21 outubro 2016

Corioamnionite

 

A corioamnionite ou infecção ovular caracteriza-se como um processo inflamatório agudo e às vezes difuso das membranas extraplacentárias, placa coriônica da placenta e cordão umbilical. Pode ocorrer com membranas íntegras, mas é mais comum em casos de rotura de membranas ovulares, decorrente do tempo prolongado de rotura e/ou da realização de toques vaginais. Às vezes não há história típica de rotura de membranas ou a rotura não é percebida pela paciente.

A infecção corioamniótica é mais frequentemente uma infecção polimicrobiana, destacando-se entre os agentes mais comuns os anaeróbicos, bastonetes aeróbios gram-negativos, estreptococos do grupo B, micoplasmas, Gardnerella vaginalis.

Os achados clínicos associados à corioamnionite aguda que se desenvolve na gravidez a termo são, frequentemente, benignos. Entretanto, podem ocorrer consequências mais drásticas, como: aumento das mortes fetais em 2,6 vezes nos casos leves e 4,1 vezes nos casos moderados ou graves. A maioria desses óbitos se relaciona à sepse.

Diagnóstico:

Clínico: é sugerido pela presença, em graus variáveis, de febre, taquicardia materna ou fetal, hipersensibilidade uterina. Se houver rotura prolongada de membranas, o líquido amniótico pode apresentar odor fétido ou mostrar-se purulento.

Avaliação Laboratorial:

  • Hemograma com contagem diferencial de leucócitos. Pode haver leucocitose ou leucopenia (conforme os agentes bacterianos envolvidos), geralmente com desvio à esquerda.
  • Coleta de secreção endocervical com cotonete, para bacterioscopia e cultura.
  • Hemoculturas.
  • Amniocentese: para casos com membranas íntegras onde existe a suspeita diagnóstica.
  • Gasometria arterial (casos mais graves ou suspeita de quadro séptico).

Conduta:

  • Iniciar antibioticoterapia de largo espectro, utilizando, um anaerobicida (metronidazol ou clindamicina) e um aminoglicosídeo (gentamicina ou amicacina). Se não houver resposta, associar ampicilina ao esquema adotado ou ampliar o espectro antibacteriano com outros antibióticos. A utilização de penicilina como anaerobicida de 1ª escolha, reduz o espectro antibacteriano.
  • A via vaginal é preferencial. Deve-se iniciada a indução de parto, desde que não exista contra-indicação obstétrica e a situação clínica materna permita um tempo de espera na resolução do quadro, que não deve ser superior a 12 ou, no máximo, 24 horas.
  • Se for indicada uma cesariana, proteger a cavidade com compressas, para reduzir a contaminação bacteriana intraperitoneal.
  • Lavar cavidade, fazer suturas com pontos separados, inclusive no útero infectado. Avaliar no intra-operatório a responsividade uterina aos ocitócicos. Colocar drenos intraperitoneais se houver dúvida quanto à possibilidade de formação de abscessos.

Complicações:

  • Infecção puerperal
  • Bacteremia na mãe ou no neonato em 10% dos casos
  • Protraimento do trabalho de parto; resposta diminuída à ocitocina
  • Aumento de duas a três vezes na proporção de cesarianas
  • Aumento no número de mortes perinatais
  • Síndrome de angústia respiratória e infecções em lactentes com baixo peso ao nascer.

Técnica operatória para cesariana com corioamnionite

  • A histerotomia em pacientes com a cavidade uterina contaminada ou infectada, coloca em contato direto a flora bacteriana uterina com a cavidade peritonial. Daí a necessidade de promover-se uma técnica operatória diferenciada para diminuir ao máximo a contaminação:
  • A antibioticoterapia deve ser iniciada no pré-operatório para os casos de corioamnionite.
  • Considerar, em alguns casos, a laparotomia longitudinal infraumbilical que, por não descolar a aponeurose, tem menos risco de abscessos de parede.
  • Proteção da cavidade peritoneal superior, com a colocação de duas compressas protetoras, uma em cada goteira parietocólica, antes da histerotomia.
  • Manter o decúbito da paciente em céfalo-aclive, para evitar a passagem de material contaminado para o abdome superior.
  • Histerorrafia com fio de absorção lenta (vicril), número zero, que tem menos risco de deiscência frente a um quadro de endometrite.
  • Lavagem da pelve com soro fisiológico morno após a histerorrafia.
  • Trocar luvas após dequitação.

