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21 outubro 2016

Trauma facial

Trauma facial trata-se de qualquer ferimento físico localizado na face, podendo afetar, consecutivamente, sua pele, gordura, músculos, nervos e ossos e, nos casos mais graves, se associar a dano cerebral. O trauma facial pode acarretar em perda de sensibilidade na pele, cicatrizes anti-estéticas, retrações, lesões na visão, dificuldade na respiração, paralisia facial e perdas dentárias.

O trauma é um problema mundial de saúde pública. As lesões por trauma intencional ou acidental afetam crianças, adolescentes, adultos jovens e idosos são as principais causas de morte entre pacientes de 1 a 44 anos e a quarta maior causa considerando-se todas as faixas etárias. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as lesões em cabeça e face podem representar metade das mortes traumáticas.

Considerações anatômicas

O tipo de fratura do esqueleto facial e sua extensão são determinados por fatores anatômicos de forma, tamanho, densidade das estruturas ósseas e suas relações com cavidades ósseas, estruturas musculares e tecido mole que o reveste. Isso vai influenciar no maior ou menor deslocamento dos segmentos fraturados ou proteção da estrutura óssea.

A cabeça é constituída pelos ossos do crânio e ossos da face. O crânio ou neurocrânio, como é chamado, delimita a cavidade craniana, local onde se encontra o encéfalo e as meninges, estruturas do Sistema Nervoso Central (SNC). É constituído pelos ossos:

Frontal, Parietais, Temporais, Esfenoide, Etmoide e Occipital

 

O arcabouço facial, viscerocrânio, constitui-se pelos ossos:

Mandíbula, Vômer, Conchas nasais inferiores, Lacrimais, Nasais, Zigomáticos (ou malares), Palatinos, Maxilas e osso hioide.

 

Ossos da face:

Mandíbula - é um osso ímpar e móvel, articula-se com os temporais através dos côndilos, formando a articulação têmporo-mandibular (ATM). A mandíbula consta de um corpo, em forma de ferradura, que apresenta os alvéolos da arcada dentária inferior, e dois ramos, continuação do corpo numa angulação conhecida como ângulo da mandíbula. O ramo da mandíbula apresenta um côndilo, que se articula com a fossa mandibular do temporal, e um processo coronóide; entre o côndilo e o processo coronóide há uma incisura mandibular.

Vômer - é um pequeno osso situado na face inferior do crânio, onde se articula com o osso esfenoide; possui uma lâmina que, juntamente com a lâmina perpendicular do osso etmoide, concorre para a formação do septo nasal ósseo.

Conchas nasais inferiores - são ossos independentes, laminares, situados na cavidade nasal, podem ser observadas através da abertura piriforme do nariz.

Lacrimais - estão situados na parte anterior da parede medial da órbita, e delimitam a fossa do saco lacrimal, que se continua no canal naso-lacrimal, que se abre no meato inferior da cavidade nasal.

Nasais - os ossos nasais, direito e esquerdo, articulam-se entre si no plano mediano, formam o esqueleto ósseo de parte do dorso do nariz.

Zigomáticos (ou malares) - os ossos zigomáticos, direito e esquerdo, são duas massas ósseas salientes que formam as proeminências da face; através do seu processo temporal do osso zigomático, que se articula com o processo zigomático do osso temporal, forma o arco zigomático; limitam a órbita juntamente com a maxila

Palatinos - direito e esquerdo, são dois pequenos ossos em forma de L, com uma lâmina horizontal e outra, lâmina vertical, localizados atrás das maxilas e anteriormente aos processos pterigóides do osso esfenoide, participam da delimitação das cavidades bucal, nasal e orbitária.

Maxilas - direita e esquerda, ocupam quase toda a face, formando o maxilar. Cada maxila apresenta um corpo, um processo frontal, que se articula com o osso frontal, um processo palatino que, juntamente com a lâmina horizontal do osso palatino, forma o palato duro; processo alveolar, em cujos alvéolos estão implantados os dentes, e um processo zigomático.

Osso hioide - é um osso pequeno, em forma de ferradura, ímpar, e não pertence nem ao crânio nem à face, estando situado na região do pescoço, abaixo da mandíbula e acima da cartilagem tireoide da laringe.

