em respirar.

Para ser diagnosticado com choque séptico, é necessário disfunção orgânica estabelecida para sepse grave e pressão arterial extremamente baixa, que não respondem adequadamente a infusão de líquidos (soro).

 

Diagnóstico:

Um diagnóstico rápido é crucial para o tratamento da sepse, já que a adoção de uma terapia dirigida antecipada reduz a mortalidade por sepse severa.

A infecção é geralmente confirmada por um exame de sangue. Entretanto, o exame de sangue pode não revelar a infecção em pessoas que estiveram recebendo antibióticos. Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

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    Gasometria arterial;

    Exames de função renal;

    Contagem de plaquetas;

    Contagem de leucócitos;

    Diferencial sanguíneo;

    Produtos de degradação da fibrina;

    Lactato;

    Culturas.

Dependendo de seus sintomas, podem ser feitos outros exames, como:

  • Exame de urina;
  • Coleta de amostras de infecções e feridas;
  • Análise de secreções respiratórias;
  • Raio-X;
  • Tomografia computadorizada;
  •  Ultrassonografia;
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento:

A sepse é geralmente tratada com fluido intravenoso e antibióticos. Se a reposição volêmica não for suficiente para manter a pressão arterial, vasopressores podem ser usados. Ventilação mecânica e diálise podem ser necessárias para manter a função dos pulmões e rins, respectivamente. Para guiar a terapia, um cateter venoso central (Swan-Ganz) e um cateter arterial podem ser colocados; medições de outras variáveis hemodinâmicas (como debito cardíaco, saturação venosa mista de oxigênio ou variação do volume sistólico) podem também ser utilizadas. Pacientes com sepse requerem medidas preventivas para trombose venosa profunda, ulceras de stress e ulceras de pressão, a não ser que outras condições previnam isso. Alguns podem se beneficiar de um controle rigoroso dos níveis glicêmicos com insulina (hiperglicemia de stress). O uso de corticosteroides é controverso. Drotrecogina alfa ativada (proteína C ativada recombinante), originalmente comercializada para a sepse severa, foi constatada não ser eficiente e recentemente foi retirada do mercado.

Quando feito no início, o tratamento pode aumentar as chances de o paciente sobreviver à sepse. Pessoas com sepse grave e choque séptico requerem uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem ser necessárias medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Alguns medicamentos são usados no tratamento de sepse. Eles incluem:

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-   Antibióticos;

-   Medicações para elevar a pressão arterial;

-   Baixas doses de corticosteroides;

-   Insulina para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estável.

Caso existam focos de infecção uma cirurgia pode ser necessária para remover as fontes de infecção, tais como abscessos.

 

 

 

 

 

5 sinais de que você talvez não esteja consumindo proteínas suficientes

Homem com dor na perna

Você chega em casa depois do trabalho extremamente cansado, quase se arrastando? A dor nos músculos é constante e não vai embora? Você perde cabelo na mesma velocidade com a qual ganha rugas?

Se algum desses sinais lhe soa familiar, você vai se surpreender ao saber que pode estar relacionado à ingestão de proteína (pobre).

"O mais comum é que as pessoas consumam proteínas em excesso", disse Aisling Pigott, porta-voz da Associação de Nutricionistas do Reino Unido, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Mas as dietas muito baixas em calorias ou mal equilibradas podem levar a um déficit proteico", acrescenta Pigott.

Proteínas desempenham um papel fundamental em nosso organismo.

Nossos músculos, cartilagens, ligamentos, pele, cabelo e unhas são compostos basicamente de proteína, constituída a partir de cadeias de aminoácidos.

Moléculas menores de proteína são talvez menos conhecidas, mas vitais para o funcionamento do corpo.

Entre as proteínas mais famosas, por exemplo, estão hemoglobina, anticorpos, certos hormônios (como a insulina) e enzimas.

Tudo isso faz com que o uso dessas cadeias de aminoácidos não apenas seja vital para o aporte de energia, mas também para a reparação de tecidos, a oxigenação do corpo e o sistema imunológico.

Se nosso corpo não recebe a quantidade de proteína de que precisa, começará a lançar sinais de alerta.

Confira alguns deles:

Alimentos ricos em proteínaCarne, ovos e peixe são alimentos ricos em proteína

1. Fadiga

A fadiga excessiva ou crônica é o primeiro sinal de falta de proteína.

Dado que a deficiência desse composto é derivada diretamente de uma dieta pobre em calorias, o organismo não conta com energia suficiente para cumprir tarefas rotineiras.

