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17 outubro 2016

5 sinais de que você talvez não esteja consumindo proteínas suficientes

Homem com dor na perna

Você chega em casa depois do trabalho extremamente cansado, quase se arrastando? A dor nos músculos é constante e não vai embora? Você perde cabelo na mesma velocidade com a qual ganha rugas?

Se algum desses sinais lhe soa familiar, você vai se surpreender ao saber que pode estar relacionado à ingestão de proteína (pobre).

"O mais comum é que as pessoas consumam proteínas em excesso", disse Aisling Pigott, porta-voz da Associação de Nutricionistas do Reino Unido, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Mas as dietas muito baixas em calorias ou mal equilibradas podem levar a um déficit proteico", acrescenta Pigott.

Proteínas desempenham um papel fundamental em nosso organismo.

Nossos músculos, cartilagens, ligamentos, pele, cabelo e unhas são compostos basicamente de proteína, constituída a partir de cadeias de aminoácidos.

Moléculas menores de proteína são talvez menos conhecidas, mas vitais para o funcionamento do corpo.

Entre as proteínas mais famosas, por exemplo, estão hemoglobina, anticorpos, certos hormônios (como a insulina) e enzimas.

Tudo isso faz com que o uso dessas cadeias de aminoácidos não apenas seja vital para o aporte de energia, mas também para a reparação de tecidos, a oxigenação do corpo e o sistema imunológico.

Se nosso corpo não recebe a quantidade de proteína de que precisa, começará a lançar sinais de alerta.

Confira alguns deles:

Alimentos ricos em proteínaCarne, ovos e peixe são alimentos ricos em proteína

1. Fadiga

A fadiga excessiva ou crônica é o primeiro sinal de falta de proteína.

Dado que a deficiência desse composto é derivada diretamente de uma dieta pobre em calorias, o organismo não conta com energia suficiente para cumprir tarefas rotineiras.

"Há um mínimo necessário de proteínas que devemos consumir todos os dias para o corpo funcionar corretamente", afirmou a nutricionista Elizabeth González, porta-voz das Associação de Nutricionistas de Madri, na Espanha.

Recomenda-se comer entre 0,7 e 0,8 gramas de proteína por quilo de peso. Por isso, um homem de 80 quilos deveria consumir 64 gramas de proteína por dia.

Em média, homens devem consumir 55 gramas, e mulheres, 45 gramas, todos os dias.

"Mas depende da atividade física da pessoa ou se ela está em fase de crescimento. A quantidade necessária de proteína pode ser maior", afirma Aisling.

 

2. Fraqueza de cabelo e pele

Um segundo alerta sobre a falta de proteína no corpo é queda ou enfraquecimento do cabelo.

As proteínas mantêm o cabelo saudável e em fase de crescimento.

Isso porque o cabelo - e os folículos que os sustentam - são feitos de proteína e a falta dessas moléculas os enfraquece.

Anticuerpos atacando al virus de la gripe

Anticorpos são estruturas formadas por proteínas; dietas com baixo teor proteico aumentam vulnerabilidade a doenças

Essa é uma das razões pelas quais os cabelos de pessoas que fazem dietas com baixo teor proteico tendem a crescer mais lentamente. E, em casos extremos, pode ocorrer queda dos fios.

Assim como o cabelo, as unhas e a pele também dependem das proteínas para se regenerar.

A pele é composta por três tipos de proteínas: colágeno, elastina e queratina.

"Níveis baixos dessas proteínas causam rugas e deixam a pele mais fina", explica em seu site a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos.

 

3. Perda de massa muscular

Um terceiro sintoma está relacionado aos músculos.

A insuficiência de proteína reduz a massa muscular, impedindo-nos de realizar atividades físicas.

Estes distúrbios musculares, em um nível muito avançado, podem causar câimbras irritantes.

"Esse tipo de proteína que também comemos parece desempenhar um papel central em evitar a perda muscular", diz a nutricionista Jennifer K. Nelson, no site da Clínica Mayo.

Isto é importante, por exemplo, no caso de pessoas idosas, que tendem a perder massa muscular com o avanço da idade.

Mulher adormece sobre teclado do computadorCansaço extremo pode ser decorrente de falta de proteína

As proteínas que comemos têm vários tipos de aminoácidos.

"Estudos mostram que o aminoácido leucina preserva a massa muscular", afirma Jennifer K. Nelson.

A leucina é mais encontrada em alimentos de origem animal, como carne bovina, cordeiro, carne de porco, frango, peixe, ovos ou laticínios.

Também é encontrada na soja e, em menor grau, em outros grãos, nozes e sementes.