Classificação:

  • Fratura nasal;
  • Fratura alvéolo dentária;
  • Fratura de mandíbula;
  • Terço médio da face;

Fratura naso-orbitoetmoidal - A fratura ocorre quando há o envolvimento da estrutura nasal, da maxila e órbita. São fraturas complexas e necessitam de cirurgia sob anestesia geral para redução e fixação das fraturas. Geralmente, ocorre em trauma de alto impacto e muitas vezes há fraturas e lesões concomitantes em outras partes do corpo.

  • Fratura do zigoma. 

Os danos do tecido mole incluem:

  • Abrasão dentária,
  • Lacerações,
  • Extirpação, contusão e outros.

Em fraturas faciais, os ossos mais acometidos são geralmente os ossos nasais, enquanto que o arco zigomático se encontra em segundo lugar e o osso frontal o mais resistente de todos os outros.

Causas:

  • A causa mais frequente de fraturas e ferimentos faciais graves ainda é o acidente automobilístico;
  • Ferimentos por arma de fogo;
  • Ferimento por arma branca;
  • Agressões Físicas,
  • Acidentes domésticos (quedas em escadas, jardins, colégio, praça, etc.),
  • Acidentes no trabalho e trauma esportivo.
  • Recém-nascidos podem sofrer fraturas nasais em seus partos por conta da força na expulsão ou por conta do uso de fórceps.

Os segmentos da população mais afetados são os adolescentes e os adultos jovens.

Sinais e sintomas:

As fraturas dos ossos faciais, como em outras fraturas, podem estar relacionadas a dor e inchaço dos tecidos circundantes (tais sintomas podem ocorrer na ausência de fraturas também);

Fraturas nasais, na base do crânio ou na maxila podem estar associadas a hemorragias profusas;

Deformidades na face, como um osso malar (zigomático) afundado ou dentes que não estão alinhados corretamente, sugerem a presença de fraturas;

Assimetrias podem sugerir a fraturas faciais ou danos a determinados nervos do rosto. Sujeitos com fraturas mandibulares possuem, frequentemente, dores e dificuldades em abrir e fechar a boca, e podem ter dormência no lábio e no queixo;

Comumente, a pessoa que está com trauma facial sente dor na região frontal, hipoestesia na região do supratroclear, epistaxe e rinoliquorragia, isto é, laceração da dura.

Diagnóstico:

O diagnóstico de fraturas faciais é basicamente clínico, com uma avaliação da história do trauma do paciente, através do mesmo ou por familiares e amigos.

Através de palpação e inspeção procurando sinais de trauma:

  • Assimetria facial,
  • Afundamento da face,
  • Hemorragia subconjuntival,
  • Observar deslocamentos e movimentações ósseas e edemas.

Exames por Imagens:

  • RX;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética.

Prevenção:

  • Uso o cinto de segurança;
  • Uso de "airbag";
  • Fazer o uso do capacete,
  • O uso de equipamentos de proteção adequados na pratica esportiva;
  • Obedecer às normas de segurança no trabalho.

 

29 outubro 2015

ICC - INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

A insuficiência cardíaca ocorre quando o seu coração não está bombeando sangue suficiente para satisfazer as necessidades do seu corpo. O resultado disso é que pode haver concentração de fluido nas pernas, pulmões e outros tecidos através do corpo.

Definição:

A insuficiência cardíaca, também conhecida como insuficiência cardíaca congestiva, é uma condição ou um conjunto de sintomas em que o coração não bombeia sangue suficiente para satisfazer as necessidades do seu corpo.

Causas:

A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve gradativamente após uma lesão no coração. Algumas lesões podem incluir um ataque cardíaco, muito esforço para o coração devido a anos de pressão arterial alta e não tratada ou uma válvula cardíaca doente.

As causas comuns da insuficiência cardíaca incluem:

· Doença arterial coronariana;

· Ataque cardíaco anterior (enfarte do miocárdio);

· Pressão arterial alta (hipertensão);

· Doença de válvula cardíaca;

· Doença cardíaca congênita (problema com o qual você nasce);

· Cardiomiopatia (coração aumentado);

· Endocardite;

· Miocardite (infecção do coração);

· Diabetes.


Sintomas:

Os sintomas da insuficiência cardíaca nem sempre são óbvios. Algumas pessoas nos primeiros estágios da insuficiência cardíaca podem não ter nenhum sintoma. Outras podem atribuir sintomas como fadiga ou falta de ar a sinais de seu envelhecimento.