"Há um mínimo necessário de proteínas que devemos consumir todos os dias para o corpo funcionar corretamente", afirmou a nutricionista Elizabeth González, porta-voz das Associação de Nutricionistas de Madri, na Espanha.

Recomenda-se comer entre 0,7 e 0,8 gramas de proteína por quilo de peso. Por isso, um homem de 80 quilos deveria consumir 64 gramas de proteína por dia.

Em média, homens devem consumir 55 gramas, e mulheres, 45 gramas, todos os dias.

"Mas depende da atividade física da pessoa ou se ela está em fase de crescimento. A quantidade necessária de proteína pode ser maior", afirma Aisling.

 

2. Fraqueza de cabelo e pele

Um segundo alerta sobre a falta de proteína no corpo é queda ou enfraquecimento do cabelo.

As proteínas mantêm o cabelo saudável e em fase de crescimento.

Isso porque o cabelo - e os folículos que os sustentam - são feitos de proteína e a falta dessas moléculas os enfraquece.

Anticuerpos atacando al virus de la gripe

Anticorpos são estruturas formadas por proteínas; dietas com baixo teor proteico aumentam vulnerabilidade a doenças

Essa é uma das razões pelas quais os cabelos de pessoas que fazem dietas com baixo teor proteico tendem a crescer mais lentamente. E, em casos extremos, pode ocorrer queda dos fios.

Assim como o cabelo, as unhas e a pele também dependem das proteínas para se regenerar.

A pele é composta por três tipos de proteínas: colágeno, elastina e queratina.

"Níveis baixos dessas proteínas causam rugas e deixam a pele mais fina", explica em seu site a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos.

 

3. Perda de massa muscular

Um terceiro sintoma está relacionado aos músculos.

A insuficiência de proteína reduz a massa muscular, impedindo-nos de realizar atividades físicas.

Estes distúrbios musculares, em um nível muito avançado, podem causar câimbras irritantes.

"Esse tipo de proteína que também comemos parece desempenhar um papel central em evitar a perda muscular", diz a nutricionista Jennifer K. Nelson, no site da Clínica Mayo.

Isto é importante, por exemplo, no caso de pessoas idosas, que tendem a perder massa muscular com o avanço da idade.

Mulher adormece sobre teclado do computadorCansaço extremo pode ser decorrente de falta de proteína

As proteínas que comemos têm vários tipos de aminoácidos.

"Estudos mostram que o aminoácido leucina preserva a massa muscular", afirma Jennifer K. Nelson.

A leucina é mais encontrada em alimentos de origem animal, como carne bovina, cordeiro, carne de porco, frango, peixe, ovos ou laticínios.

Também é encontrada na soja e, em menor grau, em outros grãos, nozes e sementes.

 

4. Doente com frequência

Um quarto alerta importante sobre a falta de proteína é a frequência com que ficamos doentes.

"É impossível para o sistema imunológico funcionar sem proteínas. Até porque os anticorpos são estruturas formadas por proteínas", diz González.

De fato, uma das principais funções das proteínas é apoiar o sistema imunológico.

Neste sentido, uma dieta pobre em proteínas nos expõe mais facilmente a infecções e resfriados.

Homem com queda de cabeloQueda de cabelo também pode estar relacionada à baixa ingestão de proteína

 

5. Digestão problemática

E, finalmente, a falta de proteínas também está associada a problemas digestivos, como gás e constipação.

Para uma boa digestão, os aminoácidos são fundamentais e seus níveis são diretamente proporcionais à nossa ingestão de proteínas.

Lentilha e milhoAlguns grãos são ricos em proteína

Barato e acessível

As proteínas são, em grande parte, associadas ao consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo, ovos ou peixe.

No entanto, há várias alternativas aos adeptos da dieta vegetariana ou vegana.

Lentilhas, soja, grão de bico, amêndoas, amendoins ou ervilhas são apenas alguns dos alimentos fáceis de serem obtidos e cujos preços são quase sempre acessíveis.

Quinoa e soja são dois grãos, por exemplo, que contêm todos os aminoácidos essenciais.

 

 

http://www.bbc.com/portuguese/geral-37662679

 

 

16 outubro 2016

A FDA divulga recomendações para reduzir o risco da transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos

 

aedes_aegypti

Como medida de segurança adicional contra o surto do vírus Zika, a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA divulgou hoje novas regras a serem implementadas imediatamente. Essas regras fornecem recomendações para reduzir o potencial risco de transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos (HCT / Os, na sigla em inglês).  As regras se referem à doação de HCT / Os de doadores vivos ou falecidos, incluindo doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacionais.

