17 outubro 2016

Sepse

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A sepse ou septicemia é uma infecção geral grave do organismo causado por germes patogênicos. É uma inflamação sistêmica potencialmente fatal (síndrome de resposta inflamatória sistêmica ou SIRS) causada por uma infeção grave. A sepse pode continuar mesmo após a infecção que a causou não existir mais. Sepse severa é a sepse complicada por uma disfunção de órgãos. Choque séptico é a sepse complicada por um alto nível de lactato ou por choque que é refratário à reposição volêmica.

Pode-se dizer que a sepse ou septicemia é uma infecção sanguínea secundária provocada por uma infeção primaria que tenha acometido algum órgão. Esta infeção pode ser classificada como primaria e secundária baseado na ausência ou presença de foco de infeção conhecida fora do sistema vascular A sepse é uma causa importante de internação e a principal causa de morte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no mundo. Estudos feitos na Europa, Austrália e Nova Zelândia relatam que as taxas de prevalência de sepse em UTI variavam de 5,1% a 30%. Atualmente, a sepse continua a apresentar uma preocupação em saúde. O número de mortes causadas por sepse ainda é elevado, aumentando a permanência dos pacientes na UTI e gerando impacto econômico e social.

 

Causas:

Embora qualquer tipo de infecção - bacteriana, viral ou fúngica – possa causar sepse, as variedades mais prováveis incluem:

    Pneumonia;

    Infecção abdominal;

    Infecção renal;

    Infecção da corrente sanguínea (bacteremia).

A incidência de sepse parece estar aumentando em alguns países do mundo. As causas deste aumento podem incluir:

  • Envelhecimento da população
  • Bactérias resistentes aos medicamentos
  • Sistemas imunitários enfraquecidos causados por doenças que reduzem a imunidade tipo HIV, neoplasias e outras.

 

Fatores de risco:     

A sepse é mais comum e mais perigosa se o paciente:

    É muito jovem ou muito velho;

    Tem um sistema imunológico comprometido;

    Está muito doente, muitas vezes em unidade de terapia intensiva (UTI);

    Tem feridas ou lesões, como queimaduras;

    Tenha dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios;

    Prematuros;

    Crianças abaixo de um ano;

    Idosos acima de 65 anos;

    Pacientes com câncer, soropositivos ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo;

    Pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes;

    Usuários de álcool e drogas;

    Pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

 

ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

 

Sintomas:

Os sintomas comuns da sepse incluem aqueles relacionados a uma infecção especifica, mas geralmente são acompanhados de febre alta (hipertermia), pele quente e ruborizada (sinais flogísticos), elevada frequência cardíaca (taquicardia), hiperventilação, estado mental alterado, inchaço (edema) e queda da pressão sanguínea (hipotensão). Em pessoas mais jovens, mais idosas ou com o sistema imune comprometida o padrão dos sintomas pode ser atípico, com hipotermia e com a infecção pouco evidente.

A sepse pode ser encarada como uma síndrome em três fases, começando com sepse e progredindo para sepse grave e choque séptico. O ideal é tratar a sepse durante a sua fase inicial, evitando seu agravamento.

Para ser diagnosticado com sepse, você deve apresentar pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas (síndrome de resposta inflamatória sistêmica):

    • Temperatura do corpo acima de 38°C ou abaixo de 36°C;
    • Frequência cardíaca maior que 90 bpm;
    • Frequência respiratória superior a 20 irpm.

Associado a foco infecioso presumido ou instalado o diagnóstico de Sepse está estabelecido.

Caso exista disfunção em mais do que dois órgãos abaixo estaremos diante da sepse grave:

-   Diminuição significativa da produção de urina;

-   Mudança abrupta no estado mental;

-   Diminuição do número de plaquetas;

-   Dificuldade em respirar.

Para ser diagnosticado com choque séptico, é necessário disfunção orgânica estabelecida para sepse grave e pressão arterial extremamente baixa, que não respondem adequadamente a infusão de líquidos (soro).

 

Diagnóstico:

Um diagnóstico rápido é crucial para o tratamento da sepse, já que a adoção de uma terapia dirigida antecipada reduz a mortalidade por sepse severa.

A infecção é geralmente confirmada por um exame de sangue. Entretanto, o exame de sangue pode não revelar a infecção em pessoas que estiveram recebendo antibióticos. Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

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    Gasometria arterial;

    Exames de função renal;

    Contagem de plaquetas;

    Contagem de leucócitos;

    Diferencial sanguíneo;

    Produtos de degradação da fibrina;

    Lactato;

    Culturas.

Dependendo de seus sintomas, podem ser feitos outros exames, como:

  • Exame de urina;
  • Coleta de amostras de infecções e feridas;
  • Análise de secreções respiratórias;
  • Raio-X;
  • Tomografia computadorizada;
  •  Ultrassonografia;
  • Ressonância magnética.

 

Tratamento:

A sepse é geralmente tratada com fluido intravenoso e antibióticos. Se a reposição volêmica não for suficiente para manter a pressão arterial, vasopressores podem ser usados. Ventilação mecânica e diálise podem ser necessárias para manter a função dos pulmões e rins, respectivamente. Para guiar a terapia, um cateter venoso central (Swan-Ganz) e um cateter arterial podem ser colocados; medições de outras variáveis hemodinâmicas (como debito cardíaco, saturação venosa mista de oxigênio ou variação do volume sistólico) podem também ser utilizadas. Pacientes com sepse requerem medidas preventivas para trombose venosa profunda, ulceras de stress e ulceras de pressão, a não ser que outras condições previnam isso. Alguns podem se beneficiar de um controle rigoroso dos níveis glicêmicos com insulina (hiperglicemia de stress). O uso de corticosteroides é controverso. Drotrecogina alfa ativada (proteína C ativada recombinante), originalmente comercializada para a sepse severa, foi constatada não ser eficiente e recentemente foi retirada do mercado.

Quando feito no início, o tratamento pode aumentar as chances de o paciente sobreviver à sepse. Pessoas com sepse grave e choque séptico requerem uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem ser necessárias medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Alguns medicamentos são usados no tratamento de sepse. Eles incluem:

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-   Antibióticos;

-   Medicações para elevar a pressão arterial;

-   Baixas doses de corticosteroides;

-   Insulina para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estável.

Caso existam focos de infecção uma cirurgia pode ser necessária para remover as fontes de infecção, tais como abscessos.

 

 

 

 

 

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