Às vezes, entretanto, os sintomas de insuficiência cardíaca são mais óbvios. Devido à incapacidade do seu coração bombear o sangue eficientemente para suprir seus órgãos (como os rins e o cérebro), você pode sentir vários sintomas, incluindo:

· Falta de ar;

· Inchaço dos pés e pernas;

· Falta de energia e cansaço;

· Dificuldade de dormir à noite devido a problemas respiratórios;

· Abdômen inchado ou mole, perda de apetite;

· Tosse com muco "espumante" ou catarro;

· Aumento de micção à noite;

· Confusão mental;

· Memória fraca.

Fatores de Risco:

Algumas pessoas estão mais sujeitas que outras a desenvolverem insuficiência cardíaca. Ninguém pode prever com certeza quem irá desenvolvê-la, mas existem fatores de risco conhecidos. Estar ciente dos fatores de risco e visitar um médico para obter tratamento antecipado são boas estratégias para se tratar a insuficiência cardíaca. Os fatores de risco da insuficiência cardíaca incluem:

· Pressão arterial alta (hipertensão);

· Ataque cardíaco (infarto do miocárdio);

· Válvulas cardíacas anormais;

· Aumento do coração (cardiomiopatia);

· Histórico familiar de doença cardíaca;

· Diabetes.

Diagnóstico:

Somente seu médico poderá dizer se você tem insuficiência cardíaca e o quanto o problema progrediu. O seu médico revisará seu histórico médico, incluindo doenças passadas e presentes, histórico familiar e estilo de vida. Como parte do seu exame físico, o médico verificará seu coração, pulmões, abdômen e pernas para ver se os sinais da insuficiência cardíaca estão presentes.

Para excluir ou confirmar o diagnóstico de insuficiência cardíaca, o seu médico poderá pedir um ou vários dos seguintes testes diagnósticos:

  • Ecocardiograma
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Raio-x do tórax
  • Teste ergométrico (teste de estresse)
  • Cateterismo cardíaco

Se você tiver insuficiência cardíaca, o seu médico também pode rastrear sua fração de ejeção com o tempo. A fração de ejeção é definida como a porcentagem de sangue que é bombeado para fora do coração durante cada batimento. É um indicador chave da saúde do seu coração e é frequentemente usada por médicos para determinar como seu coração está funcionando como bomba.

 

27 outubro 2015

AVC

 

Acidente vascular cerebral. Esse é o nome correto do que os leigos costumam chamar simplesmente de derrame, problema que responde por 10% das mortes no mundo a cada ano. Aliás, o nome que caiu na boca do povo é apenas um dos tipos desses ataques ao cérebro - o AVC hemorrágico - que nem sequer é o mais comum. Nele, um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta. Já no AVC isquêmico, que representa 80% dos casos, acontece algo parecido ao que ocorre no coração dos infartados: uma obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região. Mas nos dois tipos o resultado é o mesmo: as células da área afetada morrem, causando diversas seqüelas. Dependendo do local da lesão, pode provocar desde a morte da pessoa até paralisias, problemas de fala, de visão, de memória, entre outros. Isso é uma realidade para 2/3 dos pacientes que sobrevivem a um ataque desses.

AVC Hemorrágico:

 

Este tipo é mais grave e de pior prognóstico. Por sorte responde pela minoria dos casos - cerca de 20% deles. É mais comum em jovens e pode vir acompanhado de uma forte dor de cabeça, náuseas e vômitos. Mas às vezes não dá nenhum sinal. Sabe-se que alguns hábitos, como fumar, usar contraceptivos orais (principalmente os que têm muito estrógeno) e o abuso de álcool e drogas favorecem esse tipo de ataque.

Há duas formas dessas hemorragias:

1. Sub-aracnóide - um vaso da superfície se rompe, derramando sangue no espaço entre o cérebro e o crânio. A causa mais comum é o rompimento de um aneurisma, as dilatações nas artérias que ficam cheias de sangue como um balão. Em geral o gatilho para esse estouro é a pressão alta.

2. Hemorragia intra-cerebral - o derramamento de sangue é no meio da massa cinzenta, normalmente por causa do envelhecimento dos vasos ou da hipertensão crônica. Só 10% dos AVC se enquadram aqui.