A nova regra faz parte dos esforços contínuos da FDA de proteger HCT / Os e produtos derivados do sangue contra a transmissão do vírus Zika.  Em 16 de fevereiro, a FDA divulgou recomendações para reduzir o risco do vírus da Zika via transfusão de sangue nos EUA.

“Embora muito mais deve ser aprendido sobre a transmissão do vírus Zika, de acordo com o que sabemos sobre o vírus no momento, que se deve à nossa compreensão de vírus semelhantes, devemos abordar o potencial risco da transmissão do vírus Zika por meio de células e tecidos humanos”, disse Dr. Peter Marks, MD, Ph.D., diretor do Centro para Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA. “O fornecimento de recomendações referente à elegibilidade dos doadores de HCT / P aos estabelecimentos irá ajudar a reduzir esse risco potencial”.

Existe o risco potencial de que o vírus Zika pode ser transmitido por HCT / Os usados como parte de um procedimento médico, cirúrgico ou de reprodução.  Os HCT / Os incluem produtos como córneas, ossos, pele, válvulas cardíacas, células tronco-hematopoiéticas / progenitoras (HPCs), tecidos gestacionais como, por exemplo, membrana amniótica e tecidos reprodutivos como sêmen e ovócitos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o vírus Zika pode ser transmitido por um homem às suas parceiras sexuais. Até o momento, foram relatados vários casos de transmissão sexual nos EUA. As informações atuais sobre a detecção do vírus Zika no sêmen sugerem que, para doadores de HCT / P, é necessário que haja um período de inelegibilidade maior do que o período de espera recomendado para doadores de sangue total e de componentes de sangue.

Recomendações para doadores vivos de HCT / Os:  Os doadores devem ser considerados inelegíveis se tiverem sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika, caso se encontravam em uma área com transmissão do vírus Zika ativo, ou caso tenham tidos relação sexual com uma pessoa do sexo masculino apresentando um desses fatores de risco, nos últimos seis meses.  As doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacional devem ser consideradas inelegíveis se apresentarem qualquer um dos fatores de risco acima referidos em qualquer momento durante a gravidez.

Recomendações para doadores falecidos (sem batidas cardíacas):  Os doadores devem ser considerados inelegíveis caso tenham sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika nos últimos seis meses.

Foi estipulado um período de espera de seis meses devido à escassez de dados disponíveis sobre o período de tempo em que o vírus pode permanecer em todos os tecidos.  O vírus Zika foi detectado em tecidos e fluidos corporais após não ter sido mais detectado na corrente sanguínea. Ele foi também detectado no sêmen provavelmente até 10 semanas após o início dos sintomas.  Dada a incerteza, ficou determinado que seis meses fornece o nível adequado de precaução.

Existe menos evidências sobre o potencial de transmissão do vírus Zika por HCT / Os normalmente obtidos de doadores falecidos.  À medida que mais informações se tornem disponíveis, poderá haver maior  compreensão dos riscos aos recipientes de HCT / Os, incluindo HCT / Os obtidos de doadores falecidos. A FDA continuará a monitorar a situação e irá avaliar cautelosamente novas informações sobre os riscos associados à medida que se tornem disponíveis.

Além dos documentos referentes às regras relacionadas com o fornecimento de sangue e HCT / Os do país, a FDA continua a priorizar o desenvolvimento de triagem de doadores de sangue e testes de diagnóstico que podem ajudar a identificar a presença ou infecção recente pelo vírus, preparar para avaliar a segurança e eficácia de vacinas e tratamentos investigacionais que podem ser desenvolvidos e avaliar tecnologias que possam ajudar as populações a conter os mosquitos que possam transmitir o vírus.

A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, promove e protege a saúde pública por meio de garantir a segurança, eficácia e segurança dos medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, além de  dispositivos médicos.  A agência é também responsável pela segurança do abastecimento de alimentos, produtos cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e regulamentação de produtos do tabaco dos EUA.

For Immediate Release

March 1, 2016

Release

Como medida de segurança adicional contra o surto do vírus Zika,  a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA divulgou hoje novas regras a serem  implementadas imediatamente. Essas regras fornecem recomendações para reduzir o potencial risco de transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos  ( HCT / Os, na sigla em inglês).  As regras se referem à doação de HCT / Os de doadores vivos ou falecidos, incluindo doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacionais.

A nova regra faz parte dos esforços contínuos da FDA de proteger HCT / Os e produtos derivados do sangue contra a transmissão do vírus Zika.  Em 16 de fevereiro, a FDA divulgou recomendações para reduzir o risco do vírus da Zika via transfusão de sangue nos EUA.