 

4. Doente com frequência

Um quarto alerta importante sobre a falta de proteína é a frequência com que ficamos doentes.

"É impossível para o sistema imunológico funcionar sem proteínas. Até porque os anticorpos são estruturas formadas por proteínas", diz González.

De fato, uma das principais funções das proteínas é apoiar o sistema imunológico.

Neste sentido, uma dieta pobre em proteínas nos expõe mais facilmente a infecções e resfriados.

Homem com queda de cabeloQueda de cabelo também pode estar relacionada à baixa ingestão de proteína

 

5. Digestão problemática

E, finalmente, a falta de proteínas também está associada a problemas digestivos, como gás e constipação.

Para uma boa digestão, os aminoácidos são fundamentais e seus níveis são diretamente proporcionais à nossa ingestão de proteínas.

Lentilha e milhoAlguns grãos são ricos em proteína

Barato e acessível

As proteínas são, em grande parte, associadas ao consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo, ovos ou peixe.

No entanto, há várias alternativas aos adeptos da dieta vegetariana ou vegana.

Lentilhas, soja, grão de bico, amêndoas, amendoins ou ervilhas são apenas alguns dos alimentos fáceis de serem obtidos e cujos preços são quase sempre acessíveis.

Quinoa e soja são dois grãos, por exemplo, que contêm todos os aminoácidos essenciais.

 

 

http://www.bbc.com/portuguese/geral-37662679

 

 

16 outubro 2016

A FDA divulga recomendações para reduzir o risco da transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos

 

aedes_aegypti

Como medida de segurança adicional contra o surto do vírus Zika, a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA divulgou hoje novas regras a serem implementadas imediatamente. Essas regras fornecem recomendações para reduzir o potencial risco de transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos (HCT / Os, na sigla em inglês).  As regras se referem à doação de HCT / Os de doadores vivos ou falecidos, incluindo doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacionais.

A nova regra faz parte dos esforços contínuos da FDA de proteger HCT / Os e produtos derivados do sangue contra a transmissão do vírus Zika.  Em 16 de fevereiro, a FDA divulgou recomendações para reduzir o risco do vírus da Zika via transfusão de sangue nos EUA.

“Embora muito mais deve ser aprendido sobre a transmissão do vírus Zika, de acordo com o que sabemos sobre o vírus no momento, que se deve à nossa compreensão de vírus semelhantes, devemos abordar o potencial risco da transmissão do vírus Zika por meio de células e tecidos humanos”, disse Dr. Peter Marks, MD, Ph.D., diretor do Centro para Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA. “O fornecimento de recomendações referente à elegibilidade dos doadores de HCT / P aos estabelecimentos irá ajudar a reduzir esse risco potencial”.

Existe o risco potencial de que o vírus Zika pode ser transmitido por HCT / Os usados como parte de um procedimento médico, cirúrgico ou de reprodução.  Os HCT / Os incluem produtos como córneas, ossos, pele, válvulas cardíacas, células tronco-hematopoiéticas / progenitoras (HPCs), tecidos gestacionais como, por exemplo, membrana amniótica e tecidos reprodutivos como sêmen e ovócitos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o vírus Zika pode ser transmitido por um homem às suas parceiras sexuais. Até o momento, foram relatados vários casos de transmissão sexual nos EUA. As informações atuais sobre a detecção do vírus Zika no sêmen sugerem que, para doadores de HCT / P, é necessário que haja um período de inelegibilidade maior do que o período de espera recomendado para doadores de sangue total e de componentes de sangue.

Recomendações para doadores vivos de HCT / Os:  Os doadores devem ser considerados inelegíveis se tiverem sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika, caso se encontravam em uma área com transmissão do vírus Zika ativo, ou caso tenham tidos relação sexual com uma pessoa do sexo masculino apresentando um desses fatores de risco, nos últimos seis meses.  As doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacional devem ser consideradas inelegíveis se apresentarem qualquer um dos fatores de risco acima referidos em qualquer momento durante a gravidez.

Recomendações para doadores falecidos (sem batidas cardíacas):  Os doadores devem ser considerados inelegíveis caso tenham sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika nos últimos seis meses.

Foi estipulado um período de espera de seis meses devido à escassez de dados disponíveis sobre o período de tempo em que o vírus pode permanecer em todos os tecidos.  O vírus Zika foi detectado em tecidos e fluidos corporais após não ter sido mais detectado na corrente sanguínea. Ele foi também detectado no sêmen provavelmente até 10 semanas após o início dos sintomas.  Dada a incerteza, ficou determinado que seis meses fornece o nível adequado de precaução.