Sinais:

Fique atento a estes sinais. Você deve correr para um hospital imediatamente à menor suspeita deles:

• Falta de sensibilidade ou fraqueza que surge de repente no rosto, no braço ou na perna, especialmente se for de um lado só do corpo;

• Confusão repentina, problemas para falar ou entender o que os outros dizem;

• Dificuldade de enxergar com um dos olhos;

• Dificuldade de caminhar, tonturas, perda do equilíbrio ou da coordenação;

• Forte dor de cabeça que surge de repente, sem causa aparente.

 

Tratamento:

Atualmente há drogas capazes de evitar a morte ou as seqüelas em quem sofre um AVC. Elas desfazem os coágulos e reestabelecem prontamente a circulação. O grave porém é que, para surtirem efeito, devem ser ingeridas no máximo três horas depois do início do ataque. Daí a importância de reconhecer os sintomas e correr para o hospital ao menor sinal deles.

No caso dos hemorrágicos, os médicos lançam mão dos medicamentos para estancar o sangue e reduzir a inflamação que acontece logo depois. Dependendo da causa, pode ser necessário uma cirurgia para tratar um aneurisma ou eliminar um coágulo que tenha se formado com o derramamento de sangue.

Além disso, a reabilitação é fundamental para a recuperação de um AVC. Ela deve começar ainda no hospital e se prolongar pelo tempo que for preciso. É ela que vai permitir reconquistar habilidades como falar, comer e até andar. Normalmente é feita por fisioterapeutas e fonoaudiólogos, mas há programas que incluem até equitação e atividades na água.

 

AVC Isquêmico:

Nesses casos, sintomas como dificuldades de falar ou de compreensão, perda da sensibilidade nos membros e do equilíbrio se desenrolam em poucos minutos e vão piorando ao longo das horas. A falta de irrigação no cérebro pode ter dado algum sinal de aviso semanas ou até meses antes, na forma de um "mini-ataque", em que os sinais apareceram e sumiram de repente.

Dependendo da causa da obstrução, os isquêmicos podem ser de três tipos:

1. Trombótico - aqui o causador do entupimento é um coágulo formado numa artéria que irriga o cérebro devido à aterosclerose. Responde por 60% dos casos.

2. Por embolia - Em 20% dos casos o coágulo foi formado em outra parte do corpo e viajou até obstruir alguma artéria que leva sangue à massa cinzenta ou que fica por lá.

3. Insuficiência circulatória - aqui o problema é uma falha no coração, que deixa de bombear sangue corretamente levando à deficiência de circulação na cabeça. Isso explica por que um ataque do coração pode levar a um AVC.

 

Fatores de risco:

Os estudos mostram que o grupo mais vulnerável a um AVC engloba homens, com mais de 55 anos e histórico familiar da doença. Além disso, os fatores de risco são praticamente os mesmos que estão por trás de um infarto:

 

• Pressão alta - este o mais importante fator de risco que pode ser modificado;

• Cigarro - ele diminui a oxigenação do sangue e lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de coágulos. Em combinação com alguns contraceptivos orais, seu efeito é ainda pior;

• Diabete - a doença lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de placas;

• Entupimentos nas carótidas, as artérias do pescoço que levam o sangue ao cérebro;

• Problemas cardíacos - a fibrilação, por exemplo, gera um descompasso nas batidas do coração que pode favorecer a formação de coágulos. Soltos na corrente sangüínea, podem ir parar no cérebro;

• Colesterol alto - conhecido formador de placas;

• Sedentarismo;

• Obesidade.

 

Diagnóstico:

Diante de uma suspeita de AVC, o médico geralmente pede uma tomografia ou uma ressonância magnética do cérebro. Esses exames mostram com exatidão a dimensão, a causa, o local e a gravidade da lesão. Também é possível fazer exames das artérias para ver a quantas anda o fluxo sangüíneo por lá.

 

Prevenção:

É perfeitamente possível prevenir 80% dos AVC. E não há nenhum mistério nisso. Basta controlar os fatores de risco. Isso significa:

• Controlar sua pressão arterial. Não hesite em tratá-la se estiver alta;

• Verificar com um cardiologista se você tem alguma fibrilação atrial;

• Parar de fumar;

• Beber com moderação;

• Manter as taxas de colesterol no lugar;

• Se for diabético, manter a doença sob controle;

• Exercitar-se regularmente;

• Consumir pouco sal.

 

ARRITMIA

 

 

 

O que é Arritmia?

Uma arritmia é um distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco, como batimento muito rápido (taquicardia), muito lento (bradicardia) ou irregular.