 

 

 

 

 

Trauma facial

Trauma facial trata-se de qualquer ferimento físico localizado na face, podendo afetar, consecutivamente, sua pele, gordura, músculos, nervos e ossos e, nos casos mais graves, se associar a dano cerebral. O trauma facial pode acarretar em perda de sensibilidade na pele, cicatrizes anti-estéticas, retrações, lesões na visão, dificuldade na respiração, paralisia facial e perdas dentárias.

O trauma é um problema mundial de saúde pública. As lesões por trauma intencional ou acidental afetam crianças, adolescentes, adultos jovens e idosos são as principais causas de morte entre pacientes de 1 a 44 anos e a quarta maior causa considerando-se todas as faixas etárias. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as lesões em cabeça e face podem representar metade das mortes traumáticas.

Considerações anatômicas

O tipo de fratura do esqueleto facial e sua extensão são determinados por fatores anatômicos de forma, tamanho, densidade das estruturas ósseas e suas relações com cavidades ósseas, estruturas musculares e tecido mole que o reveste. Isso vai influenciar no maior ou menor deslocamento dos segmentos fraturados ou proteção da estrutura óssea.

A cabeça é constituída pelos ossos do crânio e ossos da face. O crânio ou neurocrânio, como é chamado, delimita a cavidade craniana, local onde se encontra o encéfalo e as meninges, estruturas do Sistema Nervoso Central (SNC). É constituído pelos ossos:

Frontal, Parietais, Temporais, Esfenoide, Etmoide e Occipital

 

O arcabouço facial, viscerocrânio, constitui-se pelos ossos:

Mandíbula, Vômer, Conchas nasais inferiores, Lacrimais, Nasais, Zigomáticos (ou malares), Palatinos, Maxilas e osso hioide.

 

Ossos da face:

Mandíbula - é um osso ímpar e móvel, articula-se com os temporais através dos côndilos, formando a articulação têmporo-mandibular (ATM). A mandíbula consta de um corpo, em forma de ferradura, que apresenta os alvéolos da arcada dentária inferior, e dois ramos, continuação do corpo numa angulação conhecida como ângulo da mandíbula. O ramo da mandíbula apresenta um côndilo, que se articula com a fossa mandibular do temporal, e um processo coronóide; entre o côndilo e o processo coronóide há uma incisura mandibular.

Vômer - é um pequeno osso situado na face inferior do crânio, onde se articula com o osso esfenoide; possui uma lâmina que, juntamente com a lâmina perpendicular do osso etmoide, concorre para a formação do septo nasal ósseo.

Conchas nasais inferiores - são ossos independentes, laminares, situados na cavidade nasal, podem ser observadas através da abertura piriforme do nariz.

Lacrimais - estão situados na parte anterior da parede medial da órbita, e delimitam a fossa do saco lacrimal, que se continua no canal naso-lacrimal, que se abre no meato inferior da cavidade nasal.

Nasais - os ossos nasais, direito e esquerdo, articulam-se entre si no plano mediano, formam o esqueleto ósseo de parte do dorso do nariz.

Zigomáticos (ou malares) - os ossos zigomáticos, direito e esquerdo, são duas massas ósseas salientes que formam as proeminências da face; através do seu processo temporal do osso zigomático, que se articula com o processo zigomático do osso temporal, forma o arco zigomático; limitam a órbita juntamente com a maxila

Palatinos - direito e esquerdo, são dois pequenos ossos em forma de L, com uma lâmina horizontal e outra, lâmina vertical, localizados atrás das maxilas e anteriormente aos processos pterigóides do osso esfenoide, participam da delimitação das cavidades bucal, nasal e orbitária.

Maxilas - direita e esquerda, ocupam quase toda a face, formando o maxilar. Cada maxila apresenta um corpo, um processo frontal, que se articula com o osso frontal, um processo palatino que, juntamente com a lâmina horizontal do osso palatino, forma o palato duro; processo alveolar, em cujos alvéolos estão implantados os dentes, e um processo zigomático.

