11 julho 2017

Vulvovaginite

Vulvovaginite é inflamação ou infecção da vulva e da vagina, que também pode ser chamada de vulvite ou vaginite. É uma condição comum que afeta pessoas de todas as idades.

Etiologia:

A vulvovaginite tem uma variedade de causas dentre elas podemos destacar:

Infecciosas:

  • Vaginose bacteriana;

  • Candidíase e Tricomoníase.

Inflamatórias:

  • Vaginite atrófica;

  • Corpo estranho;

  • Vaginite inflamatória descamativa;

  • Vaginite citolítica.

Não-infecciosas:

  • Química ou outro irritante;

  • Alérgica;

  • Dermatite de contato;

  • Traumática;

  • Colagenoses e dentre outras.

Quadro clínico:

  • O corrimento principal manifestação da vulvovaginite, deve ser caracterizado quanto à cor, consistência, quantidade, viscosidade, odor;
  • Coceira ou irritação vaginal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento vaginal.

As características do corrimento vaginal podem indicar o tipo de vaginite.

  • Vaginose bacteriana: corrimento de odor fétido brancoacinzentado. O odor, muitas vezes descrito como cheiro de peixe, pode ser mais óbvio após a relação sexual;
  • Infecção por fungos: o principal sintoma é a coceira, mas você pode ter um corrimento branco e espesso que se assemelha ao queijo cottage;
  • Tricomoníase: pode causar um corrimento amarelo, espumoso, por vezes esverdeado.

Fatores de risco:

- Alterações hormonais, tais como aquelas decorrentes da gravidez, uso de pílulas anticoncepcionais ou menopausa;

- Atividade sexual;

- Diabetes;

- Ter uma doença sexualmente transmissível;

- Uso prolongado de medicamentos, como antibióticos e esteroides.

Diagnóstico:

  • Anamnese e exame físico;

  • Exames laboratoriais;

  • O diagnóstico etiológico de certeza só será confirmado com exame bacterioscópico e cultura;

  • O antibiograma pode auxiliar a orientação terapêutica; principalmente em casos de quadros de etiologia bacteriana e/ou resistência ao tratamento convencional.

Tratamento:

O tratamento da vulvovaginite dependerá da sua causa e do resultado das análises laboratoriais realizadas.

Prevenção:

  • Tenha uma dieta equilibrada;
  • Controle o diabetes;
  • Evite o uso desnecessário de antibióticos;
  • Tenha bons hábitos de higiene íntima;
  • Após a micção, limpe a vagina em um movimento de frente para trás, evitando assim a propagação de leveduras ou bactérias do ânus para a vagina ou trato urinário
  • Use roupas íntimas de algodão e evite tecidos sintéticos. Isso ajuda a manter a área arejada e evita a proliferação de bactérias e fungos;
  • Evite roupas apertadas;
  • Não faça duchas íntimas nem use desodorantes pós, ou perfumes na área genital. Esses itens podem alterar o equilíbrio normal de organismos da vagina;
  • Mantenha hábitos de sexo seguro.



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