“Embora muito mais deve ser aprendido sobre a transmissão do vírus Zika, de acordo com o que sabemos sobre o vírus no momento, que se deve à  nossa compreensão de vírus semelhantes, devemos abordar o potencial risco da transmissão do vírus Zika por meio de células e tecidos humanos”, disse Dr. Peter Marks, MD, Ph.D., diretor do Centro para Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA. “O fornecimento de recomendações referente à elegibilidade dos doadores de HCT / P aos estabelecimentos irá ajudar a reduzir esse risco potencial”.

Existe o risco potencial de que o vírus Zika pode ser transmitido por HCT / Os usados como parte de um procedimento médico, cirúrgico ou de reprodução.  Os HCT / Os incluem produtos como córneas, ossos, pele, válvulas cardíacas, células tronco-hematopoiéticas / progenitoras (HPCs), tecidos gestacionais como, por exemplo, membrana amniótica e tecidos reprodutivos como sêmen e ovócitos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o vírus Zika pode ser transmitido por um homem às suas parceiras sexuais. Até o momento, foram relatados vários casos de transmissão sexual nos EUA. As informações atuais sobre a detecção do vírus Zika no sêmen sugerem que, para doadores de HCT / P, é necessário que haja um período de inelegibilidade maior do que o período de espera recomendado para doadores de sangue total e de componentes de sangue.

Recomendações para doadores vivos de HCT / Os:  Os doadores devem ser considerados inelegíveis se tiverem sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika, caso se encontravam em uma área com transmissão do vírus Zika ativo, ou caso tenham tidos relação sexual com uma pessoa do sexo masculino apresentando um desses fatores de risco, nos últimos seis meses.  As doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacional devem ser consideradas inelegíveis se apresentarem qualquer um dos fatores de risco acima referidos em qualquer momento durante a gravidez.

Recomendações para doadores falecidos (sem batidas cardíacas):  Os doadores devem ser considerados inelegíveis caso tenham sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika nos últimos seis meses.

Foi estipulado um período de espera de seis meses devido à escassez de dados disponíveis sobre o período de tempo em que o vírus pode permanecer em todos os tecidos.  O vírus Zika foi detectado em tecidos e fluidos corporais após não ter sido mais detectado na corrente sanguínea. Ele foi também detectado no sêmen provavelmente até 10 semanas após o início dos sintomas.  Dada a incerteza, ficou determinado que seis meses fornece o nível adequado de precaução.

Existe menos evidências sobre o potencial de transmissão do vírus Zika por HCT / Os normalmente obtidos de doadores falecidos.  À medida que mais informações se tornem disponíveis, poderá haver maior  compreensão dos riscos aos recipientes de HCT / Os, incluindo HCT / Os obtidos de doadores falecidos. A FDA continuará a monitorar a situação e irá avaliar cautelosamente novas informações sobre os riscos associados à medida que se tornem disponíveis.

Além dos documentos referentes às regras relacionadas com o fornecimento de sangue e HCT / Os do país, a FDA continua a priorizar o desenvolvimento de triagem de doadores de sangue e testes de diagnóstico que podem ajudar a identificar a presença ou infecção recente pelo vírus, preparar para avaliar a segurança e eficácia de vacinas e tratamentos investigacionais que podem ser desenvolvidos e avaliar tecnologias que possam ajudar as populações a conter os mosquitos que possam transmitir o vírus.

A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, promove e protege a saúde pública por meio de garantir a segurança, eficácia e segurança dos medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, além de  dispositivos médicos.  A agência é também responsável pela segurança do abastecimento de alimentos, produtos cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e regulamentação de produtos do tabaco dos EUA.

 

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=12143

 

15 outubro 2016

Abortamento


Interrupção da gravidez antes das 20 - 22 semanas de gestação ou expulsão do feto com menos de 500gr. Pode ser espontâneo ou provocado (quando medicamento ou manobra, o induziu).

Incidência:

15% de todas as gestações terminam espontaneamente entre a 4ª e 20ª semana de gestação. Antes de 4 semanas estas cifras são mais elevadas (40a 45%), porém não se faz o diagnóstico.
Em ¾ das observações os abortos são precoces (até 12 semanas) e, na parcela restante, rotulado tardio (após 12 semanas).