Osso hioide - é um osso pequeno, em forma de ferradura, ímpar, e não pertence nem ao crânio nem à face, estando situado na região do pescoço, abaixo da mandíbula e acima da cartilagem tireoide da laringe.

Classificação:

  • Fratura nasal;
  • Fratura alvéolo dentária;
  • Fratura de mandíbula;
  • Terço médio da face;

Fratura naso-orbitoetmoidal - A fratura ocorre quando há o envolvimento da estrutura nasal, da maxila e órbita. São fraturas complexas e necessitam de cirurgia sob anestesia geral para redução e fixação das fraturas. Geralmente, ocorre em trauma de alto impacto e muitas vezes há fraturas e lesões concomitantes em outras partes do corpo.

  • Fratura do zigoma. 

Os danos do tecido mole incluem:

  • Abrasão dentária,
  • Lacerações,
  • Extirpação, contusão e outros.

Em fraturas faciais, os ossos mais acometidos são geralmente os ossos nasais, enquanto que o arco zigomático se encontra em segundo lugar e o osso frontal o mais resistente de todos os outros.

Causas:

  • A causa mais frequente de fraturas e ferimentos faciais graves ainda é o acidente automobilístico;
  • Ferimentos por arma de fogo;
  • Ferimento por arma branca;
  • Agressões Físicas,
  • Acidentes domésticos (quedas em escadas, jardins, colégio, praça, etc.),
  • Acidentes no trabalho e trauma esportivo.
  • Recém-nascidos podem sofrer fraturas nasais em seus partos por conta da força na expulsão ou por conta do uso de fórceps.

Os segmentos da população mais afetados são os adolescentes e os adultos jovens.

Sinais e sintomas:

As fraturas dos ossos faciais, como em outras fraturas, podem estar relacionadas a dor e inchaço dos tecidos circundantes (tais sintomas podem ocorrer na ausência de fraturas também);

Fraturas nasais, na base do crânio ou na maxila podem estar associadas a hemorragias profusas;

Deformidades na face, como um osso malar (zigomático) afundado ou dentes que não estão alinhados corretamente, sugerem a presença de fraturas;

Assimetrias podem sugerir a fraturas faciais ou danos a determinados nervos do rosto. Sujeitos com fraturas mandibulares possuem, frequentemente, dores e dificuldades em abrir e fechar a boca, e podem ter dormência no lábio e no queixo;

Comumente, a pessoa que está com trauma facial sente dor na região frontal, hipoestesia na região do supratroclear, epistaxe e rinoliquorragia, isto é, laceração da dura.

Diagnóstico:

O diagnóstico de fraturas faciais é basicamente clínico, com uma avaliação da história do trauma do paciente, através do mesmo ou por familiares e amigos.

Através de palpação e inspeção procurando sinais de trauma:

  • Assimetria facial,
  • Afundamento da face,
  • Hemorragia subconjuntival,
  • Observar deslocamentos e movimentações ósseas e edemas.

Exames por Imagens:

  • RX;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética.

Prevenção:

  • Uso o cinto de segurança;
  • Uso de "airbag";
  • Fazer o uso do capacete,
  • O uso de equipamentos de proteção adequados na pratica esportiva;
  • Obedecer às normas de segurança no trabalho.

 

17 outubro 2016

Depressão pós-parto (DPP)

É uma forma de depressão que afeta mulheres após terem dado à luz a um bebê. Estima-se que cerca de 60% das novas mães passam por uma forte melancolia após o parto conhecida internacionalmente como baby blues. No Brasil cerca de 40% desenvolvem depressão sendo que 10% apresentem a sua forma mais severa. Recomenda-se que uma psicoterapia seja iniciada o mais rápido possível.

A depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto. Raramente, pode ocorrer uma forma extrema de depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto.

Acreditava-se que somente as mães sofriam desse mal, no entanto, novos estudos mostram que elas também podem afetar os pais.

Depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou uma fraqueza. Se você tem depressão pós-parto, o tratamento imediato pode ajudar a gerir os seus sintomas e desfrutar de seu bebê.