 

Causas:

Normalmente, o coração é capaz de bombear o sangue pelo corpo sem ter que se esforçar mais do que o necessário.

Para ajudar nisso, o coração possui um sistema elétrico que garante que as contrações aconteçam de forma ordenada.

O impulso elétrico que sinaliza que seu coração deve contrair começa no nódulo sinoatrial (também chamado de nódulo SA ou nódulo sinusal). Esse é o marcapasso natural do coração.

- O sinal deixa o nódulo SA e viaja através de duas cavidades superiores (átrios).

- Então, o sinal passa por outro nódulo (nódulo AV, ou nódulo atrioventricular). Finalmente, o sinal passa pelas cavidades inferiores (ventrículos).

- Mensagens diferentes enviadas pelos nervos sinalizam para o coração bater mais lento ou mais rápido.

As arritmias são causadas por problemas com o sistema elétrico de condução do coração. Outras áreas do sistema elétrico também podem enviar sinais. Em algumas ocasiões, os sinais elétricos não são capazes de se mover tão facilmente ou, até mesmo, completamente.

Quando a arritmia está presente, o batimento cardíaco pode ser:

- Muito lento (bradicardia)

- Muito rápido (taquicardia)

- Irregular

Os problemas podem surgir em qualquer parte deste sistema de condução, causando diversas arritmias. Por exemplo:

- Fibrilação atrial ou palpitação;

- Taquicardia por reentrada nodal atrioventricular (TRNAV);

- Obstrução do coração ou obstrução atrioventricular;

- Taquicardia atrial multifocal;

- Taquicardia supraventricular paroxística;

- Síndrome do nódulo sinusal;

- Fibrilação ventricular;

- Taquicardia ventricular - ritmo cardíaco acelerado que se origina nas cavidades inferiores (ventrículos);

- Síndrome de Wolff-Parkinson-White.

O risco de contrair taquicardia ou bradicardia varia muito, dependendo de:

- Desequilíbrios químicos sanguíneos, como níveis anormais de potássio;

- Cardiomiopatia - uma fraqueza do músculo do coração ou uma alteração nesse mesmo músculo;

- Insuficiência cardíaca;

- Hipertireoidismo;

- Ataque cardíaco prévio.

As arritmias também podem ser causadas por algumas substâncias ou drogas, por exemplo:

- Anfetaminas;

- Cafeína;

- Cocaína;

- Betabloqueadores;

- Psicotrópicos;

- Simpatomiméticos.

Às vezes, medicamentos contra a arritmia -- prescritos para tratar um tipo de arritmia -- podem, na verdade, causar outro tipo da doença.

 

Exames:

- Monitoramento cardíaco ambulatorial com Holter (por 24 horas), monitor de eventos ou gravador de eventos cardíacos (por duas semanas ou mais)

- Angiografia coronária;

- ECG (eletrocardiograma);

- Ecocardiograma;

- Estudo eletrofisiológico;

Se a arritmia é detectada, vários testes podem ser realizados para confirmar ou descartar as causas suspeitas. O exame de estudo eletrofisiológico pode ser feito para descobrir a arritmia e determinar o melhor tratamento, principalmente quando se considera implantação de marcapasso ou procedimento de ablação por cateter.

 

Sintomas:

Uma arritmia pode estar sempre presente ou desaparecer e retornar. É possível não sentir os sintomas da arritmia quando ela está presente. Ou pode-se somente senti-los quando se está mais ativo.

Os sintomas podem estar presentes de forma leve, grave, inclusive representando risco de vida.

Outros sintomas incluem:

- Dor torácica;

- Desmaio;

- Batimentos acelerados ou lentos (palpitações);

- Vertigem, tontura;

- Palidez;

- Falta de ar;

- Batidas fora do ritmo - mudanças no padrão do pulso;

- Sudorese.

 

Tratamento:

Quando a arritmia é grave, é necessário tratamento urgente para restaurar o ritmo normal do coração. Isso pode ser:

- Terapia de eletrochoque (desfibrilação ou cardioversão);

- Implante de um marcapasso temporário para interromper a arritmia;

- Medicações intravenosas

Às vezes, dar um tratamento melhor para a angina ou insuficiência cardíaca existentes diminui as chances de se desenvolver uma arritmia.

Podem ser utilizados medicamentos para evitar a recorrência de uma arritmia ou impedir alterações no batimento cardíaco. Esses medicamentos são denominados drogas antiarrítmicas.