Existe menos evidências sobre o potencial de transmissão do vírus Zika por HCT / Os normalmente obtidos de doadores falecidos.  À medida que mais informações se tornem disponíveis, poderá haver maior  compreensão dos riscos aos recipientes de HCT / Os, incluindo HCT / Os obtidos de doadores falecidos. A FDA continuará a monitorar a situação e irá avaliar cautelosamente novas informações sobre os riscos associados à medida que se tornem disponíveis.

Além dos documentos referentes às regras relacionadas com o fornecimento de sangue e HCT / Os do país, a FDA continua a priorizar o desenvolvimento de triagem de doadores de sangue e testes de diagnóstico que podem ajudar a identificar a presença ou infecção recente pelo vírus, preparar para avaliar a segurança e eficácia de vacinas e tratamentos investigacionais que podem ser desenvolvidos e avaliar tecnologias que possam ajudar as populações a conter os mosquitos que possam transmitir o vírus.

A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, promove e protege a saúde pública por meio de garantir a segurança, eficácia e segurança dos medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, além de  dispositivos médicos.  A agência é também responsável pela segurança do abastecimento de alimentos, produtos cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e regulamentação de produtos do tabaco dos EUA.

For Immediate Release

March 1, 2016

Release

Como medida de segurança adicional contra o surto do vírus Zika,  a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA divulgou hoje novas regras a serem  implementadas imediatamente. Essas regras fornecem recomendações para reduzir o potencial risco de transmissão do vírus Zika por meio de produtos desenvolvidos com células e tecidos humanos  ( HCT / Os, na sigla em inglês).  As regras se referem à doação de HCT / Os de doadores vivos ou falecidos, incluindo doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacionais.

A nova regra faz parte dos esforços contínuos da FDA de proteger HCT / Os e produtos derivados do sangue contra a transmissão do vírus Zika.  Em 16 de fevereiro, a FDA divulgou recomendações para reduzir o risco do vírus da Zika via transfusão de sangue nos EUA.

“Embora muito mais deve ser aprendido sobre a transmissão do vírus Zika, de acordo com o que sabemos sobre o vírus no momento, que se deve à  nossa compreensão de vírus semelhantes, devemos abordar o potencial risco da transmissão do vírus Zika por meio de células e tecidos humanos”, disse Dr. Peter Marks, MD, Ph.D., diretor do Centro para Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA. “O fornecimento de recomendações referente à elegibilidade dos doadores de HCT / P aos estabelecimentos irá ajudar a reduzir esse risco potencial”.

Existe o risco potencial de que o vírus Zika pode ser transmitido por HCT / Os usados como parte de um procedimento médico, cirúrgico ou de reprodução.  Os HCT / Os incluem produtos como córneas, ossos, pele, válvulas cardíacas, células tronco-hematopoiéticas / progenitoras (HPCs), tecidos gestacionais como, por exemplo, membrana amniótica e tecidos reprodutivos como sêmen e ovócitos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o vírus Zika pode ser transmitido por um homem às suas parceiras sexuais. Até o momento, foram relatados vários casos de transmissão sexual nos EUA. As informações atuais sobre a detecção do vírus Zika no sêmen sugerem que, para doadores de HCT / P, é necessário que haja um período de inelegibilidade maior do que o período de espera recomendado para doadores de sangue total e de componentes de sangue.

Recomendações para doadores vivos de HCT / Os:  Os doadores devem ser considerados inelegíveis se tiverem sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika, caso se encontravam em uma área com transmissão do vírus Zika ativo, ou caso tenham tidos relação sexual com uma pessoa do sexo masculino apresentando um desses fatores de risco, nos últimos seis meses.  As doadoras de sangue do cordão umbilical, placenta ou outros tecidos gestacional devem ser consideradas inelegíveis se apresentarem qualquer um dos fatores de risco acima referidos em qualquer momento durante a gravidez.

Recomendações para doadores falecidos (sem batidas cardíacas):  Os doadores devem ser considerados inelegíveis caso tenham sido diagnosticados com infecção pelo vírus Zika nos últimos seis meses.

Foi estipulado um período de espera de seis meses devido à escassez de dados disponíveis sobre o período de tempo em que o vírus pode permanecer em todos os tecidos.  O vírus Zika foi detectado em tecidos e fluidos corporais após não ter sido mais detectado na corrente sanguínea. Ele foi também detectado no sêmen provavelmente até 10 semanas após o início dos sintomas.  Dada a incerteza, ficou determinado que seis meses fornece o nível adequado de precaução.

Existe menos evidências sobre o potencial de transmissão do vírus Zika por HCT / Os normalmente obtidos de doadores falecidos.  À medida que mais informações se tornem disponíveis, poderá haver maior  compreensão dos riscos aos recipientes de HCT / Os, incluindo HCT / Os obtidos de doadores falecidos. A FDA continuará a monitorar a situação e irá avaliar cautelosamente novas informações sobre os riscos associados à medida que se tornem disponíveis.