 

Causas:

A depressão pós-parto, assim como a maioria dos transtornos psicológicos, tem como causas fatores biológicos, psicológicos e sociais. Caso a mãe já apresente depressão antes do parto é provável que ocorra seu agravamento. As grandes alterações hormonais durante a gravidez e a diminuição após o parto são um dos principais responsáveis, porém existe uma clara relação entre o suporte social principalmente do parceiro e família, do planejamento da gravidez, de problemas de saúde da criança, dificuldade em voltar ao trabalho, dificuldade sócio-econômica e estado civil com a presença e gravidade da depressão.

 

Incidência:

No Brasil estudos mostram uma prevalência por volta de 40%, enquanto a americana de 60%.

 

Sintomas:

Alguns dos sintomas mais comuns são:

   Tristeza;

   Desesperança;

   Baixa auto-estima;

   Culpa;

   Anedonia;

   Distúrbios de sono;

   Distúrbios na alimentação;

   Cansaço e falta de energia;

   Desinteresse sexual;

   Aumento na ansiedade;

   Irritabilidade;

   Sentimento de incompetência;

    Isolamento social.

 

Tratamento:

Pode ser tratada com Inibidor seletivo de receptação de serotonina, porém como a maioria dos antidepressivos passam para o leite materno é necessário o uso de substitutos adequados. Logo a psicoterapia é o tratamento mais recomendado. Para mães que preferem resultados mais rápidos a terapia cognitivo-comportamental e a terapia analítico-comportamental demoram por volta de 6 meses.

Uma alimentação adequada, rica em Ômega 3 e sais minerais, e exercícios também são importantes para melhorar o humor e a saúde em geral.

Não há uma única causa para depressão pós-parto. Fatores físicos, emocionais e de estilo de vida podem influenciar de alguma forma no surgimento da doença.

 

Mudanças físicas:

Após o parto, ocorre uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de depressão pós-parto. Outro hormônio produzido pela glândula tireoide também pode cair bruscamente - o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor.

 

Fatores emocionais:

Quando você está privado de sono e sofrendo algum tipo de estresse ou pressão psicológica, você pode ter problemas para lidar com situações do dia a dia. A mãe também pode se sentir menos atraente ou sentir que perdeu o controle sobre sua vida. Qualquer um desses fatores pode contribuir para a depressão pós-parto.

No caso dos homens, a depressão pós-parto pode surgir por conta da preocupação com sua própria capacidade de educar um recém-nascido. A ansiedade em prover uma boa vida para a criança, o aumento das responsabilidades e o suporte que se deve dar ao parceiro (a) estão entre as causas do problema. Apesar de essas causas serem comuns nos pais, também podem ocorrer com as mães.

 

Estilo de vida:

Muitos fatores de estilo de vida podem levar à depressão pós-parto, incluindo um bebê exigente, dificuldade de amamentação, filhos mais velhos com ciúmes, problemas financeiros, falta de apoio do parceiro ou de outros entes queridos.

Fatores de risco:

-   História de depressão pós-parto anterior;

-   Falta de apoio da família, parceiro e amigos;

-   Estresse, como um recém-nascido doente, problemas financeiros ou problemas familiares;

-   Limitações físicas anteriores ou após o parto;

-   Depressão durante a gravidez;

-   Depressão anterior;

-   Transtorno bipolar;

-   História familiar de depressão ou transtorno bipolar;

-   História de desordem disfórica pré-menstrual (PMDD), que é a forma grave de tensão pré-menstrual (TPM);

-   Violência doméstica, que podem aumentar durante a gravidez e quando um casal está se ajustando a um novo bebê. Se o seu parceiro é violento ou emocionalmente abusivo, você e seu bebê estão fisicamente em risco, e você tem um maior risco de depressão pós-parto. Procure ajuda se possível.

-   Perder ou ganhar peso;

-   Vontade de comer mais ou menos do que o habitual;

-   Dormir muito ou não dormir o suficiente;

-   Inquietação ou indisposição;

-   Cansaço e energia;

-   Sentimento de indignação ou culpa;

-   Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões;

-   Ansiedade e excesso de preocupação.