Algumas delas têm efeitos colaterais. Nem todas as arritmias respondem bem à medicação.

A ablação cardíaca é um procedimento usado para destruir as áreas do coração que possam estar motivando problemas no batimento cardíaco. Ablação significa "corte".

- Um desfibrilador cardíaco implantável é colocado em pessoas que possuem alto risco de sofrerem morte súbita cardíaca.

Um desfibrilador pode ser necessário em casos de episódios de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular com risco de morte, ou se o coração é fraco, muito grande e não bombeia o sangue muito bem.

- Assim que a arritmia inicia, o desfibrilador envia um choque para interrompê-la ou para dar ritmo.

Pessoas que sofrem de bradicardia (batimento lento do coração) podem usar marca-passo. Alguns marca-passos podem ser utilizados para interromper um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia) ou irregular.

 

Expectativas

O resultado depende de diversos fatores:

O tipo de arritmia se é uma taquicardia supraventricular ou um tipo mais perigoso, como a taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular

A quantidade de bombeamento do coração (fração de ejeção)

Presença de doença cardíaca (doença da artéria coronária, insuficiência cardíaca, doença das válvulas do coração) e suas condições para tratamento

Alguns tipos de arritmias poderão constituir risco à vida se não forem tratadas imediata e adequadamente.

Para bradicardias tratadas com um marca-passo permanente, o resultado costuma ser satisfatório.

 

Complicações possíveis

- Angina;

- Ataque cardíaco;

- Insuficiência cardíaca;

- Derrame;

- Morte súbita.

 

Prevenção:

Realizar ações para evitar a doença da artéria coronária pode reduzir a chance de desenvolver uma arritmia. Essas práticas consistem em:

- Seguir uma dieta bem balanceada de baixa gordura

- Praticar exercícios regularmente

- Não fumar

31 julho 2015

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

O Trauma Raquimedular (TRM) constitui o conjunto de alterações, temporárias ou permanentes, nas funções motora, sensitiva ou autonômica, consequentes à ação de agentes físicos sobre a coluna vertebral e os elementos do sistema nervoso nela contidos. O acometimento da coluna cervical acontece em 2/3 dos pacientes com TRM e frequentemente apresentam lesões simultâneas, como trauma torácico, abdominal e lesões vasculares do sistema vértebro-carotídeo.


FISIOPATOLOGIA:


Tipos de Lesões:


Primária: lesão imediata ao trauma devido contusão mecânica e hemorragia.

Secundária: eventos bioquímicos que levam à disfunção e morte celular. Lesão Produzida por Manejo Inadequado ou pela sua severidade (Hipóxia, edema, hipotensão, compressão).

Medula Espinhal
  • Pares de nervos se ramificam e chegam à todo o corpo; 
  • Levam impulsos sensitivos do corpo para o cérebro;
  • Levam impulsos motores de cérebro para o corpo.

ANATOMIA

Coluna Vertebral - É composta por: 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais-Cóccix.


PRINCIPAIS CAUSAS DE TRM

- Acidente automobilístico e motocicleta;


- Mergulho em água rasa; 


- Queda de altura; 


- FAF - Ferimento por arma de fogo;


- Acidentes esportivos.





LESÕES DE COLUNA 


  • Fraturas por compressão de vértebras;
  • Fraturas que produzem pequenos fragmentos de ossos, que podem alojar-se no canal espinhal, próximo à medula;
  • Subluxação, que é o deslocamento parcial de vértebras do seu alinhamento normal na coluna espinhal;
  • Superestiramento ou laceração dos ligamentos e músculos, produzindo uma relação instável entre as vértebras. 

Mecanismo da Lesão:

Hiperflexão – súbita desaceleração da cabeça e pescoço;

Hiperextensão – provocadas por queda, acidente automobilístico atingido por trás e golpe na cabeça. Pode provocar contusão, e isquemia da medula espinhal sem comprometimento da coluna vertebral;

Carga axial – compressão – queda sobre os pés ou nádegas após cair ou saltar de altura. A coluna vertebral é comprimida, causando fratura e LM;

Rotacional – torção extrema ou flexão lateral da cabeça e pescoço, fratura ou luxação das vértebras cervicais.






Avaliação neurológica da lesão medular
  • Aspectos motores;
  • Distúrbios da sensibilidade;
  • Alterações dos reflexos;
  • Disfunção do sistema autônomo: identificada pela perda de controle esfincteriano da bexiga/ do reto, priapismo.
 