Etiologia:
  • Causas embrionárias ou fetais - Cromossomopatias (principal causa de abortamentos precoces);
  • Ovopatias;
  • Causas maternas - Ginecopatias; Doenças Sistêmicas; Infecções; Fatores Hormonais; Mecanismos Imunológicos; Traumatismos e outros.
Propedêutica:
    • Presença de gravidez (História Clínica, ßHCG e USG);
    • Volume uterino (USG e Toque combinado);
    • Perdas Vaginais (sangramento ou partes fetais);
    • Características cervicais (dilatação);
    • Exame especular (constatar a origem intra-uterina do sangramento).
Exames complementares:
    • Tipagem Sanguínea - Hemograma completo (rastrear perdas e processo infeccioso); - Beta HCG sérico;
    • Ultra-sonografia (vitalidade do concepto, presença de restos ovulares, idade gestacional).
    • Diagnóstico diferencial:
    • Doença Trofoblástica Gestacional
    • Gravidez ectópica
    • Patologias benignas do trato genital inferior (lacerações do colo ou vagina, erosões cervicais, pólipos)
    • Patologias malignas (que causem sangramento, principalmente do colo uterino).
Tipo de abortamento:

Ameaça de aborto
  • Sangramento genital de intensidade variada e dor em baixo ventre.
  • Ao exame: colo fechado, útero de volume compatível com a idade gestacional.
Abortamento em curso

Sangramento genital e dor pélvica tipo cólica (ambos de intensidade variável). Ao exame: fundo uterino compatível com idade gestacional, colo uterino dilatado, tocando-se por vezes parte do ovo.

Aborto incompleto
  • Perda sanguínea e dor tipo cólica (ambos de intensidade variável).
  • Ao exame: colo uterino aberto, identificação de restos ovulares ao toque, fundo uterino menor que o esperado para a idade gestacional.
Aborto Completo
  • História clínica retrospectiva: paciente informa sangramento e cólicas, expulsão de material embrionário e logo após diminuição ou cessação da sintomatologia.
  • Ao exame: colo uterino fechado, útero menor que o esperado para a idade gestacional, sangramento ausente ou em dedo de luva. Diagnóstico confirmado através de ultrassonografia.
Aborto retido
    • Na maioria das vezes, achado ultra-sonográfico. Paciente pode referir desaparecimento abrupto dos sinais e sintomas próprios da gravidez.
    • Ao exame: útero pode se apresentar compatível ou menor que o esperado para a idade gestacional; sangramento se presente, discreto; colo fechado.
    • Em gestações incipientes se aconselha a realização de ultrassonografia e dosagem sérica de Beta HCG seriados para confirmar o diagnóstico (tempo em que a maioria dos casos se resolve espontaneamente).
Aborto infectado
  • Qualquer das formas do abortamento, acompanhadas por febre, fluxo vaginal com odor fétido e dor à mobilização uterina.
  • Podemos também observar: Sudorese e calafrios, Taquicardia, Taquisfigmia e Taquipnéia; Cianose; Icterícia; Agitação; Hipotensão e Choque, dependendo da gravidade.
  • O útero geralmente se encontra amolecido; poderá haver sinais de irritação peritonial (abdome agudo infeccioso). Grito de Douglas - pensar em abscesso em fundo-de-saco.
Tratamento:

Ameaça de aborto
  • Tratamento ambulatorial exceto em situações de sangramento de vulto.
  • Aconselha-se: repouso, abstinência sexual, antiespamódicos caso necessário, apoio emocional.
Abortamento em curso
  • Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).
  • Repor perdas, caso necessário.
  • Promover analgesia.
  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se praticando o esvaziamento uterino após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).
Aborto incompleto
    • Internamento, Tipagem Sanguínea - Hemograma (rastrear perdas e processo infeccioso).
    • Repor perdas, caso necessário.
    • Esvaziamento uterino.Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D.
Aborto completo
    • Expectação em nível ambulatorial.
Aborto retido
  • Internamento, em gestações superiores a 12 semanas, realizar estudo da coagulação.
  • Indução do trabalho abortivo.
  • Esvaziamento uterino, que só deve ser realizado após a expulsão do concepto, caso a gestação seja superior a 12 semanas
  • Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM).
Aborto infectado
  • Internamento, solicitação de: Hemograma Completo, Tipagem Sanguínea, Estudos da Coagulação, Sumário de Urina.
  • Uréia, Creatinina, Bilirrubinas (total e frações), nos casos mais graves (suspeita de peritonite e/ou septicemia).
  • Punção de veia de grosso calibre com agulha calibrosa (reposição de líquidos e hemoderivados caso necessário).
  • Cateterismo vesical com sonda de Foley nos casos mais graves.
  • Hidratação com Solução Fisiológica 0,9% (manter diurese > 30 ml/hora).
  • Iniciar antibioticoterapia de largo espectro (anaerobicida + aminoglicosídeo, caso necessário acrescentar ampicilina - ação contra enterococos)
  • Providenciar esvaziamento uterino de acordo com a evolução do quadro abortivo.
  • Administrar substâncias ocitócicas com a finalidade de promover um esvaziamento uterino mais seguro.
  • Manter terapia endovenosa por 24 a 48 horas após o último pico febril.
  • Quadro febril persistente pensar em complicações clínicas (antibioticoterapia inadequada, tromboflebite pélvica) e cirúrgicas (perfuração uterina, abscessos).
  • A laparotomia deve ser reservada para casos graves (massas anexiais, perfuração uterina, sepse, gangrena uterina), sempre pensar na possibilidade da realização de histerectomia total e por vezes pode também se tornar necessário a ablação dos anexos.
  • Aguardar evolução do trabalho abortivo, procurando assim evitar a dilatação instrumental do colo uterino, principalmente nos abortos tardios (superiores a 12 semanas), só se deve manipular a cavidade uterina após a expulsão do concepto. Se paciente Rh Negativo, administrar, imunoglobulina Anti-D (300 microgramas IM)
Indução:
  • MISOPROSTOL - 200mcg (1 comprimido) por via vaginal a cada 6 horas; procurar depositar o comprimido no fundo do saco posterior.
  • OCITOCINA - 20 U (4 ampolas) associadas em 500 ml de solução fisiológica ou glicosada a 5%, infundindo 8 gotas/min, aumentando 4 gotas a cada hora até se atingir a atividade contrátil uterina.
Observação: extrema cautela durante a utilização de substâncias ocitócicas, principalmente naquelas pacientes com história de cicatriz uterina anterior.
 