Além dos documentos referentes às regras relacionadas com o fornecimento de sangue e HCT / Os do país, a FDA continua a priorizar o desenvolvimento de triagem de doadores de sangue e testes de diagnóstico que podem ajudar a identificar a presença ou infecção recente pelo vírus, preparar para avaliar a segurança e eficácia de vacinas e tratamentos investigacionais que podem ser desenvolvidos e avaliar tecnologias que possam ajudar as populações a conter os mosquitos que possam transmitir o vírus.

A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, promove e protege a saúde pública por meio de garantir a segurança, eficácia e segurança dos medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, além de  dispositivos médicos.  A agência é também responsável pela segurança do abastecimento de alimentos, produtos cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e regulamentação de produtos do tabaco dos EUA.

 

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=12143

 

13 outubro 2016

Edema pulmonar

 
O edema pulmonar é um acúmulo anormal de líquido nos pulmões, que pode levar à falta de ar.
Tipos:
Há três tipos de edema pulmonar:
-   Edema pulmonar agudo
-   Edema pulmonar crônico
-   Edema pulmonar de altas altitudes
Etiologia:
O edema pulmonar geralmente é causado por insuficiência cardíaca, que leva ao aumento da pressão nas veias pulmonares. À medida que a pressão nesses vasos sanguíneos aumenta, o líquido é empurrado para dentro dos espaços aéreos dos pulmões, chamados alvéolos. Esse líquido acumulado interrompe o fluxo normal de oxigênio nos pulmões, resultando em falta de ar.
Outras condições cardíacas podem levar a um edema pulmonar também:
  • Ataque cardíaco
  • Vazamento ou estreitamento das válvulas cardíacas (válvulas mitral ou aórtica)
  • Qualquer doença cardíaca que resulte em enfraquecimento ou rigidez do músculo cardíaco (cardiomiopatia)
  • Doença da artéria coronária
  • Hipertensão

Mas o edema pulmonar também pode ter outras causas não-cardíacos
  • Inalar muita fumaça;
  • Drogas ilegais como cocaína e heroína;
  • Alguns quimioterápicos;
  • Alta altitude;
  • Pneumonia;
  •  Síndrome de angústia respiratória do adulto;
  • Afogamento;
  • Insuficiência renal:
  • Estreitamento das artérias que levam sangue para os rins;
  • Ferimento grave.

Fatores de risco:
O principal fator que leva uma pessoa a ter mais facilidade para apresentar edema pulmonar é a idade. Pessoas mais velhas, acima dos 60 anos, são mais propensas a ter insuficiência cardíaca e, assim, com risco aumentado de edema pulmonar também.
Obesidade. Excesso de peso contribui para a insuficiência cardíaca e, consequentemente, para um eventual edema pulmonar.

Sintomas:
Dependendo da causa, os sintomas de edema pulmonar podem aparecer de repente ou se desenvolver ao longo do tempo.
Sintomas de edema pulmonar súbito (agudo)
    Falta de ar extrema ou dificuldade de respirar (dispneia), que piora quando deitado
    Sensação de sufocamento ou afogamento
    Ansiedade e inquietação
    Tosse que produz escarro que pode vir acompanhado de sangue
    Dor no peito, se o edema for causado por doença cardíaca Arritmia cardíaca
Se você desenvolver algum destes sinais ou sintomas, procure ajuda médica emergencial.
Edema pulmonar pode ser fatal se não for tratado.
Sintomas de edema pulmonar no longo prazo (crônico)
    Ter mais falta de ar do que o normal
    Dificuldade para respirar profundamente
    Dificuldade para respirar quando se está deitado
    Chiado
    Despertar à noite sem fôlego
    Rápido ganho de peso, resultante do acúmulo de líquido no corpo, especialmente nas pernas (sinal de insuficiência cardíaca)
    Inchaço nas extremidades inferiores
    Fadiga.