Choque medular
 
  • Condição neurológica imediatamente após a lesão da medula espinhal;
 
  • A vítima pode apresentar-se sem nenhuma função motora ou sensitiva mesmo que nem toda a medula esteja lesada;
 
  • Permanentemente – paralisia flácida;
 
  • Produz flacidez, perda de reflexos e sinal de babinski  
 
Nível da lesão
 
  • Lesões cervicais altas (C1-C2) – fratura do atlas, fratura do enforcado;
  • Lesões cervicais inferiores (C3-C8);
  • Lesões torácicas (T1-T12);
  • Lesões lombares (L1-L5);
  • Lesões sacrais ( S1-S5).
 
Sinais e Sintomas:
 
  • Dor;
  • Parestesia, amortecimento ou fraqueza;
  • Dor com movimentação;
  • Dificuldade de respirar;
  • Deformidade;
  • Inchaço;
  • Paralisia ou anestesia;
  • Incontinência.

Consequência da Lesão
 
  • Paraplegia – É uma enfermidade provocada por lesão da medula, geralmente desencadeada em consequência de acidentes que ocasionam feridas e contusões sérias; pelo desenvolvimento de tumores e eclosão de infecções. Ela pode ser completa ou incompleta, em virtude da presença ou da ausência do domínio sobre a região lesada e da capacidade de sentir estímulos na esfera periférica, ou seja, no campo inferior à contusão do paciente;
 
  • Paralisia de ambas as pernas;
 
  • Quadriplégica ou Tetraplegia – paralisia de ambos os braços e pernas;
 
  • Hemiplegia – paralisia do braço e perna do mesmo lado.

 
Complicações Precoces

 

Depende da gravidade da lesão

- Mais freqüente – cervical ou torácica alta;

- Insuficiência respiratória;

- Choque neurogênico.

 
Complicações TardiasSeqüelas neurológicas graves.

 

TRATAMENTO:
 
  • Restaurar vias aéreas;
  • Ventilação adequada;
  • Controle de hemorragia;
  • Atenção ao choque medular ou neurogênico – hipotensão, bradicardia, vasodilatação;
  • Imobilização antes mesmo de qualquer mobilização;
  • Todos pacientes com suspeita de TRM devem receber O2;
  • Lesões cervicais e torácicas podem causar paralisia da musculatura da parede torácica e a respiração ser apenas diafragmática;
  • Cirúrgico.
 
 
 
REFERÊNCIAS
 
Delfino, HKA. Lesões traumáticas da coluna cervical. 1ª ed. Ed. Bevilacqua,2005. PHTLS. Atendimento pré-hospitalar ao traumatizado: básico e avançado. 5 ed.

GALLO, Hudak. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. 8ª ed., 2007, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan.

GALLO, Hudak. Cuidados críticos de enfermagem: uma abordagem holística. 8ª ed., 2007, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Modulo XV – Traumas e Emergências Cirúrgicas II.
Rio de Janeiro: Comitê do PHTLS do National Association of Emergency Medical Technicans (NAEMT) em colaboração com o Colégio Americano de Cirurgiões, 2006.

SCHETTINO, Guilherme. Paciente crítico: diagnóstico e tratamento. 1ª edição, São Paulo, 2006, Manole.



30 julho 2015

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)


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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e sequelas no Brasil. A identificação precoce dos sintomas é determinante para evitar danos ao cérebro. Até 3 horas depois do ocorrido, é possível reverter a maior parte dos danos causados pelo AVC. Depois disso, no entanto, as lesões cerebrais dificilmente podem ser tratadas. Por isso, saber identificar os sintomas iniciais e acionar prontamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo telefone 192 pode salvar a vida ou evitar sequelas graves ao paciente.

Conheça alguns sintomas podem ajudar a detectar o AVC logo no começo:


  • Alteração da força muscular ou formigamento, principalmente dos braços, pernas ou de um lado do corpo;.
  • Assimetria facial;
  • Dificuldade na fala;
  • Movimentação da língua.
  • Outros Sinais:
Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente,


Perda da visão de um olho ou dos dois e vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos também podem indicar a presença de um derrame.
A avaliação superficial das funções motoras pode revelar um derrame cerebral. Portanto, para saber se alguém pode ter sofrido um AVC, peça para a pessoa levantar os braços, sorrir, repetir uma frase e colocar a língua para fora e para os lados. Caso a pessoa apresente dificuldades nestas tarefas, ela deve ser levada imediatamente a um hospital.