Técnicas de esvaziamento uterino:

Curetagem uterina


Realizada manualmente, com a introdução dos dedos indicador e médio envolvidos em gaze através do colo uterino, procurando remover restos placentários. Indicada em casos de abortos tardios com útero volumoso e permeabilidade total do colo uterino. Na maioria das vezes se torna necessário a complementação com curetagem mecânica.

Curetagem mecânica
  • Esvaziamento vesical;
  • Posição adequada;
  • Anestesia;
  • Assepsia e anti-sepsia da genitália;
  • Toque bimanual (volume e posição do corpo uterino, condições cervicais);
  • Inserção de especulo, exposição e pinçamento do colo uterino;
  • Dilatação instrumental do colo, caso necessário (Velas de Hegar); - Utilização da pinça de restos;
  • Seleção das curetas;
  • Raspagem no sentido horário;
  • Retirar a cureta o menos possível;
  • Atenção para o fundo uterino e cornos uterinos;
  • Empunhadura cuidadosa da cureta;
  • Uso de uterotônicos;
  • Anatomia Patológica em casos suspeitos de doença trofoblástica gestacional.
Aspiração manual intra-uterina (AMIU)

Método de preferência para a prática do esvaziamento uterino, importante passo para a Humanização do tratamento do aborto;

Em relação à curetagem mecânica, apresenta as seguintes vantagens:
  • Possibilidade de ser realizada em nível ambulatorial;
  • Menor tempo de hospitalização;
  • Mais rápida;
  • Menos traumática;
  • Menor incidência de perfuração;
  • Menor sangramento;
  • Menor incidência de infecção.
Histerotomia

Indicação restrita a casos extremos onde exista impossibilidade de esvaziamento através do colo uterino; mortalidade maior em 44 vezes quando comparado com dilatação e curetagem no primeiro trimestre.

Complicações:
    • Perfuração uterina (1;111 a 1:2500)
    • Lacerações cervicais;
    • Lesões estruturais do Orifício Interno do colo uterino;
    • Dano ao endométrio;
    • Sinéquia uterina;
    • Infecção.
Conduta na perfuração uterina:
  • Não manipular com pinça de restos;
  • Concluir a curetagem delicadamente;
  • Utilizar substâncias ocitócicas;
  • Monitorizar a paciente clinicamente e laboratorialmente (hemograma);
  • Antibioticoterapia profilática;
Caso apresente sinais de abdome agudo a laparotomia é indicada com a finalidade de se praticar a histerorrafia e pesquisar lesões em órgãos vizinhos.
Quando necessário o esvaziamento pode ser completado através da lesão uterina antes de se praticar a histerorrafia.
 