 

Psicose pós-parto:

Existem também o risco de psicose pós-parto, estimado entre 2 e 4 a cada 1000 partos. Muito mais grave que a depressão, na psicose a perda de contato com a realidade que pode incluir alucinação, delírios, fala desorganizada, humor instável, medo patológico e comportamentos violentos contra si e contra os outros. Pode ser necessário a internação.

Esta condição grave é mais susceptível de afetar as mulheres que têm distúrbio bipolar ou histórico de psicose pós-parto. Os sintomas, que começam geralmente durante as primeiras três semanas após o parto, incluem:

   Sentir-se desconectada com seu bebê e com as pessoas em seu entorno

   Sono perturbado, mesmo quando o bebê está dormindo

   Pensamento extremamente confuso e desorganizado, aumentando o risco de prejudicar o bebê, a si mesma ou qualquer pessoa

   Mudanças drásticas de humor e comportamento bizarro

   Extrema agitação ou inquietação

   Alucinações, que pode ser visuais, auditivas, olfativas ou pode contato

    Pensamento delirante que não se baseia na realidade.

 

Diagnóstico:

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Americana de Psiquiatria considera depressão pós-parto um subtipo de depressão maior. De acordo com o manual, para depressão pós-parto ser diagnosticada, os sinais e sintomas da depressão devem se desenvolver dentro de quatro semanas após o parto. Sinais de um episódio depressivo incluem, em parte:

    Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias;

    Redução de interesse e prazer nas atividades;

    Mudança significativa no apetite ou mudança inesperada no peso;

    Incapacidade de dormir (insônia) ou sonolência excessiva (hipersonia);

    Agitação ou movimentos mais lentos;

    Fadiga ou falta de energia;

    Sentimentos de inutilidade;

    Capacidade reduzida de pensar, concentrar-se ou tomar decisões;

    Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Para distinguir entre um caso de curto prazo e uma forma mais grave de depressão, o médico ou médica pode pedir para você preencher um questionário de triagem de depressão. Além disso, o médico provavelmente irá realizar exames de sangue para determinar se uma disfunção da tiroide está contribuindo no quadro.

Se há histórico pessoal de depressão, depressão pós-parto, psicose pós-parto ou transtorno bipolar, é importante acompanhar com o médico ou médica de perto antes mesmo dos sintomas começarem. Alguns especialistas sugerem que as mulheres de alto risco tenham seu primeiro check-up pós-natal três ou quatro semanas após o parto, em vez das habituais seis semanas.

 

Tratamento:

Medicamentosos:

-   Os antidepressivos são frequentemente utilizados, geralmente em combinação com a orientação e suporte.

-   Os antidepressivos são normalmente utilizados durante pelo menos seis meses.

-   Inibidores seletivos da receptação de serotonina

-   Antidepressivos tricíclicos

Psicoterapia

O aconselhamento ajuda a prevenir e tratar a depressão pós-parto e depressão durante a gravidez. Para melhorar o sucesso do tratamento, ambos os pais devem tentar participar.

   Terapia cognitivo comportamental ajuda a tomar conta da maneira como você pensa e sente.

   Aconselhamento interpessoal fornece suporte emocional e ajuda na resolução de problemas e definição de metas.

Terapia hormonal

A reposição hormonal pode ajudar a neutralizar a queda rápida nos níveis de estrogênio que acompanha o parto, aliviando os sintomas de depressão pós-parto em algumas mulheres. Entretanto, ainda não é comprovado que a terapia hormonal possa prevenir ou tratar a depressão pós-parto. Tal como acontece com os antidepressivos, é importante pesar os riscos e benefícios potenciais do tratamento com terapia hormonal.

 

Psicose pós-parto:

Psicose pós-parto requer tratamento imediato, muitas vezes no hospital. Quando a segurança da paciente está garantida, uma combinação de medicamentos - como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor - pode ser usado para controlar os sintomas. Às vezes, a eletroconvulsoterapia é recomendada também.

O tratamento para a psicose pós-parto pode afastar a mãe do bebê por muito tempo e tornar a amamentação difícil, e alguns medicamentos utilizados para tratar a psicose pós-parto não são recomendados para mulheres que estejam amamentando.