Sintomas de edema pulmonar em altas altitudes
    Dores de cabeça, que pode ser o primeiro sintoma
    Falta de ar após esforço físico, que progride para falta de ar em repouso
    Tosse
    Dificuldade para subir ladeiras, que progride para dificuldade em andar em superfícies planas
    Febre
    Tosse que produz escarro que pode vir acompanhado de sangue
    Arritmia cardíaca
    Desconforto no peito

Diagnóstico:
Exame físico;
Ausculta do coração e dos pulmões. Pode ser detectado o seguinte:

  • Estalidos nos pulmões, chamados de estertores
  • Sons cardíacos anormais
  • Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)
  • Pele pálida ou azulada (palidez ou cianose)
  • Respiração acelerada (taquipneia)
Solicitação de exames específicos para diagnosticar o edema pulmonar ou, ainda, para eliminar possíveis outras causas.
  • Hemograma completo
  • Perfil metabólico sanguíneo
  • Exames de sangue para avaliar as funções renais
  • Níveis de oxigênio no sangue (oximetria ou gasometria arterial)
  • Raio-X do tórax
  • Oximetria de pulso
  • Cateterização da artéria pulmonar, para analisar a pressão dentro das artérias do pulmão
  • Eletrocardiograma para procurar sinais de ataque cardíaco ou problemas com a frequência cardíaca
  • Ecocardiograma para verificar se o músculo cardíaco está enfraquecido, se há vazamento ou estreitamento das válvulas cardíacas ou se há líquido em torno do coração.

Tratamento:
O tratamento tem três objetivos:
  • Em primeiro lugar, melhorar a função respiratória, que é o mais urgente;
  • Em segundo lugar, tratar a causa subjacente, que no caso de pneumococos pode ser feito com antibióticos;
  • Em terceiro lugar, evitar maiores danos ao pulmão.
Caso não tratado nas primeiras horas o edema pulmonar, especialmente no quadro agudo, pode levar à insuficiência respiratória e cardíaca, frequentemente fatal. Quando o problema é insuficiência cardíaca, medicamentos inotrópicos positivos são usados para melhorar a contratilidade do coração, como os digitálicos. Em casos graves também pode ser necessário ventilação mecânica.
O tratamento depende da causa, mas baseia-se na maximização da função respiratória com máscaras de oxigênio, geralmente usando intubação e ventilação mecânica e no controlo da situação patológica que o originou. Diuréticos também podem ajudar a diminuir o problema a médio prazo, especialmente quando há inchaço das pernas.
Medicamentos para fortalecer o músculo cardíaco, controlar a frequência cardíaca ou aliviar a pressão no coração.

Medicamentos Usados no Edema pulmonar:

Aminofilina, Acetilcisteína. Aires, Bricanyl, Brometo de Ipratrópio, Bromidrato de Fenoterol, Betametasona, Brondilat, Celestone, Dobutamina, Fluimucil, Fluimucil (xarope), Foraseq e Ipratropio.

Importante:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Dependendo de sua condição, seu médico pode recomendar algumas mudanças no estilo de vida, incluindo:
  • Controlar a pressão arterial elevada
  •  Controlando a outras condições médicas, como diabetes e hipertensão, por exemplo
  • Evite fazer uso de medicamentos que possam facilitar o edema pulmonar e evite grandes altitudes, caso elas também possam levar você a sentir os sintomas
  • Se você fuma, parar de fumar
  • Siga uma dieta saudável, com pouco sal e com foco maior em frutas, legumes e grãos integrais
  • Mantenha um peso saudável e faça exercícios regulares
Complicações possíveis
Se edema pulmonar não for tratado, ele pode aumentar a pressão na artéria pulmonar (hipertensão pulmonar) e, eventualmente, o ventrículo direito em seu coração se tornará fraco e começará a falhar. Isso poderá levar a complicações de saúde mais graves, como:
  •  Inchaço abdominal
  • Acúmulo de líquido nas membranas que rodeiam os pulmões (derrame pleural)
  • Congestionamento e inchaço do fígado


Expectativas
O prognóstico depende da causa subjacente ao edema pulmonar. O problema pode ser resolvido de forma rápida ou lenta, depende muito do caso. Alguns pacientes podem precisar de ajuda para respirar por um longo tempo. Se não for tratado, edema pulmonar pode ser fatal. Em alguns casos, pode ser fatal mesmo se receber tratamento.
Prevenção:
Edema pulmonar nem sempre pode ser prevenido, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir seu risco.
Insuficiência cardiovascular é a principal causa de edema pulmonar. Você pode reduzir o risco de vários tipos de problemas cardíacos, seguindo algumas recomendações:
 - Controle sua pressão arterial - Hipertensão pode levar a doenças graves, como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares e insuficiência renal. Em muitos casos, você pode baixar a pressão arterial ou mantê-la em um nível saudável. Para isso, faça exercícios físicos regulares, mantenha um peso saudável e siga uma dieta rica em frutas frescas, legumes e produtos lácteos com baixo teor de gordura, além da limitação de sal e álcool.
- Controle dos níveis de colesterol no sangue - O colesterol é um dos vários tipos de substâncias essenciais para a boa saúde. Mas muito colesterol pode trazer problemas para a saúde, como depósitos de gordura nas artérias, impedindo o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de doença vascular.
Mudanças no estilo de vida podem ajudar a manter os níveis de colesterol baixo. Coma menos gordura, coma mais fibras, peixes, frutas e vegetais frescos, faça exercícios físicos e beba com moderação.
 - Não fume - Se você fuma, procure ajuda para parar. Fumar pode aumentar o risco de doença cardiovascular. Além disso, evite também o fumo passivo.
- Mantenha um peso saudável - Estar acima do peso e ter obesidade aumentam os riscos de doença cardiovascular.
- Evite estresse - Para reduzir o risco de problemas cardíacos, tente reduzir os níveis de estresse também. Encontre formas saudáveis para minimizar ou lidar com eventos estressantes em sua vida.