O AVC é uma alteração na circulação sanguínea do cérebro, que pode ser de dois tipos: isquêmico, o mais comum, ou hemorrágico. O primeiro é provocado pela obstrução de uma ou mais artérias e geralmente ocorre em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado ou hipertensão. O hemorrágico é mais grave, ocorre com a ruptura de uma artéria. O derramamento de sangue na caixa craniana oferece danos muito mais graves e pode ocorrer até em pessoais mais jovens.

Em áreas mais importantes do cérebro, o derrame é mais prejudicial. Lesões mínimas nesses locais são mais graves. Em áreas cerebrais menos utilizadas, os efeitos são menores. No caso de indivíduos destros, lesões no hemisfério esquerdo do cérebro são mais prejudiciais, pois esse é o lado que comanda o lado direito do corpo. E vice-versa para canhotos.

Prevenção:

O AVC representa a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil, gerando grande impacto econômico e social. Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.
 










19 agosto 2014

SAÚDE PÚBLICA DE NORTE A SUL

Em Goiás, a falta de leitos em hospirais obriga médicos a usarem as macas do serviço de resgate para atender pacientes. Com isso, as ambulâncias do Samu ficam paradas no estacionamento.

17 janeiro 2014

TESTE DE GLICEMIA NOS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA




A Diabetes é uma doença séria e que, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode causar óbito. 

Assinamos essa petição como forma de movimentar o corpo legislativo brasileiro para tornar obrigatório o Teste de Glicemia Capilar em hospitais e prontos-socorros antes de qualquer procedimento médico. (Compartilhem essa petição nas redes sociais)

TESTE DE GLICEMIA OBRIGÁTORIO é uma campanha que visa mudanças no protocolo de atendimentos médicos de urgência e emergência no Brasil.

Lutamos pela obrigatoriedade do mesmo antes de qualquer procedimento nos atendimentos de urgência e emergência.

Os Blogueiros de Diabetes começaram esse movimento no dia 19/04, em virtude da morte de uma criança de 1 ano e 8 meses em Minas Gerais, que foi diagnosticada com dengue quando era diabetes. Outra criança de 8 anos morreu em Teresina por receber soro glicosado ao apresentar quadro de desidratação e era diabetes.

Ao noticiar e nos indignar com as mortes, por meio de comentários nos blogs e nas fanpages, recebemos dezenas de depoimentos de mães que viram seus filhos passarem por situações evitáveis de quase morte. Algumas crianças ficaram com sequelas do coma diabético que sofreram em consequência do soro glicosado ou medicações que elevaram ainda mais a glicemia e que poderiam ter sido evitadas com um simples teste de glicemia.

Não só cidadãos comuns, mas diabéticos correm riscos, caso sejam atendidos inconscientes, ou mesmo pelos que não sabem de sua condição, pois estima-se que de 35 a 50% dos portadores de diabetes desconhecem que tem a doença.

Dentro da pagina da campanha ha diversos links com relatos que abrem a justificativa para a nossa campanha, e queremos debater aqui, com profissionais de saúde a real necessidade do teste de glicemia nos atendimentos de urgencia e emergencia, principalmente os pediatricos.

18 outubro 2013

ARRITMIAS

Arritmia é um ritmo anormal do coração e é causada por problemas com o sistema elétrico do seu coração. Os impulsos elétricos podem acontecer muito rápido, muito devagar ou de forma irregular - fazendo com que o coração a bater muito rápido, muito devagar ou de forma irregular. Existem dois tipos básicos de arritmias.

  • Bradicardia é quando a frequência cardíaca é muito lento menos de 60 batimentos por minuto.
  • Taquicardia: Batimento cardíaco maiores de 100 por minuto em pacientes adultos. 




CARDIOVERSOR DESFIBRILADOR IMPLANTÁVEL

Um cardiodesfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo movido a bateria colocada sob a pele, abaixo da clavícula, que monitora a freqüência cardíaca. Ele usa baterias para enviar sinais elétricos para um coração que está batendo muito lento, mesmo que um pacemaker. Ele também pode entregar um choque elétrico para ajudar a restaurar um ritmo normal de um coração que está batendo caótica e muito rápido.