Antibioticoterapia no aborto infectado/antibiótico dose administração duração
  • Gentamicina 1,5 mg/kg a cada 8 horas EV, IM - 7-10 dias
  • Clindamicina 600 a 900 mg a cada 6 horas EV - 7-10 dias
  • Amicacina 15 mg/kg/dia a cada 12 horas IM, EV - 7-10 dias
  • Metronidazol 500 mg a 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias
  • Ampicilina 1 g a cada 6 horas EV - 7-10 dias



13 outubro 2016

Edema pulmonar

 
O edema pulmonar é um acúmulo anormal de líquido nos pulmões, que pode levar à falta de ar.
Tipos:
Há três tipos de edema pulmonar:
-   Edema pulmonar agudo
-   Edema pulmonar crônico
-   Edema pulmonar de altas altitudes
Etiologia:
O edema pulmonar geralmente é causado por insuficiência cardíaca, que leva ao aumento da pressão nas veias pulmonares. À medida que a pressão nesses vasos sanguíneos aumenta, o líquido é empurrado para dentro dos espaços aéreos dos pulmões, chamados alvéolos. Esse líquido acumulado interrompe o fluxo normal de oxigênio nos pulmões, resultando em falta de ar.
Outras condições cardíacas podem levar a um edema pulmonar também:
  • Ataque cardíaco
  • Vazamento ou estreitamento das válvulas cardíacas (válvulas mitral ou aórtica)
  • Qualquer doença cardíaca que resulte em enfraquecimento ou rigidez do músculo cardíaco (cardiomiopatia)
  • Doença da artéria coronária
  • Hipertensão

Mas o edema pulmonar também pode ter outras causas não-cardíacos
  • Inalar muita fumaça;
  • Drogas ilegais como cocaína e heroína;
  • Alguns quimioterápicos;
  • Alta altitude;
  • Pneumonia;
  •  Síndrome de angústia respiratória do adulto;
  • Afogamento;
  • Insuficiência renal:
  • Estreitamento das artérias que levam sangue para os rins;
  • Ferimento grave.

Fatores de risco:
O principal fator que leva uma pessoa a ter mais facilidade para apresentar edema pulmonar é a idade. Pessoas mais velhas, acima dos 60 anos, são mais propensas a ter insuficiência cardíaca e, assim, com risco aumentado de edema pulmonar também.
Obesidade. Excesso de peso contribui para a insuficiência cardíaca e, consequentemente, para um eventual edema pulmonar.

Sintomas:
Dependendo da causa, os sintomas de edema pulmonar podem aparecer de repente ou se desenvolver ao longo do tempo.
Sintomas de edema pulmonar súbito (agudo)
    Falta de ar extrema ou dificuldade de respirar (dispneia), que piora quando deitado
    Sensação de sufocamento ou afogamento
    Ansiedade e inquietação
    Tosse que produz escarro que pode vir acompanhado de sangue
    Dor no peito, se o edema for causado por doença cardíaca Arritmia cardíaca
Se você desenvolver algum destes sinais ou sintomas, procure ajuda médica emergencial.
Edema pulmonar pode ser fatal se não for tratado.
Sintomas de edema pulmonar no longo prazo (crônico)
    Ter mais falta de ar do que o normal
    Dificuldade para respirar profundamente
    Dificuldade para respirar quando se está deitado
    Chiado
    Despertar à noite sem fôlego
    Rápido ganho de peso, resultante do acúmulo de líquido no corpo, especialmente nas pernas (sinal de insuficiência cardíaca)
    Inchaço nas extremidades inferiores
    Fadiga.

Sintomas de edema pulmonar em altas altitudes
    Dores de cabeça, que pode ser o primeiro sintoma
    Falta de ar após esforço físico, que progride para falta de ar em repouso
    Tosse
    Dificuldade para subir ladeiras, que progride para dificuldade em andar em superfícies planas
    Febre
    Tosse que produz escarro que pode vir acompanhado de sangue
    Arritmia cardíaca
    Desconforto no peito

Diagnóstico:
Exame físico;
Ausculta do coração e dos pulmões. Pode ser detectado o seguinte:

  • Estalidos nos pulmões, chamados de estertores
  • Sons cardíacos anormais
  • Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)
  • Pele pálida ou azulada (palidez ou cianose)
  • Respiração acelerada (taquipneia)
Solicitação de exames específicos para diagnosticar o edema pulmonar ou, ainda, para eliminar possíveis outras causas.
  • Hemograma completo
  • Perfil metabólico sanguíneo
  • Exames de sangue para avaliar as funções renais
  • Níveis de oxigênio no sangue (oximetria ou gasometria arterial)
  • Raio-X do tórax
  • Oximetria de pulso
  • Cateterização da artéria pulmonar, para analisar a pressão dentro das artérias do pulmão
  • Eletrocardiograma para procurar sinais de ataque cardíaco ou problemas com a frequência cardíaca
  • Ecocardiograma para verificar se o músculo cardíaco está enfraquecido, se há vazamento ou estreitamento das válvulas cardíacas ou se há líquido em torno do coração.