18 julho 2016

Anemia perniciosa

Sinônimos: deficiência de vitamina b12 (má absorção)

A anemia perniciosa, também chamada de anemia de Addison, é uma forma de anemia caracterizada pela redução no número de glóbulos vermelhos no sangue devido à incapacidade de o trato gastrointestinal de absorver adequadamente a vitamina B12.

A anemia perniciosa pertence, portanto, ao amplo grupo das anemias megaloblásticas, que consistem basicamente na deficiência de vitamina B12 no organismo. Somente quando ocorre má absorção desta substância pelo intestino é que a condição recebe o nome de anemia perniciosa.

 

Etiologia:

A anemia perniciosa é causada pela ausência do fator intrínseco (uma proteína especial) necessário na absorção de vitamina B12 pelo trato gastrointestinal. Essa deficiência pode ser motivada por inúmeras causas distintas, como:

    Defeito na absorção pelo trato gastrointestinal, causado por gastrite atópica enfraquecimento do revestimento interno do estômago

    Fatores hereditários e histórico familiar para anemia perniciosa

    Doença celíaca

    Acidúria metilmalônica, uma doença hereditária que atinge o metabolismo e que provoca o acúmulo de ácidos no organismo

    Homocistinúria, um distúrbio genético que afeta os olhos, a coagulação sanguínea e até mesmo os ossos

    Cirurgia bariátrica

    Tratamento da tuberculose com base no ácido para-aminosalicílico

    Má nutrição na infância.

    Além disso, mulheres grávidas que não se alimentarem corretamente durante os meses de gestação podem dar à luz a filhos com anemia perniciosa congênita. Os bebês com este tipo de anemia perniciosa não produzem o fator intrínseco ou, então, não são capazes de absorver a vitamina B12 corretamente.

 

    Há a suspeita, ainda, de que a ausência do fator intrínseco possa estar relacionada a uma doença autoimune, na qual os anticorpos que deveriam proteger nosso corpo de agentes invasores acabam por destruindo células e tecidos saudáveis do organismo por engano.

 

Fatores de risco:

Apesar de poder surgir em qualquer pessoa de qualquer parte do mundo, a incidência maior de anemia perniciosa ocorre no norte da Europa e em países escandinavos. Além disso, a doença costuma aparecer depois dos 30 anos de idade, mas também pode surgir antes, principalmente em crianças (anemia perniciosa juvenil). Este tipo da condição atinge as crianças antes de elas atingirem os três anos de idade.

Além disso, outras doenças também podem aumentar o risco de uma pessoa vir a desenvolver anemia perniciosa, como:

  • Doença de Addison
  • Distúrbios da tireoide, como hiperparatireoidismo
  • Doença de Graves
  • Hipopituitarismo
  • Miastenia grave
  • Amenorreia
  • Diabetes
  • Disfunção nos testículos
  • Vitiligo.

 

Sintomas:

Algumas pessoas com anemia perniciosa não apresentam sintomas. Em outras, os sinais são muito brandos e às vezes podem nem ser notados. No entanto, quando os sinais e sintomas da doença aparecem, devido à ausência de vitamina B12 no organismo, eles podem incluir:

  • Diarreia
  • Constipação
  • Fadiga
  • Perda de apetite
  • Palidez
  • Déficit de atenção e outros problemas de concentração
  • Dificuldade para respirar
  • Língua inchada ou avermelhada
  • Sangramento na gengiva.

Além disso, permanecer por longos períodos de tempo com níveis baixos de vitamina B12 pode causar danos ao sistema nervoso e ao surgimento de outros sinais e sintomas, como:

    Confusão mental

    Depressão

    Perda de equilíbrio

    Dormência e formigamento nas mãos e nos pés.

