17 outubro 2016

Hipertensão Pulmonar

A hipertensão pulmonar ocorre quando a pressão arterial é anormalmente alta nas artérias pulmonares (pequena circulação) ou na irrigação vascular dos pulmões. Dependendo do caso, poderá provocar uma marcada diminuição da tolerância ao exercício e falhas do coração. Esta hipertensão é independente da forma mais comum (chamada, simplesmente, hipertensão arterial - e que se deveria chamar, com maior propriedade, "hipertensão sistêmica"), detectada no consultório médico, onde é medida apenas a pressão nas artérias que participam da grande circulação. O ventrículo direito do coração tem de fazer um esforço adicional para conseguir bombear o sangue até aos pulmões, onde captará o oxigênio através das hemácias.

A hipertensão pulmonar pode ser primária ou secundária. É secundária quando deriva de enfisema pulmonar ou doença cardíaca congênita. É considerada primária, quando não se consegue encontrar causa para o distúrbio.

O lado direito do coração bombeia sangue através dos pulmões, onde o sangue pode receber oxigênio. Quando as artérias pequenas (vasos sanguíneos) do pulmão ficam estreitas, elas não podem transportar muito sangue. Quando isso acontece, a pressão aumenta. Isso é denominado hipertensão pulmonar.

O coração precisa trabalhar mais para forçar o sangue através dos vasos contra essa pressão. Ao longo do tempo, o lado direito do coração pode aumentar. Em algum ponto, não flui sangue suficiente para os pulmões para absorver oxigênio, então começam os sintomas.

Neste ponto, a insuficiência cardíaca que envolve o lado direito do coração está presente. Isso é denominado cor pulmonale.

 

Etiologia:

-  Distúrbios autoimunes que lesam os pulmões, como esclerodermia e artrite reumatoide Defeitos de nascença no coração.

-  Coágulos de sangue no pulmão (embolia pulmonar)

-   Insuficiência cardíaca congestiva

-   Doença da válvula cardíaca

-   Infecção por HIV

-   Níveis baixos de oxigênio no sangue por um longo tempo (crônico)

-   Doença pulmonar, como DPOC ou fibrose pulmonar.

-   Medicamentos (algumas drogas contra obesidade)

-   Apneia obstrutiva do sono

Em muitos casos, a causa é desconhecida. Neste caso, a condição é chamada hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI). Ela costumava ser chamada hipertensão pulmonar primária (HPP).

A HAPI é rara. Ela afeta mais mulheres do que homens.

Se a hipertensão pulmonar é causada por um medicamento ou condição médica conhecida, é chamada de hipertensão pulmonar secundária.

 

Sintomas:

Deficiência respiratória ou sensação de desfalecimento durante alguma atividade é frequentemente o primeiro sintoma.

Frequência cardíaca acelerada (palpitações) pode estar presente ao longo do tempo, os sintomas ocorrem com atividade mais leve ou mesmo em repouso.

-   Inchaço dos tornozelos e pernas;

-   Cianose;

-   Dor ou pressão no peito, geralmente na frente do tórax;

-   Vertigem ou desmaios;

-   Cansaço;

-   Fraqueza.

 

Exames e testes:

Exame físico pode observar:

-   Sons anormais no coração (especialmente uma divisão do segundo som do coração);

-   Dilatação das veias no pescoço;

-   Sensação de uma pulsação sobre o esterno;

-   Sopro cardíaco;

-   Inchaço nas pernas;

-   Inchaço no fígado e baço;

-   Sons respiratórios normais.

Nos estágios iniciais da doença, o exame pode ser normal ou quase normal. O problema pode levar vários meses para ser diagnosticado. A asma causa sintomas semelhantes e deve ser descartada.

Os testes incluem:

   Cateterização cardíaca;

   Radiografia torácica;

   Tomografia computadorizada torácica;

   Eco cardiograma;

   Eletrocardiograma (ECG);

   Varredura do pulmão;

   Arteriograma pulmonar;

   Testes da função pulmonar;

   Estudo do sono.

 

Fatores de risco:

-   Obesidade;

-   Apneia

-   Altitude

-   Uso de drogas e toxinas;

-   Histórico familiar – se uma ou mais membros da sua família tem Hipertensão Pulmonar ou um membro familiar na sua linhagem;

-   Gênero – mulheres têm duas vezes mais chances que os homens;

-   Gravidez – Ocorrem várias mudanças no corpo da mulher e há uma sobrecarga nos órgãos afetados pela hipertensão pulmonar, o que pode colocar em risco a vida da mulher e do feto. Além disso, alguns medicamentos, que fazem parte do tratamento, não são aconselhados para mulheres grávidas;

-   Outras doenças – Incluindo doenças do coração, doenças pulmonares, doenças do fígado desordens do tecido conectivo como esclerodema e lúpus.

 

Incidências:

Embora a HAP seja uma doença rara, com uma prevalência estimada de 30 a 50 casos por milhão, a prevalência da HAP em alguns grupos de risco é substancialmente maior. Por exemplo, em pacientes infectados por HIV, a prevalência é de 0,5%, em pacientes de anemia falciforme a prevalência é de 20 a 40% e em pacientes com esclerose sistêmica a prevalência foi relatada como sendo de 4,9% até 38%.

A HAP idiopática é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

 

Prognóstico:

A perspectiva de longo prazo foi deficiente, mas as novas terapias podem produzir resultados melhores. Algumas pessoas com esta condição podem desenvolver insuficiência cardíaca progressiva que pode levar à morte.

 

Tratamento:

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, já que não existe nenhuma cura conhecida.  É importante tratar dos distúrbios médicos que causam hipertensão pulmonar, como apneia obstrutiva do sono, condições pulmonares e distúrbios de válvulas cardíacas.

Várias opções novas de tratamento para hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) e outras formas de hipertensão arterial pulmonar estão sendo disponibilizadas.

Medicamentos usados para tratar da hipertensão pulmonar incluem:

   Ambrisentan

   Bosentan

   Bloqueadores dos canais de cálcio

   Diurético

   Prostaciclina ou medicamentos semelhantes

   Sildenafil

Alguns pacientes devem usar anticoagulantes para reduzir o risco de coágulos de sangue nas veias das pernas e artérias pulmonares.

Pessoas com casos avançados de hipertensão arterial pulmonar podem precisar de oxigênio. Se o tratamento com medicamentos falhar, os candidatos adequados podem ser ajudados por um transplante de pulmão ou coração-pulmão.

 

 

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