 

Complicações:

Se não for tratada, a depressão pós-parto pode interferir com o vínculo mãe-filho e causar problemas familiares. Filhos de mães que têm depressão pós-parto não tratada são mais propensos a ter problemas de comportamento, como dificuldades para dormir e comer, crises de birra e hiperatividade. Os atrasos no desenvolvimento da linguagem são mais comuns também.

Depressão pós-parto não tratada pode durar meses ou mais, por vezes tornar-se um distúrbio depressivo crônico. Mesmo quando tratada, depressão pós-parto aumenta o risco de futuros episódios depressivos.

 

Prevenção:

-   Manter uma alimentação saudável,

-   Fazer exercício físico e receber apoio na medida do possível.

-   Evitar uso álcool e outras drogas.

 

 

 

 

ALHO COMBATE INFECÇÕES E AJUDA A PROTEGER O CORAÇÃO

O alho tem propriedades terapêuticas conhecidas desde a época dos faraós no Egito

Seu poder terapêutico é conhecido há milênios e acredita-se que o uso venha desde a época dos faraós no Egito, inclusive, como moeda de troca.

A lista dos benefícios para quem consome ao menos um dente de alho cru por dia é extensa. Pesquisas comprovam o potencial contra doenças e o ingrediente tem ganhado cada vez mais espaço. Além de antibiótico natural, que atua no combate a várias infecções, também auxilia no controle da pressão, da glicemia, reduz o colesterol, previne problemas cardiovasculares, aumenta a imunidade e tem ação anticancerosa.

Seu poder terapêutico é conhecido há milênios e acredita-se que o uso venha desde a época dos faraós no Egito, inclusive, como moeda de troca. Alho e cebola eram acrescentados à dieta dos escravos que participavam da construção das pirâmides, justamente porque os alimentos aumentavam a força e o vigor dos trabalhadores.

A verdade é que a lista de benefícios está diretamente ligada à quantidade de bons "ingredientes" que compõem o famoso tempero. Até agora, foram identificados cerca de 30 componentes com efeitos positivos para a saúde. A maioria deles está concentrado no bulbo, aquela parte branca que popularmente é conhecido como a "cabeça", composta pelos "dentes" do alho.

Entre os principais, estão os compostos sulfurados, como a aliina, a alicina e o ajoeno, responsáveis pelo odor e sabor forte e característico do alimento. A presença dos sulfurados é cerca de três vezes maior do que em outros vegetais também ricos nestes compostos, como a cebola e o brócolis.

É por causa deles que o alho tem propriedades anti-inflamatórias, anticoagulantes e antifúngicas. No entanto, a maioria dos componentes sulfurados não está presente nas células intactas. São liberadas apenas quando ele cortado ou mastigado. É por isso que é preciso partir antes de ser consumido.

Um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revelou que a alicina, por exemplo, auxilia no controle das taxas do colesterol e diminui o risco de infarto agudo no miocárdio. O selênio, outro componente presente, é um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e ajuda a afastar o risco de tumores. O alho também é rico em vitamina C, que combate infecções, e vitaminas do complexo B, que combatem o desânimo.

 

Quanto consumir por dia?

Embora as propriedades terapêuticas sejam reconhecidas pelo Ministério da Saúde e pelo FDA (órgão governamental dos EUA ligado ao controle de alimentos), não há um consenso sobre a quantidade diária ideal para sentir os efeitos benéficos. "Um dente de alho cru por dia já é o suficiente. No entanto, se ele for refogado, devemos garantir o consumo de dois", sugere a nutricionista Vanderli Marchioli, vice-presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia. Alguns órgãos internacionais, como o Ministério da Saúde do Canadá e a Agência Federal de Saúde Alemã, sugerem a ingestão de quatro gramas de alho cru por dia ou 8 mg de óleos derivados.

 

Por que o cheiro é tão forte?

O odor forte e característico desse alimento só é liberado quando ele é picado, amassado ou cortado. Ao picar um dente de alho, por exemplo, uma enzima chamada alinase entra em contato com uma substância chamada de aliina. Essa reação produzirá a alicina, responsável pelo cheiro e pelo sabor do alho.

 

Cru, assado ou frito?