Tratamento:
O tratamento tem três objetivos:
  • Em primeiro lugar, melhorar a função respiratória, que é o mais urgente;
  • Em segundo lugar, tratar a causa subjacente, que no caso de pneumococos pode ser feito com antibióticos;
  • Em terceiro lugar, evitar maiores danos ao pulmão.
Caso não tratado nas primeiras horas o edema pulmonar, especialmente no quadro agudo, pode levar à insuficiência respiratória e cardíaca, frequentemente fatal. Quando o problema é insuficiência cardíaca, medicamentos inotrópicos positivos são usados para melhorar a contratilidade do coração, como os digitálicos. Em casos graves também pode ser necessário ventilação mecânica.
O tratamento depende da causa, mas baseia-se na maximização da função respiratória com máscaras de oxigênio, geralmente usando intubação e ventilação mecânica e no controlo da situação patológica que o originou. Diuréticos também podem ajudar a diminuir o problema a médio prazo, especialmente quando há inchaço das pernas.
Medicamentos para fortalecer o músculo cardíaco, controlar a frequência cardíaca ou aliviar a pressão no coração.

Medicamentos Usados no Edema pulmonar:

Aminofilina, Acetilcisteína. Aires, Bricanyl, Brometo de Ipratrópio, Bromidrato de Fenoterol, Betametasona, Brondilat, Celestone, Dobutamina, Fluimucil, Fluimucil (xarope), Foraseq e Ipratropio.

Importante:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Dependendo de sua condição, seu médico pode recomendar algumas mudanças no estilo de vida, incluindo:
  • Controlar a pressão arterial elevada
  •  Controlando a outras condições médicas, como diabetes e hipertensão, por exemplo
  • Evite fazer uso de medicamentos que possam facilitar o edema pulmonar e evite grandes altitudes, caso elas também possam levar você a sentir os sintomas
  • Se você fuma, parar de fumar
  • Siga uma dieta saudável, com pouco sal e com foco maior em frutas, legumes e grãos integrais
  • Mantenha um peso saudável e faça exercícios regulares
Complicações possíveis
Se edema pulmonar não for tratado, ele pode aumentar a pressão na artéria pulmonar (hipertensão pulmonar) e, eventualmente, o ventrículo direito em seu coração se tornará fraco e começará a falhar. Isso poderá levar a complicações de saúde mais graves, como:
  •  Inchaço abdominal
  • Acúmulo de líquido nas membranas que rodeiam os pulmões (derrame pleural)
  • Congestionamento e inchaço do fígado


Expectativas
O prognóstico depende da causa subjacente ao edema pulmonar. O problema pode ser resolvido de forma rápida ou lenta, depende muito do caso. Alguns pacientes podem precisar de ajuda para respirar por um longo tempo. Se não for tratado, edema pulmonar pode ser fatal. Em alguns casos, pode ser fatal mesmo se receber tratamento.
Prevenção:
Edema pulmonar nem sempre pode ser prevenido, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir seu risco.
Insuficiência cardiovascular é a principal causa de edema pulmonar. Você pode reduzir o risco de vários tipos de problemas cardíacos, seguindo algumas recomendações:
 - Controle sua pressão arterial - Hipertensão pode levar a doenças graves, como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares e insuficiência renal. Em muitos casos, você pode baixar a pressão arterial ou mantê-la em um nível saudável. Para isso, faça exercícios físicos regulares, mantenha um peso saudável e siga uma dieta rica em frutas frescas, legumes e produtos lácteos com baixo teor de gordura, além da limitação de sal e álcool.
- Controle dos níveis de colesterol no sangue - O colesterol é um dos vários tipos de substâncias essenciais para a boa saúde. Mas muito colesterol pode trazer problemas para a saúde, como depósitos de gordura nas artérias, impedindo o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de doença vascular.
Mudanças no estilo de vida podem ajudar a manter os níveis de colesterol baixo. Coma menos gordura, coma mais fibras, peixes, frutas e vegetais frescos, faça exercícios físicos e beba com moderação.
 - Não fume - Se você fuma, procure ajuda para parar. Fumar pode aumentar o risco de doença cardiovascular. Além disso, evite também o fumo passivo.
- Mantenha um peso saudável - Estar acima do peso e ter obesidade aumentam os riscos de doença cardiovascular.
- Evite estresse - Para reduzir o risco de problemas cardíacos, tente reduzir os níveis de estresse também. Encontre formas saudáveis para minimizar ou lidar com eventos estressantes em sua vida.