 

Diagnóstico:

O diagnóstico para anemia perniciosa é feito, basicamente, por meio da endoscopia digestiva, procedimento muito usado para investigar problemas no esôfago, estômago e intestinos. Na endoscopia digestiva, alguns tubos flexíveis, chamados de endoscópios, são introduzidos pela cavidade oral (endoscopia digestiva alta) ou anal (colonoscopia).

O teste de Schilling, realizado como um diferencial do diagnóstico da anemia megaloblástica, e um hemograma também são exames muito usados para diagnosticar anemia perniciosa.

 

Tratamento:

O principal objetivo do tratamento de anemia perniciosa é aumentar os níveis de vitamina B12 no organismo. Para isso, pacientes diagnosticados com a doença devem tomar vacinas com a substância uma vez ao mês. Pessoas com níveis ainda mais baixos da vitamina podem precisar de doses extras.

Além disso, outros pacientes podem precisar tomar suplementos de vitamina B12 por via oral. Algumas pessoas respondem bem somente a essa segunda opção de tratamento, tornando as injeções desnecessárias.

A anemia perniciosa deve ser tratada com a suplementação oral ou injetável da vitamina B12 e uma dieta balanceada que inclua carnes vermelhas, aves, mariscos, ovos e produtos lácteos, entre outros. Atualmente já existem também pastilhas sublinguais, de melhor absorção.

 

Complicações possíveis:

Pessoas com anemia perniciosa estão mais propensas a desenvolver problemas no trato gastrointestinal, como pólipos gástricos e, em casos mais graves, o câncer gástrico e outros tipos de tumores na região.

Se a doença não for devidamente tratada ou se ela não for tratada a tempo, pode haver problemas neurológicos graves - às vezes irreversíveis.

A anemia perniciosa pode alterar os resultados dos exames sanguíneos da bilirrubina, do colesterol, da gastrina e da fosfatase alcalina. A mulher que tenha níveis baixos de vitamina B12 pode ter um resultado falso positivo do esfregaço de Papanicolau porque a deficiência dessa vitamina afeta a aparência das células epiteliais.

 

Prevenção:

O corpo humano necessita de vitamina B12 para conseguir produzir os glóbulos vermelhos presentes no sangue. Para conseguir as doses diárias necessárias desta vitamina, as pessoas devem alimentar-se com carne vermelha, aves, mariscos, ovos e produtos lácteos. Para vegetarianos, veganos e intolerantes à lactose, existe a possibilidade de se tomar suplementos de vitamina B12 também.

 

Fontes e Referências:

Ministério da Saúde

19 maio 2016

Linfoma Não-Hodgkin

Linfomas são neoplasias (crescimento das células) malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções.
Existem trinta ou mais subtipos de linfomas específicos, mas para simplificar a classificação muitos oncologistas agrupam os vários subtipos de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo).
Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, pode-se determinar a possibilidade de progressão lenta ou rápida e os tipos de terapia necessários a esses subtipos.
A classificação dos tipos específicos de linfoma leva em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B).
O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas.

Fatores de risco:
Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:
  Sistema imune comprometido: pessoas com deficiência de imunidade, em consequência de doenças genéticas hereditárias,
  Uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas.
   Pacientes portadores dos vírus EpsteinBarr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.
   Exposição Química: os Linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença.
    Exposição a altas doses de radiação. Tomam medicamentos devido ao transplante de órgãos.
É importante salientar que muitos indivíduos com linfoma não se incluem nesses grupos de risco, e também que a maioria dos que se encontram nesses grupos nunca desenvolve a doença.

Sintomas:
Muitos pacientes costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. O aumento dos linfonodos é menos frequente próximo às orelhas, cotovelo, na garganta ou próximo às amídalas.
Raramente, a doença pode se iniciar em outro local, como ossos, pulmões ou pele. Nesses casos, os pacientes costumam apresentar sintomas referentes ao envolvimento local, como dor óssea, tosse, dor no peito, erupções ou nódulos na pele.
Os pacientes também podem apresentar sintomas como febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.
Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico "de rotina" ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.
Principais sintomas:
  • Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha;
  • Sudorese noturna excessiva;
  • Febre;
  • Prurido (coceira na pele);
  • Perda de peso inexplicada.



Diagnóstico:
São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado dos Linfomas Não-Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decisão da forma mais eficaz de tratamento a ser empregado.
Biópsia
Durante a biópsia, é retirada pequena porção de tecido (em geral linfonodos) para análise em laboratório de anatomia patológica. Há vários tipos de biópsia, incluindo os seguintes:
Biópsia excisional ou incisional: através de uma incisão na pele, retirasse o linfonodo por inteiro (excisional) ou uma pequena parte do tecido acometido (incisional). É considerado o padrão de qualidade para o diagnóstico dos linfomas.
Punção aspirativa por agulha fina: retira-se pequena porção de tecido por aspiração através de agulha.
Biópsia e aspiração de medula óssea: retira-se pequena amostra da medula óssea (biópsia) ou do sangue da medula óssea (aspiração) através de uma agulha. Este exame é necessário para definir se a doença estende-se também à medula óssea, informação importante que pode ter implicações no tratamento a ser empregado.
Punção lombar: retira-se pequena porção do líquido cerebroespinhal (líquor), que banha o cérebro e a medula espinhal (não confundir com medula óssea). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido.