Embora o gosto seja mais acentuado, consumir o ingrediente cru é a melhor forma de garantir a absorção de todos os nutrientes. Para disfarçar o sabor, é possível misturá-lo a pastas ou maionese, por exemplo. Se a opção for comê-lo cozido, o ideal é que o tempo no fogo não ultrapasse 20 minutos e a temperatura não passe de 100 ºC. "Após 40 minutos de cocção já se observa uma redução na capacidade antioxidante. O mesmo acontece quando ele é frito", explica a pesquisadora da USP e especialista no tema, Jocelem Salgado.

 

Vale substituir o consumo in natura por cápsulas?

De acordo com Vanderli, é possível fazer a substituição, desde que as cápsulas sejam adquiridas em locais seguros. A pesquisadora Jocelem alerta que antes de começar a ingestão das cápsulas, é preciso buscar orientação de um profissional da saúde. "O uso crônico e em excesso pode causar mau hálito, suor e perturbações gastrintestinais, como ardência, diarreia, flatulência e mudanças da flora intestinal".

 

Tem contraindicação?

Algumas pesquisas apontam que o consumo não é indicado para indivíduos medicados com anticoagulantes (como a varfarina) por conta do risco de hemorragias. Quem é alérgico ao enxofre —que está presente nos compostos sulfurados do alho— pode apresentar dermatites, asma, rinite, conjuntivite e urticária. Além destes efeitos colaterais, o consumo excessivo do alho pode interferir na eficácia terapêutica de alguns medicamentos.

10 benefícios do alho

    Antibiótico natural;

    Baixa o colesterol;

    Protege o coração;

    Favorece a circulação

    Contém uma dose elevada de vitamina C;

    Auxilia no controle da pressão;

    Auxilia no controle da glicemia;

    Melhora a imunidade;

    Tem ação anticancerosa.

 

 

 

Hipertensão Pulmonar

A hipertensão pulmonar ocorre quando a pressão arterial é anormalmente alta nas artérias pulmonares (pequena circulação) ou na irrigação vascular dos pulmões. Dependendo do caso, poderá provocar uma marcada diminuição da tolerância ao exercício e falhas do coração. Esta hipertensão é independente da forma mais comum (chamada, simplesmente, hipertensão arterial - e que se deveria chamar, com maior propriedade, "hipertensão sistêmica"), detectada no consultório médico, onde é medida apenas a pressão nas artérias que participam da grande circulação. O ventrículo direito do coração tem de fazer um esforço adicional para conseguir bombear o sangue até aos pulmões, onde captará o oxigênio através das hemácias.

A hipertensão pulmonar pode ser primária ou secundária. É secundária quando deriva de enfisema pulmonar ou doença cardíaca congênita. É considerada primária, quando não se consegue encontrar causa para o distúrbio.

O lado direito do coração bombeia sangue através dos pulmões, onde o sangue pode receber oxigênio. Quando as artérias pequenas (vasos sanguíneos) do pulmão ficam estreitas, elas não podem transportar muito sangue. Quando isso acontece, a pressão aumenta. Isso é denominado hipertensão pulmonar.

O coração precisa trabalhar mais para forçar o sangue através dos vasos contra essa pressão. Ao longo do tempo, o lado direito do coração pode aumentar. Em algum ponto, não flui sangue suficiente para os pulmões para absorver oxigênio, então começam os sintomas.

Neste ponto, a insuficiência cardíaca que envolve o lado direito do coração está presente. Isso é denominado cor pulmonale.

 

Etiologia:

-  Distúrbios autoimunes que lesam os pulmões, como esclerodermia e artrite reumatoide Defeitos de nascença no coração.

-  Coágulos de sangue no pulmão (embolia pulmonar)

-   Insuficiência cardíaca congestiva

-   Doença da válvula cardíaca

-   Infecção por HIV

-   Níveis baixos de oxigênio no sangue por um longo tempo (crônico)

-   Doença pulmonar, como DPOC ou fibrose pulmonar.

-   Medicamentos (algumas drogas contra obesidade)

-   Apneia obstrutiva do sono

Em muitos casos, a causa é desconhecida. Neste caso, a condição é chamada hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI). Ela costumava ser chamada hipertensão pulmonar primária (HPP).

A HAPI é rara. Ela afeta mais mulheres do que homens.

Se a hipertensão pulmonar é causada por um medicamento ou condição médica conhecida, é chamada de hipertensão pulmonar secundária.

 

Sintomas:

Deficiência respiratória ou sensação de desfalecimento durante alguma atividade é frequentemente o primeiro sintoma.

Frequência cardíaca acelerada (palpitações) pode estar presente ao longo do tempo, os sintomas ocorrem com atividade mais leve ou mesmo em repouso.

-   Inchaço dos tornozelos e pernas;

-   Cianose;

-   Dor ou pressão no peito, geralmente na frente do tórax;

-   Vertigem ou desmaios;

-   Cansaço;

-   Fraqueza.

 

Exames e testes:

Exame físico pode observar:

-   Sons anormais no coração (especialmente uma divisão do segundo som do coração);

-   Dilatação das veias no pescoço;

-   Sensação de uma pulsação sobre o esterno;

-   Sopro cardíaco;

-   Inchaço nas pernas;

-   Inchaço no fígado e baço;

-   Sons respiratórios normais.

Nos estágios iniciais da doença, o exame pode ser normal ou quase normal. O problema pode levar vários meses para ser diagnosticado. A asma causa sintomas semelhantes e deve ser descartada.

Os testes incluem:

   Cateterização cardíaca;

   Radiografia torácica;

   Tomografia computadorizada torácica;

   Eco cardiograma;

   Eletrocardiograma (ECG);

   Varredura do pulmão;

   Arteriograma pulmonar;

   Testes da função pulmonar;

   Estudo do sono.

 

Fatores de risco:

-   Obesidade;

-   Apneia

-   Altitude

-   Uso de drogas e toxinas;

-   Histórico familiar – se uma ou mais membros da sua família tem Hipertensão Pulmonar ou um membro familiar na sua linhagem;

-   Gênero – mulheres têm duas vezes mais chances que os homens;

-   Gravidez – Ocorrem várias mudanças no corpo da mulher e há uma sobrecarga nos órgãos afetados pela hipertensão pulmonar, o que pode colocar em risco a vida da mulher e do feto. Além disso, alguns medicamentos, que fazem parte do tratamento, não são aconselhados para mulheres grávidas;

-   Outras doenças – Incluindo doenças do coração, doenças pulmonares, doenças do fígado desordens do tecido conectivo como esclerodema e lúpus.

 

Incidências:

Embora a HAP seja uma doença rara, com uma prevalência estimada de 30 a 50 casos por milhão, a prevalência da HAP em alguns grupos de risco é substancialmente maior. Por exemplo, em pacientes infectados por HIV, a prevalência é de 0,5%, em pacientes de anemia falciforme a prevalência é de 20 a 40% e em pacientes com esclerose sistêmica a prevalência foi relatada como sendo de 4,9% até 38%.

A HAP idiopática é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

 

Prognóstico:

A perspectiva de longo prazo foi deficiente, mas as novas terapias podem produzir resultados melhores. Algumas pessoas com esta condição podem desenvolver insuficiência cardíaca progressiva que pode levar à morte.

 

Tratamento:

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, já que não existe nenhuma cura conhecida.  É importante tratar dos distúrbios médicos que causam hipertensão pulmonar, como apneia obstrutiva do sono, condições pulmonares e distúrbios de válvulas cardíacas.

Várias opções novas de tratamento para hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) e outras formas de hipertensão arterial pulmonar estão sendo disponibilizadas.

Medicamentos usados para tratar da hipertensão pulmonar incluem:

   Ambrisentan

   Bosentan

   Bloqueadores dos canais de cálcio

   Diurético

   Prostaciclina ou medicamentos semelhantes

   Sildenafil

Alguns pacientes devem usar anticoagulantes para reduzir o risco de coágulos de sangue nas veias das pernas e artérias pulmonares.

Pessoas com casos avançados de hipertensão arterial pulmonar podem precisar de oxigênio. Se o tratamento com medicamentos falhar, os candidatos adequados podem ser ajudados por um transplante de pulmão ou coração-pulmão.