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12 outubro 2012

PROLONGAR PROCEDIMENTO DE RESSUSCITAÇÃO SALVA MAIS VIDAS



Vale o esforço

Por quanto tempo uma equipe médica deve tentar ressuscitar um paciente que sofreu uma parada cardíaca?

Apesar de não haver normas para regulamentar tais procedimentos, eles deveriam durar pelo menos 30 minutos.

É o que indica um estudo que mostra que o prolongamento das técnicas de ressuscitação em pacientes consegue salvar mais vidas.

Nesses casos, o paciente consegue sobreviver sem danos cerebrais.

Por exemplo, em março de 2012, o jogador de futebol Fabrice Muamba sobreviveu a uma parada cardíaca em campo que durou 78 minutos.

O estudo, publicado na revista The Lancet, realizada pela Universidade de Washington e Universidade de Michigan, é uma das maiores do gênero e uma das primeiras a relacionar a duração dos esforços de ressuscitação às taxas de sobrevivência.

Ressuscitação

Os cientistas descobriram que, enquanto a maioria dos pacientes foi ressuscitada depois de um período curto de tempo, cerca de 15% dos pacientes que sobreviveram à parada cardíaca precisaram de pelo menos 30 minutos para que o pulso voltasse.

Uma das primeiras constatações, que chamou a atenção dos médicos, foi a variação na média de tempo dos esforços de ressuscitação entre os hospitais: de 16 minutos, para os hospitais que passavam menos tempo tentando ressuscitar os pacientes, até 25 minutos.

O pesquisador que liderou o estudo, Zachary Goldberger, da Universidade de Washington, afirma que a variação não é surpreendente, pois não há regras estabelecidas que determinem quando os médicos precisam parar com os esforços de ressuscitação.

"Nossas descobertas sugerem (que existe) uma oportunidade para melhorar o cuidado com esta população em alto risco. No geral, (a melhora) pode envolver a padronização do tempo exigido para continuar as tentativas de ressuscitação", disse.

09 outubro 2012

ARRITMIA

Arritmia cardíaca é o nome genérico de diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos. Pode dever-se a várias razões. As arritmias ou disritmias podem levar à morte e constituir, por isso, um caso de emergência médica. A maior parte delas é, no entanto, inofensiva. O nódulo sinusal, na aurícula direita, é um grupo de células que regula esses batimentos através de impulsos eléctricos que estimulam a contracção do músculo cardíaco ou miocárdio. Quando esses impulsos eléctricos são emitidos de forma irregular ou conduzidos de forma deficiente, pode ocorrer arritmia cardíaca. Esta pode ser caracterizada por ritmos excessivamente rápidos (taquicardia), lentos (bradicardia) ou apenas irregulares.




Causas:

Arritmia pode ocorrer quando os sinais elétricos que controlam os batimentos cardíacos ficam atrasados ou bloqueados. Isso pode acontecer quando as células nervosas especiais que produzem o sinal elétrico não funcionam apropriadamente, ou quando os sinais elétricos não viajam normalmente pelo coração. Uma arritmia também pode ocorrer quando outra parte do coração começa a produzir sinais elétricos, adicionando aos sinais das células nervosas especiais, e alterando o batimento cardíaco normal.
  • Estresse,
  • Fumo,
  • Grande ingestão de álcool,
  • Exercício físico muito forte,
  • Uso de certas drogas (como cocaína e anfetaminas),
  • Uso de alguns medicamentos,
  • Excesso de cafeína pode ocasionar arritmia em algumas pessoas.
  • Pressão alta,
  • Doença da artéria coronária,
  • Insuficiência cardíaca,
  • Hipotireoidismo,
  • Hipertiroidismo,
  • Doença reumática do coração.
  • Para algumas arritmias, como a síndrome Wolff-Parkinson-White, o defeito cardíaco que causa a arritmia está presente no nascimento (congênito). Algumas vezes a causa de uma arritmia não pode ser encontrada.


Diagnostico:

Eletrocardiograma: registro dos impulsos elétricos cardíacos através de eletrodos colocados sob a pele no tórax, braços e pernas. O resultado pode ser normal, mesmo em pacientes com arritmia. Algumas vezes, torna-se necessário realizá-lo durante a ocorrência dos sintomas. O paciente pode ir imediatamente a um serviço de emergência para ser examinado enquanto a aceleração estiver presente. Porém, freqüentemente, o quadro já pode ter sido resolvido espontaneamente quando o paciente chega à emergência.

Eletrocardiograma

Holter de 24 horas: aparelho portátil para registro de eletrocardiograma durante 24 horas.


Monitores de eventos: trata-se de um aparelho que grava o eletrocardiograma por 7 a 15 dias, sendo acionado pelo paciente quando a crise aparece.

Monitor de eventos cardíacos          

Teste ergométrico: utilizado para arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Pode ser útil também para determinar se a doença coronariana é causadora dessas arritmias.


Ecocardiograma: um tipo de ultrassom do coração que permite visualizar se há doença no músculo cardíaco ou nas válvulas, que possam estar causando essas arritmias.

Ecocardiograma 

Tilt-teste: está indicado para pessoas que apresentam desmaios durante a posição em pé ou sentado, precedidos por tonteiras, visão turva, sudorese. Consiste em deitar o paciente numa mesa que se inclina durante o exame. A pressão sangüínea e os batimentos cardíacos são monitorizados. Se houver queda da freqüência cardíaca e/ou da pressão o exame é considerado positivo.

Tilt-teste

Estudo eletrofisiológico: teste provocativo através de cateteres (fios flexíveis), que permite realizar uma avaliação da integridade do sistema elétrico do coração e a indução de arritmias através de estimulação do coração, em pacientes com predisposição. Caso se comprove a existência dessas arritmias, elas podem ser tratadas através de uma cauterização no local afetado, processo denominado ablação por cateter.


 Estudo eletrofisiológico - Implante de CDI


Tratamento: 


Quando a arritmia é grave, é necessário tratamento urgente para restaurar o ritmo normal do coração. Isso pode ser:


  • Terapia de eletrochoque (desfibrilação ou cardioversão);
  • Implante de um marcapasso temporário para interromper a arritmia;
  • Medicações intravenosas;
  • Às vezes, dar um tratamento melhor para a angina ou insuficiência cardíaca existentes diminui as chances de se desenvolver uma arritmia;
  • Podem ser utilizados medicamentos para evitar a recorrência de uma arritmia ou impedir alterações no batimento cardíaco. Esses medicamentos são denominados drogas antiarrítmicas;
  • Algumas delas têm efeitos colaterais. Nem todas as arritmias respondem bem à medicação;
  • A ablação cardíaca é um procedimento usado para destruir as áreas do coração que possam estar motivando problemas no batimento cardíaco. Ablação significa "corte";
  • Um desfibrilador cardíaco implantável é colocado em pessoas que possuem alto risco de sofrerem morte súbita cardíaca;
  • Um desfibrilador pode ser necessário em casos de episódios de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular com risco de morte, ou se o coração é fraco, muito grande e não bombeia o sangue muito bem;
  • Assim que a arritmia inicia, o desfibrilador envia um choque para interrompê-la ou para dar ritmo;
  • Pessoas que sofrem de bradicardia (batimento lento do coração) podem usar marca-passo. Alguns marca-passos podem ser utilizados para interromper um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia) ou irregular.