Exames de Imagem
Estes exames são usados para determinar a localização dos sítios acometidos pela doença:
    Radiografias de tórax: podem detectar tumores no tórax e pulmões;
 Tomografia Computadorizada: visualiza internamente os segmentos do corpo por vários ângulos, permitindo imagens detalhadas;
  Ressonância Nuclear Magnética (RNM): também produz imagens detalhadas dos segmentos corporais;
 Cintigrafia com Gálio: uma substância radioativa que, ao ser injetada no corpo, concentra-se principalmente em locais comprometidos pelo tumor. Uma câmera especial permite ver onde o material radioativo se acumulou, e determinar o quanto se disseminou a doença;

Estudos celulares
Junto com biópsias e exames de imagem, são utilizados alguns testes que ajudam a determinar características específicas das células nos tecidos biopsiados, incluindo anormalidades citogenéticas tais como rearranjos nos cromossomos, comuns nos linfomas. Esses testes permitem também realizar estudos de receptores para antígenos específicos nas células linfomatosas, que servem tanto para definir a origem celular, como também para estimar o prognóstico do paciente. Estes testes incluem:
Imunohistoquímica: anticorpos são utilizados para distinguir entre tipos de células cancerosas.
Estudos de Citogenética: determinam alterações no cromossomo das células.
Citometria de Fluxo: as células preparadas na amostra são passadas através de um feixe de laser para análise
Estudos de Genética Molecular (Biologia Molecular): testes altamente sensíveis com DNA e RNA para determinar alterações genéticas específicas nas células cancerosas.
Novos testes e procedimentos diagnósticos estão surgindo a partir de trabalhos com a análise do genoma e expressão gênica. Parecem trazer informações importantes no futuro, mas na atualidade ainda são experimentais.

Classificação:
Classificar o tipo de linfoma pode ser uma tarefa bastante complicada, mesmo para hematologistas e patologistas. Os Linfomas Não-Hodgkin são, de fato, um grupo complexo de quase 40 formas distintas desta doença.
Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra (sua extensão). Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente, e estimar seu prognóstico.
Os Linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfoide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Para tornar a classificação mais fácil, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.
Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar-se com poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma.
Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, aos 60% restantes.
Estadiamento
Uma vez diagnosticada a doença, segue o procedimento denominado estadiamento. Consiste em determinar a extensão da doença no corpo do paciente. São estabelecidos quatro estágios, indo de I a IV. No estágio I observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio IV temos o envolvimento disseminado dos linfonodos. Além disso, cada estágio é subdividido em A e B (exemplo: estágios 1A ou 2B). O "A" significa assintomático, e para pacientes que se queixam de febre, sudorese ou perda de peso inexplicada, aplica-se o termo "B".

Tratamento:
A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambos. A imunoterapia está sendo cada vez mais incorporada ao tratamento, incluindo anticorpos monoclonais e citoquinas, isoladamente ou associados à quimioterapia.
A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de Linfoma Não-Hodgkin. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certos sítios no organismo mais propensos à recaída.
Para linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva, consistindo de injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal. Naqueles pacientes que já têm envolvimento do sistema nervoso no diagnóstico, ou desenvolvem esta complicação durante o tratamento, são realizados esses mesmos tratamentos; entretanto, as injeções de drogas no líquido cérebro-espinhal são feitas com maior frequência.
Imunoterapias, particularmente interferon, anticorpos monoclonais, citoquinas e vacinas tumorais estão sendo submetidos a estudos clínicos para determinar sua eficácia nos Linfomas Não-Hodgkin. Para algumas formas específicas de linfoma, um dos anticorpos monoclonais já desenvolvidos, denominado Rituximab, mostra resultados bastante satisfatórios, principalmente quando associada à quimioterapia. No caso dos linfomas indolentes, as opções de tratamento podem ir desde apenas observação clínica sem início do tratamento, até tratamentos bastante intensivos, dependendo da indicação mais adequada.

Prevenção:
Assim como em outras formas de câncer, uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes obtidos das verduras e frutas, assim como outros hábitos que reforçam as defesas do sistema imunológico podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin.