30 dezembro 2017

Câncer no ovário


O termo câncer ovariano refere-se a neoplasias (tumores malignos) com origem no ovário estrutura responsável pela produção dos óvulos nas mulheres.

Acontece com maior frequência a partir da oitava década de vida, sendo relativamente raro em idades mais precoces.

Causas:


O câncer de ovário é o quinto tipo de câncer mais comum entre as mulheres e causa mais mortes que qualquer outro tipo de câncer nos órgãos reprodutores femininos.

A causa é desconhecida.


Fatores de risco:


  • Histórico familiar prévio da doença;
  • Nuliparidade (ausência de gestações prévias);
  • Menarca precoce;
  • Menopausa tardia e idade avançada;
  • Mulheres com um histórico pessoal de câncer de mama ou histórico familiar de câncer de mama ou de ovário apresentam um risco maior de contrair câncer de ovário;
  • Mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, cuja chance de desenvolver câncer pode chegar a mais de 50%, sendo por isso recomendada a retirada dos ovários e as tubas uterinas quando tiverem idades entre 35 e 40 anos;
  • Mulheres que fazem somente reposição de estrogênio (sem progesterona) por cinco anos ou mais parecem ter mais risco de desenvolver câncer de ovário. No entanto, as pílulas anticoncepcionais diminuem o risco de câncer de ovário.

Estudos sugerem que os medicamentos para fertilidade não aumentam o risco de câncer de ovário.


Exames:


Um exame físico pode revelar um abdômen inchado e líquido na cavidade abdominal (ascite). Um exame pélvico pode revelar uma massa no abdômen ou em um dos ovários.

O exame de sangue CA-125 não é considerado um bom teste de triagem do câncer de ovário. Entretanto, ele pode ser feito se a mulher:

Tiver sintomas de câncer de ovário;

Já tiver sido diagnosticada com câncer de ovário, para determinar o funcionamento do tratamento.

Outros testes que podem ser realizados incluem:

  • Contagem de células sanguínea completa e química sanguínea
  • Teste de gravidez (HCG soro)
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética da pelve e do abdome
  • Ultrassom da pelve;

Nenhum exame de laboratório ou de imagem demonstrou até hoje ser capaz de diagnosticar o câncer de ovário nos seus estágios iniciais.


Sintomas:


Normalmente, os sintomas do câncer de ovário são muito vagos. As mulheres e seus médicos frequentemente colocam a culpa dos sintomas em outras doenças mais comuns. Quando o câncer é finalmente diagnosticado, o tumor muitas vezes já se espalhou para outros órgãos.

Procure seu médico se apresentar os sintomas a seguir diariamente por mais de algumas semanas:

  • Inchaço;
  • Dificuldade para comer ou sentir-se satisfeita rapidamente;
  • Dor pélvica ou abdominal.

Outros sintomas também acompanham o câncer de ovário. Entretanto, esses sintomas também são comuns em mulheres que não têm câncer:

  • Ciclos menstruais anormais;
  • Constipação;
  • Aumento de gases;
  • Indigestão;
  • Falta de apetite;
  • Náusea e vômitos;
  • Sensação de peso na pélvis;
  • Abdômen ou barriga inchada;
  • Dor nas costas inexplicável, que piora com o tempo;.
  • Sangramento vaginal;
  • Desconforto vago no baixo abdome;
  • Ganho ou perda de peso;
  • Aumento excessivo de pelos;
  • Aumento na frequência ou urgência urinária.

Marque uma consulta com seu médico se você estiver com mais de 40 anos e não tiver feito um exame pélvico recentemente. Os exames pélvicos de rotina são recomendados para todas as mulheres com mais de 20 anos.


Tratamento:


Uma cirurgia, como a laparoscopia pélvica ou a laparotomia exploradora, pode ser realizada a fim de avaliar os sintomas e fazer uma biópsia para ajudar a chegar ao diagnóstico.

Nenhum exame de laboratório ou de imagem demonstrou até hoje ser capaz de diagnosticar o câncer de ovário nos seus estágios iniciais.

A cirurgia é usada para tratar todos os estágios do câncer de ovário. Nos estágios iniciais, ela talvez seja o único tratamento possível. A cirurgia envolve:

Remoção do útero (histerectomia total);

Remoção dos ovários e trompas de Falópio (salpingo-ooforectomia bilateral);

Remoção parcial ou completa do omento, camada de gordura que cobre e protege os órgãos no abdômen;

Exame, biopsia ou remoção dos linfonodos e de outros tecidos da pélvis e do abdome;

A cirurgia feita por um especialista em câncer do aparelho reprodutivo feminino tem o maior índice de sucesso.

A quimioterapia é usada após a cirurgia para tratar de qualquer resíduo da doença. Ela também pode ser usada se o câncer reincidir. A administração da quimioterapia pode ser feita nas veias ou, algumas vezes, diretamente na cavidade abdominal (intraperitoneal).

A radioterapia é raramente usada em casos de câncer de ovário nos Estados Unidos.

Após a cirurgia e a quimioterapia, as pacientes devem fazer:

Um exame físico (incluindo exame pélvico) a cada dois a quatro meses nos primeiros dois anos, depois a cada seis meses durante três anos e depois anualmente;

Um exame de sangue CA 125 a cada consulta médica se o nível inicial estava alto;

Uma tomografia computadorizada do tórax, abdome e região pélvica e uma radiografia do tórax, caso solicitadas pelo médico.


Expectativas:

O câncer de ovário é raramente diagnosticado nos seus estágios iniciais. Ele geralmente está muito avançado quando o diagnóstico é feito.

Cerca de três a cada quatro mulheres com câncer de ovário sobrevivem um ano após o diagnóstico.

Cerca de 50% vivem mais que cinco anos após o diagnóstico.

Se o diagnóstico for feito no início da doença, e o tratamento acontecer antes que o câncer se espalhe para fora do ovário, à taxa de sobrevivência de cinco anos é muito alta.


Complicações:


  • Espalhamento do câncer para outros órgãos;
  • Perda de função dos órgãos;
  • Líquido no abdome (ascite);
  • Obstrução intestinal.


Prevenção:

Não existe uma recomendação padrão para fazer a triagem do câncer de ovário. Fazer a triagem de mulheres com ultrassom pélvico ou exames de sangue, como o Ca-125, não é eficiente nem recomendado.

O teste BRCA pode ser feito em mulheres com alto risco de câncer de ovário.

A remoção dos ovários e das trompas de mulheres que apresentam mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 pode diminuir o risco de desenvolver o câncer de ovário, embora ele possa se desenvolver em outras áreas da pelve.




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